Camila Casarotto

Redatora Freelancer da Rock Content

Publicitária e especialista em Marketing Digital, fascinada pelo poder das palavras, pela endorfina do esporte, pela energia da natureza e pelas lambidas dos cães.
17 publicações feitas.



Como fazer um teste de SEO para contratar um analista da área

Como fazer um teste de SEO para contratar um analista da área

Na hora de contratar um analista de SEO, você deve fazer uma boa descrição da vaga, analisar currículos e entrevistar candidatos. Mas sabe o que pode ser valioso nesse processo seletivo? O teste de SEO, que avalia os conhecimentos e as habilidades dos candidatos em otimizar um site.

Imagine que você já entrevistou alguns profissionais para uma vaga de analista de SEO. Eles mostraram que entendem do assunto, que são alinhados com a cultura da sua empresa e que estão empolgados com a oportunidade! E agora, como escolher o candidato certo?

Na área de SEO, alguns conhecimentos e habilidades — como auditar um site e pesquisar palavras-chave ― são essenciais para que o profissional desempenhe um bom trabalho.

Então, você pode lançar mão de uma ferramenta interessante no processo seletivo, sobre a qual vamos falar neste artigo: o teste de SEO.

É na prática que os candidatos vão mostrar que manjam mesmo do assunto e que sabem como levar um site ao topo do ranking! E é assim também que você vai identificar quem só estava de blá-blá-blá na entrevista.

Agora, então, vamos mostrar como você pode criar um teste de SEO eficiente e quais habilidades dos candidatos você pode testar. Acompanhe!

Como é o processo seletivo de um analista de SEO?

Quem já trabalha com SEO conhece o dia a dia da área e já sabe quais são as habilidades requeridas. Fazer auditorias de sites, pesquisar palavras-chave, monitorar a concorrência e analisar os indicadores de sucesso são apenas algumas atividades comuns.

Porém, um desafio aparece quando esse profissional se torna gestor ou gerente da área e precisa contratar uma pessoa para a sua equipe. Aí, não basta saber SEO ― é preciso saber contratar. Então, vamos ver agora algumas dicas básicas para o processo seletivo.

A contratação do melhor profissional começa lá na descrição da vaga, que deve explicar o que a empresa espera de quem ocupar aquele cargo.

No caso do analista de SEO, ele deve saber identificar oportunidades e executar ações para melhorar o rankeamento de um site, sempre de olho na experiência do usuário.

Com uma boa descrição de vaga, você já vai atrair candidatos mais alinhados com o que você espera. Mas o processo ainda é longo.

Depois, com os currículos em mãos, você já pode fazer um filtro com base no cumprimento de requisitos da vaga (inglês fluente, por exemplo), além de qualificações e experiências.

Em seguida, você tem duas opções:

  • fazer o teste de SEO antes das entrevistas;
  • entrevistar os candidatos e aplicar o teste apenas para os selecionados.

Na primeira opção, você pode encontrar candidatos superpreparados tecnicamente, mas que não estão alinhados à cultura da empresa ou que têm outros impedimentos.

Já na segunda opção, você pode gostar bastante da conversa com um candidato, mas depois descobrir que ele não tem as habilidades esperadas. Em qualquer caso, existe um risco que deve ser levado em conta no planejamento do processo seletivo.

Além disso, nas entrevistas, é importante perguntar aos candidatos sobre suas experiências. Em quais projetos já trabalharam? Quais resultados alcançaram? Quais desafios enfrentaram e como eles foram superados? Vale a pena explorar situações reais, que fogem das respostas prontas.

Quais são os pilares do rankeamento para planejar um teste de SEO?

Para fazer o teste de SEO, você deve começar com um planejamento. O que você quer avaliar nos candidatos? Quais habilidades e conhecimentos eles precisam demonstrar?

Em vez de começar a listar aleatoriamente as aptidões esperadas, preste atenção nos pilares do SEO, que podem ser assim resumidos:

  • tecnologia (rastreamento e indexação);
  • conteúdo (criação de conteúdo de valor);
  • autoridade (rede de links interna e externa);
  • experiência (expectativas do usuário).

O teste deve abranger todas essas áreas. Por exemplo: não basta avaliar a capacidade do candidato de indexar uma página se ele não estiver preocupado com a experiência que as suas ações geram para o visitante do site.

O SEO deve ser entendido como um conjunto de estratégias que se conectam, em que uma ação impacta na outra. Então, avalie essa percepção do todo no candidato.

Também é importante encaixar, nesses pilares, as prioridades da sua empresa. Por exemplo: se você já tem um bom trabalho de geração de conteúdo, mas precisa melhorar o link building, foque nas habilidades de criação de autoridade.

Quais formatos de teste de SEO você pode adotar?

No planejamento do teste, também é preciso escolher qual linha você vai seguir. É possível usar diferentes tipos de perguntas e abordagens, que devem ser escolhidas conforme os seus objetivos. Veja algumas ideias!

Tipos de perguntas

Cada tipo de pergunta tem suas vantagens e limitações, conforme a abordagem que oferece. Por isso, é bom pensar em um teste que mescle questões, para ter uma percepção mais completa sobre o candidato e extrair mais informações dele.

Veja alguns dos tipos de perguntas mais usados.

Questões de múltipla escolha

Esse modelo de questão, como usamos no nosso Quiz de SEO, apresenta algumas alternativas de resposta, mas apenas uma correta.

Ela é bastante prática e reduz o trabalho para quem está respondendo; então, pode ser interessante para não tomar muito tempo do candidato.

Por outro lado, como é objetiva, você não consegue avaliar a capacidade criativa nem de escrita da pessoa. Serve, basicamente, para aferir o conhecimento em determinado assunto.

Questões com checkboxes

Uma questão com checkboxes apresenta várias opções de respostas e mais de uma pode estar correta. Ela também pode ser usada para agilizar o teste de SEO, mas tem o mesmo problema de ser bastante objetiva e não permitir outras percepções sobre as habilidades do candidato.

Questões abertas

Em vez de apresentar respostas prontas, que tal fazer o candidato desenvolvê-las por conta própria? Assim, você tem uma resposta mais rica para avaliar o candidato e a sua capacidade de interpretação, argumentação e escrita.

Por outro lado, a resposta é subjetiva e pode até desvirtuar para outros temas que não interessam ao teste. Uma ideia é delimitar a resposta dizendo quais ferramentas devem ser usadas, por exemplo.

Situações de desafio

Aqui você pode trabalhar com questões abertas para abordar uma situação que poderia acontecer na sua empresa e questionar como o candidato a resolveria. Por exemplo: “Como você faria esse site ter mais tráfego orgânico do Google?”.

Assim, você pode avaliar a capacidade de formular estratégias e resolver problemas. Porém, também tem a possibilidade de obter uma resposta desvirtuada.

Tempo para finalizar

Você também precisa pensar no tempo que o candidato vai precisar para responder o teste de SEO. Ele fará o teste dentro da empresa? Em 1h ou 3h? Ou você o enviará por e-mail para ele fazer em casa e devolver em 3 dias? Lembre-se de adequar o tempo ao número de questões e à complexidade das perguntas.

Ferramentas

Pense também quais ferramentas os candidatos poderão ou deverão usar para responder o teste de SEO. Se você já utiliza algum software específico, pode ser interessante criar um acesso para eles usarem. Se não, vale a pena também pedir que eles digam quais ferramentas usaram.

Pagamento

Você deve pagar para o candidato que vai fazer o teste de SEO? Existem diferentes opiniões sobre isso, mas é importante pensar que, se o teste vai tomar bastante tempo do candidato ou se você vai usar as respostas dele no seu negócio, o pagamento é uma questão de ética.

Quais perguntas você pode fazer no teste de SEO?

Agora, você já deve estar com vontade de ver algumas perguntas que pode fazer no seu teste de SEO, não é mesmo? Então, vamos a alguns exemplos.

É interessante formular as perguntas dentro dos pilares do SEO que mencionamos anteriormente, para entender se o candidato tem um conhecimento integral da área.

Mas não esqueça que é importante montar o teste conforme os seus objetivos e focar nas habilidades necessárias para o cargo.

Tecnologia

Aqui nos referimos à tecnologia como todo conhecimento usado para fazer um site ser rastreável e indexável pelo Google, além de funcional para o usuário.

A intenção é avaliar se o candidato sabe como o buscador funciona, como diagnosticar e corrigir problemas que estão impedindo a indexação e como melhorar o entendimento do Google sobre as páginas.

Você poderia perguntar, por exemplo:

Como resposta, o candidato deveria dizer que elas servem para orientar o rastreamento do Google sobre a hierarquização dos temas abordados dentro de uma página.

Uma resposta mais aprofundada diria ainda que elas são tags do código HTML que identificam os títulos e intertítulos da página, sendo que h1 é o mais importante na hierarquia, seguido do h2 e assim por diante.

