Por Redator Rock Content

um de nossos especialistas.

Publicado em 20 de setembro de 2019. | Atualizado em 26 de agosto de 2020


Empresas de todo o mundo estão investindo na sinergia entre SEO e UX para conquistar a atenção dos visitantes de seus sites e se destacar em um mundo digital cada vez mais concorrido. Neste artigo, explicaremos detalhes desses dois conceitos trabalhando juntos!

Por muitos anos, estar entre as primeiras posições nos mecanismos de busca foi sinônimo de usar repetidamente palavras-chave e executar estratégias agressivas de link building, focadas apenas na quantidade de links.

No entanto, mudanças nos algoritmos e no comportamento do usuário abalaram a estratégia e fizeram as empresas abandonarem sua zona de conforto. Assim, o SEO ganhou um irmão: o UX.

Neste post, vamos mostrar como os dois se combinam dentro de uma estratégia de Marketing Digital para reter usuários e tornar a experiência deles em um site altamente positiva. Falaremos dos seguintes pontos:

SEO e UX: o que significam esses conceitos?

SEO significa Searching Engine Optimization e UX é a abreviação de User Experience. A seguir vamos explicar os conceitos separadamente, para que você entenda melhor.

SEO (Otimização de sites)

O Search Engine Optimization, ou Otimização para Motores de Busca, abrange uma série de ações aplicadas nas páginas da web para alcançar boas posições na lista de resultados dos mecanismos de busca.

O SEO concentra seus esforços em influenciar a inteligência artificial responsável por analisar e avaliar a qualidade de um site para indexá-lo e classificá-lo nas páginas de resultados.

Essa análise baseia seus resultados em características técnicas (como otimização de palavras-chave, número de links, URLs amigáveis, entre outros ) e características de facilidade de uso — como formato do conteúdo, tempo de carregamento da página, web design responsivo, além de outros fatores.

UX (Experiência do Usuário)

A UX centraliza suas ações no usuário. Tudo gira em torno da experiência que as pessoas têm ao interagir com um produto, serviço ou marca.

Como os usuários reagem ao passar por determinada experiência? O que pode ser melhorado para torná-la mais agradável? Essas são as principais perguntas que a disciplina responde.

Por meio do UX, as empresas buscam resolver os problemas de seus usuários por meio de uma interface funcional e ao mesmo tempo atraente em termos de acessibilidade, design e conteúdo.

Por que SEO e UX se reúnem em uma estratégia de posicionamento na web?

Se algo hoje ficou muito evidente no SEO, é que não se trata de tecnologia, mas de pessoas.

Os profissionais da área perceberam que, gradualmente, os mecanismos de busca estavam analisando o comportamento dos usuários para entender o que realmente era importante para eles, a fim de oferecer aos visitantes a melhor experiência possível.

Assim, os algoritmos começaram a levar em conta métricas diretamente relacionadas à experiência do usuário, como:

  • velocidade de carregamento;
  • tempo de permanência na página;
  • taxa de rejeição;
  • CTR (proporção entre impressões e cliques).

Esses números, com base no comportamento do usuário, indicam se as pessoas estão encontrando o que procuram e se o que elas encontram é fácil e agradável de consumir.

Em um exemplo prático: se um usuário navega sem esforço pelas páginas do seu site, interage com seus links, realiza ações e permanece muito tempo, a inteligência artificial dos mecanismos de busca entende que você oferece ao usuário uma boa experiência. Assim, ela favorece a sua classificação, dando-lhe melhores posições.

As 7 facetas da experiência do usuário no SEO

Para entender melhor a relação entre os dois termos, vamos falar de um conceito bastante conhecido no UX e desenvolvido por Peter Morville, presidente da Semantic Studios.

Segundo Morville, é necessário aplicar sete componentes na otimização de um sitepara proporcionar uma boa experiência do usuário. São eles:

  • útil: o conteúdo de uma página da web deve ter utilidade para o usuário;
  • utilizável: a página deve ter facilidade de uso e fornecer o que o usuário espera;
  • desejável: o site deve apresentar elementos (imagens, identidade, marca, sons, animações) visualmente atraentes e que incentivem a interação, fator bastante relacionado à interface do usuário;
  • localizável: de uma maneira simples, é o objetivo do SEO fazer com que os usuários encontrem o site de maneira simples e prática;
  • acessível: o site deve estar acessível a todos os usuários, independentemente das condições em que eles se encontrem;
  • valioso: o conteúdo desenvolvido em um site deve oferecer valor aos usuários;
  • confiável: a página da web deve transmitir autoridade sobre o assunto para que os usuários confiem no conteúdo desenvolvido.
Redesign de SitesPowered by Rock Convert

Quais são os benefícios de oferecer um bom UX?

