Juliana Ribas

Gerente de Inteligência e Pesquisas na Rock Content.

Apaixonada por marketing digital, pesquisas e inteligência de mercado.
23 publicações feitas.



como construir persona sem clientes

Como construir minha persona antes mesmo de ter meu primeiro cliente?

Se você trabalha em uma empresa que está entrando no mercado ou mesmo em uma empresa grande e já consolidada, mas que está querendo lançar um produto/serviço novo, talvez já tenha passado pelo seguinte dilema: como construir uma estratégia de marketing de conteúdo se eu não sei quem é a minha persona?

Uma das maneiras mais fáceis de conhecer uma persona é por meio de entrevistas exploratórias com seus próprios clientes. Afinal, quem representa melhor o perfil que você quer atingir senão aqueles que utilizam seus produtos/serviços?

Por outro lado, se você ainda não tem clientes, saber com precisão (sem achismos!) qual é o perfil do público que você quer atingir pode ser bem desafiador, não é mesmo?

Neste post, vim te mostrar que não é tão complicado assim. Existem outras maneiras de traçar uma persona que represente o potencial cliente ideal da sua empresa. E mesmo que você tenha um número alto de clientes e já tenha construído uma persona, todas essas técnicas abaixo poderão te ajudar a desenvolver um perfil ainda mais completo.

Pesquisa de persona “tradicional”

Imagino que você já tenha lido outros conteúdos sobre persona e que todos te digam para entrevistar seus clientes. O que faz total sentido, já que ela nada mais é que uma representação semifictícia (consideramos semi por ser baseada em fatos reais) do seu cliente ideal.

Nesse caso, o processo de construção passa basicamente pelas seguintes etapas:

1. Definição de perguntas estruturadas que te ajudem a construir o perfil, que de forma geral, abordam as seguintes as questões:

  • Idade;
  • Gênero;
  • Escolaridade;
  • Cargo;
  • Motivos e objetivos que levaram a comprar o produto/serviço;
  • Desafios que a sua empresa ou o seu produto ajudam a superar;
  • Canais em que a pessoa acompanha conteúdo;
  • Formatos de conteúdo que gosta de consumir.

2. Envio do questionário para a base de clientes ou até mesmo fazer contato por telefone;

3. Compilação e análise das respostas;

4. Construção da persona;

5. Validação com o time de marketing e o time de vendas, a partir da percepção deles também;

Nesse formato de pesquisa, não é preciso entrevistar um alto volume de clientes. Como as perguntas são abertas, é possível aprofundar e obter muita informação relevante e detalhada.

Para conseguir um alto volume de respostas, que seja estatisticamente representativo do seu mercado, existem outras maneiras, que vou abordar no próximo tópico. Um formato não exclui o outro, pelo contrário, se complementam!

Pesquisa de persona sem clientes

Se você não tem a possibilidade de entrevistar clientes ou se quer deixar sua persona ainda mais completa, validando-a a partir de dados de mercado e de comportamento do público-alvo, você pode realizar uma das (ou todas) as seguintes formas.

A partir de estudos feitos via pesquisas de mercado, pesquisas com a base de contatos, análise do Google Analytics e avaliação competitiva dos concorrentes, você poderá montar uma persona sem achismos.

Guia Completo do Google Analytics

1. Pesquisa de mercado

Uma das melhores opções para conhecer o seu público ou até mesmo o interesse pelo produto/serviço que você está lançando é por meio de pesquisas de mercado.

As principais vantagens desse modelo são:

  • Conseguir coletar um volume mais alto de respostas, por ser mais escalável;
  • Combinar dados quantitativos (que geram informações estatísticas) e dados qualitativos, que geram informações aprofundadas, relevantes e específicas;
  • Representar o seu público-alvo de forma ainda mais fiel à realidade, por seguir padrões estatísticos de amostragem e coleta;

As principais desvantagens são:

  • O processo de coleta pode ser mais longo, porque pode ser necessário que a pesquisa se mantenha em execução por mais tempo para chegar ao número de respondentes desejado;
  • O custo envolvido em geral é mais alto, já que, para alcançar o público-alvo, você pode precisar contratar painéis de respondentes terceirizados ou até mesmo uma empresa de pesquisa para desenvolvê-la.

Para entender em detalhes como desenvolver e executar uma pesquisa, veja nosso ebook Pesquisas de Marketing: como planejar, executar e gerar leads para sua empresa.Os passos para produzir uma pesquisa de mercado são:

1. Definir quem é a população a ser pesquisada. Exemplo: se meu produto atende pessoas do gênero feminino que tenham renda acima de R$2.000,00 e residam em São Paulo, essa é a minha população.

Caso você ainda não tenha informações tão específicas sobre ela, ou queira testar em diferentes públicos, não restrinja muito as especificações, selecione uma população ampla.

2. Calcular a amostra da pesquisa: para que a sua amostra seja realmente representativa da população, é importante calcular qual deve ser o seu tamanho.

Para encontrar o valor, complete a calculadora abaixo com:

  • O tamanho da população;
  • O nível de confiança (os mais utilizados são 90%, 95% e 99%);
  • A margem de erro.

3. Validar a necessidade de contratar um painel de respondentes ou empresa de pesquisa e fazer orçamentos com base no perfil do público-alvo e do tamanho da amostra.

4. Avaliar se há budget suficiente para realizar a pesquisa com base nos custos com painel e com horas despendidas pelo seu time.

5. Planejar o cronograma, que inclui datas para todas as etapas da pesquisa.

6. Definir a técnica para a coleta de dados:

  • Questionário online, utilizando ferramentas como Google Forms, Typeform e SurveyMonkey;
  • Entrevista presencial;
  • Entrevista via telefone;
  • Grupo focal (presencial ou online).

7. Construir o esqueleto do questionário: mesmo que a entrevista seja presencial ou online, a primeira coisa é entender as informações que você precisa coletar sobre o seu público e produzir um esqueleto do seu questionário. Quais perguntas serão feitas, em qual ordem, para só depois construí-lo na ferramenta.

É importante destacar as diferenças e a importância dos tipos de pergunta escolhidos. Para grande parte delas, faz sentido escolher o modelo “múltipla escolha” ou outro que tenha alternativas pré-estabelecidas. Por exemplo: se você quer saber em qual estado um brasileiro reside, você pode tranquilamente dar as opções e solicitar que ele escolha.

Entretanto, para perguntas que podem ter respostas mais amplas e de difícil previsão, não dê as opções de antemão; prefira o modelo de pergunta aberta.

Um exemplo seriam questões sobre quais blogs, newsletters, revistas, jornais etc a pessoa gosta de acompanhar. São tantas opções que seria impossível você adivinhar o gosto. É melhor não limitar e deixar que ela escreva livremente, isso só irá enriquecer o perfil da sua persona.

8. Passar o questionário para a ferramenta de coleta caso a técnica escolhida seja essa. Abaixo, você pode ver um exemplo de uma das nossas pesquisas de persona. Nela, você consegue tanto ter ideias de perguntas para replicar no seu quanto de como a construção é feita. Para este questionário, utilizamos o Typeform:

powered by Typeform

9. Execução da pesquisa, que irá variar de acordo com a técnica escolhida. Se for online, por exemplo, essa etapa seria a divulgação do questionário para a amostra. Se for via telefone, aqui seria o início das ligações, e assim por diante.

10. Fechamento da pesquisa e análise dos dados. Nessa etapa, você buscará traçar o perfil com base nas características predominantes. Por exemplo: se a maioria dos seus respondentes são mulheres, residentes de São Paulo, com cargo de gerência em empresas de tecnologia, esse é o perfil principal do seu público, portanto, é o mais representativo;

2. Pesquisa com base de contatos

A pesquisa com a base de contatos segue uma lógica de construção e execução bem próxima da pesquisa de mercado. A principal diferença é que, para realizá-la, você não precisará contratar um painel de respondentes, por exemplo, já que os participantes fazem parte da sua base de leads.

As principais vantagens dessa pesquisa são:

  • Os custos são reduzidos, exatamente por causa do não-investimento em painéis terceirizados. Então, se você tiver essa limitação, mas tem uma base de contatos, esse é um bom modelo para sua empresa;
  • Ela é escalável por ser realizada no meio online;
  • Você pode buscar parceiros que tenham um público parecido com o seu, mas que não sejam seus competidores, claro, para ampliar o alcance da pesquisa.

As desvantagens são:

  • Ela não é estatisticamente representativa do mercado, já que você não está selecionando uma amostra calculada a partir da população total;
  • Pode ser que a sua base não represente a persona ideal para o novo produto/serviço, por exemplo.

Em termos de processo, as únicas etapas que mudam em relação à pesquisa de mercado são a 2 (já que a amostra deixa de ser estatisticamente representativa) e a 3, em que não haverá a contratação de painel — mas ainda assim pode ser necessário contratar uma empresa para executar o processo).

Apesar de nesse modelo não haver contratação de painel e definição de tamanho da amostra, ainda assim é importante pensar em uma segmentação válida para receber a pesquisa.

Por exemplo: se você tem na sua base pessoas com cargos de diversos níveis hierárquicos, mas quer atingir apenas profissionais que sejam coordenadores, gerentes, diretores e C-level, não faz sentido que a pesquisa seja disparada para estagiários, analistas, supervisores, entre outros. Isso só provocaria desvios nos seus resultados.

As demais etapas são idênticas ao processo de pesquisa de mercado, descrito na técnica 1.

3. Estudo do Analytics do site/blog

Se a sua empresa já tem um site ou blog, é interessante analisar as estatísticas do Google Analytics para entender o perfil de quem tem acessado e que tipo de conteúdo seus visitantes têm buscado.

E mesmo que você já tenha uma persona documentada, é válido avaliar essas informações até para entender se seu blog ou site realmente tem atingido a persona que você quer. Fizemos isso recentemente, inclusive, com o Inteligência Rock Content, um dos nossos blogs.

No menu lateral do Analytics, vá em Público > Informações demográficas > Visão geral.

imagem google analytics

Nesse exemplo, podemos ver que a maior parte dos visitantes têm de 25 a 34 anos e são do sexo feminino. Por mais que essas informações ainda sejam mais representativas de um público-alvo do que de uma persona, você já consegue saber que a idade estimada do seu perfil está nesse intervalo.

Ainda na aba “Público”, selecione “Interesses” e, em seguida, “Visão geral”. Aqui você consegue ver os principais temas que o seus visitantes procuram na internet, independente de estarem relacionados aos conteúdos que você publica ou não.

google analytics

Já os segmentos no mercado demonstram o interesse na aquisição de produtos ou serviços na categoria. Avaliando o gráfico acima, por exemplo, e considerando o tipo de conteúdo que os blogs da Rock Content publicam e os serviços que a empresa presta, temos um bom indicativo que estamos atraindo pessoas certas.