Eis algumas outras questões que podem entrar na sua avaliação dentro desse pilar:

  • Por que o site não está aparecendo no ranking do Google? Como você corrigiria esse problema?
  • Como o site usa dados estruturados? Por que isso é importante?
  • Quais práticas o Google considera como black hat?
  • Qual dessas estruturas de URL seria a melhor escolha de acordo com as boas práticas de SEO?
Você pode se interessar por esses outros conteúdos sobre tecnologia!

👉 Black Hat: como essa estratégia pode prejudicar seu site?

👉 Resultados omitidos no Google: saiba o que fazer para voltar a rankear

👉 Entenda o que são dados estruturados e sua importância

👉 URL: descubra o que é e como ela pode ajudar o seu negócio!


Conteúdo

Agora, você deve investigar se o candidato entende a importância do conteúdo para uma estratégia de SEO e se sabe aplicar as melhores práticas.

Isso envolve conhecer o funcionamento do Google, que busca sempre eliminar conteúdo de má qualidade dos resultados da busca e priorizar quem entrega relevância e valor aos usuários.

No quesito conteúdo, então, esta é uma pergunta que você poderia fazer no teste de SEO:

  • Este site foi punido pelo Google por conter conteúdo de baixa qualidade. O que identifica essa prática na página? Por que o Google dá essas punições?

Nesse caso, o candidato deve indicar práticas como a repetição excessiva de palavras-chave, títulos que não correspondem ao conteúdo, conteúdo copiado de outros sites e uso de links que direcionam para sites maliciosos.

O Google rebaixa o posicionamento de sites assim ou até os exclui do ranking porque prejudicam a experiência do usuário.

Basicamente, o Google quer dizer que você deve criar conteúdos com foco em pessoas, não no robô do buscador. Hoje, ele já é suficientemente inteligente para identificar práticas que tentam enganá-lo.

Veja ainda outras perguntas que podem entrar aqui:

  • Como você faria a pesquisa de palavras-chave para um blog? Por que esse procedimento é importante?
  • Como melhorar a escaneabilidade desse artigo de blog?
  • O que é LSI (latent semantic indexing)?
  • Quais são as orientações corretas para a criação de uma meta descrição?
  • Como a criação de personas pode ajudar na produção de conteúdo?
Dê uma conferida também nestes outros conteúdos:

👉 Pesquisa de palavras-chave: como mandar bem no SEO!

👉 Escaneabilidade: por que isso é tão importante para seu blog

👉 O que é semântica e por que ela é fundamental no Marketing Digital

👉 Meta Description: descubra porque ela é essencial para SEO!

👉 Persona: Aprenda o que são buyer personas e como criá-las


Autoridade

A construção de autoridade é essencial para a otimização de um site. Isso depende da sua parte técnica e da qualidade do conteúdo, que já vimos acima, mas está mais ligada ao relacionamento com outros sites.

O Google avalia a rede de links entre as páginas da web para entender quais são as principais referências para os usuários.

Quanto mais sites de qualidade e boa reputação direcionarem para as suas páginas, mais pontos você ganha com o buscador.

Com a questão abaixo, você consegue identificar se o candidato entende do assunto:

  • Quais estratégias você usaria para conseguir mais backlinks para um site?

Aqui a resposta pode ser bastante ampla, mas ajuda a perceber a capacidade do candidato de criar uma estratégia de link building eficiente e dentro das boas práticas do Google.

Ele pode mencionar ações como guest posts, co-marketing, assessoria de imprensa, criação de infográficos, análise dos backlinks de concorrentes, entre outras.

Outras questões sobre a criação de autoridade de um site são:

  • Esse site é indicado para uma estratégia de link building da nossa empresa?
  • Por que é importante diversificar os textos âncora dos backlinks para um site?
  • Qual é a função do atributo “nofollow” nos backlinks?

Experiência

Colocamos a experiência do usuário como um dos pilares, mas ela deve permear todos os outros. Todo analista de SEO deve entender que a maior prioridade do Google e de uma estratégia de SEO é a qualidade da experiência de busca, desde a página de resultados do buscador até a finalização de uma compra em um e-commerce, por exemplo.

Veja agora o que você pode perguntar:

  • Quais indicadores podem ser usados para avaliar a experiência do usuário em um site?

É importante saber perceber os sinais do usuário de que a experiência no site está sendo positiva.

Métricas do Google Analytics como o tempo de permanência, a taxa de rejeição e o número de páginas visitadas ajudam nessa percepção, e o candidato deve saber fazer essa avaliação.

Em um e-commerce, a taxa de abandono de carrinho também é um indicador importante.

Estas são outras questões que você pode fazer no teste de SEO sobre a experiência do usuário:

  • Esse site oferece uma boa experiência em dispositivos móveis?
  • Por que o Google considera a velocidade de carregamento como um fator de rankeamento?
  • Quais medidas você tomaria para melhorar a experiência do visitante desse site?
Separamos alguns outros conteúdos do blog sobre experiência do usuário:

👉 Mobile friendly: o que é e qual o impacto no rankeamento do Google

👉 Algoritmo do Google: aprenda como rankear em primeiro em 2019

👉 Experiência do usuário: entenda tudo sobre esse conceito


Outros fatores para avaliar no teste de SEO

Agora você já tem as informações para avaliar se o candidato tem as habilidades que você espera de um analista de SEO. Mas não é só isso que conta no teste.

Além das respostas, você também pode ficar de olho se a pessoa seguiu as orientações da avaliação e se foi pontual na entrega da atividade.

Essas questões revelam o nível de comprometimento e responsabilidade, comportamentos que serão essenciais no dia a dia do trabalho.

O teste de SEO é a única ferramenta de seleção?

Outra questão interessante a se pensar é esta: se o candidato não se sair bem no teste de SEO, você deve logo descartá-lo? Se fizer isso, talvez você dispense um ótimo profissional.

Imagine que você fez a entrevista antes do teste, gostou muito do candidato, acha que ele tem tudo para ser um ótimo profissional, mas ele errou a questão sobre “o que é um guest post”.

Por outro lado, um candidato que tirou 10 no teste parece não ter tantas habilidades sociais como o outro, que seriam indispensáveis para o cargo. Então, quem você escolheria?

O teste é uma ótima ferramenta para a seleção, mas você não precisa confiar nele cegamente.

É interessante trabalhar com o teste de SEO como um dos instrumentos de seleção, em conjunto com a análise de currículos, as entrevistas, as dinâmicas de grupo ou outras ferramentas que você pode usar.

Dependendo do que você precisa, talvez as experiências e habilidades sociais, por exemplo, pesem mais para a vaga que o conhecimento técnico. E essa avaliação só pode ser feita por meio da análise de diferentes instrumentos.

É interessante também notar que a curva de aprendizado de um conceito, uma ferramenta ou uma estratégia é muito mais rápida que uma mudança de comportamento ou traço de personalidade.

A própria empresa pode ensinar ou bancar um curso para o profissional contratado aprender a usar o Google Analytics, mas dificilmente consegue fazer uma pessoa introvertida se tornar extrovertida, por exemplo.

Portanto, o processo seletivo de um analista de SEO deve envolver várias ferramentas de recrutamento e seleção. O teste de SEO é um excelente aliado nesse processo, pois ele valida os conhecimentos que os candidatos têm e que são necessários para o cargo — e isso não seria possível apenas com currículos e entrevistas.

Mas, para ter sucesso na sua aplicação, é importante alinhá-lo aos seus objetivos, para que ele cubra os requisitos da vaga e ajude a contratar o profissional certo.

Agora, vale a pena você conferir também o nosso e-book sobre SEO: um guia completo para colocar as suas páginas nas primeiras posições do Google. Baixe gratuitamente!

Guia do SEO 2.0Powered by Rock Convert
Entenda as motivações do seu público com a metodologia Jobs to Be Done

Entenda as motivações do seu público com a metodologia Jobs to Be Done

Jobs to Be Done é uma metodologia para conhecer melhor os seus consumidores. Você já pensou que eles compram da sua empresa não pelo produto em si, mas pela tarefa que ele resolve? Essa é a perspectiva dessa metodologia. Entenda melhor agora!

Você acha que as pessoas compram uma roupa apenas para se vestir? Definitivamente não é só isso: elas podem buscar autoestima, status, conforto ou uma série de outros significados que um produto carrega.

Entender essas motivações é uma tarefa importante do marketing, que embasa todas as suas ações. E é para isso que a metodologia Jobs to Be Done foi criada.

Sob essa perspectiva, o que importa não é exatamente o comportamento de compra do público, que muitas vezes é o foco das pesquisas de marketing.

O ponto de partida é identificar o que o consumidor quer resolver na sua vida ― e, a partir daí, entender qual produto ou abordagem de marketing você deve usar como solução para ele.

