Por Redator Rock Content

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Publicado em 9 de janeiro de 2019. | Atualizado em 21 de maio de 2019


Você já navegou em um site que o fez sentir como se estivesse usando um aplicativo? Esses são os Progressive Web Apps, um novo modelo de desenvolvimento de software que transforma os navegadores em verdadeiras plataformas de apps.

Também chamados de PWAs, os Progressive Web Apps são uma nova tendência que promete trazer ainda mais resultados para as ações de Marketing Digital, principalmente, para os negócios que dependem de plataformas online para comercializar os seus produtos e serviços.

Embora os aplicativos de streaming, redes sociais, bancos, serviços compartilhados e e-commerce tenham firmado seu espaço no menu de bilhões de usuários do mundo inteiro, a maioria dos apps baixados nas lojas oficiais não apresenta resultados expressivos e até marcas como Uber e AirBnb têm registrado queda no número de downloads.

Segundo dados da Forrest Research, as pessoas gastam 80% do tempo que passam com seus smartphones nos mesmos 5 apps, e há estudos que sugerem que 60% dos aplicativos disponíveis nas lojas oficiais nem sequer foram baixados.

Esses dados parecem apontar uma espécie de “crise dos apps”, mas, quando analisamos o cenário mais de perto, o que percebemos não é exatamente uma crise, e sim a evolução de um mercado que está longe de acabar.

Siga conosco e saiba tudo sobre os Progressive Web Apps!

Por que os Progressive Web Apps são tão procurados?

Em 2007, quando o mundo testemunhava o nascimento do iPhone, Steve Jobs já havia dito que, para desenvolver ferramentas para seu smartphone, bastaria usar os padrões modernos da Web.

No ano seguinte, porém, a Apple deu um novo rumo ao mercado de aplicativos com o lançamento da App Store.

O boom dos aplicativos nativos

Os web apps já existiam há alguns anos, mas enfrentavam uma série de problemas técnicos, como lentidão, travamentos e erros que se agravavam ou diminuíam de acordo com o navegador utilizado.

Foi diante dessas fragilidades que os aplicativos nativos (aqueles desenvolvidos para uma plataforma específica como iOS ou Android) ganharam apoio e popularidade.

Em 2012, com a chegada do Google Play, o mercado de apps nativos registrou números ainda mais expressivos. Hoje, as duas lojas somam mais de 5.7 milhões de aplicativos disponíveis, entretanto, algumas barreiras desse formato persistem.

Velocidade da internet

Embora a internet mantenha um ritmo de melhoria e expansão desde o seu surgimento, ainda existem muitas regiões do planeta que não contam com acesso à rede de alta velocidade.

Mais da metade da população mundial ainda depende da internet 2G e há locais que ainda utilizam internet discada, inclusive, nos EUA.

Resistência dos usuários

Redes limitadas e de baixa qualidade aumentam a resistência de muitos usuários ao download de aplicativos, mas há também aqueles que, mesmo tendo acesso a um bom serviço de internet, evitam a fadiga de acessar uma loja, fazer buscas, downloads e testes.

Baixo envolvimento

Como destacamos logo na introdução, os usuários interagem predominantemente com cerca de 5 aplicativos principais, enquanto os demais costumam ser esquecidos ou muito pouco utilizados.

Dê uma olhada no menu do seu smartphone e observe a quantidade de apps que você praticamente não usa ou nunca utilizou realmente.

O renascimento dos web apps

Enquanto os apps nativos conquistavam o mundo, os web apps eram aprimorados. Porém, um avanço significativo só ocorreu em 2015, quando Frances Berriman e Alex Russel, membros da equipe responsável pelo desenvolvimento do Google Chrome, lançaram o conceito Progressive Web App.

A proposta desse novo modelo era a mesma dos antigos web apps: entregar a interface de um aplicativo com a praticidade de um site. Mas seus recursos vão muito além disso.

Os PWAs podem ser executados a partir das telas iniciais dos smartphones e desktops, conseguem acessar recursos do dispositivo e também oferecem suporte para notificações.

