Por Raphael Pires

Publicado em 1 de abril de 2020. | Atualizado em 31 de março de 2020


A ergonomia no trabalho é um campo de estudo que visa trazer maior conforto e condições adequadas de atuação para um profissional em seu ambiente laboral. Para isso, práticas, conceitos, ferramentas e acessórios são propostos a fim de gerar satisfação e maior produtividade.

Passar horas seguidas desempenhando um trabalho — seja ele mais intenso, seja em um ambiente de escritório, em home office usando um computador — gera consequências físicas ao trabalhador. Elas podem ser das mais simples, como um cansaço, às mais graves, como as Lesões de Esforços Repetitivos (LER). Para evitar os casos mais prejudiciais, a ergonomia no trabalho é uma prática fundamental.

Empresas que se preocupam com o bem-estar de seus colaboradores e de que maneira isso afeta os resultados estão cada vez mais atentas às formas de oferecer boas condições de trabalho. Mesas niveladas, cadeiras que contribuam para uma postura adequada e uma série de outros itens e acessórios são fundamentais. Além deles, instruções e o acompanhamento fazem toda diferença!

A ergonomia no trabalho é realmente importante e ajuda os dois lados envolvidos nessa relação: o empregador e o colaborador. A seguir, entenda mais sobre esse estudo e os benefícios que ele traz!

O que é ergonomia no trabalho e qual seu impacto?

A ergonomia no trabalho é uma área de estudo que visa estabelecer práticas e condições de trabalho que favoreçam a saúde do colaborador na execução de suas obrigações. A ideia é possibilitar que seus esforços não gerem nenhum impacto na saúde física, como as LERs, dores ou qualquer dificuldade.

Na prática, se trata de ajustar o trabalhador à sua obrigação de trabalho sem que ele sofra com ela, especialmente por conta das longas horas de expediente. Por exemplo, se o profissional precisa passar 8 horas por dia em mesas de computador, de frente para um monitor e sentado, a ideia é minimizar ao máximo qualquer consequência que esse cenário possa gerar à saúde dele.

Assim, o papel da ergonomia é ser um estudo que possibilite gerar as soluções ideais para cada situação. Em empresas, a ergonomia deve ser um conceito praticado pelos profissionais responsáveis por esse setor, comumente conduzido pela Segurança do Trabalho.

A relação com a redução de acidentes

Os acidentes de trabalho são uma grande preocupação por parte das empresas, uma vez que seus colaboradores, dependendo da atuação, estão em risco no exercício de uma atividade. Naturalmente, esse nível de problema dispensa considerar quem atua em escritórios, em atividades muito mais voltadas ao teor administrativo.

No entanto, há muitas outras áreas de atuação em que o profissional está exposto a riscos constantes, e nesses casos a ergonomia também é parte dos parâmetros de proteção. Além da tentativa de reduzir ao máximo as possibilidades de acidentes, há também práticas que visam evitar as lesões por impacto.

A redução dos impactos físicos de continuidade

A continuidade, no sentido de prolongamento, é também um risco para quem atua em profissões ou ocupações que, ao menos visualmente, oferecem menos riscos. Um profissional que tem um papel administrativo ou operacional, mas por meio de tecnologias, em um computador, está muito menos sujeito a acidentes, mas as lesões e os desgastes físicos podem pesar.

Nem sempre as mesas estão reguladas à altura certa, digitar durante horas pode causar lesões, uma cadeira que não segue parâmetros ergonômicos pode gerar enfraquecimento muscular e dores na coluna, assim como a ausência de um apoio de pés também abre brechas a desgastes.

O acúmulo de cada um desses problemas ou a incidência mais grave de algum deles pode reduzir a produtividade do trabalhador e, em alguns casos, gerar doenças ou problemas que o afastam da atividade profissional.

Quais são os tipos de ergonomia?

O que poucos profissionais sabem é que existe uma série de campos da ergonomia no trabalho que precisam ser entendidos. Cada um deles é voltado para a entrega de condições adequadas e a preparação de uma condição de atuação ideal para o trabalhador. Entenda mais sobre cada uma delas a seguir.

Ergonomia física

Esse campo está relacionado à anatomia, ou seja, às características físicas do trabalhador e como elas se adaptam às condições de trabalho dele. Essa área de estudo preza por garantir a postura no exercício da profissão, a redução de movimentos repetitivos, o manuseio adequado de ferramentas e materiais e a adequação dos ambientes de trabalho.

Ergonomia de correção

A correção se trata da adequação do ambiente de trabalho e seus detalhes que geram conforto ou incômodo que pode ser prejudicial. São analisadas questões como iluminação, temperatura, ruídos, disposição de móveis e como isso impacta o colaborador.