Ainda não está claro o que é a metodologia? Estamos aqui para esclarecer tudo! Entenda agora o que é Jobs to Be Done, quais são as suas vantagens e como aplicar na sua empresa para ter mais resultados.

Siga conosco!

O que é a metodologia Jobs to Be Done?

Jobs to Be Done é uma metodologia para entender melhor o comportamento dos consumidores, a partir de uma mudança de perspectiva, com a intenção de tornar o marketing mais eficiente e a inovação mais previsível e lucrativa.

Ela funciona como uma lente, através da qual você observa os concorrentes e os consumidores de maneira diferente, centrada nas necessidades dos clientes.

Com essa lente, você não busca mais entender o que o público quer comprar: o que importa é o que ele quer resolver.

Essa perspectiva entende que as pessoas não compram visando o produto em si ― elas compram para ajudar a solucionar algo.

Os “trabalhos a serem feitos”, portanto, são situações da vida que os consumidores desejam mudar.

Um atleta precisa de mais motivação para correr? Então, ele compra um tênis para isso.

Um casal precisa se conhecer melhor? Jantar em um restaurante ajuda.

Uma família quer mais segurança? Adquire uma casa própria. E por aí vai.

Em geral, todas as tarefas que as pessoas precisam executar (ou jobs que precisam resolver) têm uma dimensão funcional, social ou emocional.

O tênis de corrida, por exemplo, é objetivamente feito para calçar o pé e correr. Porém, uma pessoa pode comprá-lo para resolver uma questão emocional: a motivação que ele provoca.

Cabe às empresas, então, identificar quais são os fatores motivadores do seu público e como os produtos e serviços podem ajudar a resolvê-los. Ao fazer isso, elas têm mais chances de criar soluções que terão sucesso no mercado.

De onde surgiu?

O conceito de Jobs to Be Done foi popularizado por Clayton Christensen, professor de Administração na Harvard Business School e conhecido pelos seus estudos em inovação.

Seu primeiro livro, “The Innovator’s Dilemma” (1997), tornou-se um clássico.

Intrigado com a questão da inovação, Christensen questionava no livro por que grandes empresas falhavam ao lançar novos produtos no mercado, que não atendiam às expectativas dos consumidores.

Mais adiante, a partir dessas reflexões, o autor escreveu um artigo para a Harvard Business Review, em 2005, chamado “Marketing Malpractice: The Cause and the Cure”.

O texto começa dizendo que 30 mil novos produtos são lançados todo ano. As empresas investem pesadamente em pesquisa e tecnologia, mas, ainda assim, mais de 90% desses lançamentos fracassam no mercado. Era preciso um novo modelo.

Então, ele oferece uma nova perspectiva para repensar a segmentação de mercado e a inovação.

A proposta é simples: basta olhar sob o ponto de vista dos clientes e entender que eles só querem resolver alguma coisa na sua vida.

Quando as pessoas se veem tendo que “fazer um trabalho” (ou get a job done), elas “contratam” produtos ou serviços para isso.

A tarefa do profissional do marketing, então, é entender quais “jobs” surgem na vida dos clientes periodicamente e projetar produtos e experiências que sirvam para resolvê-los.

Essa teoria, então, passou a ser chamada de “Jobs to Be Done”.

O que os milkshakes do McDonald’s têm a ver com JTBD?

Um caso emblemático que serve para exemplificar a aplicação da teoria foi o desafio do McDonald’s de aumentar as vendas de milkshakes em suas lojas.

O que eles fariam para isso? Simplesmente aplicariam uma pesquisa de feedback? Perguntariam aos clientes por que eles não estavam comprando ou como gostariam que o produto fosse entregue? Provavelmente a empresa não chegaria aos resultados que gostaria.

Procurado para orientar o McDonald’s nessa tarefa, Clayton Christensen sugeriu aplicar as lentes do Jobs to be Done.

Então, um integrante da sua equipe passou 18 horas apenas observando os clientes.

A que horas as pessoas compravam milkshakes? O que elas vestiam? Elas estavam sozinhas? Elas consumiram o produto na loja ou levaram embora?

A partir dessas observações, percebeu-se que metade dos milkshakes era vendido cedo da manhã e levado para o carro.

Questionados sobre por que faziam isso, os clientes responderam que queriam um produto que os acompanhasse enquanto dirigiam para o trabalho e matasse a fome até a metade da manhã.

Portanto, eles não queriam exatamente comprar um milkshake ― eles queriam algo que resolvesse aquela situação.

Então, o McDonald’s passou a produzir um milkshake de café da manhã mais espesso, com pedaços de fruta, que durasse mais tempo e alimentasse bem.

Dessa forma, a empresa não ofereceu apenas um produto melhor. Ela conseguiu transformar a jornada até o trabalho mais agradável e eficiente para o consumidor. E as vendas, consequentemente, aumentaram com força.

Para que a metodologia Jobs to Be Done costuma ser usada?

Basicamente, a metodologia Jobs to Be Done é adotada para conhecer melhor os consumidores.

Você poderia dizer que isso é muito simples atualmente. Afinal, nunca as empresas tiveram tantos dados à disposição sobre os comportamentos dos consumidores.

Basta dar um Google e ler pesquisas e matérias sobre os mais diversos assuntos. Analisar o Google Analytics e coletar milhares de informações sobre os usuários do seu site. Criar questionários online e fazer perguntas diretamente ao consumidor.

Sim, as ferramentas disponíveis hoje são inúmeras. Porém, lançar um novo produto no mercado e ter sucesso nas vendas ainda é um desafio. Por que isso acontece?

Segundo Christensen, as empresas estão indo na direção errada na hora de inovar.

A quantidade enorme de dados disponíveis gera informações demográficas e psicográficas e serve para segmentar o público, mas não para identificar o que realmente importa: o que os consumidores precisam resolver em determinada circunstância na sua vida?

A partir desse questionamento, é possível descobrir o que realmente motiva os consumidores e como encaixar as suas estratégias nisso. Assim, o Jobs to Be Done pode ser usado em diferentes frentes.

Escolher um mercado para entrar

Empresas e startups analisam as oportunidades do mercado para aproveitar uma necessidade não atendida ou aprimorar alguma solução já existente.

Para isso, é necessário analisar quais jobs têm bastante gente tentando resolver e poucas empresas para atendê-los.

Decidir qual produto criar

A metodologia Jobs to Be Done é intrinsecamente ligada à inovação. E, ao inovar, as empresas lançam produtos que ainda não têm um histórico no mercado, sem saber como será a repercussão.

A metodologia Jobs to Be Done, então, ajuda a mitigar os riscos envolvidos na inovação e criar produtos que o público tenha mais chances de comprar.

Desenvolver um produto mais eficiente

Lembra do exemplo do McDonald’s? O resultado do processo foi a criação de um milkshake mais espesso e nutritivo.

Portanto, a metodologia JTBD também pode ser usada para observar os usos que se faz do produto e identificar pontos de melhoria para criar uma melhor experiência aos clientes.

Aprimorar o processo de compra

O Jobs to Be Done também pode ajudar a melhorar a experiência de compra.

O McDonald’s, por exemplo, precisava oferecer um processo de compra ágil, já que os consumidores não podiam se atrasar para o trabalho.

Então, ao identificar o “job a ser feito”, a empresa percebeu também um ponto para aprimorar no processo de compra.

Criar uma abordagem de marketing mais eficiente

Esse é um dos principais usos que queremos destacar. Muitas empresas focam em relatar as características do seu produto que o destacam no mercado, não é?

Porém, não é isso que o consumidor quer saber. Por isso, ao focar nas necessidades do cliente com o JTBD, o marketing também muda de perspectiva: ele deve contar a história de como o produto resolve o job do consumidor.

No Marketing de Conteúdo, é isso também que você deve fazer. Em vez de enfatizar que o seu produto é bom por isso ou aquilo, procure mostrar nos seus conteúdos qual valor eles entregam para ajudar o consumidor em alguma situação da sua vida.

Como aplicar o framework JTBD?

O JTBD não é uma teoria complexa. Trata-se apenas de mudar as lentes por meio das quais você observa os consumidores. Porém, aplicar essa teoria pode ser um pouco mais complicado.

Para isso, você deve seguir algumas etapas, que compõem um framework para aplicar o Jobs to Be Done com sucesso. Esses passos estão detalhados neste link. Veja agora um passo a passo:

1. Defina o mercado em torno do “job a ser feito”

O primeiro passo é identificar a oportunidade de mercado que você vai aproveitar. E, para isso, é preciso fazer uma segmentação do público, a partir das suas necessidades.

Sob as lentes do Jobs to Be Done, segmento é o grupo de pessoas que tem o mesmo “job a ser feito”.

Assim, o grupo mais atrativo tende a ser aquele cujo job têm mais pessoas querendo resolver e menos empresas atendendo-as.

Perceba que o foco da segmentação não é o público, e sim o job ― é para ele que você deve olhar.

