Por André Mousinho

Especialista em Marketing de Conteúdo na Rock Content.

Publicado em 21 de maio de 2020. | Atualizado em 29 de maio de 2020


Os fatores de rankeamento do Google são a grande força do buscador. São eles que definem os melhores resultados para cada pesquisa e tornam a experiência de busca mais valiosa para os usuários. Agora, vamos desvendar quais são esses fatores para ajudar você a traçar melhores estratégias de SEO!

Se você é um profissional de SEO, certamente já se perguntou quais são os fatores de rankeamento do Google, não é? Afinal, a resposta para essa pergunta revela quais otimizações você precisa fazer para alcançar as primeiras posições do buscador.

Já sabemos que o Google utiliza um algoritmo complexo para classificar os sites em ordem de relevância para os usuários. Acredita-se que esse algoritmo seja composto por mais de 200 fatores de rankeamento, que são analisados em questão de milissegundos a cada busca.

Alguns são divulgados pelo buscador, outros são comprovados por estudos e muitos são apenas especulados. Isso porque o Google não quer revelar todos os seus segredos!

Então, estamos aqui para desvendar quais são os principais fatores de rankeamento do Google, que vão ajudar a traçar as suas estratégias de SEO. Para isso, dividimos os fatores nos seguintes tópicos:

Mas, antes, precisamos fazer algumas ressalvas…

Como entender a lista de fatores de rankeamento do Google

Para escrever este artigo, tomamos como referência a lista do site Backlinko. O autor Brian Dean se baseia em estudos de profissionais de SEO e declarações do próprio Google que evidenciam os principais fatores de rankeamento.

Porém, é preciso entender que não existe uma lista completa e definitiva com 200 fatores de rankeamento. O próprio Google nunca afirmou que trabalhe exatamente com esse número de critérios.

Portanto, alguns fatores podem ser questionáveis. Um artigo da Moz, aliás, já faz críticas a esse tipo de lista. Segundo o artigo, alguns itens dessas listas podem ser:

  • Mitos do mercado, sem qualquer comprovação;
  • Fatores de correlação, não de causalidade;
  • Fatores usados apenas para atingir o número de 200.

Por isso, também não temos aqui a pretensão de criar uma lista definitiva de 200 fatores de rankeamento do Google (você vai perceber que não chegamos exatamente a esse número!). 

Nossa intenção foi listar uma série de fatores que comprovadamente — por estudos do mercado, declarações do Google ou experiência própria na Rock Content — têm impacto no ranking.

Ao final do texto, também incluímos um tópico sobre fatores já ultrapassados ou refutados, para você não ficar em dúvida sobre o que funciona hoje.

Entendido? Então, vamos logo saber quais são os fatores de rankeamento do Google!

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Fatores de domínio

Domínio é o seu endereço na internet. É aquilo que as pessoas digitam no navegador para chegar até as suas páginas. Esse endereço é formado por diversos elementos:

O que é domínio

Para o Google, esses elementos trazem diversas informações importantes para classificar as páginas nos resultados da busca. Veja quais ele analisa:

1. Idade do domínio

A idade do domínio pode ter uma correlação com o posicionamento porque os sites mais antigos tiveram mais tempo para produzir conteúdos, ganhar links e receber visitantes.

Matt Cutts explica neste vídeo que os sites não precisam se preocupar com esse fator, mas sim com a sua relevância ao longo dos anos.

2. Histórico do domínio

Se um domínio já sofreu penalizações do Google por praticar black hat, isso tende a pesar negativamente no ranking, mesmo que ele tenha mudado de dono. 

3. Correspondência exata do domínio

Se o domínio corresponde exatamente à palavra-chave para a qual deseja rankear (ex.: www.receitas.com para “receitas”), você pode ter uma ligeira vantagem no Google. Mas, desde 2012, o buscador dá pouca relevância à correspondência exata de domínio, com o intuito de evitar spam.

4. Palavra-chave no início do domínio

Se o domínio inclui a palavra-chave entre outros termos, ele possui uma correspondência parcial. Nesse caso, o Google dá menos relevância ainda para isso na classificação.

Ainda assim, se você quer usar essa estratégia, prefira colocar a palavra-chave no início do domínio.

5. Palavra-chave no subdomínio

O Google pode verificar os termos do subdomínio para saber do que se trata o site, mas a relevância desse fator para a classificação é pequena.

6. País no ccTLD

O Google esclarece que usa o ccTLD como um dado de geolocalização. Para um domínio .uk, por exemplo, o buscador entende que o site é relevante para usuários do Reino Unido. Portanto, é um fator importante para quem quer internacionalizar seu site.

7. Privacidade do WhoIs

WhoIs é um protocolo usado para consultar os dados do proprietário de um domínio. Quando esses dados estão protegidos, o Google pode entender como um mau sinal, mas apenas se isso estiver associado a outras evidências de black hat.

8. Histórico do WhoIs

Se um proprietário de domínio já foi penalizado, o Google pode rebaixar todos os sites em sua propriedade. É provável que o buscador tenha registro dos spammers da internet e não dê chance para eles.

Fatores da página

Agora, vamos falar sobre os fatores relacionados à página, que entram nas estratégias de SEO on page.

Essas otimizações podem ser feitas no código e no conteúdo da página e estão totalmente sob seu controle, diferentemente do SEO off page. Vamos a eles:

9. Velocidade de carregamento

Em 2010, o buscador anunciou a inclusão desse critério no algoritmo das buscas desktop , e em 2018, adicionou às buscas mobile. Hoje, a velocidade de carregamento é um dos principais fatores de rankeamento do Google.

Veja também:
👉 Experiência na página será novo fator de rankeamento do Google

10. Accelerated Mobile Pages (AMPs)

AMPs são páginas otimizadas para carregarem mais rapidamente nos dispositivos móveis. Embora não sejam um fator de rankeamento direto, essas páginas geralmente aparecem primeiro na busca mobile e ainda recebem um selo que as diferencia das demais.

11. Mobile-friendly

Mobilegeddon foi o apelido dado a uma atualização do algoritmo de 2015 que passou a considerar o mobile-friendly como um dos principais fatores de rankeamento do Google. A partir daí, a maioria dos sites passou a adotar o layout responsivo.

12. Mobile First Index

Em 2016, o Google anunciou outra atualização, o Mobile-First Index, que passou a considerar primeiramente a versão mobile das páginas para a indexação.

Portanto, é mais um fator de rankeamento que incentiva os sites a melhorarem a usabilidade mobile. Caso contrário, podem perder posições no ranking.

13. Conteúdo escondido por CSS e JavaScript

Se é preciso clicar em algum botão para revelar um conteúdo do seu site, pode ser que ele não seja indexado e rankeado. Se esse conteúdo for crucial para o site, o Google recomenda que ele seja diretamente visível ao usuário, sem qualquer obstáculo.