Também em “Público”, temos informações geográficas sobre os visitantes, tanto sobre o país quanto sobre o estado e a cidade em que residem.

google analytics

google analytics

Como é de se esperar, a maioria dos visitantes de um blog de uma empresa que atua no Brasil reside no país, sendo que, nesse exemplo específico, a maior parte mora na cidade de São Paulo, SP.

Além disso, você ainda pode analisar os dias da semana e horários que a sua persona costuma consumir conteúdo e quais temas de conteúdo ela tem lido.

Em “Página inicial”, você consegue analisar o gráfico de “Usuários por horário do dia” e avaliar quais são os conteúdos/páginas mais visitados em um determinado período de tempo.

imagem google analytics

Já em aquisição, você consegue entender de quais canais o seu público está vindo: orgânico, social, email, direto… e o detalhamento de Social pode trazer insights sobre em quais mídias sociais sua persona está e como ela interage nelas.

google analytics

Com todas essas informações, você consegue construir o perfil do público que está acompanhando o seu blog e até mesmo validar se é realmente quem você busca atingir. Essa etapa é mais um complemento aos demais formatos pesquisas de persona do que uma pesquisa completa. Então use como forma de validação ou até um primeiro passo para a construção.

4. Análise competitiva

Uma outra forma de conhecer um pouco mais do seu potencial cliente é analisando o seu domínio e o dos seus concorrentes, principalmente para entender as palavras-chave mais buscadas por eles e os conteúdos mais lidos. Essas informações deixarão o perfil da sua persona ainda mais completo.

Em ferramentas como SEMrush, você consegue fazer essa análise tanto pelo domínio quanto por palavras-chave específicas.

Análise do domínio:

Painel-do-SEMrush-com-visão-geral-de-dados-orgânicos

Detalhamento das principais palavras-chave orgânicas por domínio:

Relatório-de-posicionamento-de-pesquisa-orgânica-no-SEMrush

Ao clicar em uma palavra-chave você tem o detalhamento das tendências, volume de busca e quais são as palavras-chave relacionadas.

imagem semrush

A partir dessas informações, é possível entender quais blogs e temas de conteúdo sua persona gosta de acompanhar sem precisar perguntar diretamente a ela.

Para aprender em mais detalhes como utilizar essa ferramenta, veja o post sobre como usar o SEMrush.

Existem outras ferramentas que também ajudam na análise do comportamento e gostos da sua persona, principalmente em redes sociais.

  • Buzzsumo

Com o Buzzsumo, também é possível fazer uma análise de concorrência, mas para entender como é o engajamento com conteúdo nas redes sociais. Lembrando que a mesma análise pode ser feita em relação às redes sociais da sua empresa.

Kit Marketing nas Redes Sociais

Isso é bom para pensar em temas que irão chamar atenção da sua persona em diferentes canais, não apenas na busca orgânica.

Fazendo uma pesquisa sobre o domínio da HubSpot no último ano, por exemplo, encontramos os seguintes dados:

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Redes sociais com mais engajamento do público e tipos de conteúdo que o público que as acompanha mais gosta por canal (infográficos, posts de “por que” e “o que”, formatos de lista, conteúdos de “como fazer” e outros):

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Engajamento por dia da semana, o que traz informações importantes sobre como a persona utiliza as redes sociais e se há variação de perfil de uso por rede social

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De qual tamanho de conteúdo o público mais gosta e mais interage:

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Quais conteúdos específicos mais tiveram engajamento (e quanto de engajamento tiveram) no período escolhido:

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A Quintly também fornece informações interessantes sobre dias da semana e horários de engajamento:

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E sobre quais posts específicos tiveram mais interação, tanto os seus quanto do seus concorrentes, por rede social:

CONTEÚDOS RECOMENDADOS
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Compilação das informações = persona completa!

Depois de realizar uma ou mais formas de pesquisa deste post, é preciso analisar e compilar todas as informações que você tem em mãos para construir a persona e, por fim, documentá-la.

A documentação da persona é necessária para garantir que estará registrada e padronizada para toda empresa, além de facilitar o compartilhamento com todos os setores.

Em todas as etapas, você identificou características predominantes, certo? Qual é o intervalo de idade, qual é o gênero, qual é o cargo, que tipos de conteúdos gosta de consumir… Mas como sabemos, a descrição “mulheres, residentes da cidade de São Paulo, com cargo de gerência e que gostam de consumir conteúdos sobre negócios e marketing digital…” ainda é genérica, representa um público-alvo, não uma persona.

Uma persona tem foto, nome, idade exata, cargo específico, assim como na imagem abaixo:

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Com a sua persona documentada, agora é só compartilhar com o time. Ah, e mesmo que você já tenha uma persona (ou mais), como eu disse, todos os formatos de pesquisa acima só irão deixá-la mais completa.

Para conhecer mais sobre pesquisas e inteligência competitiva, não deixe de acompanhar o Inteligência Rock Content também!

pesquisas de marketing

Os possíveis motivos pelos quais os clientes não estão ficando na sua agência


(Clique no player para o ouvir a narração do nosso post! Deixe nos comentários o que achou.)

Um dos maiores mistérios para agências é a retenção de clientes, ou seja, como manter uma cartela saudável e aumentar o LTV.

Se vários clientes saem da sua agência, especialmente depois do mesmo período — após 6 meses de contato, ou após o término de um único job, por exemplo — é sinal de que, possivelmente eles tenham um motivo em comum.

Por isso, antes de começar um plano de ação, o seu papel é identificar as razões pelas quais a sua agência não tem conseguido reter os clientes.

E existem alguns motivos comuns. Vamos a eles.

Falta de alinhamento de expectativas

Um dos grandes motivos de churn para a maioria dos negócios, e especialmente se tratando de agências digitais, é a falta de alinhamento entre as partes.

Muitos clientes acreditam que, contratando uma agência de serviços digitais, em 3 meses estarão gerando grandes resultados, o que na maioria das vezes não é verdade.

As ações precisam ser estratégicas e direcionadas, para garantir que os resultados sejam realmente consistentes e que gerem valor tanto para o seu cliente quanto para os clientes deles.

Por isso, é fundamental logo no momento da compra que o consultor entenda exatamente quais são os objetivos do potencial cliente, para saber como — e se — a sua agência consegue ajudá-lo.

Além disso, é fundamental colocar os pés do prospect no chão, ajudando-o a entender qual o prazo real para que ele consiga atingir os resultados que espera, ou mesmo para saber se eles são possíveis.

Caso contrário, em pouco tempo ele ficará decepcionado com os seus serviços e acabará não só rompendo o contrato, mas também saindo com uma péssima impressão sobre você.

Atração das pessoas erradas

Todo negócio possui uma persona. Isso é, um perfil de clientes ideais.

É fundamental conhecê-la bem, afinal o seu objetivo deve ser sempre atrair as pessoas com esse perfil, que tenham potencial de aquisição dos seus serviços.

Porém, muitas agências pecam por não entender exatamente qual é o seu cliente ideal, ou por não conseguir realizar ações realmente direcionadas para ele.

Com isso, você acabará fechando com os clientes errados — e sim, eles existem — o que prejudicará a sua retenção e também o trabalho dos seus colaboradores.

Cada novo cliente que entra em sua empresa, que não entenda o valor dos seus serviços, que não esteja no momento certo de compra, que não tenha budget suficiente para manter o contrato ou qualquer outro motivo que o torne um bad fit, representa uma grande chance de churn para a sua agência em curto e médio prazo.

Por isso, conheça muito bem a sua persona e crie ações de marketing para atrair as pessoas certas.

E, é claro:saiba dizer não para os clientes bad fit. Sabemos que isso pode ser assustador, mas eles representarão muito mais prejuízos que lucros para o seu negócio!

Problemas na prestação do serviço

Esse talvez seja um dos pontos mais difíceis de serem identificados por agências, e para isso você precisará de autocrítica e atenção: identificar os problemas na entrega do seu serviço.

Isso não significa necessariamente que você esteja fazendo um mau trabalho, mas talvez o seu time tenha dificuldade de mostrar o valor gerado ou os resultados para os seus clientes.

Dessa forma é fundamental entender qual a percepção dos seus clientes a seu respeito, para entender como vocês podem melhorar a entrega.

Além disso, é importante que agências digitais tenham foco e consigam se especializar em alguma vertente de sua área de atuação. Querer abrir demais a gama de serviços sem mãos para executar pode ser desastroso.

Por fim, tenha certeza de que vocês não estão colocando para dentro mais clientes do que conseguem atender, o que acaba gerando buracos na entrega e tornando o atendimento falho.

Uma vez identificado o problema, é fundamental entender como reter clientes. Como? Nós mostramos para você no ebook completo Retenção de Clientes para Agências!

Retenção de clientes em agências digitais ebook

Techtrends

TechTrends 2017: lançamos a 2ª edição da maior pesquisa sobre ferramentas digitais no Brasil

No ano passado, realizamos a primeira edição da pesquisa TechTrends, buscando compreender quais são as ferramentas mais utilizadas pelos segmentos de Agências, Tecnologia e Educação no Brasil.

Com a participação de mais de 800 respondentes, descobrimos informações importantes sobre os três setores, como: o índice de adoção de ferramentas de Marketing, Vendas, Comunicação, e outras categorias, qual é o número de aplicações utilizadas por tamanho da empresa, e se há uma preferência na escolha por ferramentas brasileiras ou estrangeiras.

Por isso, em 2017, realizamos pela segunda vez a pesquisa em parceria com a Resultados Digitais. Entretanto, dessa vez expandimos para os demais setores do mercado e analisamos apenas as agências separadamente.

Entenda como foi o desenvolvimento da pesquisa TechTrends 2017: Benchmarks de Marketing Digital para empresas brasileiras e conheça os principais resultados!

Desenvolvimento

Para a construção do questionário, compilamos uma lista extensa de ferramentas das seguintes categorias:

  • Marketing Digital
  • Vendas
  • Comunicação/Help Desk
  • ERP/BI/Gestão de Projetos
  • Para Desenvolvedores
  • Colaboração/Suítes de Produtividade

A coleta dos dados foi realizada online entre os dias 1º e 20 de março de 2017 e contou com a participação de 1223 profissionais de todo o país. O formulário foi promovidos no Facebook, Google+, Linkedin, e Twitter da Rock Content e da Resultados Digitais, além de ter sido divulgado para uma base de contatos.

Resultados

A TechTrends 2017 traçou o panorama do uso de ferramentas digitais no Brasil. Entre os resultados, foi possível perceber que há uma diferença na média de aplicações utilizadas entre cada setor.

Techtrends

Uso de ferramentas por categoria

Entre as categorias de ferramentas com maior adoção pelos respondentes, destacam-se a de Colaboração e Produtividade (99,3%), Comunicação e Help Desk (96,8%) e Marketing Digital (94,5%).

Uso de ferramentas de Marketing Digital

Na categoria Marketing Digital, conheça as ferramentas preferidas do mercado, de acordo com a TechTrends 2017, para:

Automação de Marketing

A automação de marketing mais utilizada pelas empresas brasileiras é o RD Station (50,9%), seguida pelo uso de ferramentas próprias (28,1%).