2. Descubra os resultados esperados pelos consumidores

Na segunda etapa do framework, você deve entender quais são as necessidades daquele segmento de mercado.

No exemplo do McDonald’s, o job de se alimentar e se distrair no caminho para o trabalho envolve uma série de necessidades, como chegar ao trabalho com a roupa limpa e dentro do horário.

Esses são os resultados que o cliente espera naquela situação ― entendidos como as suas métricas de sucesso ― e que a experiência de compra deve proporcionar.

É importante lembrar que a dimensão funcional, como no exemplo acima, é essencial.

Mas também é preciso entender quais são as necessidades sociais e emocionais dos clientes.

Como a pessoa deseja se sentir ao realizar o job? Como ela quer ser (ou evitar ser) percebida? Assim, você entende também os resultados imateriais esperados.

3. Quantifique o grau em que o job está sendo atendido

Depois de identificar o job e as necessidades dos consumidores, é hora de olhar para a concorrência.

Já existem soluções para a situação que o cliente quer resolver? Elas estão satisfazendo todas as necessidades? Existe uma ideia melhor que você possa oferecer?

Identifique, portanto, se o job está desatendido ou se já existem muitas soluções para ele. Dessa forma, você descobre também se há espaço nesse mercado.

4. Descubra oportunidades escondidas

Um dos resultados de adotar a metodologia JTBD é identificar oportunidades ocultas no mercado. Isso acontece porque a segmentação é feita com base nas necessidades dos clientes.

Por outro lado, a segmentação tradicional, baseada em perfis demográficos e psicográficos ou até na descrição de personas, pode esconder algumas oportunidades.

Quando você faz a segmentação dessa forma, uma boa parcela de clientes pode não ter suas necessidades atendidas, por enfrentar complexidades diferentes.

Um exemplo é um comerciante que utiliza uma serra para cortar madeira em linha reta.

Para ele, aquele produto satisfaz sua necessidade. Porém, outro comerciante precisa fazer a mesma coisa, mas com um volume de produção muito maior e com madeiras mais longas.

Para esse cliente, a dificuldade de usar o produto é maior ― e aí está uma necessidade subatendida no mercado.

Ao adotar as lentes do JTBD, você identifica um novo segmento de mercado, a partir dessa necessidade que não está sendo bem atendida.

5. Alinhe produtos existentes com as oportunidades

Depois de identificar jobs, necessidades aparentes e necessidades ocultas, analise como os seus produtos atuais podem aproveitar essas oportunidades.

Essa é a definição da estratégia de mercado para o seu portfólio, cuja intenção é aumentar as vendas dos produtos já existentes.

De que forma eles podem se encaixar em cada segmento identificado? Em alguns casos, basta fazer um ajuste na estratégia de comunicação do produto, para envolver o público de olho nas suas necessidades e se diferenciar dos concorrentes.

Outros casos exigem uma adaptação dos atributos funcionais que o produto carrega, para melhor atender o público.

Foi isso que aconteceu com o McDonald’s, que fez ajustes no seu milkshake com a intenção de entregar o produto ideal para realizar o job do cliente.

6. Crie novos produtos para atender as necessidades desatendidas dos clientes

Existem necessidades desatendidas no mercado? Então, aí está uma oportunidade para a sua empresa criar um produto com mais chances de sucesso no mercado.

Ele encontrará ressonância no público, que possui uma necessidade latente e ainda não tem uma solução eficiente para ela.

Mas não pense que você precisa reinventar a roda, ok? Inovar não significa necessariamente inventar algo inusitado.

Você pode partir de produtos e tecnologias que já existem, mas oferecer uma nova solução que resolva o job do consumidor com mais eficiência.

Foi isso que aconteceu, por exemplo, com os aplicativos de transporte, como Uber e Cabify.

Os táxis atendiam a população, mas não eram a solução ideal que os passageiros precisavam.

Havia uma necessidade de simplificar o chamado por um motorista e receber um melhor atendimento, não apenas ser transportado.

Então, os aplicativos se tornaram o produto ideal para realizar o job dos consumidores.

Como aplicar o JTBD da melhor forma?

A seguir, você verá algumas dicas de como aplicar a metodologia Jobs to Be Done no seu negócio de maneira eficiente.

1. Realize pesquisas com foco nos jobs

As pesquisas de marketing costumam ser centradas no produto. Quem nunca respondeu um questionário de feedback perguntando o que você pensa sobre aquele produto ou o que poderia melhorar nele?

Essa é a abordagem mais comum, mas pode esconder as reais necessidades do público. Em vez disso, a metodologia JTBD pede que você concentre as pesquisas naquilo que o consumidor quer resolver.

O exemplo do McDonald’s mostra que, primeiramente, a equipe se dedicou a simplesmente observar o comportamento dos clientes.

A partir das anotações, foi possível partir para o segundo passo: questionar como aquela experiência poderia ser melhor ― não diretamente como aprimorar aquele produto, entende?

O foco na solução vem só depois.

2. Utilize o big data

Na era da informação em que vivemos, a quantidade de dados disponíveis sobre o consumidor não pode ser desperdiçada.

Ferramentas como o Google Analytics e o Hotjar permitem analisar o comportamento do usuário e entender o que ele está buscando.

A pesquisa interna de um site, por exemplo, pode trazer informações valiosas sobre as dúvidas e necessidades do seu cliente ― e que talvez os seus produtos e conteúdos não estejam resolvendo.

Já os mapas de calor do Hotjar ajudam a entender os conteúdos mais procurados e os caminhos que o cliente toma para realizar o que deseja.

Dessa maneira, você pode extrair informações estratégicas para criar produtos ou aprimorar o seu portfólio atual.

No caso de produtos digitais, como softwares e aplicativos, essas ferramentas podem ser ainda mais úteis, pois permitem analisar o uso do próprio produto.

3. Entenda quem são os seus concorrentes

Pensa que seus concorrentes são aquelas empresas que atuam no mesmo mercado e vendem os mesmos produtos que você? Na perspectiva do JTBD, não é bem assim.

No caso do McDonald’s, por exemplo, quem eram os competidores? Você provavelmente pensou no Burger King, não é?

Porém, do ponto de vista do consumidor, o concorrente do milkshake naquela situação poderia ser um café, uma banana ou um donut, por exemplo, que cumpririam a função de distrair o cliente enquanto dirigia até o trabalho.

No entanto, essas alternativas poderiam não manter o cliente satisfeito até a metade da manhã, ou não deixariam uma mão livre para dirigir.

Portanto, identificar quem são os seus concorrentes ― e quais são os seus diferenciais em relação a eles ― exige que você se coloque no lugar dos clientes e identifique quais soluções ele poderia adotar para resolver aquele job.

4. Alie personas e Jobs to Be Done

Aqui no blog, sempre ressaltamos a importância de construir personas para desenvolver sua estratégia de Marketing de Conteúdo.

Porém, muitos profissionais defendem que a metodologia Jobs to Be Done é mais eficiente e poderia substituir as personas.

O que nós sugerimos, então? Alie as duas técnicas.

As personas são centradas no usuário, enquanto JTBD é centrada nas suas necessidades.

Então, você pode realizar pesquisas que identifiquem os jobs que o público precisa realizar e as necessidades que precisam ser atendidas.

Depois, essas informações podem ser transformadas na descrição da persona, focada na realização do job. O grande benefício da construção da persona é a criação de empatia, já que o JTBD trata os dados de maneira mais fria.

Você pode se interessar também por esses outros conteúdos!

👉 Buyer personas e Jobs to be Done: saiba as diferenças

👉 Público-alvo e personas: entenda a diferença e como aplicar

👉 O fantástico Gerador de Personas


5. Alinhe os Jobs to Be Done com o branding

Marcas que são facilmente associadas a um job têm um branding forte. Veja alguns exemplos de empresas e os jobs associados a elas:

  • Encontrar respostas: Google;
  • Ter mais energia: Red Bull;
  • Reservar uma hospedagem: Booking;

Então, trabalhe para que a sua marca ou o seu produto sejam facilmente reconhecidos como a solução para um job.

Isso ajuda o consumidor a economizar esforço para pensar o que deve fazer para resolver alguma coisa ― a sua empresa já está lá na mente dele como a resposta.

Quais empresas já tiveram sucesso com o Jobs to Be Done?

O milkshake do McDonald’s é um exemplo bastante didático de aplicação da metodologia Jobs to Be Done.

Mas muitas outras empresas já adotaram essa perspectiva e tiveram mais sucesso ao lançar novos produtos ou aprimorar seu portfólio já existente.

Vamos ver agora alguns casos!

1. Microsoft

Em 2004, a Microsoft precisava retomar as vendas e adicionar valor na sua oferta de Software Assurance.

Ao analisar os jobs dos decisores das empresas que contratavam o serviço ― gestores e profissionais de TI ―, a Microsoft percebeu uma série de necessidades que não estavam sendo atendidas.