Ergonomia de concepção

A concepção preza por desenvolver ambientes de trabalho projetados para serem mais amigáveis ao profissional, ou seja, que esses locais já sejam construídos ou montados da maneira certa. O foco pode ser escritórios, fábricas ou qualquer tipo de estação de trabalho.

Ergonomia de conscientização

Trabalho fundamental em qualquer área, a conscientização é a vertente do trabalho dedicada justamente ao engajamento do colaborador sobre a importância da ergonomia e seus impactos. Assim, a ideia é implementar palestras, vídeos, comunicados e até mesmo uma cobrança cotidiana por melhorar a postura e seguir os recursos propostos e oferecidos.

Ergonomia participativa

A ergonomia participativa é originada da ideia de criação de núcleos de fiscalização e conscientização dos próprios colaboradores a favor deles. Esses núcleos também têm o papel de levar solicitações e cobranças às diretorias, requisitando as condições de trabalho ideais.

Ergonomia operacional

A vertente operacional da ergonomia é focada em estabilizar processos menos agressivos e mais focados em oferecer boas condições de trabalho. A ideia é evitar sobrecarga ao profissional, projetando estruturas e esquemas de atuação focados em produtividade, mas com qualidade de atuação para evitar qualquer problema.

Ergonomia cognitiva

Não é só a parte física que está em jogo. O estresse e cansaço, quando controlados, são parte até mesmo de um trabalho de gestão de conflitos. Essas reações estão em alta quando os processos de atuação geram mais ansiedade, desgaste e uma pressão excessiva. Essas condições de trabalho impactam diretamente o raciocínio, a memória do colaborador e sua concentração.

Quais os benefícios da ergonomia no trabalho?

Uma empresa que trabalha seguindo bases sólidas de ergonomia no trabalho está pronta para obter vantagens significativas e que impactam diretamente seus resultados e sua competitividade no mercado. Confira a seguir quais são os pontos positivos que a ergonomia proporciona!

Valorização profissional

A valorização profissional nem sempre é uma prioridade para empresas, uma vez que muitas visam o lucro, independentemente do impacto que essa postura causa. É uma relação pouco saudável e que, consequentemente, não garante profissionais engajados e felizes com o trabalho.

As preocupações com a ergonomia no trabalho geram um impacto positivo imediato nos colaboradores, primeiramente, por conta da postura de preocupação da companhia. Indo mais além, naturalmente, ele se sente valorizado por perceber que tem as condições de atuação ideal e por sentir que tudo aquilo gera benefícios diretos à saúde física e mental.

Redução das faltas e afastamentos

Faltas e afastamentos podem acontecer em uma empresa e isso precisa ser previsto e admitido. Quando essas ocorrências, no entanto, são frutos de impactos do trabalho na saúde do colaborador, há erros sendo cometidos. A empresa sai prejudicada, pela redução de força de trabalho, mas principalmente, há um profissional com a saúde em xeque e incapaz de retornar à atuação.

A ergonomia no trabalho, em longo prazo, tende a evitar problemas que podem ocorrer nessa rotina, como complicações musculares, dores nas costas, LERs, acidentes e outras situações. Prevenir e prezar pela saúde dos colaboradores reduz os momentos de ausência deles nas empresas.

Redução da rotatividade de colaboradores

Uma busca constante nos setores de RH é diminuir a rotatividade dos colaboradores, ou seja, ter um menor índice de profissionais deixando e entrando na empresa. A razão é simples: cada vez que isso acontece, há um novo processo de adaptação, o índice de produtividade tende a cair e também há impactos financeiros relacionados aos custos de rescisão.

Muitas dessas baixas podem acontecer devido à insatisfação por conta das condições ruins de trabalho e também pelas doenças e lesões que, quando acarretam afastamentos, geram a necessidade de contratação. A ergonomia preserva a saúde de colaboradores e os mantêm ativos.

Aumento da satisfação do colaborador

A satisfação dos colaboradores é um importante fator que gera mais dedicação, engajamento e um ambiente de trabalho colaborativo e saudável. Quando há boas condições de trabalho, a tendência é que todos estejam mais felizes, concentrados e menos impactados por altos níveis de estresse.

É sempre importante considerar o impacto direto que as condições físicas ruins geram no humor e na satisfação desse colaborador. Não se trata apenas de uma questão física, mas de saúde, em uma perspectiva geral. Um profissional satisfeito também tem maiores índices de produtividade!

A ergonomia no trabalho é um campo de estudo fundamental e que cada vez mais precisa ganhar valor dentro das empresas. Prezar pelo bem-estar dos colaboradores é criar ambientes de atuação cada vez mais convidativos e que, consequentemente, geram resultados melhores e uma alta competitividade dentro do segmento das empresas.

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