Se você chegou aqui, já entendeu que a experiência do usuário está diretamente relacionada ao posicionamento do mecanismo de busca. No entanto, esse não é o único benefício da User Experience.

A interação positiva dos usuários com o seu site dará a eles uma sensação de satisfação que melhorará a percepção do público em relação à sua marca.

Além disso, quando falamos de negócios on-line, as vendas são outro segmento que usufrui das vantagens do UX, uma vez que a boa usabilidade afeta diretamente a taxa de conversão.

Em longo prazo, a experiência do usuário reduz os custos com o atendimento ao cliente, pois os visitantes poderão acessar as informações e cumprir seus objetivos de maneira fácil e intuitiva, sem a necessidade de consultar os serviços de ajuda.

Quais erros de SEO e UX você deve evitar no seu site?

Para não cometer alguns erros básicos, fizemos uma lista dos 4 principais que você deve evitar para não prejudicar a criação do seu site desde o início.

1. Não pensar como o usuário

Esse erro geralmente é o mais comum durante a criação de um site. Lembre-se: o site que está sendo desenvolvido não é para você, mas para o público da sua empresa. São eles que determinam como as informações e o conteúdo devem ser apresentados, de acordo com suas preferências e seus comportamentos de navegação.

Para entender seu usuário, você deve primeiro saber quem está realmente interessado no que você oferece. Sua pergunta principal deve ser “Para quem vamos criar o layout?”. Técnicas decriação de buyer personas ajudarão você a responder essa pergunta.

Um exemplo de site que não deu destaque ao usuário é o RyanAir, que oculta o botão “Não quero seguro de viagem” na página de reserva de bilhetes e o coloca em um lugar difícil de ser achado.

2. Criar seu site sem design responsivo

Basta olhar em volta por alguns minutos para entender a importância do design responsivo. As pessoas estão continuamente online, de modo que a facilidade de acessar a web via celular transformou esse recurso no principal elemento de conexão.

Segundo a Adobe, em média, os usuários usam seus celulares a cada 5,6 minutos durante o dia. O que aconteceria se essas pessoas tentassem acessar a sua página e não conseguissem visualizá-la?

O acesso em dispositivos móveis requer atenção especial. Os usuários, bem como os mecanismos de busca, desejam encontrar informações de maneira ágil. Porém, usar o mesmo design aplicado à área de trabalho pode transformar essa experiência em algo extremamente irritante.

Por esse motivo, sempre é bom pensar constantemente em decisões de design simples e inteligentes para a navegação móvel do público. Inclusive, mais da metade das pesquisas no Google são feitas a partir de dispositivos móveis, portanto, deixar de lado a otimização técnica para smartphones é um erro grave.

3. Esquecer-se das métricas

Garantir uma navegação bem-sucedida no seu site e aumentar a possibilidade de ele aparecer entre os primeiros resultados só é possível se você estudar bem suas métricas e, é claro, tomar medidas de acordo com os resultados demonstrados. O Google Analytics inclui muitos dados para que você possa fazer essa análise.

De acordo com o SEMRush, o ranking dos mecanismos de pesquisa está relacionado principalmente a três métricas de UX. Uma delas são as visitas diretas, quando os usuários entram digitando o URL do seu site diretamente na barra do navegador.

Visitas diretas

Outra é o tempo de permanência na página, que indica quanto tempo os usuários permanecem no seu site após a entrada.

Por fim, a quantidade de páginas por sessão indica quantas páginas um usuário visita e lê toda vez que entra no seu site.

páginas por sessão

Esses números mostram se o público está tendo uma boa experiência de acordo com as técnicas de SEO e UX que você aplicou ou se devem ser feitas alterações. Por exemplo, se você perceber que as pessoas não ficam tempo suficiente na sua página inicial, alguns fatores podem estar causando o problema, como:

  • a palavra-chave de posicionamento não está relacionada aos seus produtos ou serviços;
  • há muita informação na página, o que pode confundir os visitantes;
  • os botões de CTA (call to action) não estão destacados;
  • sua página está inacessível para dispositivos móveis.