Bastava adotar a visão do consumidor para entender as suas expectativas.

Sob uma perspectiva de ciclo de vida do software, a empresa percebeu oportunidades relacionadas à aquisição e implantação (no início), manutenção, treinamento e segurança (no meio) e descarte de computadores antigos (no fim).

A maior descoberta, no entanto, foi perceber que as soluções já haviam sido desenvolvidas internamente. Ou seja, não seria necessário começar do zero. Bastava empacotar os produtos internos para o uso comercial para atender as necessidades do público.

Além disso, também houve uma revisão na abordagem do marketing: em vez de falar em Software Assurance como mera atualização, a empresa começou a tratar o serviço como gerenciamento do ciclo de vida do PC para se adaptar às mudanças.

2. Snickers

As barras de chocolate Snickers adotaram a abordagem do Jobs to Be Done em várias peças de marketing ao longo dos anos. Anúncios como esse, da década de 80, exemplificam como a empresa entendeu o que os consumidores precisavam ― algo simples, rápido e nutritivo para comer, que não atrapalhasse todos os afazeres da sua rotina.

Então, o produto foi posicionado como uma solução para isso. Segundo a publicidade da empresa, os Snickers poderiam matar a fome enquanto a pessoa não fizesse uma refeição completa.

Na embalagem, isso ficava claro: “Snickers satisfies” (Snickers satisfaz).

3. Arm & Hammer

O caso da Arm & Hammer mostra como a aplicação do Jobs to be Done pode trazer resultados efetivos.

Após adotar a metodologia, a empresa teve um crescimento de 30% nas receitas. Como isso aconteceu?

A empresa trabalha com produtos de nutrição animal. Para obter informações de feedback, a Arm & Hammer procurava falar com nutricionistas, que poderiam dizer o que estava bom ou ruim no produto.

Porém, a abordagem JTBD ajudou a esclarecer que eles estavam falando com as pessoas erradas.

Quem deveria ser consultado eram os produtores de laticínios, que eram os seus clientes finais, embora não vendessem diretamente para eles.

A pesquisa com eles mostrou que existia uma série de necessidades desatendidas, que dificultavam a execução do job: otimizar a produtividade do rebanho.

Assim, a empresa entendeu que o produtor de laticínio era o público para quem eles precisavam criar valor.

Por isso, a estratégia de marketing foi voltada para mostrar como o produto ajudava a trazer mais produtividade para o rebanho, e não mais falar nos benefícios e recursos do produto, como era feito antes. Assim, a abordagem se tornou mais certeira.

Então, gostou de conhecer a metodologia Jobs to Be Done? Perceba como ela pode ser aplicada para melhorar as suas estratégias de produto e de marketing ao conhecer melhor as motivações do seu público.

Em vez de partir para as ideias e soluções, a proposta é olhar primeiro para as necessidades dos consumidores e, então, criar as estratégias certas para elas.

Essa mudança de perspectiva pode ser o que você precisa para criar ou aprimorar produtos e abordagens que tenham sucesso no mercado.

Agora, aprenda também sobre como fazer uma pesquisa de mercado, que vai ajudar a sua empresa a encontrar as melhores oportunidades.

Por que fazer pesquisasPowered by Rock Convert
Hotjar: saiba como utilizar essa ferramenta para otimizar a sua estratégia digital!

Hotjar: saiba como utilizar essa ferramenta para otimizar a sua estratégia digital

A variedade de dados que se pode coletar na internet permite que todas as decisões do marketing digital sejam embasadas neles. Então, conheça agora o Hotjar: uma ferramenta que oferece dados valiosos sobre o seu site para otimizar a experiência dos usuários.

A análise de dados já é uma atividade inerente ao marketing digital. Com a grande variedade de informações que se pode coletar, todas as decisões sobre um site podem ser embasadas nelas, e não mais em gostos e opiniões.

Para isso, Google Analytics, SEMrush e Moz são algumas plataformas que talvez você já use na sua estratégia. Agora, queremos apresentar uma ferramenta que pode trazer informações ainda mais valiosas para otimizar seu site e conhecer melhor seu público: o Hotjar.

Você não gostaria de contar com uma ferramenta que mostrasse visualmente onde os seus visitantes mais clicam, como o mouse se movimenta nas suas páginas e quais conteúdos estão sendo ignorados?

Essas são apenas algumas das várias informações que o Hotjar oferece, sempre de forma bastante visual e fácil de entender.

Agora, então, vamos explorar um pouco mais essa ferramenta. Entenda o que é, quais são suas principais funcionalidades, como ela pode ajudar na sua estratégia digital e como contratá-la. Vamos lá?

O que é o Hotjar?

Hotjar é uma ferramenta online de análise de dados que oferece uma centena de informações sobre o comportamento dos usuários em um site.

Falando assim, talvez você pense: “ok, mas já tenho isso no Google Analytics”. Vamos esclarecer que a intenção aqui não é indicar que você substitua a ferramenta do Google pelo Hotjar.

Uma pode complementar a outra: o Google Analytics é a plataforma gratuita de web analytics mais robusta, mas o Hotjar tem recursos que complementam os dados e tornam a sua análise ainda mais completa.

O grande destaque do Hotjar, que o diferencia de outras plataformas, são os seus recursos visuais. É por isso que o Hotjar vem ganhando força entre profissionais de marketing, gerentes de produto e designers UX.

Mapas de calor, gravações da movimentação dos usuários e análises do funil de conversão e dos formulários mostram visualmente como o visitante se comporta e quais pontos do site merecem atenção.

Assim, fica mais fácil compreender as interações dos usuários com as páginas, que embasam a tomada de decisões não só sobre o design e a arquitetura do site, mas também sobre o marketing da empresa e as estratégias do negócio.

Existe uma versão básica gratuita da ferramenta, que coleta dados de sites com até 2.000 pageviews por dia, além de assinaturas a partir de € 29 mensais para todos os tamanhos de sites. Mais adiante, você vai conhecer os planos disponíveis.

Quais são as principais funcionalidades do Hotjar?

Afinal, o que o Hotjar tem de tão bom? Agora, você vai conhecer todas as funcionalidades que a ferramenta oferece e alguns exemplos de como elas servem para auxiliar as empresas. Acompanhe!

Heatmaps (mapas de calor)

Essa é a funcionalidade pela qual o Hotjar é mais conhecido. Os mapas de calor mostram os locais de maior e menor interação do usuário com a página, em uma escala de cores. Quanto mais “quente” (vermelho), maior é o número de visitantes que interagem com aquela área do site.

No Hotjar, os mapas de calor informam sobre três tipos de interação:

  • Click Heatmaps (mostra as áreas mais clicadas da página);
  • Move Heatmaps (mostra as áreas em que o usuário passou o mouse);
  • Scroll Heatmaps (mostra até onde o visitante rolou a página).

Para cada mapa, é possível segmentar os relatórios por tipo de dispositivo (desktops, tablets ou smartphones) — afinal, os dados podem variar se os visitantes estão no celular ou no computador.

A ferramenta ainda oferece a possibilidade de visualizar os mapas online ou fazer download (em arquivo PNG ou CSV) para compartilhá-los externamente.

A partir dessa informação, é possível tomar uma melhor decisão sobre onde posicionar um elemento importante do seu site e perceber áreas que estão sendo valorizadas ou ignoradas.

Imagine, por exemplo, que você precisa escolher onde colocar a imagem do lançamento de um produto. Os mapas de calor, então, mostram onde o usuário tende a dar mais atenção a ela e, assim, gerar mais conversões para o seu negócio.

Outro dado relevante que se pode extrair refere-se à demanda por um produto: em uma vitrine com vários itens, você pode identificar que um deles não está captando a atenção do visitante.

Isso pode indicar que a demanda do mercado por ele é baixa e embasar a sua retirada do portfólio de produtos da empresa.

Mapa de calor do hotjar

Visitor recordings (gravações de visitantes)

Embora os mapas de calor sejam o grande diferencial do Hotjar, essa é uma das funcionalidades mais bacanas.

Os visitor recordings consistem em gravações da tela com as movimentações de um visitante real. A ferramenta registra o percurso do mouse, os cliques, a rolagem, as páginas visitadas e qualquer outra ação do usuário durante a visita ao site.

No relatório, o Hotjar apresenta um vídeo de gravação da tela de toda a visita, com todos esses registros listados. Além disso, mostra também a localização do usuário, a data da visita, o dispositivo, o navegador e o sistema operacional usados.

Você ainda pode adicionar tags e notas aos vídeos, compartilhá-los externamente e filtrar a listagem de gravações para visualizar apenas o que deseja (somente pessoas que visitaram determinada página, por exemplo).

A intenção aqui é mostrar o comportamento individual de um visitante. É importante que você não o interprete como um comportamento padrão de todos os visitantes, pois cada um interage de uma forma.

