Por Redator Rock Content

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Publicado em 28 de dezembro de 2018. | Atualizado em 12 de setembro de 2019


Provavelmente, você já está familiarizado com os conceitos e aplicações do Marketing Digital. Contudo, é importante não negligenciar a relevância do Marketing Convencional no mercado. Neste texto, você vai saber mais sobre a abordagem tradicional e entender suas diferenças para o marketing aplicado na internet.

Você já reparou que algumas marcas são tão consolidadas em seus nichos que o público utiliza seus nomes para se referir a alguns produtos?

Pense, por exemplo, em uma lâmina de barbear. É provável que você a chame de Gillete, mesmo que o item seja produzido por uma concorrente da companhia americana.

Esse patamar só pode ser alcançado com o planejamento e a execução de uma estratégia eficiente. Não basta criar um produto de qualidade, é preciso saber como trabalhar sua imagem, posicioná-lo de forma correta no mercado e garantir que agregue valor para o consumidor.

Se hoje podemos utilizar a internet para otimizar a busca por esses objetivos, houve um tempo em que o processo era conduzido de forma diferente.

Neste artigo, vamos explorar o Marketing Convencional e seus principais conceitos para, depois, apontar suas diferenças em relação ao Marketing Digital. Confira!

O que é o Marketing Convencional?

Para começar, é importante ressaltar que o modelo tradicional de marketing não deve ser tratado como algo ultrapassado.

Embora seja verdade que o Marketing Digital vem ganhando cada vez mais força entre as empresas, muitas ainda contam com estratégias eficientes que utilizam a abordagem convencional.

Dito isso, podemos afirmar que, mesmo com a evolução do marketing offline nos últimos anos, seus conceitos e técnicas ainda são semelhantes àqueles de antes da transformação digital.

Vale lembrar que não se trata de uma atividade exclusivamente publicitária. A concepção do marketing é muito mais abrangente do que isso, envolvendo desde a criação da identidade da empresa até a escolha dos locais de venda de um produto.

São muitas as definições utilizadas para descrever essa atividade, mas poucas são tão claras e diretas quanto a apresentada por Philip Kotler, em seu livro “Administração de Marketing”. Segundo o autor, marketing é o ato de suprir necessidades gerando lucro.

Embora curta, a afirmação é extremamente precisa em seu contexto. Assim, podemos enxergar o Marketing Convencional como um conjunto de esforços para estabelecer uma relação lucrativa com o mercado consumidor. Que tipo de esforços são esses? É o que veremos no próximo tópico.

Quais são seus principais conceitos?

Desde que o mercado se tornou mais aberto para a entrada de outras empresas, incentivando a competição, gestores e acadêmicos desenvolvem técnicas e conceitos para a melhor aplicação do marketing.

Um dos mais importantes desses estudiosos foi Jerome McCarthy, criador do marketing mix.

A ideia desenvolvida por McCarthy em 1960 é, até hoje, aplicada pela maioria dos profissionais da área.

O mix de marketing é um conjunto que inclui os 4 Ps que são considerados os pilares essenciais de qualquer estratégia de mercado: produto, preço, praça e promoção.

A seguir, falaremos sobre cada um deles.

P de Produto

O primeiro P se refere a um elemento essencial em qualquer empresa: o produto. Na teoria criada por McCarthy, ressalta-se a importância de entender tudo o que envolve o item que está sendo oferecido pelo negócio. Só assim é viável criar uma estratégia eficiente.

Lembra que Kotler atrelou o marketing ao atendimento de necessidades com o objetivo de gerar lucro? Pois bem, para desenvolver um produto de sucesso é preciso, acima de tudo, entender qual tipo de necessidade do cliente ele pode suprir.

Sabemos, porém, que qualidade não é mais suficiente para garantir a venda de um item. Por isso, outras questões precisam ser abordadas, como:

  • Quais são as cores, tamanhos e estilos oferecidos?
  • Como, quando e em que situação o cliente pode utilizá-lo?
  • Como ele se diferencia de outros produtos já existentes?

P de Preço

Na busca pelo lucro, é impossível não considerar o preço, o que torna esse P tão importante para a sobrevivência de qualquer empreendimento.

Portanto, na montagem de uma estratégia de marketing tradicional, é importante considerar as seguintes questões:

  • Qual é o valor do produto para o consumidor?
  • Quais são as faixas de preço de produtos semelhantes no mercado?
  • Quanto o consumidor está disposto a pagar pelo item?

Com as respostas para essas perguntas, é possível estabelecer um preço equilibrado, ou seja, que caiba no bolso do consumidor e, ao mesmo tempo, gere retorno sobre o seu investimento.

P de Praça

Esse P causa alguma confusão, a começar pelo nome. Na versão original, em inglês, o conceito se refere à palavra placement, que pode ser entendida como colocação de mercado. Na tradução oficial, porém, optou-se pela palavra “praça”, a fim de manter a letra inicial.

