Por Kellison Ferreira

Publicado em 8 de julho de 2019. | Atualizado em 22 de outubro de 2019


A segurança da informação é o que garante que uma empresa vai manter práticas e parâmetros que mantenham os dados sempre protegidos. Para qualquer organização que lide com conteúdos sigilosos, ter essas orientações bem claras se torna algo indispensável.

A transformação digital trouxe, entre suas mudanças, a capacidade das empresas em lidar com o grande volume de dados que geram. Poder coletar, estruturar e analisar todo esse material é fundamental para gerar informação estratégica. No entanto, em meio a esse processo de rotina, os cuidados com a segurança da informação precisam ser colocados como prioridade.

Os dados estão por toda parte e são acessados a todo momento no dia a dia de gestão e operação de uma companhia. São informações internas sigilosas, além de dados sobre os clientes que a empresa tem. Independentemente do teor dessas informações, prezar pelo sigilo e pela proteção delas é uma necessidade e que passa por cada vez mais recursos à disposição.

Neste post o assunto será a segurança da informação! No conteúdo, falaremos detalhadamente sobre o tema, passando pelos tópicos:

Continue a leitura e saiba mais sobre o assunto!

O que é a segurança da informação e qual é a sua importância?

Segurança da informação se trata de práticas e parâmetros que uma empresa implementa em sua rotina para garantir que seus dados estejam sempre protegidos. A necessidade é manter esse conteúdo armazenado corretamente e sempre bloqueado para acessos indevidos.

Tratam-se de informações estratégicas das atividades da empresa e também de terceiros, o que demanda essa proteção em altos níveis. Há sempre duas possibilidades de vazamento de dados: práticas inseguras na operação, geralmente ocasionadas pelos próprios colaboradores, ou ataques maliciosos, feitos por invasão ou por meio de softwares, como os ransomwares.

Para chegar a esse nível de segurança, no entanto, é necessário realizar investimentos. Uma infraestrutura digital de proteção passará pelo uso de sistemas especializados e plataformas específicas. Porém é sempre importante pensar de maneira estratégica: o custo de implementação de tecnologias de segurança é menor do que o prejuízo de perda de dados.

A importância da segurança da informação

O momento atual marca na história a era em que a informação realmente se tornou um ativo de extremo valor para a empresa. O que impulsionou esse cenário foi, naturalmente, a transformação digital. Nos novos ambientes, os dados são gerados o tempo todo, sempre servindo como um rastro de todas as demandas executadas na empresa.

E-mails, Analytics, planilhas, documentos, dados de redes sociais e muitas outras fontes geram esses conteúdos quase que ininterruptamente e diariamente. Para a empresa, fazer essa captação de dados de maneira ativa é ter cada vez mais controle sobre as suas operações.

Os dados traduzem os resultados da empresa, seu desempenho diante do mercado e, principalmente, as preferências e hábitos do consumidor. Além disso, muito desse volume de informações que as empresas retêm e gerenciam são de seus clientes, por meio dos softwares de CRM. Sendo assim, a responsabilidade pela segurança aumenta mais.

As exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

A LGPD é a nova legislação nacional que as empresas já estão obrigadas a seguir há algum tempo. Trata-se de uma série de normas que obrigam qualquer organização a implementar padrões e práticas para preservar os dados do consumidor.

As regras estão relacionadas também aos níveis de uso e de governança dessas informações, incluindo os procedimentos adequados em casos de vazamento. Caso haja alguma consequência para o consumidor, as empresas estarão sujeitas a multas de até R$ 50 milhões, ou 2% do faturamento bruto, além das indenizações a quem teve informações vazadas.

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Quais são os princípios da segurança da informação

A segurança da informação tem bases que são consideradas seus princípios. Qualquer empresa que esteja preocupada em implementar políticas sólidas precisa ter esses conceitos como ponto de partida. Só assim é possível garantir a segurança ampla e, principalmente, com a funcionalidade que as organizações necessitam. Veja a seguir quais são os princípios!

Confidencialidade

A confidencialidade, como o nome sugere, preza pela restrição de acesso aos dados apenas a quem realmente tem trabalho a fazer diante deles. A partir disso, é entendido que toda informação gerida pela empresa é confidencial amplamente, sendo liberada apenas para pessoas autorizadas.

Integridade

Todos esses dados precisam também ser inviolados, ou seja, se manterem íntegros em relação à sua forma e estrutura inicial. Qualquer alteração pode ser considerada maliciosa, ou seja, faz com que essa informação perca totalmente a sua validade.