Com essa informação, então, é possível perceber questões de usabilidade e navegação do site. Por exemplo, se o usuário demora muito para encontrar uma informação — rola a página, passeia com o mouse, clica em um botão e volta atrás —, isso alerta para um problema no site.

gravação dos visitantes do hotjar

Conversion funnels (funis de conversão)

Você quer saber em qual página os seus visitantes estão deixando o site? Essa pode ser uma informação importante para identificar distrações que estão levando o usuário para fora do site ou problemas que estão impedindo as conversões.

A análise do funil de conversão, portanto, pode oferecer essa resposta. Na plataforma, você deve apontar quais páginas compõem o caminho do visitante até uma conversão (venda, pedido de orçamento, envio de um formulário etc.).

Então, no relatório, o Hotjar informa o percentual de abandono em cada página e quantos usuários chegam até a conversão final.

Até aqui, esse recurso se parece muito com o que o Google Analytics oferece, mas há um diferencial: você também pode visualizar as gravações das visitas, que revelam o motivo para o usuário ter deixado o site.

Na venda de um produto, por exemplo, o funil de conversão pode englobar as páginas do produto, das informações pessoais, dos dados de pagamento e de conclusão da compra.

Se muitos usuários saem do site na página de pagamento, pode haver um problema no preenchimento do cartão ou talvez você não ofereça as opções de parcelamento que eles desejam — ou há outra razão que precisa ser investigada.

As gravações das visitas, então, ajudam a descobrir o motivo do abandono.

funil de conversão do hotjar

Form analysis (análise de formulário)

Do simples cadastro de newsletter até o pagamento de uma compra, o preenchimento de formulários é um ponto crucial para a taxa de conversão de um site.

Então, o Hotjar ajuda você a aumentar o sucesso dos seus formulários. Com esse recurso, você pode identificar quais campos:

  • demoram mais para serem preenchidos;
  • precisam ser preenchidos mais de uma vez;
  • são deixados em branco;
  • fazem o usuário abandonar a página.

No relatório, você ainda pode ver quantos usuários deixaram a página sem sequer preencher os campos e quantos tiveram falhas para submeter o formulário.

análise de formulário do hotjar

Feedback pools (pesquisas de feedback)

O Hotjar não quer apenas que você visualize os problemas sem saber o que fazer com eles. A plataforma ajuda você a identificar os motivos pelos quais as suas conversões não estão ocorrendo, para que você possa corrigir eventuais falhas.

Para isso, existe o recurso das pesquisas de feedback. Com elas, você pode perguntar diretamente ao visitante: “por que você não está terminando de preencher esse formulário?” ou “você está com alguma dúvida sobre os nossos planos?”.

Para isso, é possível configurar diversos tipos de respostas, como checkboxes, múltipla escolha, texto curto ou longo e NPS (Net Promoter Score).

Essas pesquisas podem ser incluídas diretamente nas páginas do site, exatamente onde o usuário está tendo alguma dificuldade. Portanto, são grandes as chances de obter uma resposta dele, conseguir ajudá-lo e alcançar mais conversões!

pesquisa de feedbacks do hotjar

Incoming feedbacks (feedbacks recebidos)

Está em dúvida se os visitantes do seu site gostam do seu layout? Se aquela chamada está agradando ou não? Se aquele botão está muito chamativo?

Então, pergunte diretamente a eles o que acham! Com o recurso de Incoming Feedbacks, você pode inserir perguntas rápidas nas próprias páginas para os usuários demonstrarem sua opinião sobre algum elemento do layout, em uma escala de sentimento.

No relatório, a plataforma reúne os sentimentos dos usuários sobre cada página do site, para que você entenda quais eles mais amam ou odeiam.

feedbacks recebidos do hotjar

Surveys (pesquisas)

Se você precisa criar uma pesquisa maior, com respostas mais profundas, o Hotjar oferece a funcionalidade das pesquisas.

Elas consistem em questionários mais longos, para que você conheça melhor o seu público — não apenas com respostas rápidas, como os recursos anteriores oferecem.

Com um editor simples, é possível criar uma pesquisa rapidamente, com diferentes tipos de perguntas e respostas e um layout responsivo para qualquer dispositivo. Você também pode inserir o link da pesquisa em e-mails, redes sociais ou pop-ups no seu site.

Como não poderia deixar de ser, o Hotjar oferece um relatório bastante visual para as respostas da pesquisa. Assim, fica mais fácil apreender os dados e compartilhá-los com a sua equipe.

Pesquisa do hotjar

Recruit test users (recrutamento de usuários de teste)

No marketing digital, você pode testar quase tudo antes de tomar uma decisão. O mesmo vale para uma novidade ou mudança no seu site, que precisa ser testada e aprovada antes de ser lançada para o usuário final.

Para isso, o Hotjar oferece a possibilidade de que esses testes sejam feitos pelos próprios usuários. Diretamente no site, você pode inserir formulários de cadastro para que os visitantes se candidatem para testar as suas páginas. Depois, você pode fazer uma seleção, de acordo com o perfil de público desejado.

Além disso, você também pode oferecer uma retribuição em troca da sua ajuda. Afinal, eles merecem: esses usuários estão ajudando o seu negócio a ter mais sucesso na internet!

recrutamento de usuários do hotjar

Como o Hotjar pode ser usado na estratégia digital?

Agora que você já conhece todas as funcionalidades do Hotjar, talvez esteja se perguntando como elas podem ser úteis para a sua estratégia.

A resposta é que existem várias maneiras de aplicar os recursos da ferramenta para otimizar o seu site, melhorar a experiência do usuário e gerar mais conversões para o seu negócio. Veja agora algumas situações em que o Hotjar pode ajudar você.

Otimização da taxa de conversão

Visitantes do site são apenas visitantes se não informarem um meio de contato, preencherem um formulário ou fizerem uma compra.

Então, o que você precisa é que eles realizem uma conversão para que se tornem logo um cliente ou uma oportunidade de negócio.

Você pode usar o Hotjar para otimizar a taxa de conversão do seu site a partir da análise de elementos importantes no caminho até a compra ou o envio de um formulário.

A análise dos funis de conversão opera diretamente nisso. Ela mostra exatamente em quais páginas você está perdendo visitantes e deixando de converter.

Além disso, a análise de formulários também permite melhorar a experiência de preenchimento e aumentar as taxas de submissão — o que significa mais conversões.

Os mapas de calor ajudam a identificar, por exemplo, se o usuário está perdendo uma informação importante abaixo da dobra de rolagem. Já as gravações das visitas podem mostrar que o usuário está perdido no site, inviabilizando a conversão.

Imagine a situação: sua taxa de conversão está baixa. Então, você analisa os mapas de calor e as gravações dos visitantes pelo Hotjar.

Os relatórios mostram que os botões e links que levam à conversão estão “frios” e que o mouse passeia sem rumo pela página.

Isso evidencia, provavelmente, que o site tem muitos elementos de distração e dificulta que o usuário encontre o que procura.

O que fazer, então? É preciso repensar a hierarquia das informações da página e eliminar elementos desnecessários do layout. Você ainda pode utilizar os questionários do Hotjar para entender exatamente qual é a dificuldade do usuário em encontrar o que deseja.

Conhecimento sobre a persona

Você também pode usar o Hotjar para conhecer melhor os visitantes do site e definir uma persona mais precisa. É com esse personagem que os seus conteúdos devem se comunicar, por isso, é importante que ele seja embasado em comportamentos reais do seu público.

Para aprender mais sobre tipos de consumidores e criação de personas!
👉 Dia do consumidor: o que o comércio pode esperar dessa data
👉 Qual a diferença entre público-alvo e persona?
👉 Consumidor 4.0: sua empresa já está preparada para atendê-lo?

Então, os mapas de calor e as gravações dos visitantes ajudam a identificar quais são os principais interesses da persona e como ela se comporta.

A análise dos cliques, por exemplo, pode evidenciar quais são os tópicos que mais chamam a atenção dos visitantes — e você pode investir mais na produção de conteúdos sobre aqueles assuntos.

Com a análise da rolagem, também é possível identificar se o seu público costuma ler os artigos do seu blog até o fim. Assim, você pode determinar o tamanho de conteúdo que os seus visitantes mais tendem a ler.

Além disso, as pesquisas e os questionários também podem ser usados para perguntar aos visitantes o que eles acharam de um artigo e se o recomendariam a alguém. Você recebe um feedback na hora e, conforme as opiniões, pode aprimorar a criação dos conteúdos.

Decisões de design e usabilidade

As funcionalidades do Hotjar são ideais para embasar as decisões de design e usabilidade do site.

Os mapas de calor são responsáveis por mostrar quais áreas do site estão sendo ignoradas. Se um elemento importante — o formulário de contato, por exemplo — está em uma zona “fria”, ele deve ser colocado em outro local.