Techtrends

Email Marketing

Já para email marketing, as ferramentas mais adotadas pelos respondentes foram Mailchimp (33,5%) e RD Station (32,2%).

Techtrends

Construção de Landing Pages

Para criar landing pages, 61% das empresas utilizam ferramentas. Entre elas, a preferência também ficou com o RD Station, com adesão de 44,2%.

Techtrends

Plataformas de Marketing de Conteúdo

De acordo com a TechTrends, apenas  44,3% das empresas brasileiras utilizam uma plataforma de Marketing de Conteúdo, que facilita o gerenciamento e a documentação da estratégia de produção de conteúdo.

Techtrends

Para aqueles que adotam, a mais utilizada é a plataforma da Rock Content (41,3%).

SEO

De acordo com o estudo, 60,6% das empresas entendem a importância de investir em SEO e, por isso, utilizam ferramentas em sua estratégia.

Confirmando o resultado da pesquisa SEO Trends 2017, o Google Search Console é a ferramenta mais adotada para SEO no brasil, contando com a preferência de 69% das empresas. Em seguida, aparecem o SEMRush (24,1%) e o Yoast (23,1%).

Techtrends

Analytics

Analisar e acompanhar resultados é essencial para ter sucesso em uma estratégia de Marketing Digital. Apesar disso, apenas 44,3% das empresas no Brasil utilizam ferramentas de Analytics, o que é muito preocupante.

Entre aquelas que utilizam, a preferida é o Google Analytics (93,3%).

Techtrends

CMS

Ferramentas de CMS são imprescindíveis para quem quer gerar tráfego relevante e alcançar o público certo. De acordo com a TechTrends 2017, 63,1% dos respondentes afirmaram utilizar algum CMS, sendo o WordPress a escolha de 72,6% deles.

Techtrends

Social Media Monitoring/Management

Por fim, entre as ferramentas de marketing, a de Social Media Monitoring/Management aparece com baixo índice de uso entre os participantes (apenas 48,4%).

Entre aqueles que investem em aplicações para gerenciar redes sociais, a maior parte utiliza o RD Station (38,8%) e o Hootsuite (20,5%).

Techtrends

A pesquisa completa

Para acessar todos os dados da pesquisa, veja o relatório completo! Confira como é a adoção nas demais categorias além de Marketing Digital e conheça também a TechTrends para agências.

melhores pesquisas de marketing e vendas

Retire insights para sua empresa com as 17 melhores pesquisas de Marketing e Vendas do mundo!

Uma das primeiras coisas que eu aprendi aqui na Rock Content é que precisamos estar sempre atentos a números. Sejam eles metas individuais, do setor, da empresa ou tendências do mercado: estamos sempre de olho!

Assim, desde que entrei aqui, acompanhar tudo isso se tornou parte da minha rotina. Por isso, sei que nem sempre é simples se manter atualizado sobre tudo, especialmente sobre o mercado.

Se você está neste post, imagino que também reconheça a importância disso. E talvez você já tenha tido algumas dúvidas, como: quais são as melhores fontes de dados?

De onde posso obter os principais benchmarks do meu setor?

Como descobrir o panorama para o próximo ano em determinada área?

Depois de um ano coordenando a área de pesquisas e inteligência na Rock, conheci e passei a acompanhar diversas pesquisas de mercado.

Assim, ao longo desse tempo, fiz uma seleção daquelas que eu sempre uso de referência.

Confira agora quais são as 17 melhores pesquisas do mundo, divididas nas seguintes categorias:

 

As melhores pesquisas de Inbound e Marketing de Conteúdo

State of Inbound

A HubSpot é referência em Inbound, e a sua pesquisa não é diferente. O State of Inbound é uma das maiores pesquisas do mundo sobre o tema, já com 8 edições publicadas.

Apesar de a pesquisa ser realizada por uma empresa americana, os dados e estatísticas não se restringem apenas aos Estados Unidos.

Na edição de 2016, por exemplo, foram entrevistados mais de 4500 profissionais de 132 países diferentes. Assim, ela também é uma excelente fonte de benchmark para o Brasil.

Alguns dos principais tópicos abordados na pesquisa são:

  • Principais prioridades e desafios em Marketing e Vendas atualmente;
  • A adoção do Inbound Marketing no mundo;
  • Os resultados trazidos pelo Inbound Marketing;
  • A importância e os resultados trazidos pelo alinhamento entre Marketing e Vendas;
  • Previsões em Marketing e Vendas.

Essa é uma das minhas principais referências, e foi um dos nossos benchmarks no desenvolvimento da Content Trends, a maior pesquisa da Rock Content.

Content Trends

Falando em Content Trends, não poderia deixá-la de fora da lista! Essa foi a primeira pesquisa desenvolvida pela Rock e já caminha para sua terceira edição em 2017.

Apesar de a pesquisa State of Inbound ser uma ótima fonte de dados e apresentar um panorama também da América Latina, ainda faltavam estatísticas mais específicas para o Brasil.

Pensando nisso, desenvolvemos a Content Trends, que hoje se tornou a maior pesquisa de Marketing de Conteúdo do Brasil. No relatório, é possível encontrar informações como:

  • A adoção de Marketing de Conteúdo no Brasil;
  • Os resultados que a estratégia traz;
  • Quais são as melhores práticas em Marketing de Conteúdo;
  • Como as empresas montam e treinam suas equipes de marketing;
  • Previsões de investimentos na estratégia.

Content Trends 2018

B2B Content Marketing Research

Também sobre Marketing de Conteúdo, a pesquisa feita pelo Content Marketing Institute é uma ótima referência no assunto. Foi, inclusive, uma das nossas referências na construção da Content Trends.

Os dados coletados se referem unicamente ao mercado americano, então pode ser uma excelente base de comparação e de benchmark para o panorama aqui no Brasil.

Alguns dos principais insights que ela traz são:

  • Como é a adoção ao Marketing de Conteúdo nos Estados Unidos;
  • Qual é o diferencial das empresas bem-sucedidas em Marketing de Conteúdo;
  • Quais são as melhores práticas em Marketing de Conteúdo;
  • Previsão de produção de conteúdo e investimento para o futuro;
  • Panorama e diferenças entre empresas B2B e B2C.

State of Marketing

O State of Marketing é realizado pela Salesforce e apresenta alguns tópicos em Marketing que as demais não abordam.

Além de comparativos de investimento em canais de Marketing Digital e Offline, a pesquisa também destaca:

  • Os impactos do uso de ferramentas de marketing e vendas no sucesso das estratégias;
  • O investimento em Marketing Tech, como internet das coisas e podcasting;
  • O panorama do Marketing para mobile;
  • As suas melhores práticas em Email Marketing e adoção de cada uma delas.

Além disso, também há uma seção chamada “Country Profile”, em que alguns dados coletados são analisados por país. Nela, é possível encontrar informações específicas sobre o mercado brasileiro.

As melhores pesquisas sobre vendas

State of Sales

Quando o assunto é vendas, considero a Salesforce uma grande referência em termos de conteúdo. Assim, quando preciso de dados sobre o tema, uma das minhas fontes preferidas é a pesquisa State of Sales, realizada pela empresa.

Da mesma maneira que na State of Inbound, produzida pela HubSpot, os dados são coletados em diversos países do mundo.

Por isso, apesar de no último ano não ter havido respondentes do Brasil, as estatísticas também representam uma base interessante de comparação para nós.

No State of Sales, você consegue encontrar dados sobre:

  • As tendências que vêm mudando o papel de vendas ao redor do mundo;
  • Quais tecnologias e ferramentas são utilizadas e apresentam maior impacto em vendas;
  • As melhores práticas e estratégias adotadas por quem tem sucesso;
  • As previsões para o futuro em vendas.

Inside Sales Benchmark Brasil

Assim como nos demais temas, sempre procuro por referências brasileiras. Afinal, são elas que irão realmente mostrar o panorama do país.

No ano passado, a Meetime lançou uma pesquisa sobre vendas — inside sales, mais especificamente.

Os insights foram tão interessantes que, na época, publicamos um post aqui no blog contando 8 coisas que aprendemos com o relatório.

Na Inside Sales Benchmark Brasil, alguns dos principais destaques são:

  • As tendências na estrutura e no treinamento de uma equipe de vendas;
  • Qual é o ciclo de vendas médio das empresas no Brasil;
  • Como se dão a definição, acompanhamento e alcance de metas;
  • Tendências em salários e modelos de comissionamento;
  • O uso de tecnologias e seus impactos no sucesso das vendas.

 

As melhores pesquisas sobre blogging

ROI do blog corporativo

O ROI do blog corporativo tem uma proposta um pouco diferente das demais pesquisas realizadas pela Rock.

Nela, não entrevistamos o público; os dados analisados são todos obtidos por meio da nossa plataforma de conteúdo.

A análise de informações de 4476 artigos de diferentes temas revelou:

  • Quantas visualizações de página um artigo atinge, em média, em 12 meses;
  • Como a idade do post interfere no número de visualizações;
  • O impacto do tamanho do artigo no tráfego;
  • Como o número de compartilhamentos em redes sociais impacta o tráfego;
  • Qual é o ROI do blog corporativo;

State of the blogging industry

Para essa pesquisa, produzida pela ConvertKit, foram entrevistados mais de 850 profissionais que trabalham com blogs. Além de apresentar o perfil demográfico desses participantes, o relatório também mostra:

  • Os tópicos mais e menos populares entre os blogs dos respondentes;
  • As ferramentas de CMS mais adotadas;
  • A frequência média de publicação no blog;
  • O tamanho médio dos artigos publicados;
  • O número de visitas nos últimos 12 meses e os canais que trouxeram mais tráfego.

 

As melhores pesquisas sobre redes sociais

Social Media Trends

A primeira edição da Social Media Trends foi lançada no final de 2016 e traça o perfil de adoção das redes sociais no Brasil e as principais tendências para o ano de 2017.

Ela apresenta dados como:

  • A porcentagem de empresas brasileiras que estão presentes nas redes sociais;
  • Quais são as redes sociais que têm maior adesão pelas empresas;
  • O impacto que esses canais trazem nos resultados das empresas;
  • Boas práticas para estratégias de divulgação em redes sociais;
  • Investimento em mídias pagas e o seu ROI.

social media trends

Social Media Marketing Industry Report

Esse relatório, desenvolvido pelo Social Media Examiner, foi um dos nossos benchmarks para a Social Media Trends. Por isso, está na lista dos meus preferidos também.

Alguns dos principais insights que a pesquisa traz são:

  • A eficácia do Marketing nas redes sociais;
  • Os benefícios das redes sociais para as empresas;
  • O impacto das redes sociais na geração de leads e nas vendas;
  • O impacto das redes sociais no tráfego e no rankeamento;
  • Previsões de mudanças na estratégia em redes sociais;

 

As melhores pesquisas de Email Marketing

State of Email Report

Esse é uma pesquisa um pouco diferente do padrão dos demais, e é excelente para obter muitos insights para melhorar campanhas de email marketing.

