9 aprendizados em 120 dias em um cargo de liderança da maior empresa de marketing de conteúdo da América Latina

120 dias de liderança

    Os últimos 120 dias tem sido uma loucura! Sem dúvida, foi o período em que dei início ao maior desafio profissional que recebi (até agora).

    Com toda correria e dedicação, assumir a supervisão de um time da Rock Content foi, com certeza, uma das melhores decisões que já tomei. Desde então, aprendi muita coisa que nem imaginava.

    Dentre elas, nove se destacaram e agora compartilho essa lista com vocês.

    1) O que você sabe nunca é o suficiente

    Se você chegou a ocupar um cargo de gestão é porque, no mínimo, já apresentou resultados satisfatórios para a empresa até então e seus líderes acreditam que você tem conhecimento suficiente para ocupar essa vaga.

    Mas não se engane. Você não sabe o suficiente, simplesmente porque (1) é impossível e (2) aprender um pouco todos os dias é algo essencial, principalmente se você trabalha em uma empresa como a Rock.

    O ambiente da Rock é propício ao aprendizado, há ideias sugeridas diariamente vindas de pessoas muito incríveis. Mas isso também não é o suficiente. Conversar com os colegas, escutar seus liderados, ler artigos diariamente, comprar livros, assistir webinars, ir a palestra: tudo isso isso se prova cada vez mais necessário.

    Se você não se esforçar muito, e diariamente, você e o seu time inteiro vão ficar para trás. O Edmar Ferreira, nosso CEO, costuma dizer que “nós somos muito bons para o que fazemos hoje, mas não para o que vamos fazer amanhã”.

    2) Confiar no seu time é essencial

    No meu primeiro dia como supervisora, eu poderia ter me desesperado facilmente. 85% do meu time era formado por novatos.

    Essas pessoas, que estavam na Rock a pouco mais de um mês poderiam ter se tornado a maior dificuldade de gerenciar o time. Afinal, eles ainda não entendiam exatamente o que estavam fazendo, certo?

    Errado! Esse time me surpreendeu e não foi pouco. Eles mostraram pra mim e para os nossos clientes que não só dão conta do recado, como também superaram todas as expectativas. A força de vontade e sede por aprender um pouco a cada dia que essas pessoas têm são inspiradoras!

    Um obrigado especial para Clarissa, Michele, Tchelo, Marcela, Bruno e TomTom!

    3) O que importa é o resultado (e o caminho para chegar até ele)

    Se você não entrega resultado para a empresa como analista, já existe motivo para preocupação. Quando você é responsável pelo desempenho de um grupo de pessoas então, nem se fala! Você precisa ser movido por bons resultados.

    Isso não quer dizer que nada mais importa. Os problemas pessoais, a dificuldade de um membro da equipe, os objetivos de carreira de cada um… Tudo isso importa e muito! Nada pode ser ignorado.

    Então, o segredo é encontrar uma forma de fazer com que todas essas questões estejam bem resolvidas (com você e com cada membro da equipe) para que o time consiga alcançar bons resultados. É meu papel garantir que o ambiente seja propício à motivação e desenvolvimento, seja no 1on1, reunião de time ou em pequenos momentos do dia a dia em que alguém possa encontrar qualquer impedimento.

    Se você criou um ambiente incrível, mas ninguém conseguiu entregar bons resultados, de nada adianta. Mas se você passou por cima de todos para conseguir bons resultados, esse resultado não é considerado como bom.

    4) Os números são seus melhores amigos

    O aprendizado anterior me leva diretamente a esse. Como é possível avaliar o desempenho de uma pessoa ou de um time, se você não se basear em números.

    • “Fulano atrasa muitas entregas”. Quanto?
    • “Os clientes amam Ciclano pela qualidade dos conteúdos entregues”. Qual é a média dos textos avaliados por ele?
    • “A métrica X métrica é irrelevante”. O último relatório mostra que Y% dos cancelamentos da empresa no último mês eram de projetos com X% de meta não batida, o que transforma esse número em um indicador importantíssimo”.

    É comum questionar algumas decisões tomadas pela empresa em que trabalhamos, mas quando você trabalha em um local em que as decisões são baseadas em dados e informações concretas, a tomada de decisão passa a ser inquestionável.

    Dessa forma, também fica muito mais fácil guiar o time na direção certa, pois eles entendem exatamente o que levou cada mudança a ser realizada e confiam em você em cada decisão.

