Por Gabriel Camargo

Redator freelancer da Rock Content.

Publicado em 11 de junho de 2019. | Atualizado em 27 de agosto de 2019


O Black Hat SEO é um conjunto de estratégias de otimização de páginas com o objetivo de conquistar melhores posições nos motores de busca de uma forma rápida, mas eticamente questionável. Práticas como cloacking, keyword stuffing e spam em comentários são as principais formas de fazer Black Hat.

Dentro de um ambiente cada vez mais competitivo, quem é que não quer resultados rápidos com grandes ganhos? Algumas técnicas podem até ajudar você a alcançar esses objetivos, porém, não são as mais adequadas por motivos como a falta de ética e também o desempenho e qualidade dessas a longo prazo.

Uma delas é o Black Hat SEO, que também é um conjunto de técnicas visando a otimização de uma página nos mecanismos de busca, porém, com métodos bastante questionáveis e reprovados pelo próprio Google. Diferente do que as melhores práticas de SEO indicam, essas ações seguem exatamente pelo caminho contrário.

Que tal, então, conferir este artigo completo sobre o assunto e garantir que você não utilize nenhuma dessas práticas no futuro? Continue a leitura!

  • O que é Black Hat SEO?
  • Qual a diferença entre White, Grey e Black Hat SEO?
  • Por que não fazer Black Hat?
  • Como o Google penaliza o Black Hat SEO?
  • Quais as principais técnicas usadas
  • 3 alternativas ao Black Hat SEO que realmente geram resultados

O que é Black Hat SEO?

Para gerar tráfego orgânico e conseguir uma posição melhor nas SERPs, as técnicas de SEO são muito utilizadas. Existem, porém, formas mais questionáveis — e pouco efetivas a longo prazo — de conseguir isso. Uma delas é o Black Hat SEO: um conjunto de ações para enganar os algoritmos do Google em busca de um melhor rankeamento.

Assim como a utilização de palavras-chave correta, o aumento da autoridade de uma página e um link building eficiente fazem com que uma página se posicione entre os primeiros resultados em um mecanismo de busca, algumas pessoas passaram a burlar esse sistema e adotar práticas eticamente questionáveis em busca do mesmo objetivo.

As práticas de Black Hat SEO vão na direção oposta do que o Google recomenda, principalmente conteúdo de qualidade e experiência positiva do usuário. Essas técnicas miram exclusivamente o topo dos resultados de uma busca, colocando suas páginas a qualquer custo nas principais posições, com pouco — ou nenhum — planejamento.

Black Hat SEO representa qualquer ação que vise manipular as regras e melhores práticas estipuladas pelo Google – ou mesmo o Bing – em busca de um melhor rankeamento. Os resultados podem ser relevantes e muitas vezes chegam rápido, porém, o preço a se pagar é alto e pode prejudicar definitivamente todo o seu trabalho de Marketing.

Qual a diferença entre White, Grey e Black Hat SEO?

Agora você já sabe o que é, mas talvez ainda não tenha entendido a razão desse nome, certo? O Black Hat (chapéu preto) é uma referência aos filmes de faroeste do passado, em que os vilões geralmente eram identificados pela cor do seu chapéu, enquanto os “mocinhos” utilizavam o acessório na cor branca.

Essa ideia, porém, não ficou restrita aos filmes sem cores do passado e é utilizada também dentro do Marketing Digital. Por isso, além do Black Hat SEO, existem também o White Hat e Grey Hat, ou seja, o chapéu branco e o cinza. O primeiro termo você já conhece, mas que tal saber mais sobre os outros dois?

White Hat SEO

As práticas que buscam otimizar o desempenho de uma página de acordo com as diretrizes e regras do Google são consideradas White Hat SEO. Ou seja, aquelas que colocam no usuário em primeiro lugar, como a produção de conteúdo relevante em blogs, engajamento nas redes sociais e até mesmo adoção de um design responsivo.

O chapéu branco é, portanto, dos “mocinhos” que tentam melhorar o desempenho e o rankeamento das suas páginas da maneira correta, seguindo as regras do jogo e não prejudicando nenhum dos seus concorrentes. Simplesmente oferecendo a melhor experiência possível ao usuário dentro do seu plano de Marketing.

Grey Hat SEO

Você já ouviu falar da expressão zona cinzenta? Acontece quando uma situação ou determinada ação não é expressamente ruim ou boa, é algo duvidoso. O Grey Hat SEO, portanto, acontece quando uma prática para otimização de desempenho não é considera boa, porém, também não pode ser definida como ruim.

