Por Raissa Serique

Freelancer da Rock Content.

Publicado em 30 de julho de 2019. | Atualizado em 18 de fevereiro de 2020


O Design de Interação é a parte da TI que estuda, planeja e aplica pontos de interatividade em sistemas digitais e físicos. Também conhecido como interaction design, ou IxD design, visa otimizar a relação entre o usuário e o produto.

O desejo de melhorar a experiência do usuário para que ele tenha boas experiências com determinado produto, de modo a passar mais tempo usando-o, é uma preocupação constante de quem cria produtos digitais.

Essa busca originou algumas novas áreas do conhecimento, como o Design de Interação e o design de experiência. Apesar de terem objetivos parecidos, eles tem diferenças conceituais, embora alguns afirmem que são a mesma coisa.

O Design de Interação estuda aspectos como usabilidade, design gráfico, funcionalidade e legibilidade para entregar interatividade, de forma a obter mais atenção das pessoas para os produtos, o que é ótimo em áreas como marketing e vendas.

Neste artigo, entenda melhor o que é o Design de Interação e saiba quais são seus benefícios. Para isso, vamos passar pelos seguintes tópicos:  

Interessante, não é? Continue acompanhando!

O que é Design de Interação?

O Design de Interação é uma área da TI — e também do design —, responsável por estudar, planejar e aplicar pontos de interatividade em sistemas digitais e físicos, visando otimizar a relação entre o usuário e o produto. Também é conhecido como interaction design, ou IxD design.

A ideia é que as pessoas tenham contato com os produtos digitais de forma simples, intuitiva e objetiva. Para isso, o designer de interação procura formas de prever como as pessoas vão interagir com o sistema que ele está projetando.

Apesar de ser uma área relativamente nova, quem deseja investir profissionalmente em Design de Interação precisa conhecer campos variados de estudo, que vão desde conhecimentos em design e programação a processamento de dados.

Para isso, a interatividade, que é a principal preocupação do Design de Interação, precisa ser feita de forma que fique claro para o usuário o que ele precisa fazer. E como isso envolve o estudo da experiência das pessoas com o sistema, é comum relacionar o Design de Interação com o design de experiência, ou user experience design.

A relação entre Design de Interação e design de experiência

A relação entre esses dois campos não é exatamente clara, até porque são áreas novas e comumente estão envolvidas. Os limites da diferença entre elas não são claramente definidos, por isso, alguns especialistas afirmam que são a mesma coisa, enquanto outros afirmam que o Design de Interação é uma subdivisão do user experience design.

Isso porque a interação do usuário com o sistema é responsabilidade também do UX design, mas este se preocupa igualmente com outras áreas, como o design de informação, que é responsável por projetar como as informações geradas nos sistemas deverão ser armazenadas e organizadas.    

Pode-se então afirmar que o UX design é uma área mais ampla do estudo da entrega de sistema “usável” aos usuários.

Em casos práticos, falando em projetos de grande porte, o Design de Interação fica responsável por criar wireframes, mockups ou protótipos de sites, enquanto os outros profissionais são responsáveis por fazer o planejamento geral e criar a estrutura. 

Os wireframes são uma representação gráfica da disposição dos itens no sistema. Como é apenas um rascunho, não existe necessariamente o compromisso de eles se parecerem com a versão final do produto.

Na verdade, são usados para definir os conceitos que precisam estar inseridos no design do projeto e não para mostrar como ficará o design final.

Já os mockups são versões mais realistas do projeto. É uma foto ou imagem de como ficará o projeto depois de pronto.

Quanto aos protótipos, têm o mesmo objetivo dos mockups, com a diferença de que são uma versão teste do projeto, no qual já pode haver interações. Entretanto, nesse caso não há compromisso com a verdade, ou seja, os dados usados não são reais. Muito pelo contrário, a ideia é testar os limites do projeto.

Quais são as aplicações do Design de Interação?

As aplicações do Design de Interação são variadas, já que ele é responsável por várias etapas que, juntas, garantem a melhor interação possível entre os usuários e o sistema. 

O IxD se preocupa com a interface e o impacto que ela causa nos usuários e no próprio sistema. Ela também dá atenção aos aspectos sociais do produto na vida do público, incluindo a relação emocional que pode ser originada por ele, afinal, isso também faz parte da interação.

Os produtos que o IxD trabalha podem ser jogos virtuais, aplicativos, sites, sistemas bancários ou qualquer outro projeto em que seja necessário criar um ambiente o mais interativo possível para atender às preferências dos usuários.     