Dito isso, a ideia desse elemento é estruturar o caminho do cliente até o seu produto. É essa a parte da estratégia responsável por definir locais de venda, tipos de estabelecimento e até o posicionamento em gôndolas de mercado.

A colocação de mercado é essencial para o funcionamento eficaz do planejamento, já que um produto sem público, por melhor que seja, não gera nenhum tipo de ganho.

P de promoção

O último P é o de promoção, mas não deve ser confundido com ações de liquidação ou ofertas exclusivas. Aqui, o sentido da palavra é mais voltado à forma como você vai promover sua marca e o seu produto. Ou seja, é o momento de definir como sua mensagem de marketing vai chegar ao consumidor.

Para tal, é necessário estudar o comportamento do cliente e encontrá-lo nos canais de sua preferência.

Se o seu público é formado por adolescentes, por exemplo, você não vai querer gastar tempo anunciando em canais de TV com pouca audiência dessa faixa etária.

Com o investimento na promoção de sua marca, você tem a oportunidade de ganhar o top of mind de seus consumidores, como fez a Gillete.

Esse mesmo objetivo, porém, pode ser alcançado de forma menos custosa com uma abordagem de Marketing Digital. No próximo tópico, vamos listar as principais diferenças entre as duas modalidades.

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Como o Marketing Digital se difere do convencional?

O avanço tecnológico ocorrido nas últimas décadas mudou completamente nossa estrutura social. Por meio de redes sociais, nós nos conectamos e interagimos com marcas de nosso interesse. Aliado a outros fatores, isso impulsionou o progresso do Marketing Digital.

Ao contrário do modelo tradicional, essa abordagem possibilita um alcance mais eficiente do público. Isso porque, ao contrário dos anúncios em TVs, revistas e jornais, o uso da internet para fins publicitários permite a segmentação efetiva do público, aumentando o impacto de campanhas e potencializando o engajamento.

Para usufruir dessa característica, marcas investem na criação de personas. Esses personagens representam o cliente ideal da empresa, substituindo a ideia de público-alvo, muito utilizada no marketing fora da internet.

Embora parecidos, os dois conceitos apresentam diferenças marcantes. Enquanto a persona reúne tanto dados demográficos quanto insights sobre as dores e motivações do cliente, o público-alvo é bem menos específico, tratando a audiência de forma mais geral e menos detalhada.

Assim, ao tratar o consumidor de forma mais personalizada, o Marketing Digital possibilita um retorno sobre o investimento maior do que o tradicional. Isso acontece porque, utilizando a persona como base, é possível criar estratégias que convertam de forma mais eficiente, diminuindo o desperdício de recursos.

Mídias digitais e o Marketing de Conteúdo

Quando falamos no ROI do Marketing Digital, é importante ressaltar que existem duas abordagens dominantes e divergentes nessa área. Uma delas é o investimento em anúncios por meio de mídias digitais. Plataformas como o Google Adwords apresentam recursos completos para você atingir sua persona com propagandas.

Embora isso possa soar semelhante ao que vem sendo feito há décadas nos intervalos de programas de TV e rádio, a ideia aqui é diferente. Para começar, as plataformas de anúncio digital possibilitam uma segmentação profunda do público, o que aprimora a taxa de conversão.

Além disso, diferentemente do que acontece em mídias convencionais, a cobrança é realizada de acordo com o alcance de metas. Ou seja, se o objetivo é receber mais cliques, você só será cobrado conforme a audiência realizar essas ações.

O Marketing de Conteúdo, por outro lado, investe em uma estratégia mais orgânica. Por meio da produção de um conteúdo de qualidade e da aplicação de técnicas de SEO, ele atrai o cliente até sua marca sem nenhum custo direto. Os resultados têm se mostrado excelentes.

Por esse motivo, o Marketing de Conteúdo é cada vez mais popular entre gestores da área. De acordo com a última edição da Content Trends, 65,4% das empresas que utilizam a estratégia aumentaram a produção de conteúdos em 2019.

Conhecer as diferentes vertentes do marketing é essencial para qualquer profissional da área. A partir disso, com o devido conhecimento sobre as características de sua empresa, é possível definir a abordagem mais eficiente para os seus objetivos.

Escolher entre o Marketing Convencional e o digital, porém, não é uma obrigação. A integração das duas estratégias é, inclusive, recomendada para lidar com o consumidor 4.0. Afinal, mesmo com a tendência pela digitalização, ainda damos grande valor a experiências físicas.

E aí, ficou clara a diferença entre o marketing tradicional e o digital? A eficiência da abordagem escolhida depende diretamente da qualidade da equipe. Por isso, baixe nosso ebook em que ensinamos a alcançar grandes resultados com pequenos times. Confira!

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