Por Kellison Ferreira

Publicado em 20 de março de 2019. | Atualizado em 9 de dezembro de 2019


Tipos de lideranças distintos são fundamentais para lidar com segmentos diferentes no mercado. Uns precisam de mais flexibilidade, enquanto outros precisam aplicar estratégicas com maior rigor. Essas diferenças são marcantes e podem ser facilmente identificadas.

Estar à frente de equipes de trabalho é um desafio para quem ocupa essa posição. É natural que as características pessoais impactem na maneira como essa situação é conduzida, assim como a estratégia da empresa também influencia.

Em meio a diversos fatores, os diferentes tipos de liderança se mostram democráticos e capazes de funcionar em cenários distintos.

O mundo corporativo abre espaço para que pessoas com diferentes visões de trabalho e relação interpessoal estejam na posição de liderança. Isso faz com que haja perfis de vários tipos, uns mais efetivos, outro menos, mas sempre com perspectivas de trabalho bastante específicas.

Os diferentes mercados também podem direcionar essa abordagem, algo que precisa ser considerado!

Neste conteúdo mostraremos os principais tipos de liderança, como os gestores conduzem esses estilos e de que maneira elas podem ser efetivas. Veja também como identificar qual é o seu perfil de líder!

Quais são os diferentes tipos de liderança?

Líderes têm distintos tipos e níveis de habilidades gerenciais, o que impacta a maneira como eles lidam com seus cargos em diferentes empresas. É natural que haja modelos de gestão diferentes, e isso é o que faz com que uma pessoa esteja capacitada a entender as necessidades do seu mercado e, principalmente, das pessoas que comanda.

Uns mais, outros menos efetivos, esses direcionamentos de liderança precisam ser devidamente entendidos, já que são aplicados em empresas de segmentos variados.

A seguir, confira os principais tipos de liderança que podem ser observados atualmente, suas bases teóricas e quais são as características do gestor que se encaixa em cada um deles.

1. Liderança democrática

As lideranças democráticas são direcionamentos em que há maior participação o time no processo de decisão ao qual o gestor precisa lidar de forma constante.

A base dessa gestão é justamente permitir que todos os colaboradores possam projetar seu trabalho nos rumos que o departamento, ou empresa, tomará em sequência.

A importância dessa liderança é justamente valorizar quem compõe o processo de desenvolvimento dos trabalhos implementados. Assim, se o colaborador que está mais abaixo na hierarquia tem voz nas decisões, naturalmente seu trabalho será mais engajado.

Essa abordagem democrática faz com que todos possam ter voz nas opções que o líder coloca como viáveis.

Esse tipo de gestor tem maior contato com seu time, delegando tarefas estratégicas e envolvendo melhor todos os colaboradores. Para ele, mais do que resultados, é importante desenvolver pessoas e permitir que elas tenham voz, já que participaram do processo.

Geralmente, esses líderes colocam decisões mais abertas para que haja um consenso, o que depende da participação de todos.

2. Liderança autocrática

Em contrapartida da liderança democrática, há aqueles líderes que não estão próximos de seus colaboradores e, mais do que isso, não os envolvem no processo decisório.

Há muitos direcionamentos que precisam ser feitos na rotina de empresas, dos mais simples aos estratégicos, mas nenhum deles têm a participação dos colaboradores no modelo autocrático de liderança.

Basicamente, se trata do seguinte esquema: o gestor define e a equipe apenas tem que acatar o que foi solicitado por quem ocupa cargos de liderança.

Essa não é uma abordagem das mais amigáveis e que prezam pela integração, por isso, há sempre as chances de insatisfação. Quanto maior democrática a gestão, maiores as chances de funcionários se manterem engajados e motivados.

Nesse cenário, não parece que os líderes têm preocupações com o desenvolvimento profissional e pessoal de cada funcionário. Ele toma as decisões que bem entende, baseado na sua análise, sem que haja um aprofundamento no entendimento de como essas ordens vão impactar os funcionários. Essa é uma abordagem que raramente se faz efetiva!

3. Liderança transacional

Abordagem interessante, a liderança transacional é dedicada a trabalhar no estímulo do desempenho do colaborador, estipulando metas mínimas para ele.

A princípio, isso é bem-visto, uma vez que ajuda no engajamento, já que o funcionário sabe que tem algo em troca do seu esforço. No entanto, não para só nisso: o direcionamento de esforços é o principal ponto positivo!

Quando um líder transacional impõe as condições, ele ajuda os colaboradores a entenderem qual deve ser o ponto de partida de seus trabalhos. Isso é uma forma de classificar a relevância das demandas e, de forma clara, aplicar um esforço estratégico ao que os funcionários entregam.

Os exemplos mais comuns da aplicação são em equipes de marketing. Com suporte de um CRM, por exemplo, é possível definir um número mínimo para o objetivo de capturar leads, ou de enviar emails aos prospects. Se alcançado o objetivo, esses colaboradores são premiados com um bônus que foi definido e informado antes de um período, como um trimestre.

4. Liderança Laissez-Faire

Entre os principais tipos de liderança, esse é um dos que mais merece atenção. O nome vem do francês, que significa algo como “deixe fazer”, que indica bem como é a abordagem: os colaboradores têm mais autonomia e poucas regras para seguirem.

Essa liderança é focada em dar a liberdade para que o time consiga trabalhar nos seus termos, e assim conseguir bons resultados.

Naturalmente, essa liderança não é recomendada para qualquer tipo de empresa. Para agências criativas, por exemplo, a maior autonomia pode funcionar muito bem como um estímulo ao trabalho de profissionais criativos.

