Por Matheus Clemente

Especialista em Growth Hacking no Rock Stage

Publicado em 20 de agosto de 2019. | Atualizado em 16 de março de 2020


Entenda o que é Query e os motivos pelos quais o uso desse recurso, para a customização do seu CMS, pode mudar a experiência dos clientes no seu blog e a visibilidade da sua marca na Internet.

Você sabe o que é Query? Em inglês, significa pergunta, consulta ou dúvida. É uma solicitação de informações feita ao banco de dados. que retorna uma tabela ou um conjunto delas, figuras, gráficos ou resultados complexos.

Podem ser usadas várias linguagens de consulta, desde as mais simples até as mais complexas. O objetivo é analisar tendênciase delimitar padrões para a tomada de decisão.

Além disso, o recurso ajuda a melhorar a experiência do usuário do seu site em WordPress, pois permite fazer mudanças estratégicas, como destacar posts relacionados a uma determinada categoria na página inicial, reduzir ou aumentar o número de posts type por página.

Confira o que é Query e algumas informações importantes para expandir seu conhecimento na administração de bancos de dados relacionais! Neste artigo, você acompanhará os tópicos:

 

O que é uma Query

A linguagem mais conhecida para Queries é a Structured Query Language (SQL) e, por ser mais familiar para a maioria dos administradores de banco de dados (DBAs — DataBase Administrators), é uma opção amplamente usada para esse fim.

O componente, de extrema usabilidade, também permite que o usuário insira, atualize, selecione e exclua registros. Em uma interpretação mais simples, são comandos que, ao serem executados, retornam com informações já armazenadas, que podem ser acessadas em qualquer momento se o usuário fizer a pergunta (comando) correta.

 

Como funciona uma Query

Como falamos, a linguagem mais amplamente usada em Query para a consulta do banco de dados é a SQL, inclusive, os administradores de banco de dados mais novos se surpreendem ao descobrir que existem outras formas de consulta, assim como as crianças nativas de um país ficam perplexas ao ouvir um idioma estrangeiro pela primeira vez.

Cada linguagem de consulta retorna diferentes tipos de dados, de acordo com a função utilizada. Por exemplo, com o SQL os programas interagem com um banco de dados relacional e geram informações organizadas em linhas e colunas — uma tabela semelhante à aparência do Microsoft Excel.

Existem também algumas linguagens que retornam os dados na forma de gráficos. Na mineração de dados a aplicação dessa informação permite que se faça uma análise profunda de tendências e situações relacionais entre valores similares ou divergentes.

Por exemplo, a Query no banco de dados de uma empresa de calçados pode revelar um pico ou déficits de vendas para delimitar períodos de sazonalidade ou mostrar o desempenho de representantes de vendas mulheres em relação aos homens.

Também existe a possibilidade da Query por exemplo (QBE — Query By Example), um método de consulta implementado na maioria dos sistemas de banco de dados relacionais.

Criado na década de 1970, paralelamente ao desenvolvimento do SQL, essa linguagem de consulta gráfica permite que os usuários insiram comandos em uma tabela, com elementos de exemplo.

Logo, permite aos usuários procurarem informações em tabelas e campos, pois fornece uma interface na qual o usuário pode inserir um exemplo dos dados que deseja acessar. Assim, os dados retornados são similares àqueles utilizados como base de consulta.

Em segundo plano, a Query do usuário é transformada em uma linguagem de manipulação de banco de dados, como SQL, e é essa instrução SQL que será executada em segundo plano.

 

Quais os comandos de uma Query

Vamos supor que você não seja um administrador de banco de dados ou programador. Nesse momento, em que você já sabe o que é Query, com certeza se pergunta como uma Query funciona na prática.

O SQL não é uma linguagem de programação, mas funciona como uma na criação de tabelas, consulta e manipulação de informações em bancos de dados relacionais. Veja alguns comandos que podem ser usados para criar Queries.

Where

Especificar a origem dos dados é a primeira etapa para a criação de tabelas. Esse é o comando inicial, que busca as informações em um arquivo ou parte da memória onde os dados estão armazenados.

Com o comando Where, é possível buscar as informações existentes em outra tabela, por exemplo. Por isso, é necessário saber o nome do arquivo em que os dados se encontram.

Suponha que esse arquivo foi armazenado com o nome FORNECEDORES. Ao escrever o comando correto, as informações correspondentes a essa solicitação são recuperadas para a memória. Em seguida, executamos o comando de exibição dos dados:

Query1.SQL.Text := 'Select * from FORNECEDORES where Codigo = 20';
Query1.Open;

Assim, são filtradas as linhas que realmente fazem sentido para a tabela em que se quer analisar, pois somente os valores que retornam verdadeiro serão resgatados.

Group by

Também é possível aninhar as informações resgatadas da tabela de origem por meio de algumas regras. Por exemplo, podemos agrupar os dados da tabela que criamos pelo nome dos fornecedores da empresa. Basta escrever o comando Group by e usar o cabeçalho da coluna como referência.

Se a coluna com o nome dos fornecedores se chama nome, o comando ficará:

Powered by Rock Convert
Query1.SQL.Text := group by nome;

Assim, os dados serão listados conforme a regra de agrupamento imposta.

