Por Redator Rock Content

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Publicado em 7 de fevereiro de 2019. | Atualizado em 19 de fevereiro de 2020


O Real Time Marketing é uma estratégia alinhada às atuais características de imediatismo do mundo em que vivemos. Com um público cada vez mais exigente, a preocupação em criar uma comunicação certa, na hora certa e no canal certo deve ser prioridade.

Do modelo tradicional ao ambiente digital, de uma comunicação massiva a uma ação cada vez mais segmentada: não temos para onde correr, o jeito de fazer marketing mudou. As tecnologias têm muito a ver com isso e é preciso acompanhar todas essas novidades para se manter relevante.

A identificação de tendências é justamente uma das principais premissas do Real Time Marketing. Também conhecido como marketing de oportunidade, ele insere as marcas em conversas que já estão acontecendo.

Essa estratégia pode ser usada para chamar a atenção do público ou compartilhar os valores da marca, e geralmente têm o potencial de viralização. Quer saber mais sobre ela? Então continue com a gente. Neste texto, você verá:

O que é Real Time Marketing?

O Real Time Marketing pode ser entendido como um conjunto de ações tomadas a partir da identificação de tendências e do feedback dos consumidores. Ele surge em um contexto em que o público, cada vez mais, exige agilidade e relevância nas ações — ou reações — de uma marca.

Trata-se de uma estratégia alinhada ao imediatismo do mundo em que vivemos. Justamente por conta dessa característica, é mais comumente associada às redes sociais — ainda que não esteja restrito a esses canais, como veremos mais adiante.

O principal foco desse modelo de comunicação é o engajamento com o público e a geração de conversas. Mostrar aos seus consumidores que a sua marca está por dentro do que é notícia no mundo ou do que está entre os principais Trending Topics do Twitter traz valor ao seu negócio.

Além disso, essa estratégia também pode ser usada para reforçar a comunicação dos seus valores — algo que a Netflix sempre fez muito bem e que também abordamos mais a fundo ao longo deste texto.

Agora, não se engane: não é por se tratar de algo a ser feito em tempo real que não existe planejamento no Real Time Marketing. Pelo contrário! Muito trabalho prévio se faz necessário para garantir uma resposta em tempo hábil — ou, ainda, a resposta certa, na hora certa e no canal certo.

Quais as melhores práticas dessa estratégia?

Agora que você já sabe o que é o Marketing em Tempo Real e por que vale a pena investir nele, conheça a seguir quatro pontos de atenção na hora de colocá-lo em prática.

Social Listening

Não existe Real Time Marketing sem atenção ao que o seu público fala. É preciso acompanhar as tendências do mundo — e ferramentas com o Google Trends e o próprio Trending Topics do Twitter ajudam muito nisso —, mas também saber identificar quais delas realmente importam para o seu público.

Assim, é preciso dar um passo atrás. Você realmente conhece seu público? Você pode ter todas as ferramentas de social listening ao seu dispor, mas elas de pouco vão adiantar se você não conhecer as maiores dores e os principais desejos dos seus consumidores.

Como falamos, um dos principais objetivos dessa estratégia é gerar conversas, ou se inserir naquelas já criadas pelo seu público. Para isso, é preciso no mínimo saber falar a mesma língua que eles.

Timing

Quando falamos de timing não estamos falando necessariamente de agilidade — isso fica para o próximo tópico. Por exemplo, quando um meme viraliza nas redes, há uma curva no tempo de sua relevância online.

Existe o momento em que ficamos com a sensação de que apenas “poucos e bons” falam sobre ele, o momento em que todo mundo fala sobre a mesma coisa e ninguém aguenta mais, e o momento de queda da curva, em que parece que só quem estava trancado em uma caverna pelos últimos 15 dias ainda está falando sobre aquilo.

Dois casos recentes nesse sentido foram os posts que faziam alusão ao ovo que bateu o recorde de foto mais curtida do Instagram e os que faziam referência à música Jenifer. Enquanto o social listening identifica a tendência, o timing é o responsável por colocá-la em prática no momento certo.

Agilidade

Se você prestou atenção à tendência e sabe que deve criar um conteúdo com base nela para ontem, o que determina a sua criação efetiva? Aqui, estamos falando especialmente sobre processos internos.

Você tem a equipe necessária para criar essa campanha enquanto o meme ou a tendência ainda é relevante? Essa pergunta pode ser decisiva, uma vez que, se você só conseguir colocar o conteúdo na rua na queda da curva da notícia, talvez já não valha a pena o esforço.