Conteúdo escondido em CSS ou JavaScript

14. Canonical tag

A canonical tag é um recurso usado pelos sites para indicar ao Google, quando há mais de uma página com o mesmo conteúdo, qual é a principal. Portanto, ela evita que o buscador penalize seu site devido a conteúdo duplicado.

15. Links quebrados

Links quebrados levam os visitantes a páginas de Erro 404. Quando há muitos links quebrados no site, ele frustra a experiência do usuário e, por isso, o Google pode rebaixar suas páginas.

16. Erros de HTML

Erros de HTML também causam frustrações no usuário, já que os recursos do site não carregam ou não funcionam corretamente, e ainda prejudicam o rastreamento pelo buscador. Por isso, quando o site tem muitos problemas de programação, o Google pode rebaixá-lo no ranking.

17. Posição da página na arquitetura do site

Uma página que está próxima da home do site tende a ganhar mais pontos com o Google, em detrimento daquelas que estão mergulhadas no fundo da arquitetura do site.

18. Categoria da página

A categoria em que a página está inserida deve fazer sentido para o Google. Por exemplo, uma página sobre fogões deve estar na categoria Eletrodomésticos. Se a categorização não fizer sentido, ela também é confusa para o usuário — por isso, perde pontos no ranking.

19. Idade da página

A idade da página é um fator relevante para buscas que não são datadas e não exigem atualizações constantes, como pesquisas sobre a constituição brasileira ou a teoria da relatividade.

Embora o Google valorize conteúdos frescos (ver item 45), esse tipo de busca pode favorecer páginas mais antigas, com mais autoridade construída ao longo do tempo.

Fonte: Moz

20. Visibilidade do conteúdo principal

Segundo o documento Quality Rater Guidelines, páginas em que o excesso de anúncios atrapalha ou impede a visibilidade do conteúdo principal atrapalham a experiência do usuário.

Embora esse documento seja direcionado a avaliadores humanos, é um indicativo de como o algoritmo também avalia as páginas.

Quality Rater Guidelines

21. Uso de dados estruturados (rich snippets)

Páginas que usam dados estruturados no código tendem a ganhar prioridade no rankeamento, porque eles viram rich snippets na SERP e melhoram a experiência de busca.

Não se sabe se isso acontece porque são fatores de rankeamento (o Google não confirma) ou simplesmente porque eles atraem mais cliques e tráfego.

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Fatores de conteúdo

Agora, seguimos com os fatores de rankeamento do Google relacionados ao conteúdo da página, que também fazem parte do SEO on page.

22. Palavra-chave na title tag

A presença da palavra-chave na title tag é um dos principais fatores on page. Title tag é uma marcação no código que identifica o título da página para os mecanismos de busca.

Além de dizer ao algoritmo qual é o assunto principal da página, também tem o papel de atrair o interesse e o clique do usuário. Veja a correlação desse fator com a posição na SERP:

Palavra-chave na title tag
Fonte: Backlinko

23. Palavra-chave no início da title tag

Se a palavra-chave estiver no início da title tag, melhor ainda! Para o Google, essa posição evidencia a importância do termo para aquela página.

24. Palavra-chave na meta description

A meta description não é um fator de rankeamento direto, mas funciona para atrair o clique do usuário na página de resultados da busca. Por isso, a presença da palavra-chave na descrição é importante, especialmente porque ela é negritada pelo Google na SERP. 

25. Palavra-chave na tag H1

Heading tags servem para mostrar a hierarquia do conteúdo para o Google. Entre elas, a H1 é a mais importante e representa o título do conteúdo que aparece na página. Por isso, a palavra-chave precisa estar lá para evidenciar sua importância.

26. Palavra-chave nas tags H2 e H3

As tags H2 e H3 vêm na sequência da hierarquia das heading tags. Embora não sejam tão relevantes para a classificação na SERP, aqui também é importante usar as palavras-chave (ou sinônimos e termos relacionados) para reforçar sua relevância na página.

27. Palavra-chave no conteúdo principal

A posição das palavras-chave na página também evidencia sua importância. Se aparecem no conteúdo principal, o Google entende que elas são mais relevantes.

Palavra-chave no conteúdo principal
Fonte: Moz

28. Palavra-chave no início do texto

Se a palavra-chave aparecer no início do texto do conteúdo principal (primeiras 100 palavras), o Google entende que ela é mais importante ainda para a página.

29. Palavra-chave na URL

A URL é outro elemento on page que o Google analisa. Se a palavra-chave aparece lá, significa que tem bastante relevância para a página. Neste vídeo, John Mueller esclarece que esse é um “pequeno fator de rankeamento” — mas, ainda assim, um fator de rankeamento.

30. Palavra-chave nas imagens

Se o Google não consegue ler imagens (apenas textos), como ele compreende o que elas contêm? É preciso otimizar as imagens para o buscador com o uso de texto — e a inserção da palavra-chave — no nome do arquivo (tag src), no texto alternativo (tag alt) e no seu entorno.

31. TF-IDF

No lugar da densidade de palavras-chave, o Google adotou um novo modelo de cálculo (chamado de TF-IDF) para medir a relevância dos termos em uma página.

Assim, você pode trabalhar naturalmente com termos relacionados, sinônimos e variações no seu texto, sem forçar a correspondência exata da palavra-chave.

32. Google Hummingbird

Hummingbird foi uma atualização do algoritmo lançada em 2013 que mudou o foco da correspondência de palavras-chave para os sentidos e as intenções das pesquisas.

A partir daí, o algoritmo se tornou mais inteligente para compreender a linguagem humana.

33. Co-ocorrências

Co-ocorrências são termos que costumam aparecer com a palavra-chave simultaneamente. Elas também são consideradas pelo Google para entender os sentidos do conteúdo e fortalecer a página naquele tópico.

Co-ocorrências

34. Termos semânticos no conteúdo (LSI keywords)

LSI (Latent Semantic Indexing) é o conceito de indexação que considera sinônimos, variações, co-ocorrências e termos relacionados à palavra-chave para entender os sentidos do texto.

A partir do Hummingbird, você não precisa mais se preocupar tanto com a repetição de palavras-chave, e sim com o seu campo semântico.

35. Termos semânticos na tags, imagens e URLs

A semântica das palavras-chave também pode ser explorada nas tags do código, na otimização de imagens e na URL para fortalecer a compreensão do Google sobre o conteúdo da página.

36. BERT

BERT é uma recente atualização do algoritmo que aprimora o processamento da linguagem natural com inteligência artificial. Agora, o Google compreende não apenas a semântica, mas toda a complexidade da linguagem humana usada nos conteúdos e nas buscas.

37. Intenção de busca

Já que o Google compreende a linguagem humana, seu conteúdo não precisa mais focar na correspondência de palavras-chave.

