Por Ivan de Souza

Analista de Marketing na Rock Content.

Publicado em 29 de abril de 2020. | Atualizado em 29 de abril de 2020


Com a cultura de experimentação, uma agência consegue estimular toda a equipe a ter pensamentos inovadores, além de garantir uma implementação monitorada, assegurando a identificação de falhas e corrigindo a aplicação de novos projetos. Entenda como seu negócio pode contar com essa ferramenta colocando-se à frente do mercado.

A cultura de experimentação é uma estratégia ideal para agências, afinal, ela estimula a criatividade e a inovação. Com as mudanças constantes, é preciso ter foco em soluções eficientes que tragam resultados positivos para o negócio. Entretanto, uma questão que preocupa no surgimento de ideias e na transição para aplicá-las são as possibilidades de falhas.

A boa notícia é que outra vantagem da cultura de experimentação é justamente essa, estar focada na implementação monitorada, de forma que é possível falhar e corrigir o curso sem comprometer o funcionamento da agência. Se você quer se destacar da concorrência, aproveitar o potencial criativo do público interno e manter a produtividade, então está na hora de conhecer mais sobre a cultura de experimentação.

Confira este artigo e entenda as vantagens e como implementá-la. Boa leitura!

Entenda o conceito de cultura de experimentação

Você conhece a história do surgimento da Netflix? A ideia aconteceu em 1997 quando Reed Hastings precisou pagar uma multa de 40 dólares para a Blockbuster por ter atrasado na entrega de um DVD que havia locado. Contrariado com a situação, ele decidiu criar uma empresa que entregava DVDs pelos correios.

O grande diferencial era que a pessoa poderia ficar com os filmes pelo tempo que quisesse. Para isso, cada cliente poderia ter, no máximo, 8 DVDs locados ao mesmo tempo. Em 2005, a empresa desenvolveu o serviço como conhecemos (streaming digital), o que a transformaria em um poderoso império.

O que isso tem a ver com a cultura de experimentação? Muita coisa. Primeiro porque, quando falamos em mudanças, não necessariamente estamos falando de tecnologias. O foco deve ser nas pessoas, nos problemas que a ideia propõe solucionar — no caso, uma dor recorrente era o pagamento de multas pela devolução de filmes atrasados.

O outro ponto é que, para acontecer a cultura de experimentação, a empresa deve estar aberta para pensamentos inovadores, estimulando a criatividade dos colaboradores. Com os processos parecidos aos da pesquisa científica, a experimentação se deu bem com o mundo dos negócios por estar amparada por métricas relevantes e pelo monitoramento dos resultados.

Veja a importância desse conceito científico para agências

Continuando o exemplo de empresas reais e a relação com a cultura de experimentação, vamos pensar no caso Kodak. A maior empresa de fotografia do século passado foi à falência no início dos anos 2000 por falta de inovação. Entretanto, o nascimento da empresa também se dá devido à cultura de experimentação: a invenção de um papel fotossensível.

Apesar de ser uma empresa que tinha a inovação no seu DNA, o que fez a Kodak falir? Com a transformação digital, as câmeras se tornaram obsoletas e os celulares tomaram seu lugar. Porém, a empresa insistiu no desenvolvimento de câmeras, filmes e papéis fotográficos. Não houve monitoramento, nem projetos inovadores acompanhando as mudanças de mercado, o que culminou em uma grande falha.

Da mesma forma, as agências de comunicação precisam estar sempre atentas ao comportamento do consumidor e às tendências do mercado. Mesmo assim, como estar à frente apenas observando o que os outros estão fazendo? Estimulando ideias criativas, que é o papel da cultura de experimentação. O grande diferencial é que essa estratégia prevê que todos se tornem atores na proposição de ideias e executores dos planos.

Descubra como os fracassos são fundamentais

Eletricidade, telefonia, automóveis: tente pensar em quantas grandes ideias a humanidade já teve. Certamente foram muitas! Entretanto, você consegue mensurar a quantidade de fracassos que acompanham todas as invenções? Para chegar em um modelo ideal, muitos protótipos foram desenvolvidos e descartados.

Assim, para que surjam as melhores ideias dentro de uma agência, muitos fracassos também acontecerão. O grande diferencial é a forma como ele é tratado. Se a cada ideia que não der certo forem procurados culpados e existirem punições, certamente a maioria do time vai preferir apenas executar as tarefas que forem direcionadas.

Por outro lado, se o ambiente for desenvolvido para que as pessoas testem, falhem, identifiquem o erro e corrijam o mais rápido possível, a responsabilidade é compartilhada, favorecendo o surgimento de inovações com um monitoramento para evitar grandes perdas. Em outras palavras, se o foco está no processo e na implementação da ideia, existirá mais liberdade de atuação, e o ambiente será muito mais propício para que as pessoas proponham planos inovadores e queiram colocá-los em prática.

Confira por que você deve adotar a cultura de experimentação

Como você deve ter percebido, a cultura de experimentação vai ao encontro do período em que vivemos atualmente. São muitas as vantagens de ter essa mentalidade na empresa, tais como:

  • ter uma força inovadora dentro da empresa;
  • conseguir implementar grandes projetos de maneira experimental sem colocar o negócio em risco;
  • acompanhar tendências de mercado e o comportamento do consumidor;
  • atender à demanda constante dos clientes por diferenciais e exclusividade;
  • alcançar o potencial de cada colaborador.

Conheça dicas valiosas para implementar a cultura de experimentação

Assim como em pesquisas científicas, a cultura de experimentação também conta com protocolos como testes (em vez de aplicar tudo em uma mudança global) e monitoramento das ações. Na sequência, conheça alguns passos para incentivar a experimentação na sua agência!

Democratização e acessibilidade

Quem é o time que deve propor novas ideias para a agência? Todos os colaboradores! Se a agência quer ter uma mentalidade de experimentação, então deve promover autonomia no trabalho, estimulando que cada um possa apresentar inovações.

Uso de testes

Ao mesmo tempo em que todos podem propor novidades, isso não é motivo para a ideia ser implementada em toda a agência. Primeiro, isole uma parte do grupo como amostragem para a aplicação da ideia. Caso seja positivo, é hora de estudar a possibilidade de implementar em toda a empresa.

Orientação por dados

Para que um projeto seja implementado, devem ser definidos KPIs (indicadores-chave de performance) para monitorar o experimento e entender quais resultados concretos ele promove para a agência. Uma nova mídia, uma estratégia de marketing ou mesmo um modelo de gestão das equipes pode parecer maravilhosa, mas não alcançar o retorno desejado.

Melhoria contínua

Um fracasso não significa uma ideia errada. Ele mostra que algum processo pode ser adaptado ou melhorado para que a inovação seja aplicada. Da mesma forma, um sucesso também não significa estagnação, pois podem surgir novos processos que otimizem os resultados. Portanto, na cultura de experimentação também é importante que todos tenham foco em promover uma melhoria contínua.

A cultura de experimentação é uma forma de garantir os melhores resultados e soluções para uma agência de comunicação. Para tanto é fundamental que a liderança não seja autoritária, permitindo a participação e o protagonismo de outros colaboradores. Outro ponto que deve ser considerado sempre que um experimento for aplicado é a capacidade de monitorar o desempenho do projeto.

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