Segmentação

Por fim, é preciso saber segmentar o que você produz em tempo real. Alguns canais exigem menos do que outros — uma thread no Twitter em comparação com um vídeo para a televisão, por exemplo — e esse entendimento ajuda a saber para onde você deve destinar seus esforços.

A derrota em uma Copa do Mundo merece investimentos elevados e um comercial feito de um dia para o outro, o que talvez não seja o caso para mais um escândalo político — veremos exemplos a seguir. Lembre-se que o Real Time Marketing diz respeito à mensagem certa na hora exata, mas isso só acontece se ela estiver também no canal mais adequado.

Você também pode se interessar em descobrir essas diferentes formas de fazer marketing!
👉 Marketing de Utilidade: o que é e como aplicar essa estratégia?
👉 Marketing Interno: o que é, principais tipos e cases de sucesso
👉 Marketing Institucional: o que é e como aplicar na sua empresa
👉 Marketing de Referência: o que é e como implementar essa estratégia

Quais os principais cases de Real Time Marketing?

Chega de teoria. Que tal irmos à prática? Conheça, ou relembre, cases de Real Time Marketing de três marcas que já fazem isso — e com sucesso — há algum tempo.

Oreo

No agora longínquo ano de 2013, a Oreo viralizou um Tweet que hoje pode ser entendido como uma das primeiras aulas de Real Time Marketing nas redes sociais. Um apagão durante a final do Super Bowl, evento de grande importância nos Estados Unidos, pegou a todos desprevenidos.

Claro, o evento por si só já levantava uma grande conversa nas redes e a escuridão que tomou conta do estádio só intensificou isso. Como uma marca de biscoito pode entrar nessa conversa?

O tweet em questão traz um trocadilho que faz mais sentido em inglês. O verbo “dunk” pode ser entendido como o ato de molhar o biscoito no leite. Porém, ele também traz uma conotação no mundo dos esportes — o ato de “enterrar” a bola de basquete na cesta.

Coca-Cola

A Coca-Cola foi a marca mais lembrada e também a mais amada durante a Copa do Mundo no Brasil, em 2014. Patrocinadora oficial da competição, a empresa contou com uma equipe de Real Time Marketing para criar peças de acordo com o resultado dos jogos e também com as conversas que essas partidas geraram nas redes.

Um dos conteúdos de maior repercussão na época foi o tweet em que um canudinho simulava o “nó na garganta” sentido pelos torcedores após o memorável 7 x 1 e a consequente eliminação da Seleção brasileira. Mas a ação da marca não se limitou às redes sociais.

Vinhetas para a televisão eram produzidas, filmadas e editadas em cerca de 24 horas para criar comerciais que também conversassem com os resultados dos jogos. Um filme sobre a derrota foi produzido em questão de dias, mostrando que a marca não estava alheia à sensação de todo o país, que perdia a segunda Copa em casa.

Netflix

Desde sua chegada ao Brasil, a Netflix sempre desempenhou um bom trabalho nas redes sociais, especialmente no que diz respeito ao social listening.

Em maio de 2015, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, sofreu uma série de acusações do FBI. Na época, o serviço de streaming lançava Better Call Saul, spin off de Breaking Bad com o advogado de escrúpulos um tanto duvidosos como protagonista. A empresa resolveu, então, sugerir uma parceria entre os dois.

Mais recentemente, o perfil brasileiro da marca fez uma thread com alguns de seus principais conteúdos com temática LGBT. Provavelmente, esse conteúdo poderia ter sido publicado em outro dia qualquer, mas foi criado movido pela notícia do veto do presidente Jair Bolsonaroa um edital que contemplava filmes com essa temática.

Como falamos lá no começo, o Real Time Marketing traz relevância porque a marca se mostra antenada ao que acontece no mundo, mas especialmente por se envolver em algo que é relevante para o público e por aproveitar a chance de reforçar seus valores.

A produção de conteúdo em Real Time Marketing explora a criatividade do time, assim como a atenção aos detalhes. Todos os dias somos bombardeados com uma infinidade de informações e é preciso muito treino para saber identificar as que são realmente relevantes para o público. Ferramentas e técnicas de social listening são úteis nessa hora, garantindo a resposta certa em tom e rapidez.

Gostou deste texto? A gente espera que ele tenha sido útil para você! Aproveite a visita ao nosso blog e conheça outra modalidade de marketing: descubra agora mesmo por que o relacionamento é tão importante para sua empresa.

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