Por Redator Rock Content

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Publicado em 5 de abril de 2019. | Atualizado em 5 de abril de 2019


Facebook realiza uma nova ação para recuperar seu prestígio. A rede social lançou, no início do mês, uma nova ideia: agregar a plataforma uma janela de notícias de qualidade. Mas, como aconteceu ultimamente, a notícia dividiu opiniões.

A jornada do Facebook oscila entre uma inocente rede social e uma teoria da conspiração.

Cada movimento do Facebook afeta o mundo do marketing, já que a economia global por internet depende, em grande parte, de criar territórios neutros e inclusivos em que as pessoas possam interagir, apesar de suas diferenças.

Infelizmente, há mais de um ano que a neutralidade dessa rede é fortemente questionada.

Para tentar reduzir a repercussão negativa, o Facebook propôs uma nova iniciativa direcionada a qualidade da informação.

A seguir, contaremos tudo sobre a nova janela de notícias do Facebook. Acompanhe!

O problema da qualidade da informação

Se observamos o panorama político mundial, tudo parece um jogo de xadrez em que cada movimento tem uma intenção estratégica oculta.

E o ponto é: de qual lado joga o Facebook? Mark Zuckerberg é um humanista visionário que vê a conectividade como um direito humano ou um empresário à frente de um monopólio global que comercializa dados sigilosos para influenciar na política e na sociedade?

Frente a essa crise de credibilidade, o CEO do Facebook vem realizando diferentes ações para recuperar seu prestígio.

No entanto, ele parece ter entrado em um círculo vicioso em que, a cada iniciativa, surgem novos detratores.

A nova iniciativa do Facebook

A ideia é criar uma janela dentro da rede com notícias de “qualidade”. Dessa forma, o usuário terá a possibilidade de satisfazer sua demanda de informação sem ter que sair da plataforma. Mas, terá o Facebook a capacidade de entregar um serviço sério e qualificado?

Maior pluralidade de informações

O algoritmo sabe os gostos e tendências dos usuários. Dados precisos que nem eles mesmos lembram —em muitos momentos — e, contrariando os princípios jornalísticos, usam para agradar em vez de buscar informar a realidade objetivamente.

Seria confiável que no feed apareça algo que só agrada a uma pessoa? Como construir uma pluralidade de pensamentos se a rede nos isola dentro de nosso critério? Como funcionaria isso levando ao âmbito da distribuição de informação?

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Distribuição, não produção de notícias

Você ficaria surpreso de saber que, em vez de ser um serviço gratuito, somos nós que trabalhamos para o Facebook, pagando com nosso tempo de permanência e com os conteúdos que geramos.

É como o Uber: uma empresa de transporte de passageiros que não tem frota de carros própria.

O Facebook é uma empresa de compartilhamento de conteúdos que não gera nenhum conteúdo.

A plataforma usaria, então, a mesma lógica para alimentar a janela com notícias?

As respostas para esse questionamento ainda não estão claras — principalmente em relação a seleção dos sites e publicações que serão consideradas qualificadas e confiáveis.

As fake news

Infelizmente, as notícias falsas se tornaram comuns, com o objetivo de desinformar e criar o caos. Como isso será controlado no âmbito jornalístico se não conseguiram controlar no âmbito social?

Essa iniciativa criou uma onda de críticas e controvérsias que coloca uma grande dúvida sobre como continua essa história e sua influência no mercado.

Restará ao Facebook aprender com o Google, uma empresa de igual magnitude que sabe lidar melhor com a qualidade das informações que organiza?

E, se você quer se informar mais sobre o assunto, leia nosso artigo sobre a ferramenta do Google para jornalistas.

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