Por Redator Rock Content

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Publicado em 26 de novembro de 2018. | Atualizado em 28 de junho de 2019


O marketing 3.0 coloca o consumidor no topo da hierarquia de mercado, o que faz com que empresas precisem adaptar suas operações para manterem a competitividade. Sob essa nova orientação, é preciso mais do que um produto funcional para satisfazer um cliente.

Você se lembra da publicidade antes da popularização da internet? Com pouco controle sobre o conteúdo que consumia, o público limitava suas opções de negócio às marcas que se destacavam em anúncios de TVs, jornais e rádio. Na época, as empresas ocupavam o topo da hierarquia de mercado.

Com a expansão do acesso à informação, porém, o consumidor se viu em uma posição de maior poder. Hoje, qualquer propaganda pode ser contestada com uma rápida consulta em redes sociais ou ferramentas de busca.

Diante disso, o nível de exigência do consumidor cresceu, exigindo a rápida adaptação das marcas que desejam manter a competitividade. Para responder a essas novas demandas, surgiu o marketing 3.0, conceito que será o foco deste texto.

A seguir, vamos nos aprofundar em seu significado e abordar seu impacto nas empresas. Explicaremos, ainda, como isso muda as relações com o novo consumidor e como você pode aplicar essa ideia em seu empreendimento. Confira!

O que é o marketing 3.0?

Quando olhamos para a aplicação do marketing e suas mudanças ao longo da história, é impossível não falar de Philip Kotler. Reconhecido como guru na área, Kotler, que também é professor de honra na Northwestern University, nos EUA, é o criador do conceito de Marketing 3.0.

A habilidade do acadêmico de analisar e contextualizar as relações entre mercado e sociedade chama atenção. Antes de chegar ao 3.0, ele já tinha apresentado as ideias de marketing 1.0 e 2.0, cada um com características próprias que refletiam o comportamento do consumidor da época.

Não é coincidência, portanto, que a principal novidade do Marketing 3.0 seja o protagonismo do consumidor, não como mero cliente, mas como ser humano pleno.

Com acesso rápido e fácil à informação, o público entendeu que está em uma posição de poder e não apenas de alvo. Por isso, ele quer ser ouvido e espera se relacionar com marcas que reflitam seus valores pessoais.

É por essa razão que, cada vez mais, as empresas precisam se posicionar de forma alinhada à sociedade. Mais do que oferecer produtos e serviços, elas devem criar uma conexão emocional com a audiência e mostrar que estão engajadas na construção de um mundo melhor.

Assim, o conceito criado por Philip Kotler propõe uma mudança na forma como encaramos o marketing. Se antes seu foco era o produto ou o cliente, agora seus esforços devem ser guiados por valores, tendo o ser humano como ponto central.

Qual é o impacto do marketing 3.0 para as empresas?

O sucesso de qualquer empresa está diretamente relacionado à eficiência com que ela compreende e cumpre as necessidades do consumidor. Essas demandas não se limitam a conceitos mercadológicos como a qualidade, o preço e a variedade de produtos. Como mencionamos, é preciso compreender o cliente como um ser humano pleno.

Então, o principal impacto do marketing 3.0 para as marcas está na relação com a sociedade. Para entender isso, é preciso se perguntar: o que seria um ser humano pleno? De acordo com Kotler, é possível caracterizá-lo por três características: mente, coração e espírito.

Quando adquire um produto, o fato de ele desempenhar bem sua função técnica não é mais suficiente para o consumidor. Mais do que isso, ele busca uma experiência emocional, ou seja, ele quer sentir que, de alguma forma, está contribuindo para a comunidade que o cerca.

É por isso que, para construir uma boa imagem perante o público, sua empresa precisa mostrar engajamento com temas que causem um impacto positivo na sociedade. É possível alcançar isso, por exemplo, com o desenvolvimento de uma estratégia sustentável e com a realização de atividades socioculturais.

O importante é que o consumidor enxergue sua empresa como um reflexo dos próprios valores. Para tal, as marcas precisam deixar claro de que forma pretendem alinhar seus objetivos comerciais com a busca por um mundo melhor. Isso é possível a partir da estruturação da missão, visão e valores institucionais.

Como o marketing 3.0 muda as relações com o novo consumidor?

Já sabemos que, para garantir que a imagem da marca seja vista de forma positiva, é preciso mostrar que o empreendimento não se limita à busca por mais e mais lucro. Contudo, a mudança da relação entre companhias e consumidores é um pouco mais profunda na era do marketing 3.0.

É preciso entender, primeiramente, que é praticamente impossível exercer controle sobre a imagem da marca. Em tempos de crescente engajamento e compartilhamento de opiniões e feedbacks na internet, o máximo que se pode fazer é planejar a impressão que você quer causar na audiência. O veredito é do público.