Também é importante tomar as decisões de olho nas estratégias de negócio. Imagine que o produto que é carro-chefe da empresa esteja recebendo menos cliques porque está no mesmo nível de hierarquia dos outros.

Então, é preciso fazer mudanças de layout para enfatizar aquele elemento e incentivar as suas vendas.

Além disso, as gravações dos visitantes ajudam a revelar problemas de usabilidade do site. Um botão que não funciona, uma página com erro, uma demora para tomar uma ação, uma dificuldade de encontrar um item no menu — tudo isso pode ser revelado por essa funcionalidade. A partir dessa informação, você deve adotar mudanças para otimizar o site.

Quanto custa contratar o Hotjar?

Então, você gostou do que acabou de conhecer? O Hotjar é uma ferramenta poderosa!

Ele funciona no modelo SaaS, com uma assinatura mensal. Para contratar a ferramenta, existem diferentes opções de planos para diferentes necessidades.

Para projetos pessoais e sites com baixo tráfego, você pode contratar o plano Basic (gratuito até 2.000 pageviews/dia) ou o plano Plus (€ 29/mês para 10.000 pageviews/dia).

Já os planos empresariais partem de € 89/mês para sites que tenham até 20.000 pageviews/dia. A partir daí, os preços sobem à medida que aumenta o número de visualizações de página.

Existem também os planos para agências, que permitem adicionar vários clientes em uma mesma conta.

Em todos os planos, não há limite de usuários: você pode convidar toda a equipe e clientes sem custo adicional. Além disso, também não há limite de relatórios (exceto no plano gratuito).

Quais outras ferramentas podem substituir o Hotjar?

Você não gostou do Hotjar ou dos planos disponíveis? Existem ferramentas alternativas! Elas podem não oferecer exatamente as mesmas funcionalidades do Hotjar, mas são boas opções. Conheça agora algumas delas.

Crazy Egg

Ferramenta focada em mapas de calor, mas que oferece também gravações de visitas individuais, como o Hotjar.

Tem ainda uma funcionalidade de criação de testes A/B e um editor simples para fazer modificações de layout no site.

Os planos começam em $ 24/mês, para sites com até 30.000 pageviews/mês. Você pode testar gratuitamente por 30 dias.

Lucky Orange

Oferece funcionalidades muito parecidas com as do Hotjar: heatmaps, recordings, funil de conversão, análise de formulários e pesquisas.

Oferece 7 dias gratuitos de teste, e os planos começam em $ 10/mês para sites com até 25.000 pageviews/mês.

Mouseflow

Como o nome da ferramenta sugere, o Mouseflow é focado nas movimentações do usuário para entender o seu comportamento.

Também oferece funcionalidades de mapa de calor, gravações de sessões, funil de conversão, análise de formulários e pesquisas de feedback. Os planos partem de $ 29/mês para até 10.000 pageviews/mês.

Enfim, o Hotjar é uma plataforma robusta, com várias funcionalidades poderosas e dados valiosos.

De maneira complementar ao Google Analytics e outras ferramentas de análise de dados, você pode extrair insights importantes para o marketing da sua empresa.

A versão gratuita, no entanto, pode ser muito limitada para a maioria dos negócios. Se você tiver a possibilidade de investir um pouco mais — e os planos não têm preços exorbitantes —, vale a pena ter essa ferramenta como aliada nas suas estratégias!

Já que falamos tanto sobre como otimizar as suas páginas, conheça agora o Google PageSpeed Insight e veja como alcançar melhores resultados!

CTA de download para o kit: Domine o GooglePowered by Rock Convert


Como funciona o algoritmo do Google?

Algoritmo do Google: entenda como funciona e saiba como rankear em 2019

O algoritmo do Google é um dos grandes mistérios da internet.

Não faltam profissionais tentando desvendar o seu funcionamento. Enquanto isso, o Google guarda a sete chaves os segredos do ranqueamento na página de resultados da busca.

Por que ele coloca um site na primeira posição em detrimento de outros? Como ele faz esse julgamento? Quais fatores realmente importam para melhorar o posicionamento?

Responder essas perguntas é o grande desafio das marcas para conquistar os primeiros lugares da SERP e ganhar mais visibilidade e tráfego orgânico.

Agora, se você também está quebrando a cabeça para responder essas perguntas, nós vamos te ajudar. Neste artigo, vamos explicar como funciona o algoritmo do Google e como ele se transformou nos últimos anos.

Isso é essencial para entender como se preparar para ele em 2019, com as dicas que vamos dar no fim do texto. Quer saber tudo? Acompanhe agora:

Como funciona o algoritmo do Google?

Era uma vez a internet. Um local inóspito, com apenas alguns sites perdidos e GIFs malfeitos.

Porém, não demoraria para esse lugar ser ocupado por centenas de páginas e internautas em busca de muita informação e entretenimento.

Para facilitar a vida de quem chegava a esse novo mundo, surgiram os mecanismos de busca, com algoritmos especializados em indexar os sites da internet. Com eles, ficava mais fácil encontrar qualquer coisa.

Porém, nem tudo eram flores… Os algoritmos ainda se baseavam em fórmulas simples para o ranqueamento. Não precisava nem ser um expert para burlar as regras e conquistar as melhores posições. Surgia assim o black hat, o grande inimigo do Google.

Para salvar a qualidade da experiência do usuário, então, os buscadores passaram a empreender uma batalha contra os vilões da internet. E, assim, os algoritmos se tornaram cada vez mais complexos.

Essa historinha dos primórdios do SEO ajuda a explicar o grande propósito do algoritmo do Google: melhorar a experiência de busca e navegação.

É com esse objetivo que o algoritmo funciona. Ele serve para descobrir, entender e organizar todo o conteúdo da internet para entregar as melhores respostas para a pesquisa do usuário.

Buscadores, em suma, são máquinas especializadas em responder dúvidas.

O melhor resultado é aquele que não só traz a resposta ao usuário, mas também oferece uma boa navegação e permite que ele realize o que deseja sem dificuldades. Mas, para chegar a esse ponto, o algoritmo do Google percorre um caminho.

Estes são os passos do algoritmo até posicionar cada página na SERP:

1. Rastreamento (Crawling)

Imagine vários robozinhos atrás de todo código e conteúdo que existem na internet. É isso que acontece no processo de rastreamento, que é feito a todo momento.

Nessa etapa, o Googlebot busca novas URLs para serem indexadas em seu enorme banco de dados. As páginas descobertas que contêm links indicam novos caminhos, que os robôs percorrem encontrando novas URLs.

Portanto, a primeira medida de uma estratégia de SEO deve ser essa: ser encontrado. Para isso, você precisa ter códigos e conteúdos que o robô consiga ler e indexar.

O robô não consegue ler conteúdos em flash, por exemplo, o que impede que eles sejam rastreados. Então, foque no desenvolvimento de sites com códigos HTML, limpos e simples e garanta que seu conteúdo esteja acessível aos rastreadores.

2. Indexação (Indexing)

A indexação é o segundo passo, que também acontece a todo momento. Após o rastreamento, as URLs já podem ir para o banco de dados do buscador. Então, agora o papel do algoritmo do Google é organizar os conteúdos de acordo com o que oferecem ao usuário.

Para fazer a indexação, os robôs analisam as suas páginas como se elas fossem apenas texto. Veja abaixo como uma página do Marketing de Conteúdo é vista pelos robôs.

Algoritmo do Google exemplo 2

Para ver as suas páginas assim, basta acessar a versão em cache e clicar em “Versão somente texto”)

algoritmo do google exemplo 3

Para que as suas páginas sejam indexadas corretamente, é importante dar atenção às palavras-chave. São elas que orientam a organização do índice de URLs do Google.

Assim, quando um usuário digita determinado termo de busca, ele já saberá quais conteúdos atendem à sua consulta.

3. Ranqueamento (Ranking)

O ranqueamento é o último passo. Ele acontece sempre que um usuário faz uma pesquisa no buscador.

De acordo com o termo de busca, o algoritmo do Google vasculha todos os conteúdos do índice e entrega os resultados que respondem a dúvida, em uma ordem que oferece as respostas mais relevantes nos primeiros lugares.

Então, dá para entender que quanto mais perto do topo uma página estiver, mais relevante ela será para a busca do usuário, aos olhos do Google.

Embora os dois primeiros passos sejam essenciais, é no ranqueamento que se concentra o foco do SEO. Afinal, ninguém quer ser apenas rastreado ou indexado ― a intenção do SEO é chegar nas primeiras posições!

Por esse motivo, existem várias pesquisas e estudos, como os realizados pela SEMrush e pela Moz. Eles analisam, na prática, os efeitos de determinada ação no posicionamento.

Além dessas análises, algumas declarações do próprio Google e de seus funcionários também ajudam a entender os fatores de ranqueamento. É o caso do canal do Google e do Google Webmasters, cheios de orientações e dicas sobre o sistema de busca.