Agora, você deve compreender as intenções de busca por trás das pesquisas para entregar o que os usuários querem encontrar. Quanto melhor atender às intenções de busca, melhor será sua posição na SERP.

38. Especialidade, autoridade e confiabilidade (EAT) 

EAT é uma sigla apresentada no documento de Quality Rater Guidelines que o Google usa para sintetizar os principais fatores de avaliação de um conteúdo. São eles:

  • A especialidade do autor do conteúdo;
  • A autoridade do autor do conteúdo, do próprio conteúdo e do site;
  • A confiabilidade do autor do conteúdo, do próprio conteúdo e do site.

Esses fatores mostram a importância de ter um conteúdo escrito e publicado por quem entende do assunto e é referência na sua área. Isso é especialmente importante para sites YMYL, geralmente das áreas médica, jurídica e financeira, que não podem colocar as pessoas em risco.

39. Profundidade do conteúdo

Segundo o Backlinko, existe uma correlação entre a profundidade de um conteúdo sobre determinado tópico e a posição que ele ocupa na SERP. Se o conteúdo é profundo e cobre vários pontos de vista, tende a conquistar melhores posições. Veja no gráfico:

Profundidade de conteúdo
Fonte: Backlinko

40. Comprimento do conteúdo

Também há uma correlação entre o número de palavras e a posição na SERP. Conteúdos longos costumam ser mais aprofundados e oferecer mais valor ao leitor. Por isso, tendem a ocupar as primeiras posições. Mas não é uma regra — o essencial é a qualidade!

Comprimento do conteúdo
Fonte: Backlinko

41. Originalidade do conteúdo

Além de profundo, o conteúdo deve ser original. O Google tem meios para identificar plágios e duplicações e, se isso acontecer, você pode ser penalizado ou até eliminado do ranking.

42. Autoria do conteúdo

O Google tinha um projeto de marcação e verificação de autoria com o Google Plus que foi abandonado com a descontinuação da rede.

Porém, a atual orientação do Google pelo EAT (ver item 38) evidencia a importância que o buscador ainda dá para o autor do conteúdo, embora ele não confirme que seja um dos fatores de rankeamento.

43. Conteúdo duplicado

Conteúdos duplicados podem representar plágio ou uma forma de manipular o ranking do buscador. Por isso, o Google tende a rebaixar páginas com conteúdo duplicado, que oferecem uma má experiência ao usuário.

44. Correção da linguagem

Conteúdos com erros de linguagem (gramática, pontuação, sintaxe) oferecem uma má experiência de leitura, por isso podem ser considerados de má qualidade pelo Google.

45. Conteúdos “frescos”

Uma atualização do algoritmo de 2011 busca entender quais pesquisas exigem conteúdos mais frescos (ver item 125). Nesses casos, o usuário espera ver a informação mais atualizada possível, então o Google prioriza conteúdos mais recentes, enquanto os desatualizados caem no ranking.

Conteúdos frescos
Fonte: Moz

46. Relevância das atualizações

Para ter um conteúdo fresco, você não precisa ter publicado a página recentemente, mas pode ter feito atualizações nas suas páginas antigas.

Porém, essas atualizações precisam ser relevantes (alterar um trecho inteiro, em vez de uma ou outra palavra) para que as páginas sejam novamente rastreadas e indexadas pelo buscador.

47. Frequência das atualizações

Se o Google identifica que a atualização da página é frequente, ele passa mais seguidamente para fazer o rastreamento e sempre tem conteúdo novo para mostrar na SERP, à frente de outros conteúdos desatualizados.

48. Lista de tópicos com link

Ao escrever um texto com vários tópicos, é interessante colocá-los na introdução com um link direto para eles. Além de ajudar o leitor, o Google pode transformá-los em sitelinks ou featured snippets, que atraem mais cliques na SERP.

Lista de tópicos
Fonte: Backlinko

49. Bullets e listas numeradas

Bullets e listas numeradas não são um fator de rankeamento direto, mas ajudam a melhorar a escaneabilidade do texto e o engajamento do leitor. Isso envia sinais ao Google de que o conteúdo é relevante para o usuário.

50. Qualidade dos links outbound

Inserir links para páginas externas (links outbound) pode impactar no rankeamento da sua página. Este estudo mostra que páginas com links para conteúdos de qualidade e autoridade ganham pontos no ranking. John Mueller esclareceu que isso não é um fator de rankeamento, mas favorece a experiência do usuário.

51. Assunto dos links outbound

Além de analisar a qualidade dos links outbound, o Google também fica de olho no texto âncora e nos conteúdos que recebem backlinks da página para entender melhor a sua temática.

52. Excesso de links outbound

Links outbound são bons para o usuário porque direcionam para informações complementares. Porém, abusar desses links no conteúdo pode prejudicar a experiência de leitura e até ser entendido como spam.

53. Conteúdo suplementar útil

Conteúdo suplementar é aquele que contribui para a experiência do usuário, mas não ajuda diretamente a página a cumprir sua proposta. Quando esse conteúdo é útil e oferece algum valor ao leitor, a página pode ganhar pontos com o Google.

54. Otimização de imagens

Além do uso de palavras-chave (ver item 30), a otimização de imagens para SEO também exige que você saiba comprimi-las, sem perder qualidade. Afinal, são elas que mais contribuem para aumentar o tempo de carregamento das páginas.

55. Uso de conteúdo multimídia

Textos, imagens, vídeos, GIFs, infográficos e outros conteúdos multimídia tendem a aprimorar a experiência do usuário e o rankeamento da página. Veja a correlação entre o uso de multimídia e a posição na SERP:

Uso de conteúdo multimídia
Fonte: Backlinko

56. Número de links internos para a página

Links internos ajudam o Google a entender a hierarquia do seu site e quais páginas são mais importantes. Por isso, o número de links internos para determinada página ajuda a melhorar seu rankeamento.

57. Qualidade dos links internos para a página

Não basta criar dezenas de links internos para uma página. Eles devem vir de páginas que também tenham autoridade e relevância para ajudá-la no rankeamento.

58. Texto âncora dos links internos para a página

O texto âncora usado nos links internos para a página ajudam a entender qual é a sua temática e a indexá-la para as palavras-chave corretas.

59. Comprimento da URL

URLs curtas e objetivas são lidas e compreendidas mais facilmente pelo usuário. Provavelmente é por isso que existe uma correlação entre o número de caracteres da URL e a posição na SERP:

Comprimento da URL
Fonte: Ahrefs

60. Fontes e referências

A citação de fontes e referências (mesmo sem link) é um dos critérios que o Google apresenta no documento Quality Rater Guidelines, especialmente para os sites YMYL. Quando não há fonte de uma informação importante, o conteúdo pode ser falso e confundir o usuário.