Há muitas razões que podem prejudicar a experiência do usuário, o que nos leva ao próximo erro.

4. Parar de realizar testes

Sempre há coisas a melhorar e adaptações a serem feitas de acordo com o comportamento do seu público e, por esse motivo, os testes se tornam fundamentais. Eles são a única maneira de descobrir o que está dando certo e tem boa aceitação pelo usuário e quais coisas não funcionam.

Teste a posição dos botões, os títulos, a localização dos produtos, as cores usadas e assim por diante. E, claro, certifique-se de acompanhar o que está testando, documentando as alterações para analisar os resultados.

Como reter usuários com a ajuda de SEO e UX?

Crie títulos apropriados e atraentes

Os títulos de uma página da web, também conhecidos como heading tags H1, H2, H3, entre outros, orientam aos visitantes no decorrer do conteúdo. Eles também são uma maneira de mostrar ao algoritmo do mecanismo de busca qual é o objetivo do seu site.

Assim, eles criam uma hierarquia lógica, organizando o conteúdo e facilitando a leitura, tanto para os usuários quanto para a inteligência artificial dos mecanismos de busca.

Para usar os títulos corretamente, é recomendável aplicar a tag H1 na parte superior da página, certificando-se de incluir palavras-chave nela. Somente uma heading tag H1 deve ser usada por página, respeitando as boas práticas de design e acessibilidade.

Use os outros títulos, de H2 a H6, para organizar a estrutura da sua página. Eles devem estar em ordem hierárquica para que os leitores do site e os algoritmos possam identificar com precisão o conteúdo do seu site.

Crie CTAs eficazes

As call to action, ou “chamadas para a ação”, são elementos visuais ou de texto essenciais se você quiser que seus visitantes interajam com o site, por exemplo, ao baixar conteúdo, fazer compras ou assinar a newsletter.

Muitos sites ainda deixam seus visitantes sem saber o que fazer enquanto navegam, o que acaba prejudicando a experiência. Por esse motivo, a escolha do melhor tipo de CTA faz toda a diferença. Assim, fatores como tamanho, cor, texto, identidade visual e posição devem ser cuidadosamente considerados.

Ofereça uma navegação intuitiva e natural

A navegação é uma parte crucial. Um site pode ser muito completo, mas é inútil se os usuários não conseguirem acessar as informações. A navegação deve ser intuitiva e natural, para que os visitantes consigam encontrar o que estão procurando, sem perder muito tempo pensando em onde clicar.

Ao organizar a estrutura do seu site, considere o uso de barras de navegação ou menus suspensos, caso seja um site mais robusto. Além de facilitarem a navegação, eles ajudam na indexação nos mecanismos de busca.

Para que um usuário encontre as informações desejadas, é indicado que ele não precise dar mais de quatro cliques. Manter essa estrutura simples também facilita a leitura dos mecanismos de busca.

Explorar novos formatos de conteúdo, como os interativos, também é uma excelente alternativa para reter a atenção dos visitantes e tornar a navegação ainda mais cativante.

Aumente a velocidade de carregamento

Motores de busca como o Google já anunciaram que a velocidade do site é um fator de classificação muito importante, especialmente na experiência móvel.

De acordo com dados do CrazyEgg, em 53% das vezes, os usuários de dispositivos móveis desistem de uma página que leve mais de três segundos para carregar. Existem muitas ferramentas que permitem analisar a velocidade de uma página, como o PageSpeed ​​Insights, do Google.

Ao inserir o URL, o recurso mede como o site pode melhorar seu desempenho e fornece sugestões específicas para reduzir o tempo de carregamento da página.

Não esqueça que nesta estratégia, tudo se resume a testar e conhecer profundamente o seu público. Quanto mais esforço você dedicar aos detalhes e à usabilidade do seu site, maior a probabilidade de você encantar os usuários da sua marca.

A verdade é que se você deseja agradar os mecanismos de busca, deve agradar aos usuários. E é exatamente por isso que SEO e UX andam de mãos dadas para criar uma experiência bem-sucedida.

Se você deseja otimizar ainda mais a experiência dos visitantes, conheça o UX Writing e descubra o poder das palavras em uma estratégia de User Experience!

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