Graças a isso e ao crescente protagonismo do cliente, é necessário flexibilizar os esforços publicitários da marca. Em seu livro, Kotler chama atenção para a tendência do marketing colaborativo. Abrir espaço para que o público opine e faça parte do processo de criação de produtos reforça o compromisso da marca com o consumidor.

Essa atitude abre caminho para algo essencial nessa nova relação comercial: o marketing do espírito humano. O compartilhamento de ideias promovido pela internet incentiva a criatividade. Dessa forma, as pessoas dão cada vez mais valor a atividades que, de alguma forma, permitam sua autoexpressão.

Assim, o consumidor dá muito mais valor a empresas e campanhas que o toquem espiritualmente. Repare, por exemplo, que comerciais de TV já não focam mais no produto. Eles utilizam técnicas de storytelling para criar um sentimento que atinja a experiência do telespectador de forma positiva.

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Quais são os 10 mandamentos do marketing 3.0?

A introdução de um novo conceito é sempre um processo complexo, especialmente quando exige uma mudança na forma como as companhias enxergam suas próprias operações.

Em um esforço para delinear os pontos mais importantes da teoria, Philip Kotler definiu os 10 mandamentos do marketing 3.0. São eles:

  • ame seus consumidores, respeite seus competidores;
  • seja sensível a mudanças, esteja preparado para transformações;
  • proteja o nome de sua marca, seja claro sobre quem você é;
  • visto que existe um grande número de consumidores, priorize os que mais podem se beneficiar com você;
  • sempre ofereça bons produtos e serviços por um preço justo;
  • seja sempre acessível e transmita as boas notícias;
  • conquiste, mantenha e cultive seus clientes;
  • independentemente da área da sua empresa, ela é um negócio de serviços;
  • sempre aprimore os processos de sua companhia em termos de qualidade, custo e distribuição;
  • colete informações relevantes e utilize sua sabedoria para a tomada de decisões.

Ao compreender e aplicar cada um desses mandamentos, você tem tudo para implementar eficientemente o marketing 3.0 em sua empresa. No restante do texto, passaremos dicas preciosas para que isso seja realizado.

Como aplicar o marketing 3.0 em sua empresa?

A aplicação do marketing 3.0 em sua companhia depende da compreensão do conceito por parte dos gestores e colaboradores envolvidos na estratégia.

Para começar, é necessário deixar para trás o foco no produto ou no cliente, de modo geral. É preciso ser mais abrangente para atender as reais necessidades do consumidor.

Para isso, cada vez mais empresas investem no Marketing de Conteúdo. De acordo com a última edição da Content Trends, 67,3% já utilizam essa estratégia, enquanto 85,8% dos que não a adotam pretendem fazê-lo em um futuro breve.

Trata-se de uma abordagem diferente do marketing convencional. Em vez de investir em campanhas para alcançar o consumidor, o plano é produzir um conteúdo qualificado e pertinente a suas características. Dessa forma, é possível atrair, nutrir e converter a audiência.

Para isso, porém, é importante conhecer a fundo suas motivações e necessidades. É aí que entra a persona, um perfil semificcional que idealiza o cliente perfeito. Diferentemente do público-alvo, o conceito de persona não foca nos dados demográficos, abrangendo pontos como hobbies, dores e objetivos.

Utilização da tecnologia

Se o marketing 3.0 é resultado, também, das mudanças causadas pelo avanço tecnológico, por que não usar esse recurso a seu favor?

Utilizar a tecnologia é, de diversas formas, essencial para proporcionar a melhor experiência possível ao cliente. Investir em técnicas de big data, por exemplo, potencializa a coleta de informações que são essenciais para personalizar o tratamento dado à persona.

Assim, é viável segmentar seus clientes de acordo com suas características, o que possibilita a criação de campanhas com maior potencial de atingir e converter o consumidor. Isso ainda pode ser otimizado com o investimento em ferramentas de automação de marketing, que tornam qualquer processo mais fácil e eficiente.

Outro ponto fundamental que depende do uso da tecnologia é o fator colaborativo. A presença em redes sociais é uma excelente opção para humanizar sua marca, incentivar o consumidor a compartilhar opiniões e, junto com ele, construir o futuro da empresa.

Cada vez mais rápidas, as mudanças socioculturais exigem que qualquer profissional que lide com um público esteja atento ao surgimento de novas ideias. Philip Kotler é um deles. Recentemente, o autor lançou um livro delineando o conceito de marketing 4.0, que representa uma revolução digital para empresas.

Para compreender as mudanças, porém, é preciso conhecer a fundo a teoria e aplicação do marketing 3.0, dada sua importância para o relacionamento entre marcas e clientes. Nessa fase, a relação se torna mais humanizada, fazendo com que o consumidor assuma, finalmente, a posição de protagonismo.

E aí, sua empresa já emprega os princípios do marketing 3.0? Ficou curioso para conhecer a nova era do marketing? Confira o artigo em que falamos sobre o conceito, os impactos e as aplicações do marketing 4.0.

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