Fatores do site

Nos próximos tópicos, você vai conferir os fatores no nível do site que o Google avalia para fazer o rankeamento. Confira:

61. Usabilidade do site

Um site com navegação lógica, simples e intuitiva ganha pontos no rankeamento. Por outro lado, se oferece muitos obstáculos, perde pontos. O Google entende isso por meio de sinais dos usuários, como taxa de rejeição e tempo de permanência.

62. Reputação do site

Avaliações e reviews em sites de terceiros provavelmente não são um fator de rankeamento direto. Mas o Google sabe entender o contexto dos links e menções à sua marca — se for positivo, pode favorecer o rankeamento; se for negativo, pode prejudicar. O Quality Rater Guidelines mostra que a reputação é um ponto importante:

Reputação do site

63. TrustRank

TrustRank é o fator de rankeamento do algoritmo que classifica os sites conforme o seu grau de confiabilidade. O Google mede isso principalmente conforme a sua “vizinhança”, ou seja, a qualidade dos sites que linkam para você e para os quais você cria backlinks.

64. Informações de contato

Fornecer uma página ou simplesmente os dados de contato é um indicativo de confiabilidade para o Google. O documento Quality Rater Guidelines traz essa orientação, especialmente para páginas YMYL e lojas virtuais:

Informações de contato

65. Termos de serviço e privacidade

Assim como os dados de contato, a presença dos termos de serviço e de privacidade são mais um sinal de confiabilidade do site para o Google.

66. Arquitetura do site

Organização do conteúdo é essencial para usabilidade e ajuda o Google a entender suas páginas, além de poder acessar e indexar todas elas. Portanto, a arquitetura do site precisa ter uma estrutura lógica e consistente.

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67. Breadcrumbs

Breadcrumbs indicam o caminho para chegar a uma página (como Casa > Quarto > Camas). Elas situam o usuário e o Google quanto à arquitetura do site e, por isso, contribuem para o rankeamento. Além disso, o Google usa essa informação diretamente na SERP.

Breadcrumbs no SEO

68. Uso do sitemap

O arquivo sitemap.xml informa ao Google todas as páginas do seu site, o que ajuda o Google a descobrir novos conteúdos e indexar todos eles.

69. Estrutura da URL

A estrutura de URLs do site deve ser descritiva e amigável. Nada de usar aqueles números e códigos, ok? Tanto o usuário quanto o Google precisam entender o que as suas URLs contêm.

70. Disponibilidade do site

Sites ficam fora do ar temporariamente por problemas de servidor, períodos de manutenção e outras situações normais. O problema é se isso acontece por muito tempo ou com muita frequência: o Google pode entender que o site não existe mais e até excluí-lo do ranking.

71. Localização do servidor

A localização física do servidor impacta no SEO. No vídeo abaixo, Matt Cutts explica que o Google olha o endereço IP do servidor, entre outros fatores, para identificar o país do site e priorizar sua exibição nessa região.

72. Certificado SSL e protocolo HTTPS

Em 2014, o Google informou que passaria a incorporar o uso do HTTPS aos fatores de rankeamento. Além de favorecer o SEO, esse fator é um sinal de segurança e credibilidade do site para o usuário.

73. Vídeos do YouTube

Embora o Google não assuma, vídeos do YouTube tendem a ganhar preferência nos resultados em vídeo da SERP, à frente de outros serviços.

Fatores de interação do usuário

No processo de busca e navegação, os usuários emitem sinais de comportamento que dão indícios sobre a qualidade de um site. O Google também avalia essas interações para fazer o rankeamento. Vamos ver quais são eles:

74. RankBrain

RankBrain é uma atualização do algoritmo de 2015 que incorporou machine learning ao sistema de busca. Com ele, o algoritmo analisa as interações dos usuários com o buscador, especialmente as palavras que utilizam nas pesquisas e os sentidos que estão por trás delas.

75. CTR orgânico para uma palavra-chave

O Google não confirma que a taxa de cliques em uma página na SERP seja um fator de rankeamento, e isso ainda é uma polêmica entre os profissionais de SEO. De qualquer forma, um bom CTR orgânico significa mais visitantes no seu site, o que é um bom sinal.

76. CTR orgânico para todas as palavras-chave

Além de medir o CTR orgânico para determinada palavra-chave, acredita-se que o algoritmo também considere a taxa de cliques para todas as palavras-chave que ativam aquela página. Mas também não há comprovação.

77. Taxa de rejeição

A taxa de rejeição mede quantos usuários acessam um link, não interagem e logo deixam a página. Para o Google, isso pode ser um sinal de que a página não tem uma boa resposta para aquela palavra-chave.

Esse fator ainda é uma polêmica, mas o Google já afirmou que não usa a métrica de taxa de rejeição do Google Analytics no algoritmo:

78. Tempo de permanência

O tempo que um usuário fica na página também pode ser um indicativo da relevância do seu conteúdo para a palavra-chave. Mas esse fator também é polêmico.

79. Tráfego direto

Se muitos usuários digitam a URL da página diretamente na barra do navegador, o Google pode entender isso como um ponto positivo para o rankeamento. Um estudo da SEMrush mostrou que há uma forte correlação entre o tráfego direto e a posição na SERP:

Tráfego direto
Como atrair tráfego para o seu sitePowered by Rock Convert

80. Visitantes frequentes

Quanto mais visitantes retornarem à página, melhor para o rankeamento. Esse também é um fator polêmico, que o Google não assume, mas que pode ser usado para medir a relevância da página.

81. Favoritos do Chrome

O Google consegue identificar quais páginas foram adicionadas aos “Favoritos” no Chrome, e isso talvez influencie o rankeamento. Na seleção de matérias do Google Notícias, por exemplo, o buscador admite que utiliza os favoritos para personalizar o ranking.

82. Comentários

A interação dos usuários por meio de comentários na página também pode ser usada como sinal de relevância do conteúdo. Gary Illyes confirma que uma comunidade forte pode ajudar bastante no rankeamento:

Fatores de backlinks

Agora, começamos a olhar para os fatores que estão fora do site e das suas páginas. Estamos falando dos fatores de backlinks, que são os links que você recebe de outros sites e fazem parte das estratégias de link building e SEO off page. Veja agora quais são os principais fatores:

83. PageRank 

PageRank foi a primeira versão do algoritmo do Google, que revolucionou o mercado de buscas. Sua inovação foi considerar o perfil de links que uma página recebe para medir a sua relevância e autoridade na web. Embora já tenha evoluído bastante, o PageRank ainda é um fator de rankeamento importante.

84. Naturalidade do perfil de backlinks

Um site deve ganhar backlinks de forma natural. Se ele receber muitos links ao mesmo tempo, de apenas um domínio ou com o mesmo texto âncora (entre outros fatores que vamos ver a seguir), parece uma aquisição artificial e pode ser entendido como black hat.