Representa um planejamento que costuma seguir as melhores práticas de SEO, mas acaba utilizando em situações específicas o Black Hat, em busca de algum resultado mais rápido. Muito comum, por exemplo, quando falamos no envio de email marketing sem permissão de recebimento ou comentários em posts visando link building.

Por que não fazer Black Hat?

A primeira razão para não utilizar o Black Hat SEO dentro da sua estratégia de Marketing de Conteúdo é simples: você não está pensando no usuário, ou seja, não está produzindo um material relevante para a sua persona. Dessa forma, você acaba sendo injusto com quem você tanto quer convencer a se tornar seu consumidor.

Além disso, você também não está sendo honesto com os seus concorrentes. Lógico, todos estão disputando a atenção e os recursos dos usuários, porém, é preciso jogar limpo e tentar superar os outros competidores com técnicas honestas e, principalmente, oferecendo um serviço e/ou produto superior para o cliente em potencial.

O Black Hat SEO pode até gerar retornos rapidamente, colocando, por exemplo, a sua marca entre os primeiros resultados em uma busca, porém, não faz isso oferecendo um conteúdo relevante para seus usuários. O que implica diretamente na linha do tempo: funciona a curto prazo e tem pouca relevância nos médio e longo prazos.

Sendo assim, se torna inviável planejar ações sólidas visando, por exemplo, a fidelização de clientes. Você pode até gerar mais tráfego, atraindo visitantes pela sua posição, mas não consegue construir um relacionamento sólido com os usuários, que tendem a não continuar em uma página após perceberem que o conteúdo não é tão relevante.

Consequentemente, a bounce rate (taxa de rejeição) tende a aumentar. Pense no seguinte exemplo: você clica em uma página justamente por aparecer entre os primeiros resultados, acessa e dá de cara com palavras-chave repetidas e um conteúdo pouco relevante ou atraente. O que você faz? Deixa esse site imediatamente.

Outro ponto importante a ser lembrando quando falamos em razões para não vestir o chapéu preto em busca de um melhor rankeamento é o Google. Sim, o mecanismo de busca mais popular do mundo não aprova esse tipo de prática e, quando identifica, pode prejudicar todo o seu planejamento e ações de Marketing Digital de uma só vez.

Como o Google penaliza o Black Hat SEO?

As penalidades que podem ser aplicadas pelo Google variam de peso. No entanto, as punições geralmente implicam em queda de posições no ranking, redução de PageRank, redução do tráfego de busca orgânica e restrição no posicionamento de novos conteúdos e publicações. Além das punições, há também a possibilidade de banimento.

Para facilitar ainda mais a compreensão sobre como o Google atua nesses casos e como funcionam as temidas “ações manuais”, confira o vídeo do Google Webmasters:

Caso você tenha sofrido alguma punição que considere injusta, a única alternativa será a de otimizar o site com conteúdos de qualidade e atente-se às alterações que fizer. Assim, o Google vai remover a página de sua lista, considerando que você não usa normalmente práticas Black Hat, visto que leva-se em conta o site como um todo.

Ou seja, se não há um número significativo de irregularidades, o Google reconhece que foi um equívoco e volta atrás. No mais, a única alternativa para reverter uma punição é procurando identificar os problemas e imediatamente corrigi-los.

Quais as principais técnicas usadas

Antes de evitar uma prática ou ação, o primeiro passo é conhece-la. Por isso, separamos as principais técnicas de Black Hat SEO para que você saiba exatamente o que não deve fazer no trabalho de otimização de páginas. Confira!

Doorway Pages

Retirado de: Tech Blog Corner.

São páginas que se caracterizam por utilizarem de palavras-chave otimizadas somente para garantirem o bom posicionamento. Quando a vítima acessa a página, ela é automaticamente redirecionada a outra página com conteúdos maliciosos.

Cloaking

Retirado de: Tech-faq.

É uma tática similar à citada anteriormente, porém, neste caso, o alvo direto não são os usuários, mas sim os robôs, ressaltados no terceiro tópico.

Os sites são otimizados para apresentarem aos indexadores um conteúdo diferente do que será apresentado ao usuário, ou seja, para os sites de busca é algo belo e para os usuários um transtorno; uma espécie de “bonitinha, mas ordinária”.

Link Wheels

Retirado de: Techarrival.

Forma-se uma estrutura composta por um site principal — aquele que visa ser acessado — e outros sites criados somente para direcionarem o usuário ao site principal. Por exemplo, cria-se o site principal (A), alguns sites com links que apontem para o principal (B), sites que apontem para B (C) e assim por diante.

