Por Raphael Pires

Publicado em 3 de fevereiro de 2020. | Atualizado em 28 de fevereiro de 2020


Um modelo de organograma para agências pode ser de diferentes tipos, mas fundamentalmente ele precisa estruturar bem os níveis hierárquicos e os departamentos. Isso ajuda os colaboradores e desenvolverem as demandas de maneira mais fluida e com transparência nos processos.

ilustração sobre modelo de organograma para agências
Qual modelo de organograma se encaixa melhor na sua agência?

Definir um modelo de organograma para agências é uma tarefa fundamental, uma vez que é preciso ter a estrutura de trabalho clara e distribuída de maneira eficaz. Por mais que o desenvolvimento não seja simples, montar essa estratégia visual será de grande ajuda. Para isso, primeiramente, o ideal é conhecer as diferentes formas de montar o organograma.

Dividir os níveis hierárquicos e entregar essas informações a um dos modelos de estruturação do organograma: o trabalho se resume a essas duas etapas, porém é necessário entender sua empresa, pois só assim haverá uma distribuição adequada dentro desse modelo visual. A partir disso, há uma representação estratégica que vai guiar o fluxo de trabalho na companhia.

Neste post, mostraremos como organizar as equipes de uma agência utilizando um organograma otimizado. A seguir, veja como montar o seu!

Os três níveis hierárquicos no modelo de organograma para agências

Esse modelo precisa contemplar os três níveis hierárquicos na estruturação do negócio: estratégico, tático e operacional. Cada uma dessas etapas do trabalho é responsável por fazer com que as demandas de marketing e publicidade do grupo sejam planejadas, tenham suas metas estabelecidas e, por fim, todo o trabalho seja executado pelos responsáveis.

A seguir, veja como cada um desses níveis funcionam e de que maneira eles precisam estar devidamente detalhados em um organograma.

Estratégico

A estrutura de representação gráfica deve começar apresentando no topo os responsáveis pelo planejamento estratégico. Essas posições são ocupadas por quem, diante da visão sobre resultados, indica a direção pela qual a empresa seguirá. A tomada de decisões fica nesse primeiro nível hierárquico, geralmente ocupado por diretores e pelo CEO, caso haja.

Naturalmente, no modelo de organograma para agências, o nível estratégico ocupa a parte superior, já que essas pessoas estão no topo das decisões. O norteamento do trabalho parte deles, então o empreendimento deve ajustar tanto sua tática quanto sua operação a partir do que é definido. A agência será liderada por quem ocupar esse primeiro nível da hierarquia.

Tático

O fluxo de trabalho segue o segundo nível do organograma, dessa vez para a parte tática da empresa. Aqui, estamos falando de áreas mais específicas e limitadas, como alguns dos principais departamentos da agência, como Atendimento ou Criação. Nesse nível, estão relacionados os agentes responsáveis por definir as metas e os objetivos a serem atingidos.

O ponto de partida para relacionar aonde a agência deve chegar é justamente o planejamento estratégico. Dessa forma, responsáveis por cada uma dessas áreas do negócio devem implementar os objetivos e guiar seus colaboradores, especialmente engajando-os com esses resultados. Nessa hierarquia, o planejamento é mais destrinchado e detalhado para que haja mais clareza.

Operacional

O último, mas não menos importante, é o nível operacional. Nele, é feito todo o trabalho de construção e desenvolvimento do que foi estabelecido pelas camadas superiores da hierarquia. A principal obrigação dessa parte da estrutura é agir de acordo com a estratégia, sempre tendo em vista alcançar as metas e os objetivos que foram propostos para a agência.

O operacional, diferentemente dos outros, inclui pessoas de todos os outros níveis hierárquicos, uma vez que a ação nas demandas envolve mais pessoas. Por isso, ao estruturar o modelo de organograma para agências, é fundamental definir com clareza quais são os colaboradores envolvidos no processo operacional.

Os principais modelos de organograma

Graficamente, o organograma pode ter diferentes disposições de seus elementos e níveis hierárquicos. Esses modelos apresentam configurações distintas, mas sempre com a ideia de dispor a estrutura de forma a facilitar a análise e o direcionamento de como funciona a agência. A seguir, conheça cada um dos principais modelos, entenda seu funcionamento e veja quais deles se encaixam melhor na proposta de seu negócio.

Por projeto (ou matricial)

modelo de organograma matricial para agências
Modelo de organograma matricial para agências

Tem foco no desenvolvimento de projetos, ou seja, sua estruturação é feita para guiar trabalhos temporários, mas que têm um nível maior de complexidade. Portanto, quando houver uma demanda que exige mais cuidados e tenha mais setores envolvidos, é fundamental desenvolver esse tipo de estrutura.

Nele, a hierarquia é dividida pelas diferentes equipes envolvidas no projeto, sempre considerando a comunicação que esses grupos precisam estabelecer. Por isso, além de apontar a estrutura de trabalho, o organograma matricial precisa deixar claro o nível de interação e proximidade entre áreas de desenvolvimento do projeto.

Por funções

modelo de organograma funcional para agências
Modelo de organograma funcional para agências

O modelo funcional é focado no que cada pessoa da agência precisa executar dentro de seu cotidiano de trabalho, considerando a estrutura completa do negócio. Assim, a relação de representação traz os departamentos com suas obrigações bastante claras. Quem ocupa a liderança de cada área também é apontado, com direcionamento para quem ele responde diretamente.

A ideia desse organograma não é estruturar em camadas a representação gráfica, mas deixar claro como são as relações. Por isso, o foco é mostrar cada um dos departamentos, seus colaboradores e a quem eles devem se direcionar na comunicação dentro da agência.

Vertical

Simples e tradicional, o organograma vertical distribui em níveis hierárquicos cada cargo da empresa, começando pelos mais altos e indo até o operacional. O foco é mostrar esses diferentes níveis, estruturando a sequência de departamentos e posições que vêm uma em sequência da outra.

O fluxo de comunicação e resposta também é visto de maneira clara e objetiva. A ideia dessa estrutura é bem mais simples, justamente para facilitar o entendimento. Na prática, se trata do organograma mais transparente e concreto em relação ao nível de hierarquia.

Circular

modelo de organograma circular para agências
Modelo de organograma circular para agências

Um dos mais diferenciados, o modelo circular disponibiliza as informações da seguinte forma: a partir do centro e partindo para as áreas periféricas. Naturalmente, no centro estão as camadas e posições mais altas e principais da companhia, seguidas, no movimento para todas as áreas em volta, dos cargos que respondem às áreas centrais.

A ideia dessa representação é mostrar uma estrutura da agência mais flexível e menos focada em hierarquia. O modelo circular é menos impactante do que os verticais, já que elimina essa ideia de alto e baixo.

Confeccionar um modelo de organograma para agências de comunicação é fundamental para deixar o fluxo de trabalho mais estruturado e fácil de entender. Assim, da estratégia à operação, tudo se desenvolve com maior facilidade, alcançando os resultados esperados.

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