85. Quantidade de páginas com backlinks

Quanto mais páginas criarem backlinks para um conteúdo seu, melhor será o rankeamento. Mas a quantidade é combinada a outros fatores de qualidade dos backlinks para medir a autoridade da página.

86. Diversidade de domínios com backlinks

A diversidade de domínios que direcionam backlinks para a página evidencia que mais sites reconhecem a sua relevância. Veja a correlação com a posição na SERP:

Diversidade de domínios com backlinks
Fonte: Backlinko

87. Diversidade de tipos de domínios com backlinks

O Google também parece considerar a diversidade de tipos de domínios (como blogs, fóruns etc.). O buscador entende isso como um sinal de naturalidade na aquisição de backlinks.

88. Idade do domínio com backlink

A idade do domínio que inseriu o backlink também pode ser um fator de rankeamento: quanto mais antigo, mais confiabilidade e mais autoridade transmite à página.

89. Popularidade das páginas

Um dos fatores de qualidade do backlink é a popularidade da página. Backlinks de páginas que também recebem muitos backlinks tendem a passar mais autoridade.

Popularidade das páginas
Fonte: Moz

90. Autoridade do site

Receber backlinks de sites que são considerados autoridades no assunto da página conta muitos pontos no rankeamento.

91. Backlinks de páginas hub

Ganhar links de páginas que são consideradas um “hub”, ou seja, que centralizam determinado assunto, pode ser um ponto positivo.

92. TrustRank do site

Os sites que têm a confiança do Google, com uma boa pontuação no TrustRank do algoritmo, transmitem mais link juice e colocam as suas páginas na rede de confiança do buscador.

93. Texto âncora

Segundo a apresentação original do algoritmo do Google, o texto âncora do backlink fornece informações valiosas sobre a página linkada. Apesar disso, o ganho excessivo de backlinks com correspondência exata da palavra-chave pode ser entendido como spam.

94. Alt text das imagens com backlink

A tag de texto alternativo também é considerada pelo Google. Ela funciona como texto âncora das imagens com backlinks.

95. Contexto do backlink

O Google avalia não apenas o backlink, mas também o contexto em que ele está inserido. Por isso, links contextuais, que fazem sentido e tem valor dentro da página, são mais relevantes.

96. Qualidade do conteúdo

Backlinks inseridos em conteúdos originais, com informações relevantes e bem escritos transmitem mais autoridade que em conteúdos de baixa qualidade.

97. Nicho da página

Ao avaliar o contexto do backlink, o Google analisa o nicho da página em que ele está inserido. Quando tem a ver com o nicho da página linkada, o backlink trasmite mais autoridade.

Nicho da página
Fonte: Moz

98. Nicho dos sites

Não é só o nicho da página que importa, mas também dos sites com backlinks em geral. Se você recebe vários backlinks de sites do seu nicho, o Google entende que você é uma referência no seu segmento.

99. Co-ocorrências do backlink

O Google avalia as palavras que estão em torno do backlink. Quando essas palavras são co-ocorrências (ver item 33) comuns da palavra-chave, o backlink fortalece a autoridade da página linkada para aquele tópico.

100. Posição do backlink na página

Backlinks que estão inseridos dentro do conteúdo principal têm mais valor para o Google em relação aos que estão em outras posições (cabeçalho, colunas laterais, rodapé etc.).

101. Posição do backlink no conteúdo

Dentro do conteúdo principal, o Google também avalia a posição do backlink. Quando ele aparece no início (entre as 100 primeiras palavras), transmite mais autoridade para a página linkada.

Posição do backlink no conteúdo
Fonte: Moz

102. Backlinks da homepage

Backlinks inseridos na página inicial têm mais peso do que nas páginas internas, devido à sua relevância para o site.

103. Backlinks de concorrentes

Se até um concorrente direciona um backlink para a sua página, você deve ser uma grande referência na área, não é? O Google pensa assim. Por isso, backlinks de sites que competem com você na SERP transmitem mais autoridade para a página linkada.

104. Backlinks de sites esperados

Embora seja apenas uma especulação, acredita-se que o Google analise se você já recebeu backlinks de sites do seu nicho dos quais se espera que isso aconteça.

105. Backlinks de sites de má qualidade

Receber backlinks de sites de má qualidade, que praticam black hat, afeta a confiabilidade do seu site e prejudica o rankeamento das suas páginas. Você pode rejeitar backlinks maliciosos para não prejudicar sua reputação.

106. Backlinks de publicidade

Desde 2019, backlinks de publicidade ou outro tipo de negócio devem ser marcados com a tag “sponsored”.

Dessa forma, a página com backlink não transmite seu endosso, mas ajuda o Google a entender e indexar o conteúdo da página linkada. Com o tradicional “nofollow”, esse backlink seria totalmente ignorado.

107. Backlinks de conteúdos gerados por usuários (UGC)

Os backlinks de conteúdos gerados por usuários também ganharam uma nova tag: “ugc”, em vez de “nofollow”. Agora, backlinks de caixas de comentários e fóruns também não são completamente ignorados, mas continuam sem transferir a autoridade da página.

108. Links nofollow

Os links nofollow servem para dizer ao Google que você não quer endossar aquele link. Então, o Google não transmite autoridade para a página linkada. Além disso, ter alguns links nofollow é sinal positivo de que você tem um perfil natural de backlinks.

109. Guest posts

Backlinks em guest posts ainda valem a pena, mas apenas em blogs relevantes para o seu nicho, com textos-âncora naturais e conteúdos relevantes para o público. Se forçar a barra ou ganhar muitos backlinks rapidamente, pode parecer spam para o Google.

110. Excesso de redirecionamentos 301

Backlinks com redirecionamento 301 são tratados pelo Google como qualquer outro backlink (ver item 186). Porém, quando há múltiplos níveis de redirecionamentos para chegar a uma página, o Google vai parar de seguir os links no meio do caminho, e a página final não vai receber o link juice. Matt Cutts explica neste vídeo:

111. Atributo link title

A tag “link title” (que aparece quando o mouse passa por cima do link) é um recurso de acessibilidade que fornece uma descrição sobre o link. Há dúvidas se o Google utiliza esse atributo para saber mais sobre o backlink. De qualquer forma, serve para melhorar a experiência do usuário.

112. Country Code TLD dos domínios com backlinks

O ccTLD é um fator de rankeamento de geolocalização (ver item 6). No caso dos backlinks, o Google analisa esse elemento no domínio em que o backlink está inserido para entender em qual região a página linkada tem mais relevância.

113. Palavra-chave no título da página

Se a sua palavra-chave estiver no título da página que deu o backlink, melhor para o rankeamento. Significa provavelmente que são dois especialistas no assunto.