    Além disso, por ter clareza sobre como são avaliados, os membros da sua equipe sabem exatamente o que fazer para serem reconhecidos dentro da empresa e alcançar seus objetivos pessoais.

    5) Inove, mas não se esqueça de ouvir a voz da experiência

    É muito comum querer transformar todo um departamento quando você assume a liderança desse time. Afinal, inovação é sempre bem vinda e essa é a hora de colocar todas as suas ideias em prática.

    O que aprendi em relação a isso é que todas as ideias são bem vindas. O ideal é planejar todo o futuro do time como se não houvesse limitações. O importante é ter clareza de tudo que a equipe é capaz e propor novos serviços e produtos para a empresa.

    A maior parte das suas ideias serão aceitas com entusiasmo. Mas quando ouvir um “esse não é o momento ideal” ou “eu imagino outro caminho para o time”, confie nos seus líderes. Afinal, eles estão ali por uma razão.

    Discuta, entenda os motivos, acompanhe o raciocínio e compreenda exatamente quais são os próximos passos para a partir daí entender qual é o seu papel e como você pode ajudá-lo a alcançar os objetivos já traçados.

    6) A forma como você se comunica é tão importante quanto a forma como você faz

    Uma das habilidades mais importantes para uma pessoa em um cargo de gestão é a boa comunicação. Ela é tão importante quanto a capacidade de tomada de decisão estratégica.

    Você pode até desenvolver uma nova forma de avaliação para a equipe que vá beneficiá-los de forma significativa, mas se essa mudança não for comunicada da maneira certa, tudo pode ir por água abaixo.

    É preciso mostrar como e por que cada uma das decisões foi tomada, deixando claro quais são os objetivos da empresa a curto, médio e longo prazo e quais serão os impactos na vida de todos, para que eles também possam se preparar e estar abertos às mudanças.

    7) Se importe pessoalmente, desafie diretamente

    Desde que assumi o cargo, procurei estudar ao máximo sobre gestão. Um dos primeiros livros que me indicaram foi o Radical Candor. Praticamente todas as pessoas com quem eu conversava me indicava essa leitura.

    Foi só iniciar o livro que tudo fez sentido. “Se importar pessoalmente e desafiar diretamente” deveria ser o lema de todos os líderes.

    Quando seu trabalho é garantir que as pessoas cumpram o trabalho delas da melhor forma possível, só é possível alcançar esse objetivo quando você se preocupa realmente com cada membro individualmente – entendendo a fonte de motivação, entendendo suas dificuldades, garantindo um ambiente propício, etc – e dizendo de forma direta e objetiva o que ela faz de melhor e de pior – por meio de feedbacks, traçando planos de ação e acompanhando o desenvolvimento diariamente.

    Caso contrário, essa pessoa nunca vai se sentir motivada ou entender com clareza seus pontos fortes e fracos.

    8) Encontre a fonte de motivação de cada membro da equipe

    E para garantir que esse lema seja colocado em prática, é preciso entender a fonte de motivação de cada um na equipe.

    Existem algumas características gerais que são essenciais para ocupar uma função de trabalho, mas é importante lembrar que isso não faz com que as pessoas sejam iguais. Elas não se comportam da mesma maneira e têm os mesmos interesses, apesar de terem habilidades parecidas.

    É essencial encontrar a fonte de motivação de cada um e trabalhá-las individualmente para que todos se sintam confortáveis ao exercer seu trabalho e criar um ambiente que todos valorizem e se sintam à vontade para crescer.

    E você só vai descobrir quais são essas fontes de motivação conversando e se tornando realmente próximo de cada membro do time.

    9) Errar faz parte do processo

    Como em todo e qualquer desafio, quebrar a cara faz parte do processo. Cometer um erro significa ter uma oportunidade de aprendizado, não como fracasso.

    Conto com o apoio incomparável dos meus líderes para exercer um trabalho melhor a cada dia, me orientando e me desenvolvendo pouco a pouco. Mas, de fato, a maior parte desses aprendizados só foram absorvidos após cometer um erro.

    Faz parte do processo como membro da equipe e do crescimento desse lugar que tenho tanto orgulho de dizer que “não é só mais um emprego”, que é a Rock Content.

    Que venham os próximos dias e os próximos desafios!

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