Por Ana Júlia Ramos

Redatora freelancer da Rock Content

Publicado em 15 de outubro de 2019. | Atualizado em 16 de janeiro de 2020


O moodboard é uma espécie de mural que pode ser composto por imagens, vídeos e elementos visuais que representam a essência de um projeto. É como um painel de inspiração que ajuda a definir aquela identidade que faltava para transformar qualquer trabalho em algo muito mais especial.

Já ouviu falar no moodboard? A solução é excelente para impulsionar o desenvolvimento de ideias e conceitos, além de ser a ferramenta ideal para definir a essência de qualquer negócio, trabalho ou projeto.

Processos de criação são singulares e envolvem os mais diversos caminhos. Alguns fluem milagrosamente rápido, outros demandam muito tempo e esforço. Por mais que seja importante respeitar o tempo de cada mente pensante, os prazos existem e o tempo, de fato, não para. 

Ferramentas como o moodboard são capazes de alimentar a atmosfera criativa e gerar projetos com significado, ou seja, aquela tão falada proposta de valor. 

Também chamado de painel semântico, o conjunto de referências é extremamente eficaz. Neste post você vai aprender tudo sobre o assunto a partir dos seguintes tópicos:

O que é um moodboard?

Como já adiantamos, o significado de moodboard pode ser encontrado no seu próprio nome. Traduzimos a expressão como “painel de humor”.

A ferramenta é formada por elementos visuais — imagens, vídeos, vetores, ilustrações e recursos similares — que traduzem de alguma forma a essência de projetos, marcas, produtos,entre outros. Design gráfico, publicidade, arquitetura e moda são áreas que tradicionalmente usam muito o recurso.

Tal personalidade é encontrada a partir de inspirações. Se alguém vende cosméticos naturais, imagine o painel semântico da marca com a riqueza de elementos como o verde, a natureza e a simplicidade, por exemplo.

Um moodboard pode existir de várias maneiras, sendo as principais:

  • no Photoshop ou em programas similares, a partir da união de imagens encontradas em sites como o Google;
  • em redes sociais e aplicativos para celular, como Pinterest, GoMoodboard, Niice e Canva;
  • no papel ou na parede, vale imprimir todas as inspirações e posicionar no espaço de trabalho.

Veja um exemplo de moodboard criado para a decoração de interiores:

Retirado de: KARWEI.

Para que ele serve?

Um dos principais motivos pelos quais o moodboard existe é ajudar na definição do estilo de um projeto. Quando usamos o termo “projeto”, podemos encaixar marcas, produtos, serviços e até mesmo pessoas.

Muita gente acredita que o senso de “estilo” existe apenas no universo da moda, da arquitetura ou do design. A verdade é que o conceito vai muito mais além e pode abranger a essência de literalmente qualquer coisa que exista no mundo.

Pense em um produto. É um recipiente de vidro, pequeno e redondo. Dentro dele, existe um líquido cheiroso. Sem essência e estética — ou estilo —, o perfume não teria graça. Quando pensamos nas inúmeras marcas que existem, a necessidade de encontrar a própria estética fica ainda maior!

Existem perfumes para mulheres independentes e decididas, praticantes de esportes, pais, crianças, discretos, ousados… Tudo isso define uma marca e auxilia na entrega de valor de qualquer produto.

O moodboard, então, entra para ajudar na definição dos aspectos que transformam um projeto em algo singular. Ele é a base para entender as cores, os elementos gráficos, o direcionamento visual e qualquer outra definição necessária para criar conceitos criativos.

Quais são seus principais benefícios?

Ideias conflitantes, dificuldade de entender visualmente os próximos passos e falta de organização no diálogo podem atrapalhar e desencadear propostas que não se conectam. 

Ao colocar todas as inspirações diante da equipe e abrir a oportunidade de alterar, acrescentar ou retirar o que não faz mais sentido, é possível visualizar o resultado final de forma palpável e previsível. Isso é ótimo para barrar ideias que podem não dar certo futuramente ou investir naquelas oportunidades de ouro.

Quanto mais direcionados forem os processos de criação, mais a nossa mente estará propensa a caminhar em harmonia rumo ao objetivo final. O resultado? Economia de tempo, ganho na produtividade e possibilidade de entregar projetos incríveis!

Além dos benefícios listados aqui, é importante relembrar toda a questão do estilo e da estética de uma figura — seja ela humana ou não. A essência de algo ou alguém é fundamental para se destacar e ganhar protagonismo em meio a multidões.

Como criar a ferramenta?

Agora que você já sabe o que é um moodboard, é hora de colocar a mão na massa. Criá-lo não é difícil — e pode ser, inclusive, muito rápida. Basta entender a necessidade de revisitá-la periodicamente e fazer as atualizações sempre que for preciso.