O relatório feito pela Litmus começa com o destaque das principais mudanças que ocorreram nos diferentes provedores de email e em aplicativos e dispositivos mobile. Para todas essas mudanças, são dadas dicas para te ajudar a ter ainda mais sucesso.

Além disso, a pesquisa também mostra estatísticas sobre:

  • O uso de Email Marketing no mundo;
  • Como as métricas variam de acordo com o dispositivo utilizado e o sistema operacional;
  • A variação da taxa de abertura por provedor de email.

Todos esses dados são apresentados em gráficos que mostram a variação ano a ano, o que é muito interessante para avaliar tendências futuras.

State of Email Marketing by Industry

Na pesquisa feita pela GetResponse, as estatísticas também são quebradas por 15 segmentos de mercado distintos. As principais informações destacadas são:

  • Como é o ROI para cada um dos canais de Marketing apresentados, como email Marketing, Marketing Offline, SEO, Marketing de Conteúdo, entre outros;
  • Quais são os principais benefícios do Email Marketing na visão das empresas;
  • Quais são as principais estratégias utilizadas nos disparos;
  • Quais são as previsões de investimento em Email Marketing;
  • Como é o adoção a ferramentas de automação de emails.

Email Marketing Trends

Mais um estudo realizado pelo Inteligência Rock Content.

Nessa pesquisa, apresentam-se dados e estatísticas sobre a adoção da estratégia de Email Marketing no mercado brasileiro como:

  • Perfil das empresas que investem em Email Marketing;
  • Como é o planejamento dessas empresas;
  • As principais métricas analisadas e resultados alcançados;
  • Os maiores desafios das empresas para executar essa estratégia;
  • Os hábitos dos consumidores em relação aos emails;

email marketing trends

Year in review

O estudo feito pelo Mailchimp não é tão extenso e completo quanto os outros dois acima, mas apresenta estatísticas que todo mundo quer saber: médias de taxa de abertura, cliques e bounce (soft e hard), unsubscribe, entre outros.

Todos esses números são segmentados por:

  • Segmento de mercado: são listados 46 tipos indústrias diferentes;
  • Tamanho da empresa, segmentado por: 1 a 10, 11 a 25, 26 a 50 e mais de 50.

Além disso, o post ainda contém 6 dicas para melhorar as estatísticas das suas próprias campanhas de email.

As melhores pesquisas sobre segmentos

Muitas das pesquisas desenvolvidas pela Rock Content são voltadas para segmentos de mercado, como agências, tecnologia e educação. A partir delas, conseguimos traçar um panorama ainda mais completo de cada setor, em vez de criar apenas uma seção ou capítulo sobre eles.

Os relatórios por segmentos são:

MarTech

A Martech, como o próprio nome já diz, tem o objetivo de mostrar as principais tendências em Marketing Digital e vendas no setor de tecnologia.

Em 2016 lançamos a sua segunda edição, com diversas estatísticas sobre:

  • Os modelos de aquisição de clientes mais adotados
  • Qual é o custo por lead médio no mercado;
  • Benchmarks em estratégias de Marketing para o setor, incluindo a adoção ao Marketing de Conteúdo;
  • O impacto da adoção de ferramentas no sucesso das estratégias de Marketing e na redução do ciclo de vendas.

Panorama das Agências Digitais

A Panorama das Agências Digitais já apresenta duas edições, realizadas em 2015 e 2016, e mostra as principais tendências do setor de agências, incluindo:

  • Como é o investimento em Marketing e suas estratégias;
  • Quais serviços a agência presta e como é a precificação destes;
  • Principais desafios da agência;
  • Quais são os principais canais de aquisição de clientes;
  • Melhores práticas das agências que se consideram bem-sucedidas.

EDUTrends

A EDUTrends foi realizada pela primeira vez em 2016 e, com ela, traçamos o panorama do setor de educação em termos de:

  • Investimentos em estratégias de Marketing Digital e Offline;
  • O impacto do Marketing Digital na captação de alunos;
  • O impacto do Marketing de Conteúdo no número de visitas e leads;
  • O ROI das estratégias de Marketing adotadas;
  • Previsões de investimentos em Marketing Digital e Offline.

TechTrends – Agências, Tecnologia e Educação

A TechTrends é uma pesquisa desenvolvida para apresentar quais são as ferramentas mais utilizadas no mercado e como a sua adoção impacta nos resultados da empresa.

Para criar o relatório, dividimos a análise em três setores:

  • Agências
  • Tecnologia
  • Educação

Em todos eles, listamos mais de 50 ferramentas utilizadas no mercado, segmentadas nas seguintes categorias:

  • Marketing Digital;
  • Vendas;
  • Comunicação e Help Desk;
  • Enterprise Resource Planning;
  • (ERP) e Gestão de Projetos;
  • Hospedagem;
  • Colaboração e suítes de produtividade;
  • Learning Management System (LMS) — presente apenas no relatório para Educação.

Bônus: para você que quer ainda mais pesquisas e estatísticas!

Para ter acesso a ainda mais pesquisas e estatísticas, existem alguns sites que são ótimas referência sem fonte de dados. Eles compilam informações de pesquisas de todo o mundo e, por isso, devem ser consultados sempre. Alguns exemplos são:

  • eMarketer: é uma das melhores centrais de dados de pesquisas, principalmente sobre temas relacionados ao digital. Parte dos conteúdos tem acesso limitado a assinantes, mas uma grande parcela é liberada ao público.
  • Statista: também é um portal que reúne milhares de estatísticas, de temas diversos. Assim como o eMarketer, nem todos os conteúdos são liberados para não assinantes, mas é possível acessar uma boa base de dados.
  • Marketing Statistics – HubSpot: a HubSpot tem uma página com diversas estatísticas sobre SEO, Marketing de Conteúdo, Mídias Sociais, Email Marketing, Geração de Leads, Advertising e Vendas. É uma das minhas fontes de consulta recorrente.

Lembre-se de consultar essa lista e utilizá-la como fonte de dados e sempre que quiser avaliar tendências do seu setor!

Afinal, estatísticas nos ajudam a tomar decisões mais embasadas (principalmente se estas envolvem o mercado) e a argumentar com maior propriedade — desde que sejam de fontes confiáveis.

as melhores pesquisas de marketing digital

Se conhecer alguma outra pesquisa que não foi citada no artigo, conte-nos qual é nos comentários!

questionário de pesquisa online

Quer resultados mais precisos? Contamos como fazer um questionário de pesquisa online!

Se você atua na área de marketing de uma empresa, é provável que já tenha passado pela necessidade de desenvolver uma pesquisa de marketing.

Seja para conhecer tendências de mercado, seja para descobrir novas oportunidades de expansão, elas são essenciais para a tomada de decisões.

Uma das maneiras mais eficientes de realizar uma pesquisa de marketing atualmente é por meio de questionários online, e a sua construção é uma etapa essencial do processo. Saber o que perguntar, como perguntar e qual ferramenta utilizar pode fazer toda a diferença na coleta de bons dados.

Sabendo da importância desse instrumento e dos seus benefícios, separamos algumas dicas para te ajudar a criar o formulário ideal para a sua empresa.

Por que criar um questionário de pesquisa online?

O uso de questionários de pesquisa online para coletar dados apresenta diversas vantagens, especialmente se compararmos a outros formatos. Alguns dos seus principais benefícios são:

Permite alcançar mais facilmente um maior número de pessoas

Ao contrário de pesquisas de campo e entrevistas presenciais, o questionário de pesquisa online pode ser enviado para um grande número de pessoas em menos tempo.

Além disso, ele também não apresenta limitações geográficas. Independente da cidade, estado ou país em que a pessoa está, será possível coletar suas respostas.

Para divulgá-lo, você pode, por exemplo, utilizar sua base de contatos para enviar o questionário via email, publicar nas redes sociais e no blog da sua empresa.

Gera menores custos

Uma outra vantagem dos formulários online é a redução nos custos, principalmente se compararmos às entrevistas presenciais.

Nesse formato de coleta, não é preciso se deslocar para entrevistar os participantes, o que reduz gastos com transporte e tempo da sua equipe, por exemplo.

Apresenta maior facilidade de análise

Esse é um dos grandes diferenciais dos questionários de pesquisas online: a facilidade de computar e compilar dados, principalmente se ela for quantitativa.

Em outros instrumentos de coleta, seria preciso registrar individualmente as respostas de cada um dos participantes, o que não é nada eficiente.

Ao utilizar formulários online, porém, esse processo passa a ser feito automaticamente, e muitas ferramentas fornecem até mesmo um relatório com a análise dos dados em tempo real, ainda que simplificada.

Proporciona maior conveniência para os participantes

Imagine que você tenha acabado de receber no seu email um convite para participar de uma pesquisa, mas não consegue respondê-la agora porque tem uma reunião agendada para começar em 5 minutos.

Se essa pesquisa fosse realizada por telefone ou presencialmente, talvez você não conseguisse participar em outro momento. Entretanto, por ser um questionário online, você poderá acessá-lo novamente em outro dia ou horário.

Assim, esse formato de pesquisa oferece maior comodidade e conveniência para os respondentes, que podem realizá-la no seu tempo.

Transformação digital e marketing

É um método mais impessoal

O respondente pode se sentir mais confortável em fornecer mais informações por não precisar passá-las diretamente a um entrevistador.

Isso pode influenciar até mesmo em uma coleta mais precisa de respostas, que talvez não fossem obtidas presencialmente por receio ou vergonha dos participantes.

Além disso, em algumas entrevistas presenciais o próprio entrevistador pode enviesar algumas respostas, mesmo que de forma não intencional.

Isso também é evitado com o uso de formulários online e, por isso, os dados obtidos por esse instrumento podem ser mais precisos e honestos.

Como criar questionários online?

Para desenvolver um bom questionário online, é preciso seguir alguns passos essenciais:

1. Definição de objetivo e tema da pesquisa

Antes de iniciar a criação do questionário, a primeira etapa é determinar qual é o objetivo da sua pesquisa. Afinal, ele vai delimitar toda a definição de perguntas.

Se essa definição já estiver bem clara, você já pode passar para o passo seguinte. Caso contrário, para te ajudar, alguns exemplos de objetivos de pesquisa seriam:

  • Conhecer tendências em um setor, em termos de crescimento, investimentos, adoção a estratégias e ferramentas;
  • Identificar oportunidades ou ameaças em um mercado;
  • Entender como determinado produto, serviço ou campanha seria recebido pelo público;
  • Conhecer benchmarks de mercado;
  • Identificar o perfil dos consumidores;
  • Avaliar a satisfação de clientes ou funcionários da empresa
  • Descobrir e divulgar resultados relevantes para sócios, clientes, potenciais clientes

A partir da escolha do objetivo, o próximo passo é definir um tema para a sua pesquisa. Para ilustrar melhor, vamos utilizar uma das nossas pesquisas de exemplo, a MarTech.