114. Velocidade de ganho de backlinks

O Google analisa a velocidade de ganho de backlinks. Se é positiva, o site se mostra cada vez mais relevante para o mercado. Se for negativa, significa que o site ficou estável e está perdendo sua relevância.

Velocidade de ganho de backlinks
Fonte: Moz

115. Backlinks do Wikipedia

Os links do Wikipedia são nofollow, portanto não transmitem autoridade. Porém, se o seu site aparece como referência de um artigo na rede, ele pode ganhar pontos com o Google, além de atrair tráfego.

116. Idade do backlink

Backlinks mais antigos tendem a ter mais peso para o Google do que recém-criados. Por outro lado, backlinks recentes mostram que seu site não parou no tempo e continua relevante.

117. Atualização da página

Backlinks de páginas publicadas recentemente ou atualizadas com mais frequência podem passar mais valor. Provavelmente o Google entende que links em páginas antigas ou desatualizadas podem ter perdido relevância.

Atualização da página
Fonte: Moz

118. Número de links outbound na página

O número de links outbound pode afetar o nível de autoridade que a página transmite, já que o PageRank é dividido entre todos os backlinks.

119. Comprimento do conteúdo

O Google entende que conteúdos longos costumam ser mais aprofundados e oferecer mais valor ao usuário (ver item 40). Portanto, eles tendem a transmitir mais autoridade pelos backlinks.

120. Sitewide links

Sitewide links são aqueles links que se repetem nas páginas de um site (sobre nós, contato etc.). Segundo Matt Cutts, o Google contabiliza esses links como apenas um — portanto, backlinks que são sitewide também contam apenas uma vez.

Regras do algoritmo

O algoritmo do Google também conta com algumas regras, relacionadas ao contexto da busca e do usuário, que entram nos fatores de rankeamento. Vamos ver quais são elas:

121. Localização do usuário

A localização do usuário é um dos principais fatores de rankeamento, especialmente para as buscas locais. Se o usuário pesquisa por “pizzaria”, ele vê resultados localizados próximos de onde está.

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122. Histórico de navegação do usuário

O histórico de navegação do usuário também influencia no rankeamento. O Google considera os sites que a pessoa costuma visitar para personalizar a SERP, mas também para entender sua intenção de busca quando é ambígua.

123. Histórico de buscas do usuário

Além do histórico de navegação, o histórico das pesquisas do usuário também ajuda o Google a entender intenções de busca ambíguas e rankear as páginas.

124. Featured snippets

Featured snippets são considerados o “resultado zero” do Google. Eles oferecem respostas prontas ao usuário, antes dos demais resultados, para determinados tipos de busca.

Portanto, páginas que conseguem conquistar featured snippets ganham a primeira posição do rankeamento. A Moz desenvolveu um amplo estudo sobre como fazer isso.

125. Buscas que exigem conteúdos frescos

Existem buscas que exigem conteúdos frescos (chamados de QDF ou Query Deserves Freshness), como uma pesquisa sobre a melhor câmera DSLR do mercado ou as últimas notícias sobre um atentado. Nesses casos, o Google prioriza páginas que tenham conteúdos mais atualizados, em detrimento de outros critérios.

126. Buscas que exigem desambiguação

Muitas vezes o Google fica em dúvida sobre a intenção de busca do usuário, porque a palavra-chave é ambígua. Na busca por “TED”, por exemplo, o usuário pode se referir a um filme, conferências ou transferências bancárias. Nesses casos, a SERP apresenta resultados que talvez não sejam tão relevantes, mas servem para fazer a desambiguação.

127. Buscas que exigem formatos específicos

Existem buscas cujas melhores respostas não são páginas da web, e sim imagens, vídeos, notícias e outros formatos de conteúdo. Nesses casos, o Google prioriza resultados nos formatos que melhor atendem à necessidade do usuário.

128. Buscas que retornam muito spam

Existem buscas que costumam ativar muitas páginas de spam. Pensando nesses casos, o Google lançou uma atualização do algoritmo em 2014 que buscava “limpar” a SERP nesse tipo de busca.

129. Buscas transacionais

Em buscas de perfil transacional (buscas por produtos e preços, por exemplo), o Google prioriza os resultados que direcionam para a compra, em vez de páginas informacionais.

130. Buscas locais

Buscas locais ativam o Local Pack na SERP, que é um box com os três principais resultados geolocalizados. Nessas buscas, o Google prioriza negócios que estão cadastrados no Google Meu Negócio, em vez da lista de páginas da web, que aparecem só depois do Local Pack.

Para classificar esses negócios, o Google utiliza três fatores de rankeamento específicos para o SEO local:

  • Relevância do negócio para a palavra-chave que o usuário digitou;
  • Proximidade do negócio em relação ao usuário ou ao termo de local usado na busca;
  • Destaque, reputação e popularidade do negócio no mundo online e offline.

131. SafeSearch

SafeSearch é um recurso da busca do Google que filtra resultados com conteúdo explícito. Se o usuário ativar esse recurso, o rankeamento é afetado, já que determinadas páginas são eliminadas do ranking.

132. Sites YMYL

Sites YMYL (Your Money Your Life) possuem conteúdos sensíveis que podem afetar a saúde, a segurança ou as finanças das pessoas. São geralmente da área médica, jurídica ou financeira.

Para esse tipo de conteúdo, o Google tem critérios mais rígidos de rankeamento, que estão dispostos no documento Quality Rater Guidelines.

133. Diversidade de domínios na SERP

O Google procura diversificar os domínios que aparecem na SERP para que o usuário tenha maior variedade de respostas e visões sobre o assunto que procura.

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Sinais de marca

Para o Google, os sinais de marca ajudam a identificar empresas que realmente existem e qual é a sua relevância no mercado — e isso influencia no rankeamento. Veja agora quais são esses sinais:

134. Citação da marca sem link

O Google reconhece a citação de uma marca e o contexto em que está inserida. Mesmo sem link, essa menção ajuda a fortalecer a marca aos olhos do Google e favorecer o seu site no rankeamento.

Citação da marca sem link
Fonte: Moz

135. Nome da marca no texto âncora

O uso do nome da marca como texto âncora dos backlinks que direcionam para o seu site são um sinal de força.

136. Buscas pela marca no Google

Quanto mais buscas forem feitas pelo nome da marca no Google, mais o buscador pode confiar que ela é conhecida e relevante no mercado.

137. Buscas pela marca com uma palavra-chave

Se as pessoas costumam buscar pelo nome da marca associado a uma palavra-chave (rock content + marketing de conteúdo, por exemplo), o site tende a ganhar pontos no rankeamento para esses termos.