Escolha o estilo do design

Existem inúmeros estilos de design que podem fazer parte de um projeto. Para isso, é preciso entender a personalidade do público-alvo das peças que serão criadas. 

Vamos pensar em campanhas, por exemplo. Veja alguns caminhos que podem ser seguidos em relação ao estilo:

  • minimalismo e modernismo, com traços rápidos e cores sóbrias;
  • campanhas em estilo “varejão”, usando cores quentes, letras de caixa alta e vetores que representam elementos como a explosão e a urgência;
  • o clássico, que se mantém mais restrito às cores da marca (quando for o caso) e não envolve muitos conceitos além do básico.

O estilo deve estar totalmente conectado aos elementos que compõem a identidade visual do seu projeto. 

Se você ainda não conhece o recurso ou não o usa com frequência, vale apostar em livros de design gráfico para entender melhor o assunto e mergulhar ainda mais nos moodboards.

Peças visuais que fazem parte de uma estratégia maior devem estar conectadas com a sua base. No caso de marcas, o ideal é que as campanhas para vendas de produtos, por exemplo, tenham os elementos visuais, textuais e gráficos da empresa como um todo. 

A identidade visual é responsável pela criação de uma unidade que entrega ao leitor a essência necessária para que elementos muito simples sejam associados aos seus produtos ou elementos institucionais.

É só pensar em McDonalds, Coca-Cola, Itaú ou outras marcas grandes: não é preciso ver o logotipo para identificar peças das empresas. Muitas vezes, a união das cores já é responsável por ativar a memória e fazer o reconhecimento de marca borbulhar

Selecione as paletas de cores

Um ponto muito importante ao fazer o seu moodboard é a paleta de cores. Ela pode abranger cores diferentes ou seguir variações de um mesmo tom, mas é importante entender a relação desse item com o restante do projeto.

Mais uma vez, revisitar as estratégias que envolvem a identidade visual é uma atividade praticamente obrigatória na hora de escolher as cores. Muitas vezes elas já foram previamente selecionadas, faltando apenas escolher tons secundários e colocá-los em prática.

Trabalhe com texturas

Além de imagens óbvias, uma tática interessante para se aprofundar nas ideias e caprichar ainda mais na personalidade é pensar nas texturas.

Projetos minimalistas demandam camadas mais suaves, como o mármore, ao ao passo que aqueles que envolvem uma “força” maior combinam muito bem com o tijolo.

Nessa suposição, usamos texturas que podem ser aplicadas na construção de uma casa, por exemplo. A ideia é adaptar o conceito a qualquer projeto — não necessariamente aqueles que envolvem arquitetura e decoração —, pois o elemento pode ser analisado de forma subjetiva e representar essências que vão além do seu uso óbvio.

Pense no moodboard de uma consultora de moda que está prestando serviços para uma jovem de 25 anos. Ela tem um estilo romântico e suave, algo que conversa totalmente com a sua personalidade.

Pensando nas texturas que definem o seu painel semântico, poderíamos encontrar a seda, a renda ou o veludo, por exemplo. O elemento é responsável por oferecer uma visão mais palpável sobre o resultado final.

Capriche na tipografia

Quando falamos de identidade e painel visual, além de outros termos que remetem ao olhar, não eliminamos a necessidade de pensar em texto. Muito pelo contrário! 

A escrita também é visual e seus elementos devem ser pensados com inteligência. Não é a hora de escrever o texto do projeto, mas sim entender como todas aquelas palavras serão dispostas visualmente. Lembre-se — novamente — da identidade visual da marca. 

Pense em recursos além da imagem

Além do conteúdo estático, não podemos nos esquecer dos vídeos. O recurso ganhou força no ambiente digital a partir de meados de 2018 e veio para ficar.

Na hora de gerar inspiração e contribuir na construção do painel, aposte em conteúdos com movimento. Com eles, fica ainda mais fácil se inspirar e definir a tal personalidade da marca.

Aplicativos de vídeo são responsáveis por tornar o trabalho mais simples e prático, caso você opte por criar do zero. Caso não tenha necessidade, basta buscar por referências já existentes na internet.

Quando trabalhamos com o moodboard no dia a dia, o conceito vai fazendo cada vez mais sentido de forma natural. 

Desde a preparação da ferramenta até os momentos finais de contemplação e análise do resultado, ficará clara a necessidade de entendê-lo de fato como uma personalidade, ou seja, o conjunto de aspectos que definem a essência de algo ou alguém. Ele, para fazer sentido, deve estar em harmonia com a “fonte”, que é a marca ou o cliente, por exemplo.

Quer descobrir uma ótima forma de terminar a leitura e partir rumo ao universo dos moodboards de forma prática? Conheça o Pinterest e aprenda os principais benefícios de usar a ferramenta!

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