O nosso propósito ao realizá-la era entender como é utilização de estratégias de Marketing Digital em empresas de tecnologia, além de divulgar dados relevantes para este mercado.

Assim, o tema definido foi “tendências de Marketing Digital em empresas de tecnologia no Brasil”.

2. Escolha do público-alvo

Depois de definir o tema, você provavelmente já terá em mente quem será o público-alvo da sua pesquisa. Essa escolha pode ser feita a partir de critérios como:

  • Mercado ou setor em que os respondentes atuam
  • Gênero
  • Faixa etária do respondente
  • Tamanho da empresa
  • Ser cliente da sua empresa
  • Ser potencial cliente da sua empresa


A definição de quem serão os seus respondentes é essencial para que você utilize a linguagem mais adequada em cada caso, e para que você possa segmentar o questionário a par

3. Determinação de hipóteses

Com o tema e o objetivo escolhidos, é preciso definir quais hipóteses sua empresa quer provar com a pesquisa.

A partir delas, você conseguirá entender com mais clareza exatamente o que você gostaria descobrir, o que é essencial para construir as perguntas do seu questionário online.

Para definir as hipóteses, é preciso levar em consideração o tema, o público-alvo e as informações que a sua pesquisa reunirá.

Para explicar melhor, vamos voltar ao exemplo dado no passo 1, sobre a pesquisa MarTech. Um dos principais pontos que queríamos descobrir era se existe relação direta entre adoção de Marketing de Conteúdo e a obtenção de resultados (em termos de visitas no site e geração de contatos).

Em seguida, realizamos previsões sobre essas possíveis relações e chegamos em algumas das hipóteses abaixo:

  • Empresas de tecnologia que adotam Marketing de Conteúdo têm média mensal de visitas superior àquelas que não adotam
  • Empresas de tecnologia que adotam Marketing de Conteúdo geram mais leads se comparadas àquelas que não adotam
  • Empresas de tecnologia que têm blog geram mais visitas


A partir das hipóteses formuladas acima, por exemplo, já sabemos que precisaremos de ao menos quatro questões para confirmá-las ou refutá-las. São elas:

  • A sua empresa adota Marketing de Conteúdo?
  • A sua empresa tem um blog?
  • Quantas visitas o site da sua empresa recebe, em média, mensalmente?
  • Quantas leads a sua empresa gera, em média, mensalmente?

4. Formulação das perguntas

Depois de tantas definições, chegou a hora de dar início à criação das perguntas. Talvez você esteja se perguntando o porque de só termos chegado nessa etapa agora, se o foco do nosso post é este. A explicação para isso é o fato de que, para construir o questionário, é preciso manter sempre em mente:

  • O tema e os objetivos, para delimitar a pesquisa e manter o foco na obtenção de informações que a sua empresa realmente precisa;
  • O público-alvo, já que é ele quem vai ditar a linguagem e os termos utilizados na pesquisa, além dos assuntos abordados nas perguntas. Afinal, é preciso garantir que os seus participantes saibam respondê-las;
  • As hipóteses, por demonstrarem exatamente o que será preciso perguntar para confirmarmos ou refutarmos as previsões feitas.


Isso porque, depois de passar pelos três primeiros passos, as diretrizes para a criação e a exigência por determinadas questões já ficam bem claras, como vimos no exemplo anterior sobre a MarTech.

Entretanto, também é importante ter atenção a outros pontos. Vamos a eles:

1. Faça um rascunho da estrutura

Nessa etapa, uma dica que utilizamos aqui na Rock Content é: faça primeiramente um rascunho do seu questionário online, para só então passar para a ferramenta escolhida para coleta dos dados.

Isso é importante para otimizar seu tempo. Durante o processo de criação das perguntas, é comum deletarmos algumas, adicionarmos outras e inverter a ordem com frequência, até chegarmos na versão final.

Como a passagem das questões para a ferramenta pode ser um pouco trabalhosa, finalizar antes a estrutura do questionário online pode evitar um retrabalho da sua equipe.

Além disso, muitas das nossas pesquisas envolvem a participação e a aprovação de diferentes pessoas. Por isso, registrar o rascunho no Google Drive é uma ótima opção para criar o questionário de maneira colaborativa.

2. Seja claro e objetivo nas perguntas

Um erro muito comum e que pode afetar toda a sua coleta de dados é a falta de objetividade e clareza em uma pesquisa.

Para evitar esse problema, ao formular o seu questionário, tenha muito cuidado com:

  • Criação de perguntas ou alternativas que são ambíguas;
  • Ortografia, pontuação e escrita: devem ser impecáveis para que o leitor compreenda facilmente;
  • Perguntas que não oferecem todas as alternativas de resposta possíveis: caso o respondente não consiga encontrar a melhor opção, há chances de ele selecionar qualquer uma ou até mesmo abandonar o questionário. Esse tipo de erro pode enviesar os dados obtidos;
  • Uso de palavras que influenciam a opinião do leitor

3. Escolha os modelos certos para cada pergunta

Depois de criar um documento no Drive, é preciso definir qual modelo será utilizado em cada uma das perguntas.

Para isso, é importante que você conheça bem quais são eles:

  • Pergunta desqualificatória


Caso você tenha escolhido um nicho específico de mercado, ou apenas respondentes de um determinado gênero, por exemplo, será necessário utilizar essa pergunta.

Ela funciona como um filtro, para evitar que pessoas que não fazem parte do seu público-alvo respondam à pesquisa.

Vamos seguir com o exemplo da pesquisa MarTech. Como vimos, o tema era “tendências de marketing digital em empresas de tecnologia”. Sendo assim, não poderíamos coletar respostas de nenhuma empresa que não fosse do segmento de tecnologia, certo?

Para isso, definimos que a primeira pergunta do nosso questionário online seria “Sua empresa atua no setor de tecnologia?”, como na imagem abaixo:

pesquisa online

Dessa maneira, construímos a estrutura de maneira que aqueles que respondessem “sim” prosseguissem no questionário, enquanto aqueles que selecionassem “não”, não pudessem continuar na pesquisa.

É importante destacar que a função acima, que permite construir caminhos diferentes de acordo com as respostas dos participantes, não está presente em todas as ferramentas de coleta. Ao final do post, vamos ver quais delas têm essa opção.

  • Pergunta de resposta única


Esse modelo de pergunta é um dos mais comuns. Nele, o respondente só pode selecionar uma alternativa entre as opções oferecidas.

  • Pergunta de seleção múltipla


Neste modelo, o respondente pode selecionar todas as opções que desejar entre as alternativas oferecidas.

  • Pergunta em escala


Nesse formato de pergunta, o respondente escolhe em uma escala de pontos pré-determinada por você. Ela pode variar de 0 a 5, 0 a 10, 1 a 5, entre outros. Em geral, esse tipo de pergunta é utilizado para julgar afirmativas, e um exemplo conhecido é o de “concordo totalmente/discordo totalmente”.

  • Perguntas abertas


Nesse tipo de questão, o participante pode escrever sua resposta livremente, sem opções pré-determinadas.

  • Lista suspensa ou dropdown


O formato de lista suspensa é aquele em que as alternativas estão disponíveis em uma barra de rolagem. É muito utilizado para questões em que há muitas opções e estas são curtas, como em uma pergunta sobre o ano de nascimento do respondente, por exemplo.

4. Revise e construa o questionário na ferramenta

Depois de formular as perguntas, faça uma revisão completa no questionário. Leve em consideração, principalmente:

  • Se as questões estão seguindo uma sequência lógica e, se for necessário, faça alterações na ordem
  • Se há repetição de questões
  • Se todas as questões são realmente necessárias e, caso não sejam, descarte o excesso. Quanto mais objetivos e curtos, menores são as chances de os respondentes abandonarem a pesquisa antes do fim
  • Possíveis erros de ortografia e ambiguidade


Depois de rever tudo, passe todas as perguntas para um software de construção de questionários. Não se preocupe, na próxima sessão vamos te indicar alguns para que você escolha o que mais se adéqua à necessidade da sua empresa.

Lembre-se de adicionar uma página de boas-vindas ao questionário online, bem como uma de agradecimento.

Depois, com o formulário pronto na ferramenta, não se esqueça de pedir para outras pessoas também responderem e apontarem possíveis problemas. E caso esteja tudo certo, é só dar início a divulgação!

Guia prático para divulgação de conteúdos

Bônus: Quais são as melhores ferramentas para questionários online?

Formulários Google

O Google Drive oferece uma ferramenta gratuita de construção de questionários online.

Essa ferramenta permite que você escolha entre 9 modelos de perguntas, e a sua principal vantagem é a integração com os demais aplicativos do Drive, especialmente com o Planilhas Google.

Entretanto, se comparada a outros softwares, ela não é considerada tão completa. Se o uso de perguntas desqualificatórias for absolutamente necessário, a construção nessa ferramenta não será possível, já que é preciso utilizar uma lógica de ramificação (ou logic jump).

Por outro lado, se o questionário da sua pesquisa é mais simples, o Formulários Google é uma ótima opção!

Para começar a construir, basta ter uma conta Google e acessar o Drive. No menu esquerdo, clique em “Novo”, depois em “Mais”. Em seguida, clique em “Formulários Google”.

SurveyMonkey

O SurveyMonkey é um software mais completo que o Formulários Google. Apresenta 15 opções de modelos de perguntas, além de oferecer a possibilidade de realizar testes A/B.

Ele também apresenta uma versão gratuita, que tem a desvantagem de limitar o número de perguntas (10) e de respostas (100) e não possuir recursos avançados — como a lógica de ramificação.

No plano Plus, de 84 reais ao mês, o limite de respostas passa a ser de 1000 reais e, apenas no plano PRO, de 79 reais por usuário, essa limitação deixa de existir e outros recursos mais avançados são disponibilizados.

Typeform

Outra opção de software para criar os seus formulários é o Typeform.

Ele tem uma opção gratuita, que oferece 17 modelos de perguntas e não limita o número de perguntas, nem de respostas coletadas. Se compararmos ao SurveyMonkey, essa é uma grande vantagem.

Ele também é mais completo que o Formulários Google, além de ser visualmente mais bonito e personalizável.

Apesar de não ter integração direta com o Planilhas Google, ele apresenta um dashboard em tempo real sobre o seu formulário, além de fornecer um relatório, também em tempo real. Todos as respostas coletadas podem ser baixadas em formato .xlsx ou .csv.

Entretanto, para utilizar algumas funcionalidades mais avançadas (lógica de ramificação) é preciso assinar o plano PRO, no valor de 35 dólares ao mês, ou PRO+, por 70 dólares ao mês.

Vamos começar?

Chegou a hora de colocar todas as dicas em prática e criar um questionário online para a sua pesquisa de marketing!

Se você quer entender melhor como planejar e executar sua estratégia de pesquisa dentro da estratégia de marketing, não deixe de ler o ebook Pesquisas de Marketing.

pesquisas de marketing

captação de alunos

Captação de alunos: como usar o funil de marketing em Instituições de Ensino

Paula é uma estudante que busca ampliar sua formação. Ela ainda não sabe exatamente se quer realizar um novo curso superior, uma pós-graduação ou até mesmo se a melhor opção é fazer alguns cursos livres.

