Por Raphael Pires

Publicado em 12 de agosto de 2019. | Atualizado em 18 de março de 2020


Você sabia que investir em liderança democrática traz benefícios tanto para sua agência quanto para seus colaboradores? Saiba mais lendo este post especial sobre o assunto!

liderança democrática na agencia

Ser um bom líder é o grande desafio de muitos gestores, e aqueles que escolhem por uma liderança democrática saem na frente quando o assunto é gerenciamento de equipe. O estilo de liderança conta, e muito, para o desenvolvimento dos colaboradores e para que a sua agência atinja os objetivos propostos.

Você conhece os estilos de liderança? Sabe o que é ser um líder democrático? Acompanhe neste post as respostas para esses questionamentos e potencialize sua postura como gestor!

Afinal de contas, quais são os estilos de liderança?

Para liderar, não basta ter liderados. Além de coordenar pessoas e atividades, quem assume a condução de equipes de trabalho também adota um estilo de liderança que se torna o fio condutor de como a gestão é feita.

Por isso, existem estilos de liderança que nada mais são do que diferentes formas de atuação de um líder. Entre os principais estão a liderança democrática, autocrática e a liberal. 

Confira um breve conceito de cada um dos estilos e tente identificar as características de cada um deles na sua agência:

  • democrática: os líderes apostam na participação da equipe para fazer a gestão e tomar decisões;
  • autocrática: as definições partem do líder, de forma autoritária e centralizadora;
  • liberal: é uma liderança embasada na autogestão da equipe — o líder avalia que os colaboradores não precisam de acompanhamento frequente.

Que tal saber mais sobre liderança democrática?

Diante dos conceitos apresentados, ficou evidente a diferença entre os estilos de liderança, não é mesmo? Para este post, o foco será a liderança democrática, um dos tipos mais incentivados pelas empresas que estão antenadas na produtividade e no crescimento da equipe.

O que é a liderança democrática?

A liderança democrática prioriza a motivação, o desenvolvimento e a comunicação da equipe com o líder. Com olhar atento para a satisfação e para o relacionamento saudável dos colaboradores, o líder democrático consulta as pessoas, abre conversas e interações para que o trabalho tenha fluidez e consistência.

A palavra democracia tem origem grega, e é formada por demos (que tem como significado povo) e kratos (que corresponde a palavra “poder”). Como o nome já faz referência, esse tipo de liderança se aproxima do regime político em que o povo participa das decisões. No universo corporativo, não é diferente.

Quais são as diferenças da liderança democrática para a autocrática?

O líder autocrático acredita em outro tipo de postura. Por assumir as decisões de forma centralizada, a liderança autocrática prioriza regras bem determinadas, sem espaço para que os colaboradores se manifestem ou interfiram nos direcionamentos.

Quando comparado ao líder democrático, é possível identificar que aqueles que encaram a autocracia como linha de gestão podem ter mais agilidade e controle nos processos — por depender do parecer de uma única pessoa. Ainda, podem gerar produtividade, oriunda da pressão estabelecida pelas orientações do gestor.

Em contrapartida, a liderança autocrática pode sobrecarregar o líder, provocar ambientes tensos e conflitos entre os membros da equipe. Ainda, por não contribuírem, é comum que os colaboradores apresentem desmotivação e baixo engajamento.

Quais são as diferenças da liderança democrática para a liberal?

A principal diferença entre as lideranças democrática e liberal é a autogestão dos colaboradores. Quem escolhe a segunda opção acredita que a equipe tem maturidade para dar andamento às tarefas de forma que o gerenciamento delas seja feito pelo próprio funcionário.

Assim como o líder liberal promove a confiança, distribui as atividades e desburocratiza processos, por outro lado, pode ocasionar queda de produtividade por falta de direcionamentos e fomentar o individualismo no perfil dos funcionários.

Vale reforçar que a liderança liberal não tem como objetivo desenvolver um gestor isento de compromissos e envolvimento. Porém, diferente do líder democrático, é um estilo que cabe para profissionais que trabalham com responsabilidade e autonomia avançadas.

Qual o perfil ideal do líder democrático?

Algumas características são cruciais para exercer uma liderança democrática. São competências que auxiliam a formar um líder aberto, seguro e que promova o envolvimento da equipe.