Disponibilidade

Tão importante quanto proteger, é manter os dados sempre disponíveis. Por mais que seja exigido um nível de segurança alto, é fundamental ter as informações em esquemas de fácil acesso e disponíveis em servidores que se mantenham estáveis.

Autenticidade

Qualquer pessoa que acesse esses dados ou faça algum tipo de uso deles, a qualquer momento, precisa passar por um processo de autenticação. Essa é uma forma de manter o controle de pessoas autorizadas a gerenciar e operar as informações, evitando acessos indevidos.

Quais são os 6 padrões de segurança que se deve aplicar em uma empresa?

Para garantir a segurança de dados é necessário estabelecer padrões que realmente funcionam no dia a dia. São tecnologias e técnicas que se mostram fundamentais para que haja a proteção tanto interna — com boas práticas de colaboradores —, quanto externa, quando há a tecnologia em prol da proteção contra atividades maliciosas.

A seguir, veja quais são esses padrões, de que forma eles podem ser aplicados na rotina da empresa e de que maneira eles se fazem fundamentais!

1. Política de segurança

Políticas de segurança são as definições básicas das práticas que os colaboradores da empresa precisam manter na sua rotina. São indicações quanto às ferramentas utilizadas e as melhores atitudes, além de orientar quanto às ameaças que existem ultimamente.

Baseada em todos esses fatores, as políticas de segurança são exigências fixas e que devem orientar toda a operação da empresa. É fundamental divulgá-las amplamente e, sempre que necessário, atualizá-las.

2. Backups recorrentes

Os backups são importantes para manter todos os dados protegidos, especialmente no caráter de prevenção. Nunca se sabe quando uma possível invasão ou um problema técnico vai impactar os registros da empresa e fazer com que eles sejam perdidos.

No entanto, os backups só terão real validade se forem mantidos dentro de uma rotina de recorrência. Tudo depende do nível de dados gerados pela companhia, ou seja, pode ser necessário fazer backups até mesmo diariamente, já que novas informações surgem a todo momento.

3. Criptografia de dados e senhas

A criptografia é uma prática que garante que informações estejam sempre protegidas por uma combinação de padrões que só pode ser decodificado por pessoas autorizadas. Uma senha, por exemplo, é uma informação que só compete ao gestor da plataforma e ao usuário. O que garante que ela esteja sempre restrita é justamente essa criptografia.

Quanto aos dados, eles também precisam estar devidamente criptografados. Esse parâmetro de segurança da informação impede que invasores tenham acesso direto e claro à informação. A criptografia funciona como uma verdadeira máscara que esconde o conteúdo original das informações, liberando apenas para quem tem autorização.

4. Controle de acesso

Os níveis de acesso também são muito importantes, já que podem ser aplicados em, basicamente, qualquer plataforma ou sistema utilizado na organização. Nem todo colaborador precisa ter amplo acesso às informações que a empresa gerencia e armazena. O ideal é que cada um só tenha liberdade para checar o conteúdo que seja referente ao seu trabalho.

Por conta disso, o controle de acesso é um parâmetro de segurança de grande importância e que faz esse trabalho restritivo. Cada um só tem a liberdade para consultar os dados aos quais está devidamente autorizado, algo que é configurado pelos níveis de acesso.

5. Restrição do uso de drives de armazenamento

Parece algo simples, mas é muito decisivo para manter práticas seguras quanto às informações das empresas. Pendrives, HDs externos e outros drives de armazenamento são um prato cheio para falhas, vírus e outras brechas para infectar computadores e instalar softwares maliciosos, ainda que isso não seja feito propositalmente.

Nem sempre esses drives estão devidamente atualizados, o que faz deles vulneráveis a arquivos que podem causar danos. Além disso, restringir o uso dos drives também garante que colaboradores não transfiram informações estratégicas de computadores autorizados para outros pessoais.

6. Computação em nuvem

A computação em nuvem é uma realidade concreta e presente na rotina das empresas. Ela é responsável por armazenar informações em um ambiente externo e totalmente online, sem a necessidade de que dados estejam salvos em HDs. Tirar essas informações de ambientes físicos é uma das bases da segurança da informação atualmente.

Sistemas de gerenciamento e análise de dados já seguem esse parâmetro, funcionando como Platform as a Service (PaaS), ou seja, uma plataforma online e que entrega o serviço sem precisar ser instalada. O modelo evita invasões físicas ou perdas de dados por problemas técnicos. As nuvens são criptografadas e têm parâmetros de acesso extremamente seguros.

A segurança da informação precisa ser prioridade em empresas que têm os dados como o centro de sua gestão. Protegê-los e garantir que estejam sempre criptografados, acessíveis e restritos é uma prática cada vez mais comum e, praticamente, obrigatória.

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