138. Páginas e perfis atuantes nas redes sociais

Ter uma página no Facebook, Twitter, LinkedIn e outras redes, com um número relevante de fãs e publicações frequentes, provavelmente é um sinal para o Google de que a marca realmente existe e é relevante. Uma das evidências disso é que o Google registrou uma patente para identificar se contas nas redes sociais são falsas.

139. Cadastro da empresa no Google Meu Negócio

Se a empresa é um negócio local e está cadastrada no Google Meu Negócio, o buscador tem mais evidências de que o negócio existe e ainda pode avaliar a sua reputação por meio das avaliações dos usuários.

140. Menção da marca nas principais notícias

Marcas grandes e reconhecidas costumam ser citadas no carrossel de Principais Notícias, por serem assunto de matérias de veículos de comunicação. O Google considera essas menções para medir a relevância das marcas.

Menção da marca nas principais notícias

Spam on page

Desde os primórdios do SEO, o Google trava uma luta contra o black hat para eliminar do ranking os resultados que não entregam valor para o usuário. Aqui vamos listar os principais fatores on page que o Google considera maliciosos e que prejudicam o rankeamento:

141. Conteúdo de baixa qualidade

Páginas de pouco ou nenhum valor para o usuário (fazendas de links, conteúdos copiados de outros sites ou gerados automaticamente, por exemplo) passaram a cair nos resultados desde 2011, com a atualização do Panda.

142. Conteúdo oculto

Ocultar links e palavras-chave na página é uma antiga prática de spam. Isso pode ser feito ao usar texto branco com fundo branco ou reduzir o tamanho da fonte para zero, por exemplo.

143. Conteúdo malicioso

Utilizar conteúdo ou software que se comporte de maneira inesperada pelo usuário é uma violação das diretrizes do Google. Incluir arquivos indesejados em um download ou instalar malwares são alguns exemplos.

144. Links para sites de má reputação

O nível de confiabilidade do site cai quando suas páginas criam links para sites de má reputação.

145. Cloaking

Refere-se à prática de criar um site que exibe um conteúdo para os robôs e outro para o usuário. Isso é black hat e rebaixa ou até elimina o site do ranking.

146. Redirecionamentos maliciosos

Refere-se à prática de redirecionar o usuário para uma página diferente da que o Google rastreia e exibe na SERP. Também é penalizado.

147. Keyword stuffing

Esta foi uma prática muito comum de spam: encher o site com palavras-chave para manipular o algoritmo. Porém, como o Google não dá mais tanto valor para a correspondência exata de palavras-chave, essa prática perdeu sentido.

148. Keyword stuffing em meta tags

O excesso de palavras-chave pode ocorrer também nas meta keywords, na meta description, na tag title, entre outras. Não faça isso, pois o Google entende como spam.

149. Popups de página inteira

Em 2016, o Google lançou uma atualização nas buscas mobile que passou a punir sites que usem popups de página inteira e, assim, dificultem o acesso do usuário ao conteúdo principal.

150. Anúncios excessivos acima da dobra

Desde 2012, ter uma grande quantidade de anúncios “acima da dobra” (ou seja, antes da rolagem) é visto pelo Google como sinal de spam ou conteúdo de baixa qualidade, já que atrapalha o acesso ao conteúdo principal.

151. Doorway pages

Doorway pages são várias páginas semelhantes na SERP que redirecionam a um mesmo destino — geralmente, sem conteúdos de valor para o usuário.

152. Domínios estacionados (parked domains)

São páginas que apenas informam que o domínio está registrado, sem qualquer conteúdo além de anúncios. O Google não exibe páginas de parked domains na SERP.

153. Programas de afiliados

Participar de programas de afiliados não é um problema. O erro é usar links de afiliados em excesso, sem qualquer conteúdo original ou valor para o usuário. O Google desconfia de spam e pode rebaixar a página.

154. Links de afiliados escondidos

Sites com muitos links de afiliados disfarçados, principalmente por meio da prática de cloaking, também são penalizados pelo Google.

155. Conteúdo automatizado

Publicar conteúdos sem sentido, gerados por automação, é uma técnica de spam agressiva, identificada facilmente pelo algoritmo.

156. Excesso de links nofollow

Links nofollow podem ser usados para “esculpir” o PageRank de uma página ao controlar para quais links ela deve transmitir autoridade. Há discussões sobre como o Google vê essa prática. Mas um problema é certo: fazer um uso excessivo de PageRank sculpting pode parecer um meio de manipular o algoritmo.

157. Endereço IP marcado como spam

Quando vários endereços IP de um servidor são marcados como spam, isso pode prejudicar o rankeamento de outros sites que estiverem hospedados lá. Porém, se for apenas um ou outro, o Google entende que é normal. Matt Cutts explica neste vídeo:

158. Spam gerado por usuários

Pode ser que o spam não seja publicado por você. Mas se você permite que usuários publiquem spam na sua página (em comentários de blog ou fóruns, por exemplo), seu site pode ser penalizado.

Spam off page

Intencional ou não, o black hat também pode acontecer fora das suas páginas e prejudicar seu rankeamento. Vamos ver agora quais são as principais práticas de spam off page que você deve evitar: 

159. Compra e venda de backlinks

O Google entende que backlinks devem ser naturais. Quando isso se torna um negócio, prejudica a experiência do usuário e viola as diretrizes do buscador, que penaliza os sites que adotam essa prática.

160. Troca de backlinks

O Google vê o excesso de troca de backlinks como um esquema para manipular o algoritmo. Não há problema se isso acontecer de forma natural e gerar valor para o usuário, mas pode ser um problema se for em larga escala.

161. Esquemas de links temporários

Esquemas de compra ou troca de links podem ser temporários: os links são criados e rapidamente removidos. Mas o Google também consegue identificar e penalizar isso.

162. Backlinks em larga escala

Link building em larga escala, com backlinks criados apenas para manipular o algoritmo (inclusive em artigos de guest post), também é uma violação das diretrizes do Google. Lembre-se de que o perfil de backlinks deve ser natural.

163. Backlinks repentinos

Um súbito crescimento no número de backlinks também é claramente um sinal de spam off page.

164. Muitos backlinks de baixa qualidade

Receber muitos backlinks de origens comumente usadas para black hat (como caixas de comentários, fóruns e diretórios de links) também é sinal de spam.

165. Muitos backlinks de sites não relacionados

Sites que recebem grande quantidade de links de domínios que não estão relacionados ao seu nicho podem perder pontos no ranking.

166. Backlinks em widgets

Widgets são boxes de conteúdos distribuídos em vários sites. Por não serem controlados pelo editor da página, backlinks em widgets são vistos como artificiais pelo Google e sofrem uma penalização manual. O ideal é usar a tag nofollow nesses links ou simplesmente retirá-los.

167. Muitos backlinks do mesmo IP

Receber muitos backlinks de um mesmo IP de servidor é um sinal para o Google de que os seus links vêm de uma rede privada de blogs (PBN ou Private Blog Network).

