Como utilizar o “Marketing intelligence” para aumentar a taxa de cliques no disparo de e-mail marketing?

Como utilizar o Marketing Intelligence para aumentar a taxa de cliques no disparo de email marketing?

Você aposta em estratégias de email marketing, mas não sabe como aumentar a taxa de cliques das campanhas enviadas? Veja como o Marketing Intelligence pode ser a solução.

Contrariamente a certas vozes dissonantes, o disparo de email marketing está muito longe de perder relevância. Na verdade, estima-se que o envio de correio eletrônico em massa com objetivos comerciais tende a ser cerca de quarenta vezes mais eficaz do que a utilização das redes sociais.

Existe até um potencial de crescimento para o uso do email como um meio para aumentar as vendas, e este depende em grande parte das inovações trazidas pelo “Marketing Intelligence”.

Neste artigo, explicaremos como o “Marketing Intelligence” pode tornar mais fácil a tarefa de aumentar a taxa de cliques da sua campanha. Tarefa essa que pode exigir, em alguns casos, uma profunda remodelação ao nível do conteúdo e da forma da mesma, visando o objetivo de obter mais leads e gerar mais conversões.

E que melhor maneira de começar do que explicar o conceito de taxa de cliques numa linguagem que toda a gente entende, desmistificando certas confusões com conceitos vizinhos?

Dados estatísticos de uma campanha de disparo de email marketing

A verdade é que a taxa de cliques pode ser facilmente confundida com a taxa de abertura por alguém que é novo nestas andanças.

No entanto, importa distinguir ambas na medida em que a taxa de abertura se refere ao número de pessoas que abriram um determinado email, e a taxa de cliques ao número de pessoas que clicaram nos links incluídos nesse mesmo email.

Ambas estão interligadas, obviamente, e uma disparidade invulgar entre ambos os dados pode significar que você está a fazer algo de errado.

  • Se a taxa de abertura for demasiado baixa, talvez isso suceda por que o “assunto” do email não é suficientemente atrativo ou “engaging”.
  • Se tal acontecer com a taxa de cliques, a razão pode ter que ver com o layout ou a sugestão de falta de fiabilidade.
  • A taxa de cliques de uma campanha de email marketing varia consoante o setor profissional em que está inserida. Em alguns setores, a média situa-se nos 5%. Por norma, se ultrapassar os 10%, é porque a campanha está bem encaminhada.

Ao investir numa campanha de disparo de email marketing, é normal que exija resultados visíveis a curto/médio prazo.

Aqui, vamos deixar algumas dicas para que aproveite a oportunidade, no sentido de ganhar e fidelizar clientes na capital do mundo digital: a caixa de correio eletrônica de cada um de nós. 

Ter o cliente como foco

A evolução das formas de comércio e dos meios de comunicação emprestou ao cliente uma importância que ele antes desconhecia, conferindo um poder de decisão absoluto. Se antes ele já tinha sempre razão, agora tem mais ainda.

Portanto, mais do que nunca, é em torno do cliente e das suas necessidades e desejos (desde os mais abstratos aos mais ínfimos) que uma empresa deve concentrar todos os seus esforços.

À mínima falha, não faltará ao cliente um manancial de possibilidades por onde escolher entre a concorrência ou plataformas digitais populosas onde poderá dar conta da sua insatisfação.

É então essencial que todos os detalhes envolvidos na sua campanha de disparo de email marketing estejam alinhavados na perfeição: design e conteúdo da newsletter, hora e frequência de envio etc.

Um pormenor menos apurado poderá provocar desagrado, levantar suspeições, fazer com que o seu interesse diminua.

Introdução de campanhas automatizadas

Sem dúvida, uma campanha de disparo de email marketing automatizada aumentará substancialmente as suas hipóteses de obter sucesso. Para além de fazer a diferença ao nível da eficiência, vai ajudá-lo a poupar tempo valioso, o qual poderá utilizar no aprofundamento de questões de teor reflexivo, em detrimento da execução de tarefas repetitivas.

A automatização de campanhas de email marketing tem por base a criação de diversas sequências, as quais serão aplicadas consoante a particularidade da ocorrência e o comportamento do contato.

Após a definição inicial do conteúdo, e configurações de cada sequência, a sua aplicação vai se encarregar de encetar a correspondência com a sua lista de contatos. Imagine, por exemplo, uma sequência que implica o envio de:

  • Um primeiro email automático de agradecimento a ser enviado ao cliente, após a consumação de uma compra. Deste modo, estará a preparar terreno para futuras vendas, ao construir uma relação personalizada e inspirada em reciprocidade com o cliente.
  • O segundo passo desta sequência inclui um novo email a ser enviado a este mesmo cliente, passado poucos dias. A abordagem passa por apresentar uma proposta de fidelização detalhada, na qual serão exemplificados os benefícios ao nível dos descontos a usufruir, promoções, ofertas especiais etc.
  • O terceiro passo vai no mesmo sentido. Após um par de semanas, o cliente receberá um código promocional com o objetivo de estimular uma nova compra.