FieldByName

Agora, se quisermos selecionar o fornecedor nº 25 da tabela para visualizar dados específicos, por exemplo, podemos utilizar o método FieldByName. Suponhamos que o dado buscado é o endereço desse fornecedor:

ShowMessage('Endereço:'+Query1.FieldByName('Endereço').AsString);

AsString significa que a informação retornada será uma palavra e não um valor numérico.

Having

No levantamento dos dados também é possível usar o comando having, para que o resultado retorne apenas valores com aquele filtro específico. Porém, só podemos usar esse comando depois que o agrupamento (group by) for efetivado.

Fields

Outra opção é utilizar o comando Fields, que relaciona os campos em ordem crescente e permite ainda que o DBA acesse os dados pela sua posição na Query.

Query1.SQL.Text := ‘Select COUNT(*) from FORNECEDORES where cidade = 'Belo Horizonte’;
Query1.Open;
ShowMessage(Query1.Fields[2].AsString);

No exemplo, o campo número dois é a posição do fornecedor retornada pela Query. Da mesma forma, podemos acessar qualquer campo da Query pela posição:

ShowMessage('Endereço:' + Query1.Fields[5].AsString);
ShowMessage('Nome:' + Query1.Fields[3].AsString);

Apesar da funcionalidade do Fields, o comando FieldByName referencia os campos pelo próprio nome e torna mais legível o código fonte, especialmente se a consulta retornar muitos campos diferentes, o que pode ficar confuso para análise.

Order by

Order by também é um comando simples, que funciona para efetivar a ordenação dos dados segundo um critério preestabelecido. Funciona como o group by, mas em vez de apenas agrupar, ele adiciona um fator de organização a mais para a Query.

While

O while é um loop usado para consultar vários registros simultaneamente. O processo é continuado enquanto o valor satisfaz a condição e retorna verdadeiro.

Query1.SQL.Text := 'Select * from FORNECEDORES';
Query1.Open;

Com esse comando selecionamos todos os registros da tabela FORNECEDORES. Uma nova tabela pode ser preenchida com as informações pertinentes, mas antes é preciso ativar um laço de repetição para que todas as linhas da tabela sejam analisadas. Uma instrução permite começar do primeiro registro:

Query1.First;

Também precisamos inserir a condição do loop. Eof significa End of File ou último registro, ou seja, enquanto a última linha não for analisada o looping não finaliza. As informações são listadas em uma nova tabela, que chamaremos NOVATABELA:

While not (Query1.Eof) do
NOVATABELA.Items.Add(Query1.FieldByName('Endereço').AsString);

O comando next permite a “passada” dos dados pelo while:

Query1.Next;

É preciso, ainda, finalizar o laço, com a inserção do comando end e depois Query1.Close, para que a Query seja fechada. Veja como fica o código final a seguir:

Query1.SQL.Text := 'Select * from FORNECEDORES';
Query1.Open;
Query1.First;
While not (Query1.Eof) do
begin
NOVATABELA.Items.Add(Query1.FieldByName('Endereço').AsString);
Query1.Next;
end;
Query1.Close;
 

Por que usar a Query no WordPress

O WordPress (WP) é um CMS (Content Management System), ou seja, um sistema de gestão de conteúdo. Por esse motivo, a consulta de informações também deve ser uma funcionalidade da ferramenta.

Você sabe como criar um site mas não sabe como administrá-lo? No WP chamamos as queries de WP_Query. Algumas funções no WordPress como is_home ou is_search são, basicamente, Queries. Elas suportam vários parâmetros na arquitetura dos dados, que incluem:

  • post types;
  • metadados;
  • taxonomia;
  • datas;
  • outros parâmetros personalizados.

A qualquer solicitação de post, por exemplo, o WordPress retorna os dados com base nos argumentos interpretados. É a Query que delimita o conteúdo que será exibido em uma página, por exemplo.

Podemos modificar a Query para:

  • mascarar posts de uma determinada categoria na página inicial;
  • reduzir ou aumentar o número de posts type por página;
  • delimitar conteúdos relacionados;
  • direcionar o usuário a uma Landing Page;
  • selecionar conteúdos exclusivos de uma categoria;
  • inserir posts publicados depois do que está sendo exibido;
  • ordenar os posts por exemplo.

Precisamos saber a estrutura de códigos de uma Query para que a manipulação em WordPress permita o desenvolvimento de páginas mais atraentes aos usuários no seu CMS.

Somente por meio dessa personalização é possível criar um site baseado em UX — User Experience — que favoreça uma experiência de navegação mais completa e direcionada para o funil de vendas do seu público-alvo.

Manter um blog intuitivo e com conteúdo relevante para satisfazer as buscas do seus clientes é o primeiro passo para garantir a sua relevância e visibilidade na Internet.

Além disso, saber o que é Query permite que você evite que seus usuários encontrem erros de navegação que prejudicam a credibilidade do seu site, como o erro 404, que ocorre quando as regras do seu blog são alteradas.

Mantenha em dia seus conhecimentos sobre WordPress e saiba por que você deve usar esse CMS na sua estratégia de Marketing de Conteúdo!

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