168. Texto âncora otimizado em excesso

O uso excessivo do texto âncora com a correspondência exata da palavra-chave nos backlinks pode ser entendido pelo Google como sinal de spam off page.

169. Backlinks de press release

A otimização excessiva de textos-âncora em artigos e comunicados para a imprensa também pode ser vista pelo Google como link building artificial.

170. Site hackeado

Quando um site é hackeado, o Google adiciona uma notificação na SERP e, se o proprietário não fizer nada para recuperá-lo, retira suas páginas do ranking por segurança.

171. Rejeição de backlinks duvidosos

O Google possui uma ferramenta para rejeitar backlinks maliciosos e, assim, manter sua reputação e posição na SERP.

172. Pedido de reconsideração

Depois de ser penalizado, um site pode corrigir seus erros, fazer um pedido de reconsideração e, se o Google aceitar, retomar seu rankeamento.

Fatores refutados ou ultrapassados

Na lista de 200 fatores de rankeamento de Brian Dean, que inspirou este artigo, encontramos alguns fatores que já estão ultrapassados ou foram refutados por estudos e declarações do Google.

A seguir, listamos quais são eles e por que você não precisa mais considerá-los na sua estratégia.

Porém, lembre-se de que o SEO é dinâmico, e o Google está sempre se atualizando.

Portanto, nada garante que esses critérios voltem a ser considerados ou que outros fatores que citamos anteriormente entrem nessa lista.  É preciso ficar sempre de olho!

173. Palavra-chave no TLD

Além das TLDs tradicionais (ex.: .com, .net, .org, .gov), hoje você pode usar terminações de domínio mais criativas (ex.: .guru, .cafe, .ninja). Apesar disso, o Google já esclareceu que trata todas as TLDs igualmente e ignora a presença de palavras-chave nesse elemento do domínio.

174. Duração do registro do domínio

Domínios legítimos costumam ser pagos pelos administradores por vários anos com antecedência, enquanto domínios maliciosos raramente duram mais de um ano.

Embora alguns profissionais acreditem que isso seja um fator de rankeamento, o Google já afirmou que não é.

175. Uso do Google Analytics e Google Search Console

Alguns profissionais acreditam que integrar o Google Analytics e o Google Search Console ao seu site ajuda a ganhar pontos no rankeamento. Mas o Google já disse que isso é um mito:

176. Autoridade do domínio e autoridade da página

Autoridade do domínio e autoridade da página não são fatores de rankeamento do Google. Domain Authority e Page Authority, na verdade, são indicadores que a Moz desenvolveu, com critérios muito próximos aos do Google, para simular a visão do algoritmo do buscador.

177. Prioridade da página no sitemap

No arquivo sitemap.xml, você pode definir o nível de prioridade das páginas para que o robô perceba a hierarquização do seu site. Porém, John Mueller já esclareceu que o Google ignora esse atributo para fins de rankeamento.

178. Tags do WordPress

Algumas pessoas acreditam que o Google avalia as tags do WordPress para fazer o rankeamento (assim como as meta keywords funcionavam anos atrás). Porém, o Google não faz isso. As tags do WordPress servem apenas para estruturar o conteúdo e fazer linkagem interna.

179. Densidade da palavra-chave

A densidade da palavra-chave deixou de ser um fator de rankeamento, porque bastava repetir um termo diversas vezes para rankear a página. Hoje há formas mais sofisticados de avaliar a importância dos termos dentro de um conteúdo (ver item 31).

180. Nível de leitura

O Google lançou em 2010 um recurso de pesquisa avançada que permitia filtrar os conteúdos por nível de leitura (básico, intermediário e avançado).

Porém, não havia qualquer evidência de que isso fosse um fator de rankeamento nem se sabia quais eram os critérios do buscador para fazer essa classificação. De qualquer maneira, esse recurso foi descontinuado.

Nível de leitura

181. Backlinks de domínios .edu e .gov

Muita gente acredita que domínios .edu e .gov transmitem mais autoridade por meio dos backlinks. Porém, o Google já disse que trata todos os TLDs da mesma maneira. Além disso, esse mito é tão forte que é muito usado para spam, o que leva o Google a ignorar muitos backlinks desses domínios.

182. Frequência de atualizações do site

A frequência de atualizações do site, por si só, não é um fator de rankeamento, segundo John Mueller. Não é porque você publica 10 posts por semana que o seu blog vai ganhar alguma vantagem no rankeamento, ok?

O Google gosta de conteúdos frescos (ver item 45), mas o que importa mais é a qualidade do que você publica.

183. Meta descriptions duplicadas

Conteúdo duplicado pode ser um problema em SEO, porque o Google pode interpretar como plágio ou tentativa de manipulação. Porém, John Mueller esclareceu que a duplicação de meta descriptions não significa um problema para o rankeamento.

184. Pogo-sticking

Pogo-sticking acontece quando você clica em um resultado, mas rapidamente volta para a SERP e clica em outro link. Embora possa ser um sinal negativo sobre o engajamento do usuário na página, o Google não utiliza como fator de rankeamento.

Pogo-sticking
Fonte: Backlinko

185. Sites bloqueados

O Google Chrome tinha uma extensão que permitia bloquear sites indesejados da SERP. Alguns estudos mostravam que o Google analisava quais sites eram mais bloqueados para rebaixá-los no ranking. Se era verdade, não sabemos, mas o fato é que essa extensão foi descontinuada.

186. Backlinks com redirecionamentos 301

Alguns profissionais acreditavam que o redirecionamento 301 poderia ajudar no rankeamento; outros acreditavam prejudicar. Matt Cutts resolveu as dúvidas neste vídeo: backlinks com redirecionamentos 301 são tratados da mesma forma que qualquer outro backlink.

187. Preferência por grandes marcas

Uma atualização do Google em 2009 fez muitas pessoas acreditarem que o Google estava priorizando grandes marcas na SERP. Porém, Matt Cutts esclareceu que o algoritmo olha para fatores como confiança, autoridade e qualidade, que podem coincidir com páginas de grandes marcas, mas não que isso seja um fator de rankeamento.

Enfim, chegamos ao fim da lista!

Vale reforçar que não temos aqui uma lista definitiva. Esses fatores podem ser até mesmo refutados em novos estudos. Além disso, o Google está sempre se aprimorando, então é preciso ficar de olho nas atualizações.

De qualquer maneira, esses fatores merecem sua atenção. Eles foram analisados por profissionais de SEO que se debruçam em dados para testar e descobrir quais critérios impactam no posicionamento.

Perceba que, ao otimizar esses fatores, você consegue atender aos principais critérios do algoritmo, mas também satisfazer os visitantes do seu site. Não esqueça que este é o grande objetivo do Google: oferecer a melhor experiência ao usuário.

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