Em 2018, a tecnologia ganhou mais um impulso e, dessa vez, não apenas com o apoio do Google, mas também da Microsoft. A nova versão do navegador Chrome chegou com uma longa lista de novidades, incluindo um novo suporte para os Progressive Web Apps que, agora, funcionam no desktop do Windows.

Como podemos definir um PWA?

Ninguém melhor do que o próprio Google para definir os Progressive Web Apps. Para que um site seja classificado nessa categoria, o Google Developers estabelece alguns critérios básicos — 10, para sermos mais precisos. Um verdadeiro PWA deve ser:

  1. Progressivo: a plataforma deve atender qualquer usuário — não importa o navegador ou sistema operacional utilizado;
  2. Responsivo: o PWA deve se adequar a diferentes formatos de exibição, ou seja, desktop, tablet, mobile ou qualquer outro dispositivo que, eventualmente, possa surgir;
  3. Trabalhar offline: se manter funcional, mesmo operando em redes ociosas ou offline;
  4. App-like: adotar layout, recursos e navegação semelhantes aos aplicativos (arquitetura de shell de aplicativo);
  5. Atualizado: deve manter-se atualizado, oferecendo atualizações contínuas, porém, discretas aos usuários (service worker);
  6. Seguro: o PWA deve ser disponibilizado via HTTPS, para evitar invasões e adulterações durante a troca de dados;
  7. Encontrável: pode ser encontrado como um “aplicativo” em mecanismos de busca e locais em que, normalmente, se encontram apps nativos (como a tela inicial de um dispositivo);
  8. Engajável: permite o reengajamento do usuário por meio de mensagens, emails ou notificações push;
  9. Instalável: confere aos usuários a opção de instalar o aplicativo em suas telas iniciais, sem a necessidade de acessar uma loja de apps;
  10. Linkável: não requer instalação complexa e é facilmente compartilhável por meio da URL.

Quais as vantagens dos PWAs em relação aos apps tradicionais?

Você já deve ter notado várias vantagens na utilização dos web apps progressivos. Os benefícios são muitos, mas há alguns que merecem ser destacados.

Praticidade

Começando pela experiência do usuário, os PWAs são, sem dúvida alguma, a opção mais prática e eficiente entre todas as tecnologias de desenvolvimento mobile atuais.

Não é necessário realizar downloads, aguardar instalações e atualizações, aceitar termos de uso ou conceder centenas de permissões. Basta acessar uma URL para encontrar o serviço que procura.

Agilidade

Um dos destaques dos Progressive Web Apps é a baixa demanda por velocidade de internet. Embora o carregamento de alguns recursos exija uma conexão razoável em certos momentos, os apps são capazes de “tolerar” oscilações na rede (esperadas em conexões mobile).

Dessa forma, o acesso para usuários que apresentam alguma limitação para realização de downloads e atualizações é expandido.

Engajamento

envio de notificações aos usuários, uma das inovações dos PWAs em relação aos antigos web apps, nos permite impulsionar o engajamento como um aplicativo nativo, estimulando o retorno do usuário à plataforma.

Acessibilidade

O processo de desenvolvimento de um aplicativo nativo é geralmente mais caro e demorado, pois o software precisa apresentar a linguagem própria do sistema operacional a que se destina.

Da mesma forma, é necessário passar por uma aprovação para que seja disponibilizado nas lojas oficiais. O desenvolvimento dos PWAs, por outro lado, é menos burocrático e mais aberto.

Responsividade

Os PWAs são soluções desenhadas para favorecer a experiência do usuário. Eles não apenas se ajustam facilmente a qualquer formato de tela, como também podem ser executados em navegadores e sistemas variados a partir da mesma URL.

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Como os Progressive Web Apps se diferem dos apps nativos e híbridos?

Esses três tipos de apps se diferenciam pela linguagem utilizada em seu desenvolvimento e as plataformas em que podem ser executados. Veja só!

Os aplicativos nativos

Os aplicativos nativos são construídos sob medida para as plataformas onde serão executados, ou seja, utilizam linguagens e parâmetros previamente definidos. São baixados diretamente pelas lojas oficiais e podem utilizar as funcionalidades do dispositivo com GPS, agenda, câmera etc.