Este é somente o exemplo de uma sequência que pode ser acionada, no caso de optar por uma campanha de disparo de email marketing automatizada. Outras podem ser ativadas em cenários distintos, como pela ocasião do aniversário de um cliente, ou de simples boas-vindas.

Segmentação dos contatos

Imaginemos que você é dono de uma livraria online e o cliente X subscreve a sua newsletter.

X é um leitor ávido e os seus autores favoritos são Wilde e Conan Doyle, tendo comprado todos os volumes de Sherlock Holmes por meio do seu portal ao longo do último ano. Dois destes volumes eram edições raras.

Com base nesta informação, e graças à ajuda de uma ferramenta de email marketing eficiente, você pode aumentar substancialmente as probabilidades de X voltar a efetuar uma compra.

Por meio da definição dos seus gostos e comportamentos, será possível adequar a mensagem que será destinada.

Assim, na próxima newsletter, poderá incluir sobretudo propostas minimamente relacionadas com o historial de compras de X, como: romances ingleses, policiais, ensaios de estética literária, edições antigas de romancistas clássicos etc.

O que ganha com este passo? Muito, e em várias frentes. Não só aumenta as possibilidades de venda, como mantém o interesse de X no seu negócio, ao tornar o conteúdo relevante e atualizado.  

Personalização dos contatos

No seguimento do parágrafo anterior, vamos aconselhá-lo sobre pequenas coisas que estão ao seu alcance para criar uma atmosfera mais pessoal com o destinatário.

Empregue o nome do destinatário no “assunto” do email e ao longo do texto. Isso transmitirá segurança, na medida em que o dissuade da hipótese de estar a lidar com spam.

Outro passo que pode dar neste sentido prende-se com a origem do email enviado. Retomemos o exemplo da livraria online: se você enviar um email a X, no qual se identifica como “João Silva da livraria Y”, terá maiores chances de captar o seu interesse e confiança do que se simplesmente enviar um email em nome da “livraria Y”.

Para além disso, lembre-se que a sua reputação está sempre em jogo, e que a última coisa que quer ver associada é a imagem de emissor de spam.

Há outros pequenos gestos que podem levar à criação de uma relação mais personalizada com os seus contatos: enviar mensagens de parabéns, lembretes relativos a carrinhos abandonados, quanto mais esforços empregar neste sentido, maiores serão as probabilidades de os fidelizar a médio-longo prazo.

Envio preditivo

Imagine que você concebeu uma campanha de disparo de email marketing afinada ao limite.

Que se fez rodear dos melhores especialistas com o objetivo de criar um conteúdo irresistível e completamente adaptado à sua lista de contatos; um design que acompanha este último em termos de sofisticação e contemporaneidade.

Tudo terá sido em vão se a campanha não for ativada no momento certo, pois o seu email corre o risco de se perder junto de todos os outros na imensidão de uma caixa de correio eletrônico.

A ideia é enviar o seu email no momento mais adequado para cada contato, o que é possível hoje em dia graças à introdução do “Marketing Intelligence”.

Com base em dados como a localização geográfica e o comportamento de cada contacto em campanhas anteriores, a sua ferramenta de email marketing tratará de achar a “hora h” para cada envio em particular.

Dessa forma, evita-se o perigo de enviar o mesmo email para alguém que está a meio de um dia de trabalho em Paris e para alguém que está a dormir em Tóquio.

O timing tem que ser perfeito.

A melhor forma de chegar a uma conclusão sobre o melhor momento para enviar o seu email passa por conhecer o seu público-alvo, a natureza do seu negócio e por realizar testes A/B. Diferentes estudos apontam para horários ideais diferentes, pelo que só por meio da experiência chegará à perfeição.

O seu email é de teor informativo ou promocional? Qual é o horário de trabalho da sua lista de contatos? A partir destas premissas será capaz de ajustar o horário de envio até alcançar uma taxa de cliques satisfatória. 

Tenha também em atenção o dia do envio. Estudos recentes apontam para o fim de semana como o intervalo onde se regista a maior taxa de cliques, embora a taxa de abertura mais alta se verifique durante a semana, nomeadamente à terça-feira.

Newsletters com um design responsivo

Só hoje, quantas vezes verificou a caixa de correio eletrônico no seu celular? E quantas ações efetuou nesse dispositivo ao longo da última semana, no total?

A mobilidade é uma das palavras-chave dos dias que correm e há cada vez mais decisões a serem tomadas em coordenadas espaço-tempo indeterminadas, com recurso ao celular.

Tornou-se então essencial adaptar a apresentação do conteúdo do seu email para dispositivos móveis. Isso requer a introdução do design responsivo, o qual torna visualizável qualquer conteúdo, em qualquer aparelho, independentemente do tamanho do ecrã ou do texto.

Duarte Queiros, Mailify

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