Para isso, o perfil mais adequado para a liderança democrática é de gestores que trazem para si o papel de orientador, de apoio e incentivo para o desenvolvimento dos liderados. O líder democrático avalia os impactos das atividades em conjunto com a equipe, delega sempre considerando os colaboradores, as suas habilidades e os objetivos.

A liderança democrática desenvolve as relações de trabalho além das metas para alcançar bons resultados para a empresa. Ela prioriza também o crescimento das pessoas que fazem parte dela.

No seu dia a dia, o líder democrático atua de forma mais flexível, deixando a sua equipe confortável para participar dos processos de decisão. Confira quais são as suas atribuições.

Atuar sem superioridade

Apesar de ocupar um cargo superior, o gestor que pratica a liderança democrática jamais se comporta com uma postura de superioridade e arrogância. Pelo contrário, ele se mostra acessível para os membros da equipe e participa ativamente do ambiente corporativo.

Dar feedbacks constantes

Manter uma comunicação que seja clara e eficaz é um dos princípios básicos desse tipo de líder. Para tanto, é importantíssimo dar feedbacks constantes, que sejam construtivos e contribuam para o crescimento dos profissionais e do time como um todo.

Também é necessário mostrar-se aberto para receber feedbacks dos seus liderados, o que traz melhoras para a sua liderança.

Encorajar a participação

Em vez de centralizar todas as decisões, o líder passa a delegar as funções e abre espaço para que os profissionais participem desse processo.

Isso é crucial, visto que as empresas se preocupam em atrair talentos, mas, muitas vezes, não usufruem de todo o potencial deles, o que se deve à postura de líderes autocráticos. Ao encorajar a participação dos seus colaboradores, a agência pode se beneficiar de ideias e inovação.

Preocupar-se com a equipe

Um líder autocrático pode até usar de meios que forçam a produzir muito. Contudo, será que essa produção apresenta a qualidade desejada? Os times que trabalham sob tensão extrema tendem ter um baixo índice de satisfação. Isso aumenta a rotatividade na organização, já que funcionários insatisfeitos vão buscar outras oportunidades de emprego.

Sendo assim, os líderes democráticos não se preocupam somente com os índices de produtividade, mas também com os aspectos que motivam e engajam os liderados. Afinal, esses índices trazem resultados mais eficientes a longo prazo e ajudam a fortalecer a cultura da empresa.

Trabalhar a criatividade

A estrutura de liderança exige ideias inovadoras e colaboração. Nesse sentido, é preciso trabalhar e mostrar talento criativo, tendo ideais que incentivem os seus colaboradores a buscar soluções diferenciadas para a execução das tarefas.

Ao contrário do que muita gente pensa, a criatividade não é um dom, mas sim uma característica que pode ser aperfeiçoada. No papel de líder, você pode expandir a sua criatividade e a dos seus funcionários ao estabelecer um ambiente favorável a ideais inovadoras.

Ser honesto

A transparência e honestidade estão entre as maiores virtudes do líder democrático. Há que se transmitir as informações corretas e colocar os colaboradores a par do cenário em que trabalham, o que permite que eles desenvolvam soluções mais realistas.

É sua função manter os funcionários contentes e engajados, mas isso não quer dizer que o líder tem que esconder informações vitais apenas para que o ambiente de trabalho permaneça feliz.

Quais as boas práticas sugeridas para a liderança democrática?

Além do perfil adequado, para ser um líder democrático é essencial ter atitudes e propor ações que incentivem este direcionamento aberto, consultivo e compartilhado para fazer a gestão

Acompanhe alguns exemplos de práticas que colaboram para aplicar a liderança democrática em sua agência de comunicação:

  • abra canais de diálogo e troca de informações com a equipe — ouvir os liderados e incentivar para que eles sejam participativos em reuniões e tomadas de decisão faz parte do processo;
  •   em alinhamento de projetos, permita que a equipe faça a divisão de tarefas para promover a autogestão sob sua supervisão;
  •  dar feedback é muito importante para a liderança democrática — assim, a equipe fica ciente dos pontos positivos, negativos e expectativas da empresa;
  •  ter o foco na colaboração e no compartilhamento de informações é uma atitude que enriquece a gestão e o desenvolvimento da liderança democrática.

Como implementar a liderança democrática na agência?

Depois de saber como é na teoria, é hora de colocar a liderança democrática em prática. Acompanhe como proceder para ser bem-sucedido nesse processo.