Essa padronização beneficia a segurança e a experiência do usuário, entretanto, comunidades de desenvolvedores que defendem uma internet mais aberta não aprovam a presença de grandes empresas, como Google e Apple, no controle de toda a oferta de aplicativos e regulação do mercado de acordo com suas regras e interesses.

Os aplicativos híbridos

Os aplicativos híbridos foram uma das primeiras soluções para tornar o desenvolvimento mobile mais democrático.

Diferente das aplicações nativas que adotam linguagens e parâmetros predefinidos, esse tipo de app utiliza várias linguagens diferentes e engloba os dois formatos: é metade web app e metade nativo.

O resultado é um aplicativo funcional que pode ser baixado e instalado como qualquer outro, com o diferencial de também poder ser acessado por meio de uma página na internet em que as informações são integradas com o app.

Os web apps progressivos

Os web apps, por sua vez, não dependem de um sistema operacional específico e podem ser executados a partir de um navegador qualquer.

Os PWAs, em especial, viabilizam uma integração mais eficiente com os desktops e sistemas operacionais mobile, permitindo que os apps entreguem notificações e sejam acessados a partir da tela inicial dos dispositivos.

Os novos recursos dos navegadores estão transformando os web apps em plataformas tão poderosas quanto os aplicativos híbridos e nativos, mas seus benefícios vão além da praticidade oferecida ao usuário.

O crescimento desse modelo é capaz de descentralizar o mercado de aplicativos, tornando o desenvolvimento mobile mais democrático e acessível.

Como um PWA funciona e quais são os seus principais atributos?

A principal proposta dessas aplicações é entregar uma experiência quase idêntica à de um app comum.

Embora possam ser acessados manualmente inserindo a URL no browser, a ideia é que, ao clicar no ícone de um PWA na tela inicial do seu desktop ou smartphone, o aplicativo seja exibido em uma janela ou tela inteira a partir do navegador ou do próprio sistema.

Basicamente, o que os Progressive Web Aps fazem é entregar pequenas atualizações gradualmente e guardar bastante conteúdo em cache. Isso permite que o app permaneça atualizado e vários dos seus recursos continuem ativos, mesmo quando o usuário utiliza uma rede ociosa ou está offline.

Há uma preocupação com a segurança em relação aos PWAs, mas, como rodam externamente, são naturalmente menos invasivos do que os apps nativos e, quando instalados, só podem ter acesso ao hardware dos sistemas após a permissão ser concedida pelo usuário.

Quais são as principais referências desse modelo atualmente?

Para finalizar este artigo, abaixo, você confere alguns dos principais exemplos de PWAs que têm chamado a atenção de empresas do mundo inteiro.

Twitter

Twitter saiu na frente ao lançar um web app progressivo para dispositivos Android e Windows. A plataforma pode ser acessada instantaneamente, sem a necessidade de baixar o aplicativo ou sequer abrir o navegador. O seu PWA funciona como um app comum, mas, na realidade, é um site focado na experiência mobile.

Pinterest

Pinterest foi outra rede social que resolveu lançar um PWA para aprimorar a experiência do usuário nos navegadores e os resultados foram surpreendentes.

A nova plataforma teve um desempenho superior aos aplicativos nativos. A empresa relatou um aumento de 50% nos cliques em publicidade e 40% nos gastos dos usuários.

Uber

Expandindo rapidamente para diferentes localidades do planeta, a Uber precisou se adaptar para atender seus usuários com qualidade, mesmo em locais com conexões de internet precárias.

Seu PWA imita as funcionalidades dos seus aplicativos nativos e carrega em menos de 3 segundos, inclusive, em redes 2G!

Em poucas palavras, os Progressive Web Apps são aplicativos na “medida certa”: flexíveis, não demandam muitos recursos e entregam exatamente aquilo que o usuário precisa.

Ainda é cedo para afirmar que o formato dominará o mercado, mas não há dúvidas de que os PWAs estarão cada vez mais presentes em nossos smartphones e desktops.

Este artigo fica por aqui, mas esse assunto ainda vai longe. Você deve ter percebido que todas essas transformações giram em torno de uma coisa só: a experiência do usuário.

Mas já parou para pensar por que isso é tão importante? Continue no nosso blog e entenda por que você precisa se preocupar com esse conceito!

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