Antes de tomar essa decisão, Paula começa a procurar por mais informações sobre diversas instituições de ensino e os cursos oferecidos por elas. Para isso, ela acessa websites, blogs e páginas em redes sociais e, só depois de pesquisar muito, ela define que caminho seguir.

A Paula pode ser apenas uma representação fictícia de uma potencial estudante da sua IE, mas demonstra bem a realidade: o perfil dos estudantes mudou e o modo como eles buscam por informações ao fazer escolhas sobre seu futuro acadêmico também.

Isso significa que, para melhorar a captação de alunos, a sua instituição deve estar preparada e oferecer os conteúdos certos para responder a todas as dúvidas do seu público!

E para isso, é essencial compreender e mapear o funil de marketing da sua IE, e é isso que vamos te ensinar hoje.

Como é um funil de uma Instituição de Ensino?

O funil de uma instituição de ensino é semelhante aos funis dos demais mercados, mas mais extenso.

Isso acontece porque o processo de decisão, que vai desde a escolha de um curso até a efetivação da matrícula, é bem longo, com várias etapas.

A partir do seu entendimento, é possível desenvolver e investir em estratégias de Marketing de Conteúdo que tornem os seus potenciais alunos cada vez mais educados e prontos para fazerem sua inscrição.

Então, vamos a ele:

captação de alunos: funil de marketing

Na imagem, estão destacadas todas as etapas pelas quais um aluno pode passar até se matricular em uma instituição de ensino.

Entretanto, as conversões de uma fase para a outra nem sempre ocorrem naturalmente, mas existem estratégias tanto de marketing quanto de vendas que podem impulsionar esse processo.

E, para uma captação de alunos eficiente, é preciso integrar ambos os funis, como vimos na imagem.

Mas quais são as diferenças entre os dois funis?

O funil de marketing vai desde a atração de visitantes e potenciais alunos ao seu site até a transformação destes em contatos interessados e qualificados, que já estão próximos do momento de se inscrever em um processo seletivo ou em um curso — dependendo da sua instituição.

Já o funil de vendas seria a continuação desse primeiro funil. Ou seja: os alunos que realmente confirmarem seu interesse e converterem no fundo do funil de marketing a partir de uma ação como a inscrição em um processo seletivo, vão seguir para o funil de vendas.

Para compreender bem os dois funis, é importante fazer a distinção entre cada etapa da jornada do seu potencial aluno:

Visitantes

São consideradas apenas visitantes aquelas pessoas que acessam o seu site, blog ou página, mas não tomam nenhuma ação de conversão (como o preenchimento de um formulário) e, por isso, ainda não se transformaram em leads.

Leads

São aqueles potenciais alunos que realizaram alguma ação de conversão ao preencher informações de contato para fazer download de um conteúdo.

Mas atenção! Nesse caso, quando nos referimos à conversão, não estamos falando de um formulário de inscrição ou de matrícula. Essas duas etapas ocorrem no segundo funil, o de vendas.

Leads são contatos que ainda estão buscando mais informações por meio da leitura de conteúdos, mas ainda não estão prontos para tomar uma decisão.

MQLs

MQLs são as leads que já demonstraram algum interesse, seja pelo download de um conteúdo mais aprofundado, que contém informações sobre determinado curso, ou por ter entrado em contato com algum atendente da sua IE para tirar dúvidas sobre a inscrição, por exemplo.

Nesse momento, essas leads já estão bem próximas de se inscreverem, mas ainda precisam de mais dados antes de tomar uma decisão.

Inscritos

Nessa etapa, há uma diferença se compararmos instituições que possuem processo seletivo com aquelas que não têm.

Se a sua IE tem um processo seletivo, essa é o momento em que o seu potencial aluno fez a inscrição para realizá-lo.

Já se a sua IE não apresentar processo seletivo, você deve considerar como inscritos aqueles que fizeram a inscrição para um curso, mas ainda não efetivaram sua matrícula.

Avaliados (etapa apenas para IEs com processo seletivo)

Se a sua instituição não apresenta processo seletivo, essa etapa pode ser desconsiderada.

Se ela tem um processo seletivo, serão considerados avaliados todos aqueles alunos que participaram dele, independente de terem sido convocados ou não.

Convocados (etapa apenas para IEs com processo seletivo)

Assim como na etapa anterior, de avaliados, lembre-se de desconsiderar “Convocados” se a sua instituição não tiver processo seletivo.

Convocados são todos os alunos que participaram do processo seletivo e foram aprovados, e por isso estão aptos a entrar na sua IE.

Matriculados

Nessa etapa, só ingressarão os alunos que efetivarem a matrícula em um curso da sua instituição de ensino.

Aqui nesse post, vamos focar no funil de marketing, que vai de visitantes a MQLs.

Por que uma IE deve se preocupar com o funil de marketing para a captação de alunos?

É muito comum que algumas instituições de educação tenham como foco apenas métricas do funil de vendas, como inscritos em um vestibular e matriculados em um curso.

Entretanto, o processo de atração de alunos para uma instituição de ensino começa muito antes da promoção de um processo seletivo, de cursos e do ato de inscrição do estudante.

Além disso, como o próprio conceito de funil implica, em cada uma dessas etapas — desde visitantes, até matriculados — perdemos vários potenciais alunos pelo caminho.

Por isso, é essencial que a sua IE invista em estratégias que reduzam esses gargalos e melhorem a atração e a conversão no seu funil.

Mas como fazer isso?

Uma das principais maneiras é por meio do marketing de conteúdo, que já é adotado por 76,5% do setor de educação, de acordo com a Content Trends 2018. E, para o desenvolvimento pleno dessa estratégia, é preciso construir o funil de marketing da sua instituição de ensino.

Funil de marketing e o marketing de conteúdo

Fazer a escolha por um curso, seja ele superior ou não, demanda a avaliação de uma série de pontos importantes. Isso passa por:

  • Definição do tipo de curso a ser feito (graduação, pós-graduação, mestrado, curso livre, curso técnico, EAD…)
  • Definição da área ou tema do curso
  • Escolha pela instituição
  • Avaliação dos valores (inscrição, matrícula e mensalidade) do curso

Com tantas decisões a serem tomadas, dificilmente um potencial aluno irá procurar a sua IE somente no momento de fazer inscrição.

Muito antes disso, ele vai buscar informações para solucionar cada uma das suas dúvidas.

Há alguns anos, esse processo era feito offline. Isso significa que panfletos, propagandas em televisão, rádio e outdoors eram ótimas (e praticamente as únicas) opções para a divulgação da sua instituição de ensino.

Entretanto, o modo como os consumidores fazem suas escolhas mudou. Assim, apesar de as mídias offline continuarem sendo boas opções para IEs, sozinhas não são suficientes mais.

Isso porque, assim como em outros segmentos e mercados, os seus potenciais alunos também vão buscar por referências e informações online: seja no site, no blog ou nas redes sociais da sua instituição.

Dessa forma, aquela que apresentar os melhores conteúdos ao seu público vai sair à frente e apresentar vantagem em relação às demais, tanto em termos de rankeamento em motores de busca quanto na escolha dos alunos em si.

Afinal, se sua IE publica conteúdos de qualidade sobre os cursos oferecidos e sobre demais áreas de interesse do aluno, ela provavelmente se tornará referência em termos de informação.

Assim, em um momento de decisão, maior será a chance desse público ter a sua instituição em mente, ao menos como uma das opções de escolha.

Como montar uma estratégia para o funil de marketing?

Agora que você já conheceu o funil de uma instituição de ensino e a sua importância no processo de captação, chegou a hora de entender como criar uma estratégia para que seus potenciais alunos avancem por cada etapa.

Como vimos, para torná-los cada vez mais educados e prontos para o momento de escolha por uma instituição, uma das melhores maneiras é investir em marketing de conteúdo.

Para isso, é preciso seguir alguns passos:

Construa as personas da sua IE

Antes de produzir conteúdos, o primeiro passo é compreender bem o seu público. Para isso, você deve construir as personas da sua instituição de ensino.

Personas são representações semi-fictícias do perfil dos seus alunos. Elas se baseiam em dados e características reais do público da sua instituição de ensino.

Para criar as personas da sua IE, você pode:

  • Entrevistar alguns alunos
  • Avaliar algumas informações demográficas com base em informações dadas no momento da inscrição ou da matrícula
  • Conversar com profissionais da sua IE sobre o perfil dos alunos

Depois de compilar todas as informações coletadas, procure por padrões e monte uma ou mais personas para a sua instituição.

Em seguida, mantenha todas elas documentadas, assim como no exemplo abaixo:

captação de alunos: exemplo de persona

Para te ajudar no processo de criação de uma persona como o Felipe, utilize uma ferramenta como o Gerador de Personas.

Entenda quais informações seus potenciais alunos buscam

Depois de conhecer as personas da sua IE, fica um pouco mais fácil entender por quais informações os seus potenciais alunos procuram.

Mas para criar conteúdos que realmente respondam às suas dores e dúvidas, é preciso fazer uma busca de palavras-chave e entender a jornada de compra do seu aluno.

Pesquisa de palavras-chave

Antes de fazer uma escolha por uma instituição de ensino, é bem provável que seus potenciais alunos (ou ao menos parte deles) utilizem motores de busca para encontrar mais informações.

E, para chegarem nos resultados desejados, eles irão buscar por determinadas palavras-chave.

Assim, para garantir que o seu conteúdo será encontrado, não basta apenas deduzir o que o seu público deseja ler. Ele deve ser criado com base em uma pesquisa de palavras-chave.

Para realizar essa pesquisa, você deve:

  • Manter sempre em mente as suas personas
  • Definir um tema, que pode estar relacionado a um curso específico, a vestibular ou até mesmo à carreira, por exemplo
  • Utilize ferramentas, como: Google Keyword Planner e SEMRush

Jornada do aluno

Como vimos, seus potenciais alunos passam por diversas fases até tomar uma decisão e escolher uma instituição para se matricular.

Em cada uma delas, eles vão apresentar necessidades diferentes, e a sua estratégia deve estar sempre alinhada a elas.

A jornada do seu aluno passa, basicamente, por 4 fases:

  • Descoberta e percepção de um problema: nessa etapa, seu potencial aluno vai compreender que tem um problema. Ele pode estar relacionado à pura vontade de conhecimento, ou a uma necessidade de se especializar e crescer no mercado, por exemplo.
  • Consideração da solução: nesse momento, ele já entendeu qual é o seu principal problema e começa a considerar a melhor solução. Alguns exemplos de dúvidas seriam quanto ao tipo de curso fazer (superior, técnico, livre, EAD) e quanto à área escolhida.
  • Decisão pela instituição: feita a escolha pela solução, resta definir em qual instituição de ensino o aluno quer estudar. Para essa avaliação, ele pode considerar:
    • a qualidade e o renome da IE
    • a grade curricular
    • valores de inscrição, matrícula e mensalidade.
    • aprovação ou não no processo seletivo
  • Tomada de ação: com o curso e a instituição definidos, seu potencial aluno irá tomar uma ação de se matricular em uma IE.