Estude o organograma da empresa e as funções de cada colaborador

Quanto mais informações você tiver sobre os seus colaboradores, mais facilidade terá para liderá-los. Por isso, o primeiro passo é estudar o organograma da empresa e as funções de cada membro da equipe.

Dessa forma, você saberá se os funcionários estão desenvolvendo atividades que realmente são da sua competência, e para quem pode delegar as tarefas que estão lhe sobrecarregando.

Invista em programas de treinamento

Na sequência, é necessário desenvolver os conceitos democráticos nos líderes das equipes que compõem a agência. Para tanto, o ideal é investir em programas de treinamento que desenvolvam as habilidades necessárias para essa modalidade de liderança.

Faça reuniões com o seu time

Por último, é imprescindível fazer reuniões com o seu time para orientá-los sobre como eles podem contribuir de maneira efetiva com as decisões da empresa. Com isso, eles ficam cientes de que têm espaço para colaborar mais com os processos internos.

Quais os melhores cenários para implementar esse tipo de liderança?

Quando as situações do ambiente de trabalho mudam com frequência, a liderança democrática é uma ótima saída para ter a flexibilidade necessária para se adaptar às melhores maneiras de realizar as tarefas.

Infelizmente, tomar decisões nessa estrutura é algo mais demorado, assim, mesmo que compreenda métodos mais elaborados, isso pode levar mais tempo.

É preciso ressaltar que essa modalidade de liderança funciona melhor em cenários em que os membros do time são qualificados e ávidos para compartilhar os seus conhecimentos.

Ainda há que se ter disponibilidade de tempo para permitir que todas as pessoas contribuam, desenvolvam um plano e posteriormente votem na melhor proposta de ação.

Geralmente, esse conceito é mais comum entre os colaboradores de RH e demais profissionais que preferem um gerenciamento mais participativo. Do lado da organização, a liderança democrática demonstra que a administração incentiva a administração de energia, solicitando a gestores e funcionários que participem da atividade de tomada de decisão.

Quais são os principais benefícios da liderança democrática?

As vantagens de contar com um líder democrático são percebidas tanto pela empresa quanto pelos liderados. É uma relação que, quando é bem conduzida, resulta em excelentes consequências para a gestão e para o avanço profissional da equipe.

Principais benefícios para a empresa:

  • aumenta a produtividade;
  • melhora o engajamento;
  • incentiva a autogestão;
  • aumenta o comprometimento da equipe;
  •  promove a interação entre líder e liderados;
  •  melhora a empatia dos funcionários com as decisões;

Principais benefícios para os liderados:

  •  promove o foco na motivação e satisfação da equipe;
  •  incentiva a participação na tomada de decisão; 
  •   traz o desenvolvimento pessoal e profissional;
  •   valoriza as atividades desempenhadas;
  •   dá a oportunidade de novos desafios;
  •   aumenta o apoio integral da gestão.

Quais são os pontos negativos da liderança democrática?

Colocar a liderança democrática na sua agência requer alguns cuidados, pois se não houver o devido controle ela pode trazer malefícios para o ambiente de trabalho. Veja só quais são os pontos negativos desse modelo de gestão:

  • o processo de tomada de decisão pode se tornar lento, haja vista que é preciso ouvir a opinião de todos os colaboradores e dar espaço para que apresentem os seus pontos de vista;
  • a definição de metas, ações e procedimentos pode causar desorganização e pouca produtividade por um período;
  • é necessário desenvolver um espaço físico ou canal online para que os colaboradores deem o seu parecer sobre os assuntos tratados na empresa, mesmo em momentos que não incluem a tomada de decisão;
  • o ambiente de trabalho fica sujeito ao surgimento de conflitos de visão de mundo que, em alguns casos, pode acabar ‘’esmagando’’ as minorias discordantes, que se veem obrigadas a aceitar a vontade da maioria e seguir ações ou processos com os quais não concordam.
  • Diante disso, é essencial avaliar se a empresa oferece um ambiente apropriado para o desenvolvimento desse tipo de liderança e saberá lidar com os seus impactos.

O estilo de líder influencia diretamente no dia a dia de trabalho. Quem acredita na liderança democrática sabe que o perfil é adequado para que o clima organizacional da empresa seja agradável, produtivo e capaz de gerar bons resultados.

Se você gostou desse tema, continue aqui no blog. Confira o post “Como aprimorar sua liderança sem impactar sua qualidade de vida?” e complemente seu conhecimento. Boa leitura!

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