Com isso, o tráfego gerado sempre será constante de forma que o site principal seja eminente, o que muito pesa nos critérios do Google, fazendo com que o site principal sempre obtenha uma ótima posição no ranking.

Sneaky Redirects

Retirado em: Search Console Help.

A utilização dessa estratégia consiste em fazer com que os buscadores apontem que a página tenha determinado conteúdo, mas que o usuário se depare com outro bem diferente.

Há também casos em que um usuário de desktop é direcionado a uma página comum e o usuário mobile é redirecionado a uma página spam.

Link Farms

Retirada de: Conversion.

São websites cujo conteúdo nada mais é que links para outras páginas. Sendo assim, você cria backlinks e consegue, na teoria, aumentar a relevância do seu site. Em vez de perder tempo fazendo isso, é muito melhor produzir conteúdos relevantes e até mesmo investir, por exemplo, em Guest Posts.

Unrelated Keywords

As palavras-chave utilizadas na otimização são de grande relevância, porém o conteúdo da página não é condizente. Essas palavras-chave vão desde nomes de celebridades até memes/bordões da Internet.

Identificar isso é muito simples, pois não precisa ler muito do conteúdo para ver que as palavras são simplesmente encaixadas no texto sem o menor sentido. Muitas vezes elas são encontradas nos rodapés — e é muito fácil se deparar com isso, diga-se de passagem.

Spam em comentários

Quantas vezes você não viu comentários repetidos a exaustão em alguma das muitas redes sociais, blogs ou páginas? Isso serve para gerar backlinks, postando de forma automática, mas pouco ajuda, por exemplo, na criação de autoridade de uma página.

Conteúdo oculto

Muitas pessoas tentam burlar o Google com conteúdo oculto, utilizando a fonte no tamanho 0 ou a mesma cor do fundo, fazendo com que ele não apareça para o usuário ao acessar o site, porém, sendo contabilizado pelos mecanismos de busca.

Conteúdo duplicado

Copiar conteúdos pela Internet, além de ser moralmente questionável, é facilmente identificável pelo Google e passível de punição em caso de conteúdos de outros sites forem publicados em suas páginas repetidamente. Essa técnica acaba sendo pouco eficaz, pois o buscador acaba privilegiando a publicação mais antiga em seu rankeamento.

Links pagos

Essa opção acaba saindo um pouco da esfera digital e pode ser feita no mundo físico também. Pagar para que um portal coloque o seu link em um conteúdo, por exemplo, é visto negativamente pelo Google. Porém, é algo mais difícil de ser detectado, mas é possível por meio da análise do sentido daquela linkagem.

Alternativas ao Black Hat SEO que realmente geram resultados

O Black Hat SEO pode prejudicar o desempenho das suas páginas e, sem dúvidas, não é isso que você almeja, certo? Por isso, listamos três alternativas ao método do chapéu preto para que você consiga gerar bons resultados de forma limpa. Confira!

Mobile Friendly

Os acessos via dispositivos móveis são cada vez mais comuns atualmente e é preciso pensar nos usuários que acessam as suas páginas por meio de smartphones e tablets. Portanto, garanta que a sua página seja Mobile Friendly e tenha um design responsivo, extremamente valorizado pelo Google.

Criatividade na escolha das palavras-chave

Utilizar as palavras-chave corretas pode ajudar também no seu rankeamento. Uma dica é ficar de olho nas “pesquisas relacionadas” que o próprio Google fornece no final de qualquer busca. Ali, você pode identificar termos em potencial para serem utilizados em seu blog ou site, por exemplo.

Invista em Meta Descriptions

Não basta rankear bem, é preciso convencer o usuário a clicar na sua página e uma excelente maneira de fazer isso é por meio da Meta Description. Com ela, você tem mais uma chance de mostrar ao visitante que a sua página tem o conteúdo oferecido e aumenta as possibilidades de receber um clique.

O Black Hat SEO, portanto, até consegue gerar resultados positivos para uma página, porém, a qualidade do obtido é longe da ideal, não garantindo a real eficiência dessas conquistas. Além disso, são práticas que podem prejudicar o seu desempenho a longo prazo e até mesmo acabar com as chances do seu site aparecer no Google.

Neste artigo, falamos sobre algumas das práticas de Black Hat SEO que você deve evitar certo? Mas não vamos deixar você na mão e falar apenas o que não fazer, por isso, separamos algumas dicas — limpas e justas — que podem otimizar o desempenho das suas páginas. Confira os 12 truques de SEO para indexar e rankear seus conteúdos mais rápido!

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