Crie conteúdos para cada etapa do funil de marketing

Agora que a sua instituição de ensino já conhece para quem criar conteúdos, quais são os temos mais procurados por eles e em qual momento eles precisam, chegou a hora de produzir os materiais.

Os temas vão sempre seguir:

  • As suas personas
  • A etapa do funil e da jornada de compra
  • A pesquisa de palavras-chave
  • Os cursos que a sua instituição oferece

Entretanto, para cada etapa do funil, existem certos temas e formatos de conteúdo que apresentam melhores resultados. Vamos entender quais são eles:

Topo do funil de marketing: atraindo potenciais estudantes

No topo do funil de marketing, seus potenciais estudantes ainda estão descobrindo um problema e tentando resolvê-lo.

Nesse momento, talvez eles ainda não conheçam muito bem a sua instituição e só estão em busca de informações mais gerais.

Assim, para criar conteúdo de topo, os melhores formatos são aqueles com nenhuma ou poucas barreiras de visualização. Ou seja, sem a proteção de uma landing page ou com formulários menores.

Algumas opções são:

Para temas de topo de funil, procure selecionar assuntos mais gerais, como:

  • Como escolher uma carreira
  • Dicas sobre orientação
  • Testes vocacionais
  • Profissões do futuro
  • Dicas sobre estudos e organização

Meio do funil de marketing: transformando visitantes em contatos

No meio do funil, seu público já está cada vez mais disposto a fornecer mais informações de contato em troca de materiais relevantes e, assim, se tornar uma lead.

Ao mesmo tempo, ele passa a buscar conteúdos um pouco mais aprofundados para decidir qual solução ele irá escolher.

Por isso, nessa etapa os melhores formatos são:

  • Posts em blog
  • Posts em redes sociais
  • Envio de email marketing
  • Guias ou ebooks, já com formulários mais longos em landing pages
  • Webinars, também protegidos por landing pages

Como temas, aprofunde mais em relação aos de topo de funil e mantenha os cursos que a sua IE oferece sempre em mente:

  • Diferenças entre curso superior e técnico
  • Vantagens da Educação a Distância
  • Vantagens de fazer o curso X
  • A importância de um curso superior
  • Detalhamento e explicações sobre cursos e áreas de especialização
  • Dicas de cursos online
  • Porque optar por uma instituição particular/pública

Fundo do funil de marketing: qualificando e despertando interesse

Como destacamos, o processo decisório de um potencial aluno tende a ser longo. Principalmente se a sua opção for por cursos superiores ou profissionalizantes.

Nessa etapa do funil do marketing, as leads passam a apresentar interesse real em um curso (MQLs) e buscam cada vez mais informações que a ajudem a tomar uma decisão.

Por isso, depois de se tornar um contato, o próximo passo é torná-lo cada vez mais qualificado e levá-lo a se inscrever em um processo seletivo ou em um curso da sua IE.

Para o fundo do funil, os formatos ideais são:

  • Posts em blog
  • Posts em redes sociais
  • Envio de fluxos de nutrição
  • Ebooks com temas mais aprofundados
  • Webinars
  • Relatórios e guias

Para levar o seu potencial aluno a se inscrever, alguns temas possíveis seriam:

  • Como se preparar para o vestibular
  • X dicas sobre o Enem
  • Guia do vestibulando
  • Como se preparar para um concurso público

Além disso, para produzir bons conteúdos para todas as etapas e melhorar o rankeamento em motores de busca, lembre-se sempre de otimizá-los com técnicas de SEO. Um bom exemplo de conteúdo e oferta para atrair alunos, é este app de Simulados do Enem gratuito.

Para aprender ainda mais sobre uma estratégia completa para instituições de educação, acesse também o nosso guia de Marketing de Conteúdo e Inbound para o Setor Educacional.

Marketing-de-conteudo-para-instituicoes-de-ensino

edutrends participe

Participe da EduTrends e concorra a uma caixa de som JBL Flip!

O setor de educação vem passando por diversas mudanças nos últimos anos. O crescimento dos cursos de ensino à distância, do número de instituições e da concorrência aumentou a necessidade de investir em novas estratégias de atração de alunos.

Para avaliar melhor essa tendência, em junho deste ano lançamos nossa primeira pesquisa sobre o setor de tecnologia, a TechTrends.

Por meio dela descobrimos, por exemplo, que 87,9% das instituições de educação já adotam ao menos uma ferramenta de marketing digital, o que mostra uma diversificação em relação .

Entretanto, queríamos entender melhor como é de fato a adoção de estratégias de marketing de conteúdo e inbound marketing nesse mercado.

Por isso, estamos lançando a primeira edição da pesquisa EduTrends: benchmarks de marketing digital para Instituições de Educação.

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Queremos conhecer:

  • As principais tendências do setor;
  • Como as IEs estão investindo em marketing digital;
  • Como as IEs estão investindo em marketing offline;
  • Quais são as principais estratégias utilizadas para captar alunos;
  • Se as IEs vêm investindo em marketing de conteúdo;
  • Como essas estratégias se traduzem em resultados;

Você atua no setor de educação? Ajude-nos a conhecer os principais benchmarks do seu mercado!

Ao responder à pesquisa, você concorrerá a uma caixa de som JBL Flip e receberá todos os resultados em primeira mão!

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Calendário Editorial

Calendário editorial: entenda como e por que a sua empresa deve criar um

O alcance de sucesso em marketing depende, entre outros fatores, de um bom planejamento.

Isso inclui a definição de frequência de produção e de publicação dos conteúdos no blog, das datas de lançamento e de um plano para divulgação em redes sociais.

Para garantir a organização desses processos e o alinhamento de todo o time de marketing com tantas informações, uma excelente tática é formular um calendário editorial.

Mas afinal, o que é um calendário editorial? Entenda agora e aprenda como fazer um e porque ele é tão importante para sua estratégia de marketing de conteúdo.

O que é um calendário editorial?

Um calendário editorial funciona como uma programação ou cronograma de todo o conteúdo da sua estratégia. A partir dele, você pode manter controle sobre:

  • Datas de publicação
  • Prazos para produção do conteúdo
  • Pautas e temas de conteúdos
  • Proporção de conteúdos de topo, meioe fundo de funil sendo produzidos e publicados
  • Palavras-chave já utilizadas em conteúdos anteriores
  • Datas de lançamento de conteúdos
  • Divulgação em redes sociais
  • Promoção em e-mail marketing

Quais são os benefícios de um calendário editorial?

O desenvolvimento de um calendário editorial é uma das principais etapas de uma estratégia de marketing de conteúdo, sendo parte importante no alcance de resultados.

Com o aumento no volume de publicações, no número de processos e com o crescimento da equipe de marketing, o uso de instrumentos como esse se torna cada vez mais necessário para auxiliar no planejamento de conteúdo.

Os principais benefícios de um calendário editorial são:

1. A melhora na frequência de publicação

Ele auxilia na manutenção de uma frequência de publicação consistente, e isso tem influência direta no tráfego orgânico: de acordo com a pesquisa Content Trends 2016, empresas que publicam 13 ou mais conteúdos por mês geram o dobro de visitas em seu site/blog.

2. Um maior alinhamento do time de marketing

A partir do calendário editorial, o planejamento dos conteúdos passa a estar documentado e, assim como todos os componentes de uma estratégia de marketing de conteúdo, ele deve ser compartilhado com o seu time de marketing.

Isso garante que a equipe estará alinhada com todas os prazos, temas e datas de lançamentos e de divulgação.
Times de marketing Banner

3. A não repetição de temas e palavras-chave

Com o desenvolvimento da estratégia de marketing de conteúdo, fica difícil manter controle sobre os temas que já foram abordados em seu blog.

A partir de um calendário editorial, porém, você tem acesso aos conteúdos já publicados ou que já estão em produção.

Assim, para evitar a repetição de temas e palavras-chave já utilizados, uma boa opção é checar seu calendário editorial antes de criar novas pautas de materiais.

Afinal, não é interessante ter mais de um conteúdo no seu blog competindo para rankear com a mesma palavra-chave.

4. A diversificação de formatos de conteúdos

Essa é mais uma vantagem de poder consultar os conteúdos já produzidos e publicados em seu blog.

A partir do calendário editorial, avalie os formatos utilizados em cada um dos materiais e procure diversificá-los.

São inúmeras as opções, mas alguns formatos de conteúdos que você pode utilizar são:

  • Artigos em blog
  • Vídeos
  • Ebooks
  • Webinars
  • Cases de sucesso
  • Infográficos
  • Relatórios de pesquisa

Essa variação é importante pois leva em consideração o fato de o seu público consumir diferentes tipos de conteúdos. Enquanto algumas pessoas preferem leituras mais longas, como um ebook, outras podem gostar de formatos mais dinâmicos como os vídeos, por exemplo.

Ao diversificar os conteúdos do seu blog, você aumenta as chances de agradar um maior número de visitantes.

Além disso, essa variação dificilmente irá cansar o leitor que acessar o seu blog, diferentemente de um site que oferece apenas um tipo de conteúdo.

5. A redução na ocorrência de atrasos

A produção de um calendário editorial garante que todos os conteúdos serão planejados com antecedência.

Assim, fica mais fácil acompanhar em quais etapas do processo de produção eles se encontram e garantir que eles serão finalizados a tempo para cumprir com o cronograma.

Por isso, essa ferramenta é uma das melhores maneiras de reduzir as chances de ocorrerem atrasos na publicação dos conteúdos.

6. O equilíbrio da produção dos conteúdos

Ao produzir conteúdo, é preciso manter sempre em mente as personas que buscamos atingir, além da etapa da jornada de compra em que elas se encontram.

Mas como garantir, sem um planejamento e controle da estratégia, que a produção de conteúdos está seguindo uma boa proporção de topo, meio e fundo de funil? Ou que todas as personas estão sendo contempladas pelos materiais?

Um grande aliado nisso é o calendário editorial. Com ele, você poderá controlar a quantidade de conteúdo que está sendo produzida em cada etapa da jornada do cliente e para cada uma das personas da sua empresa.

Como criar um calendário editorial?

Apesar de todos os benefícios, ainda são poucas as empresas que possuem um calendário editorial.

Entretanto, desenvolver um calendário editorial é uma das primeiras etapas do planejamento, e deve ser feita antes mesmo de se criar o blog e começar a escrever.

Deve fazer parte de uma estratégia maior, para que sirva não apenas como um sistema de organização e planejamento, mas como um aliado para alcançar os objetivos da empresa.

Não há um único formato de calendário editorial. Entretanto, temos algumas dicas e templates que podem te ajudar na criação de um.