Menos regras e imposições representam maior flexibilidade e dedicação a pensar em soluções e conceitos que tragam o que a empresa busca em cada projeto.

Na prátia, esses líderes, muito comuns em startups, adotam um modelo empresarial com poucas regras com questões como prazos e horários. É uma forma de oferecer tranquilidade para que o funcionário alcance seus objetivos sem muita pressão.

No entanto, é preciso saber equilibrar essa relação, justamente para evitar a estagnação de cada um e garantir a entrega das demandas.

Você também pode se interessar por este conteúdo!
👉 O que é pipeline de liderança e quais as principais competências

5. Liderança carismática

Grandes líderes empresariais, políticos e pessoas importantes de diferentes segmentos têm a proposta da liderança carismática como sua forma de lidar com seus comandados.

A ideia é envolver a equipe de trabalho em prol de objetivos, porém, fazendo com que elas tenham uma perspectiva específica. Para isso, o relacionamento interpessoal precisa ser impecável!

Essa liderança exerce uma influência positiva, de modo que se torna revolucionária à forma como as equipes viam suas missões dentro da estratégia empresarial.

Lideranças desse tipo também têm a dedicação para propor valores específicos, esses que passam a ser compartilhados por quem está mais abaixo na cadeia hierárquica empresarial.

Geralmente, líderes carismáticos são inspiradores, sabem fazer a mesma língua de seus colaboradores e se mostram bastante próximos dessas pessoas.

Assim, há uma transmissão mais segura de ideias, o que interfere positivamente nesse entendimento dos valores que precisam ser seguidos. O carisma inspira um dos tipos de lideranças mais eficazes que se pode aplicar!

6. Liderança estratégica

Para quem não quer errar, a liderança estratégica é aquela em que se projeta os objetivos que a empresa tem e de que forma eles podem ser alcançados.

Quem se posiciona dessa forma está sempre baseado em resultados e dados, pensando de que maneira eles podem ser otimizados e de que forma a equipe de trabalho pode ser envolvida nesses esforços.

Líderes estratégicos estão prontos não só para desenvolver a empresa, mas também dedicam seu trabalho a entender de que maneira cada colaborador pode crescer nesse processo.

Nesse cenário, o gestor deve garantir que haja um ambiente de trabalho saudável, com colaboradores cientes de seu papel para a estratégia e que trabalhem em prol do desenvolvimento da companhia.

Equilibrar e conduzir essa relação de interesses se torna algo mais fácil quando o líder usa as ferramentas certas. A análise SWOT, por exemplo, ajuda a entender as fraquezas, o que a empresa tem de vantagem e como se proteger e aproveitar oportunidades diante dessas perspectivas.

Além disso, a definição da estratégia também se faz de forma responsável, preservando todas as partes.

Como identificar seu estilo de liderança?

Independentemente se você é uma liderança feminina ou masculina, é importante conhecer um pouco mais de si próprio. Entender suas características pode ser uma interessante maneira de desenvolver melhor seu perfil, escolher um caminho de gestão ou simplesmente melhorar sua atuação.

A seguir, veja como fazer uma autoanálise eficiente e entender como seu perfil se encaixa nos diferentes tipos de liderança que você viu neste conteúdo!

Avalie seu relacionamento interpessoal

Um bom líder precisa saber lidar com as diferentes personalidades e características profissionais dos colaboradores. Se você tem bom relacionamento com eles e gosta de ouvir suas percepções sobre as decisões, isso pode ser positivo.

Quem tem essas características está pronto para ser um líder carismático, democrático e bem justo na abordagem estratégica.

Observe seu nível de flexibilidade

Respeitando limites, líderes flexíveis sabem lidar com as necessidades de cada profissional, considerando o segmento e as exigências do trabalho. Isso garante que você seja bem-sucedido ao gerir equipes de trabalho.

Do contrário, seu perfil pode chegar perto da liderança autocrática. A flexibilidade também significa mais autonomia ao colaborador, como no modelo Laissez-Faire.

Entenda como você lida com objetivos

Objetivos são sempre importantes, mas é preciso ter equilíbrio ao colocá-los à frente da maneira como seus colaboradores vão trabalhar. Ao mesmo tempo em que prioriza esses resultados, é preciso saber dar as condições que sua equipe precisa.

Se você consegue balancear esses fatores e ainda ir atrás de desenvolvimento, certamente você tem um perfil estratégico!

Os diferentes tipos de liderança são vistos em várias áreas de trabalho, umas funcionando melhor do que as outras. Cabe a cada gestor entender quais são as exigências do seu segmento e, dessa forma, aplicar um perfil que seja ideal considerando interesses da empresa e o colaborador.

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  19. Sergio Antonio Meneghetti disse:

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  20. Renan disse:

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  22. Rock Content disse:

    Ei Jefferson. O mercado de SEO ainda é relativamente novo no Brasil. Especialmente o SEO de qualidade.
    Essas coisas ainda acontecem, mas a cada dia ficará mais difícil de se deparar com esse tipo de coisa. O Google pensa na experiência dos usuários.

    Por exemplo, se você procurar palavras-chave relevantes no mercado de marketing digital, dificilmente encontrará resultados que não são de blogs de qualidade como o marketingdeconteudo.com, resultados digitais ou viver de blog, por exemplo.

    Quando os conteúdos de qualidade começarem a ganhar força nos demais mercados, esse tipo de site tende a perder o seu espaço.

  23. Rock Content disse:

    Que bom que gostou João! Espero que te ajude bastante!

  24. Andre Mousinho disse:

    Que bom que gostou Sergio!

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