É importante observar que pode existir uma confusão com relação a quem seria o real cliente do Design de Interação. Quem financia o projeto é o cliente do designer de interação, enquanto os usuários são clientes do sistema.

Assim, o programa deve ser projetado para os usuários e não para os financiadores do projeto, que devem ter ciência dessa diferença, já que alguns podem ficar insatisfeitos com a forma como o projeto está sendo arquitetado.

E como dissemos no começo do artigo, existem algumas áreas que são de competência do Design de Interação. Vamos comentar um pouco sobre cada uma delas. Confira!

Legibilidade

O IxD deve garantir que o produto criado seja legível para os usuários, ou seja, deve ser de fácil compreensão e interpretação por quem vai usar o produto. Para tanto, deve-se pensar em design, disposição dos espaços e escolha de fonte, ícones e símbolos.

Usabilidade

A usabilidade tem a ver com a facilidade do usuário manusear o sistema. Quanto mais fácil, mais usável, e mais usuários conseguirão usar o produto. Para demonstrar a usabilidade antes de lançar o sistema, o designer de interação deve usar ferramentas como wireframe, mockups ou protótipos, que mostramos no tópico anterior.

Funcionalidade

A funcionalidade tem a ver com a utilidade do programa, ou seja, ele precisa ser útil e entregar o resultado esperado por quem vai utilizá-lo. Por isso, é recomendável que quem faz o Design de Interação entenda pelo menos um pouco de programação, para garantir que a entrega seja a melhor possível para o usuário. 

Programação

Falando em programação, vamos ressaltar novamente a necessidade de o designer de interação saber programar em diversas linguagens, especialmente as de front-end. Isso porque, além de garantir a funcionalidade do projeto, ele também precisa se certificar de que o sistema não venha a ter falhas e seja seguro e rápido.

Ainda que a programação do sistema não seja delegada ao IxD designer, é responsabilidade dele testar e entregar um produto com a melhor interatividade possível.

Beleza

A beleza, ou estética, faz parte da legibilidade, já que o produto precisa ser belo para ser legível. Entretanto, a beleza não pode levar em conta apenas a legibilidade. Deve também estar alinhada ao público e à proposta.

Para observar todos esses fatores, o IxD leva em consideração as 5 dimensões do Design de Interação propostas por Gillian Crampton Smith e Kevin Silver. Tais pontos devem ser observados em todos os projetos que envolvem o IxD.

São eles:

  1. palavras;
  2. representações visuais;
  3. espaço ou objetos físicos;
  4. tempo;
  5. comportamento.

Também devem ser considerados os 6 princípios fundamentais da interação, delineados por Don Norman. São os seguintes:

  1. visibilidade;
  2. feedback;
  3. restrições;
  4. mapeamento;
  5. consistência;
  6. affordance e significantes.

O affordance é um conceito que não tem tradução direta para o português, por isso, é mantido em inglês. É usado para representar atributos característicos de algum objeto, capazes de gerar uma interação específica.

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Quais são os benefícios do IxD?

Os maiores benefícios de investir em Design de Interação estão nos atributos que ele traz ao projeto. Ou seja, um designer de interação garante um projeto bonito, fácil de usar, útil e eficaz.

Além disso, a adoção do IxD em um projeto resulta na melhor comunicação possível entre a interface, a usabilidade e a ideia do produto, aumentando as chances de os usuários se envolverem.

Por ter uma equipe ou um profissional focado em entregar interatividade ao usuário, evita-se a criação de projetos que, embora eficazes, sejam feios ou de difícil entendimento para os clientes. 

Onde o Design de Interação pode ser usado?

Qualquer projeto deveria contar com um profissional — ou uma equipe, dependendo do tamanho do projeto — responsável por observar o Design de Interação e ficar atento aos fatores que são cruciais para o IxD. Isso garante melhores produtos e, consequentemente, melhores experiências para os usuários.

A área de TI, principalmente no caso de projetos que envolvem a criação de softwares ou outros produtos digitais, são os maiores clientes de IxD. Mas os escritórios de design e as empresas que atuam no marketing e na publicidade também estão usando o Design de Interação na criação de produtos.

E com a expansão de materiais interativos, principalmente no marketing e nas vendas, a tendência é que a área de Design de Interação conquiste cada vez mais importância nos projetos.

Por falar em interatividade no marketing e nas vendas, confira o artigo em que explicamos quais são os principais tipos de conteúdo interativo que são tendência na geração de mais leads!

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