Passo 1: Escolha uma ferramenta

Para manter um registro e facilitar o compartilhamento com o seu time, o ideal é o calendário editorial seja construído e documentado em uma ferramenta. Existem diversas opções, como:

  • Planilhas: utilizar planilhas para construir calendários editoriais é uma boa opção, especialmente se elas estão em nuvem, como no Google Drive. Assim, você pode acessar facilmente de diferentes dispositivos, dar acesso ao arquivo para todo o time de marketing e atualizar facilmente a planilha quando for necessário. Aqui na Rock Content, por exemplo, utilizamos planilhas para nosso calendário editorial do blog, das publicações em redes sociais e da divulgação via email marketing.
  • Google Calendar: esse é um dos melhores formatos de calendário editorial, principalmente se você já utiliza a ferramenta para acompanhar seus compromissos. Com o Google Calendar, você pode criar eventos para cada uma das postagens, convidar outras pessoas da equipe, além de ativar alertas para te ajudar a se lembrar das tarefas.
  • Plugin Editorial Calendar para WordPress: se sua empresa já adota o WordPress, uma das melhores alternativas para montar o calendário editorial do seu blog é utilizar um plugin da própria ferramenta de CMS. Com ele, você pode gerenciar rascunhos de posts, publicar, alterar datas de postagem e acompanhar o status de cada conteúdo.

Neste post, para facilitar o entendimento, vamos explicar como fazer um calendário editorial em uma planilha, seguindo o mesmo template que nós utilizamos internamente.

Assim, para seguir o passo a passo com mais facilidade, você pode fazer o download do nosso Kit de templates para Calendário Editorial aqui!

Passo 2: Defina uma frequência de publicação

Depois de escolher uma ferramenta e antes de dar início à produção de conteúdos, defina uma frequência de publicação para o seu blog.

Isso vai influenciar toda a sua estratégia e a quantidade de conteúdo produzida.

Publicar com alta frequência pode ser muito bom para manter seu blog sempre atualizado com conteúdos relevantes e engajar com o seu público.

Mas escolha essa periodicidade com muito cuidado, de acordo com o que você realmente consegue cumprir.

Afinal, não adianta em uma semana publicar todos os dias e, na semana seguinte, não postar nenhuma vez. É preciso ser consistente e manter a qualidade dos conteúdos, independente da quantidade de publicações.

Passo 3: Desenvolva a estratégia de conteúdo para o blog

Em seguida, vem o planejamento dos conteúdos, que nesse post será feito com base no template de calendário editorial para blog. Isso inclui:

  • Data de publicação: deve ser definida com base na frequência escolhida no passo 2 e no tempo necessário para a finalização do conteúdo.
  • Horário de publicação: se a sua empresa tem um blog há algum tempo, talvez você já tenha percebido algumas opções de bons horários para postar conteúdos, considerando os picos de acesso do seu público. Se esse não for o caso, faça testes para definir os melhores horários para o seu blog.
  • Data limite de entrega: deve ser definida a partir da data de publicação e do tempo necessário para programar a postagem.
  • Status: essa é uma informação essencial para acompanhar do processo. A partir da definição do status do conteúdo (em produção, em revisão, finalizado e publicado), é possível manter controle sobre o desenvolvimento e evitar possíveis atrasos, por exemplo.
  • Autor ou autores: como você já deve ter percebido no nosso blog, todos os conteúdos têm o nome de quem os escreveu. Assim, esse é um dado importante no nosso calendário editorial
  • Evento: se refere ao tipo de lançamento e de conteúdo. Nessa parte, você deve definir se será uma divulgação de um material rico ou a publicação de um blog post, por exemplo.
  • Palavras-chave e título (pauta): para evitar repetições de temas e palavras-chave em conteúdos futuros, sempre documente essa informação
  • Destaque a persona que o conteúdo busca atingir e o estágio da jornada de compra.
  • Resumo do conteúdo
  • Oferta (CTA): defina qual é o CTA do final do material e acrescente o link no calendário editorial
  • URL do conteúdo

Passo 4: Escolha os canais de divulgação

Com uma estratégia de conteúdo definida, a próxima etapa é escolher os canais de divulgação dos conteúdos:

Redes sociais

Para as redes sociais, determine:

  • Os conteúdos a serem promovidos
  • Datas de publicação e horários para cada um dos conteúdos. Aqui na Rock, gostamos de usar a regra 444: para cada conteúdo lançado, promova 4 chamadas diferentes, em 4 dias diferentes e em 4 horários distintos. Assim, você aumenta as chances de alcançar um maior número de pessoas.
  • Em quais redes sociais a divulgação será feita
  • A pessoa responsável pela postagem
  • Quantas vezes o conteúdo já foi promovido
  • Os objetivos com a divulgação, como: atração de tráfego, geração de leads, engajamento.
  • Opções de chamadas para a divulgação
  • O status da publicação: publicado, agendado ou não finalizado.

ebook marketing nas redes sociais

E-mail marketing

Uma das melhores maneiras de divulgar um conteúdo é por meio do envio de e-mail marketing e, assim como nas estratégias para blog e redes sociais, também é preciso planejar os disparos por e-mail.

  • Escolha uma ferramenta de e-mail marketing ou de automação de marketing para o envio
  • Defina datas e horários de disparo dos e-mails
  • Determine os conteúdos a serem divulgados (materiais ricos, blog posts em newsletters, por exemplo)
  • Destaque a pessoa responsável pela configuração dos disparos
  • Defina as segmentações de listas que receberão os conteúdos
  • Documente se o material é um lançamento ou relançamento
  • Documente se o e-mail faz parte de um fluxo de nutrição e especifique qual é ele
  • Defina os objetivos dos disparos
  • Acompanhe o status das campanhas de e-mail

Gerador de assunto de email

Passo 5: Siga o cronograma e mantenha-o atualizado

Criar um calendário editorial e não seguí-lo irá apenas trazer mais atrasos e desorganização.

Também é importante manter o cronograma atualizado, mas isso não significa alterá-lo diariamente com a intenção de conseguir melhores resultados.

Isso só deve ser feito após um período de testes, ou seja, apenas após ter certeza que o planejamento atual não está dando resultado.

Passo 6: Compartilhe com o time de marketing

Como vimos, uma das principais vantagens de documentar uma estratégia é a melhora no alinhamento do time de marketing com todos os processos.

Para garantir que a equipe tenha conhecimento dos prazos e datas, não se esqueça de garantir que todos acessem o calendário editorial.

Montar um calendário editorial é fundamental para o sucesso do seu blog. Entenda o que mais você precisa para ter sucesso na sua estratégia: baixe nosso Guia do Blog Corporativo.

guia definitivo do blog corporativo

mar tech 2

MarTech 2: participe da nossa pesquisa!

Conhecer o mercado e saber as melhores práticas são duas preocupações que sempre tivemos aqui na Rock Content.

Por isso, desde abril de 2015, desenvolvemos diversas pesquisas e, em agosto, lançamos juntamente com a Resultados Digitais a primeira e maior pesquisa de marketing digital para o setor de tecnologia, a MarTech: benchmarks de marketing digital para empresas de tecnologia.

Foram mais de 600 participantes de todo o país que nos ajudaram a construir um relatório completo.

A partir dessa pesquisa verificamos, por exemplo, que 70% das empresas do setor já adotam marketing de conteúdo e apresentam resultados claros: geram 5x mais visitas e 6x mais leads quando comparadas a organizações que não adotam essa estratégia.

Entretanto, com as constantes mudanças no mercado de marketing e de tecnologia, sabemos da importância de manter dados como estes sempre atualizados.

Por isso, para descobrir ainda mais tendências do setor, decidimos realizar a segunda edição da pesquisa MarTech.

A partir dela, queremos entender:

  • Como as empresas de tecnologia montam e treinam suas equipes de marketing;
  • Como está a adoção de marketing de conteúdo;
  • Quais são os principais resultados gerados pela estratégia de marketing de conteúdo;
  • Como as empresas de tecnologia vêm investindo na estratégia;
  • Qual o nível de adoção à ferramentas de automação de marketing;
  • Como funciona o processo de vendas em empresas de tecnologia;
  • Qual o perfil das empresas bem-sucedidas em marketing digital.

Ajude-nos a construir este relatório e ainda concorra a uma caixa de som wireless JBL Flip!

mar tech 2: participe

TechTrends: benchmarks de ferramentas para instituições de educação

O perfil do consumidor se modificou nos últimos anos e a concorrência se intensificou em diferentes mercados.

No setor educacional não foi diferente, e essas mudanças aumentaram a necessidade das Instituições de Ensino estarem presentes no meio digital, melhorarem a visibilidade online para potenciais alunos, gerenciarem contatos e ampliarem o número de matrículas.

Para lidar com todos esses processos, existem inúmeras ferramentas importantes para o dia a dia de uma IEs. Elas podem apoiar atividades, aumentar a eficiência e automatizar ações.

Mas em meio a tantas soluções disponíveis no mercado, definir quais ferramentas utilizar nem sempre é simples. Sabendo disso, nos unimos à Resultados Digitais para realizar uma pesquisa inédita no Brasil e, assim, descobrir os principais benchmarks do setor de educação.

Confira todo o processo e os resultados!

Desenvolvimento

A TechTrends começou a ser desenvolvida em fevereiro de 2016, quando montamos uma lista de mais de 50 ferramentas com as mais variadas funções e as classificamos em 7 categorias:

  • Marketing Digital
  • Vendas
  • Comunicação/Help Desk
  • ERP/BI/Gestão de Projetos
  • Para Desenvolvedores
  • Colaboração/Produtividade
  • LMS

Depois, desenvolvemos um formulário online com 17 perguntas, que foi enviado por email a uma base de mais de 15 mil Instituições de Educação de todo o país.

Resultados

Instituições de diferentes portes utilizam quantidades diferentes de ferramentas. Enquanto IEs de 26 a 100 funcionários adotam uma média de 13 aplicações, as de grande porte utilizam apenas 7.

Uma explicação para isso poderia ser um maior investimento por parte das IEs menores, considerando que a quantidade de profissionais internos para a execução de tarefas é reduzida.

Entre as 7 categorias de ferramentas que definimos para a pesquisa, aquelas que apresentaram a maior adesão das instituições foram Marketing Digital e Colaboração/Produtividade, ambas com 87,9% de adoção.

Gráfico TechTrends

Além disso, é interessante perceber o crescimento da modalidade EAD no Brasil. De acordo com a pesquisa, quase metade das IEs no Brasil apresentam essa formato de ensino e, por isso, utilizam plataformas LMS (Learning Management System), que permitem a organização de cursos e a disponibilização de aulas e materiais online.

Entre as ferramentas de LMS, a mais adotada é o Moodle, sendo a escolhida de 61,5%

TechTrends Gráfico

Benchmarks para instituições de ensino

Para ter acesso a ainda mais resultados e estatísticas sobre o setor educacional, acesse o relatório completo da pesquisa TechTrends aqui!

Conheça as ferramentas mais adotadas no mercado e entenda quais são as mais importantes para alavancar os resultados da sua Instituição de Ensino.

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