Velocidade do site, design responsivo, usabilidade, qualidade dos backlinks, taxa de cliques na SERP e tempo de permanência na página são alguns prováveis fatores de ranqueamento identificados nos estudos.

Além disso, um site que aparece em primeiro lugar para um usuário pode não aparecer para outro, porque a SERP também é influenciada pela localização, o histórico de buscas e as configurações de pesquisa de cada pessoa.

Quais foram as principais atualizações do algoritmo do Google?

Ao longo da sua trajetória, o Google aprimorou o seu algoritmo, sempre de olho no seu propósito: melhorar a experiência do usuário. É por isso que os robôs mudaram tanto.

Estima-se que sejam mais de 500 atualizações por ano!

O algoritmo se torna cada vez mais complexo e exigente. Se antes era fácil passar por cima das boas práticas do buscador, hoje ele já possui uma tecnologia inteligente o bastante capaz de eliminar páginas que não seguem suas diretrizes.

A inteligência artificial permite até prever as intenções de busca dos usuários.

Quer saber como se deu essa evolução no algoritmo do Google? Então acompanhe as principais atualizações dos últimos anos:

Panda (2011)

Essa foi a primeira atualização, lançada oficialmente em 2011, que impactou o mercado de SEO. Com essa atualização, 12% dos resultados da busca foram afetados e milhares de sites foram rebaixados no ranking.

O Google resolveu punir páginas com conteúdos de baixa qualidade, que incluem práticas como estas:

  • Conteúdo duplicado ou copiado;
  • Keyword stuffing;
  • Textos gerados automaticamente;
  • Páginas com pouquíssimo ou nenhum conteúdo;
  • Páginas cheias de publicidade em vez de conteúdo de valor;
  • “Fazendas de links” para gerar mais backlinks.

Embora tenha sido lançado em 2011, várias atualizações do Panda foram feitas no decorrer dos anos e afetaram mais sites.

Penguin (2012)

Lançado em 2012, o Penguin afetou cerca de 3% dos resultados da busca em inglês, já no seu lançamento. Depois, ele passaria por diversas atualizações que mexeram ainda mais com a SERP.

Nesta época, o Google já estava consciente sobre a importância do SEO. Porém, a empresa queria evitar a “super otimização” dos sites, que resultava em práticas de black hat.

Por isso, o Google Penguin mirava novamente nos sites que não seguiam suas diretrizes com conteúdo de baixa qualidade, que buscava ludibriar o algoritmo.

Hummingbird (2013)

Essa atualização de 2013 foi mais focada em aprimorar os resultados de busca do que penalizar páginas e sites.

A partir do Hummingbird, as páginas não precisavam mais ter a correspondência exata da palavras-chave pesquisada pelo usuário. Com a ajuda de sinônimos, campo semântico do termo de busca e o histórico de pesquisas do usuário, o Google já conseguia entender o que ele estava pesquisando e entregar os resultados certos.

Isso evitava, por exemplo, que a pessoa pesquisasse pelo esporte “tênis” e visse vários resultados com tênis de corrida. E evitava também que as páginas fossem “super otimizadas” para uma única palavra-chave específica.

Assim, o algoritmo já evoluía para compreender a intenção de busca do usuário.

Pigeon (2014)

É a evolução do algoritmo para mostrar melhores resultados de busca local.

O algoritmo passou a considerar fortemente a localização do usuário na hora da pesquisa para entregar resultados de busca com negócios locais.

A busca por um restaurante, por exemplo, passou a exibir resultados próximos, dentro da cidade ou do bairro em que a pessoa estava.

Estima-se que metade dos sites decaíram na SERP, enquanto subiram páginas de pequenos negócios, que ganharam espaço com o SEO local.

Mobilegeddon (2015)

Uma grande atualização relacionada aos resultados da busca em dispositivos móveis vinha sendo anunciada. Finalmente, em 2015, o Google anunciou o que o mercado chamou de Mobilegeddon.

Com ela, sites mobile-friendly passaram a ganhar mais relevância nos resultados da busca em smartphones e tablets. A intenção era melhorar a experiência dos usuários de dispositivos móveis, que passaram a ver mais sites com design responsivo, melhor usabilidade e carregamento rápido.

Na prática, a atualização não causou tanto impacto, já que muitos sites já haviam se preparado para ela. Mas, depois, a otimização para o mobile foi ganhando ainda mais relevância com outras atualizações menores.

RankBrain (2015)

O RankBrain é uma evolução do Hummingbird. Se o algoritmo já estava mais evoluído para compreender as intenções de busca, agora ele passaria a usar inteligência artificial e machine learning para isso.

Com isso, o algoritmo do Google passou a interpretar ainda melhor as consultas dos usuários. Sem a intervenção humana, ele aprende automaticamente sobre a intenção de busca e entrega resultados mais relevantes.

Foi um passo gigantesco na tecnologia do buscador.

Guia do SEO 2.0

Como conquistar o algoritmo do Google em 2019? Confira 7 dicas:

Agora que você já conhece o algoritmo do Google mais “intimamente”, é hora de saber como conquistá-lo de vez!

Como dissemos, os robozinhos estão se mexendo o tempo todo, e as atualizações não param. Por isso, todo ano é bom pensar quais são as tendências mais fortes para levar o seu site até o topo.

Confira!

1. Supere a redução de cliques nos resultados orgânicos

O Google está reduzindo o tráfego orgânico do seu site.

Sim, a notícia que tanto assombra os profissionais de social media ― diminuição do alcance orgânico ― também chegou ao SEO. A tendência é que cada vez mais diminua o CTR orgânico (a taxa de cliques nos resultados orgânicos da busca).

Muitos desses cliques vão para os resultados pagos (o que provavelmente é uma das intenções do Google para atrair mais anunciantes…).

Porém, os cliques orgânicos não estão apenas migrando para lá. Eles estão também desaparecendo, simplesmente.

Com a evolução do RankBrain, que apresentamos anteriormente, cada vez mais o Google entende o que os usuários estão buscando e entrega respostas prontas na própria SERP.

É isso que o usuário obtém, por exemplo, quando pesquisa por “previsão do tempo maceió” ou “presidente da argentina”. Isso também acontece em buscas sobre filmes, séries, voos, partidas de futebol, celebridades, definições de palavras, entre outras diversas pesquisas.

algoritmo do Google exemplo 4

Para buscas como essas, o usuário não precisa mais acessar a página para encontrar a resposta. E o que acontece com o seu tráfego orgânico? Cai.

Rand Fishkin, CEO e co-fundador da Moz, aponta essa tendência e indica algumas estratégias para manter os seus acessos crescendo:

  • Na pesquisa de palavras-chave, encontre quais têm alta taxa de cliques na SERP, não apenas volume de buscas. Em pesquisas como as que exemplificamos acima, o volume pode ser alto, mas não gera acessos para o seu site.
  • Foque em palavras-chave de cauda longa, que geralmente não geram respostas prontas do Google.
  • Explore os rich snippets para se destacar na SERP e instigar o usuário a clicar no seu link.
  • Aproveite todo o tráfego orgânico que o Google ainda manda para o seu site captando o e-mail dos visitantes para criar uma estratégia de email marketing.

2. Compreenda a intenção de busca dos usuários

Basicamente, SEO consiste em fazer as pessoas buscarem por algo no Google e encontrarem a resposta no seu site.

Por isso, uma das tarefas mais importantes do planejamento da estratégia é compreender como a sua persona faz a pesquisa. Quais palavras-chave ela usa? Quais termos ela escolhe para procurar o que você oferece?

Estudos do Think With Google apontam para algumas tendências na barra de pesquisa. A primeira constatação é que as buscas estão virando conversas. Buscas como “posso usar Paypal na Amazon” ou “que laptop eu deveria comprar” estão aumentando.

Além disso, o buscador também está se tornando algo como um conselheiro pessoal. “Melhor seguro de carro para mim” ou “melhor restaurante perto de mim” são termos de pesquisa que mostram a intenção dos usuários de suprir suas necessidades pessoais.

O que isso significa para a sua estratégia de SEO?

Otimização para as intenções de busca é uma tendência importante para 2019. Coloque-se no lugar do consumidor para entender suas dúvidas e necessidades ao longo da jornada.

Além disso, com um algoritmo de busca cada vez mais complexo, você não precisa mais focar na correspondência exata da palavra-chave, nem repeti-la insistentemente no conteúdo.

Aqui entra a importância de um conteúdo bem escrito, que explore todo o campo semântico do assunto em questão. Sinônimos, variações e palavras relacionadas, utilizados de maneira natural no conteúdo, oferecem uma experiência de leitura valiosa. E ainda facilitam a vida do algoritmo.

Fique tranquilo: o Google saberá compreender o seu conteúdo e apresentá-lo para as pessoas certas.

3. Coloque o mobile em primeiro lugar

Desde os primeiros rumores do Mobilegeddon, a otimização para dispositivos móveis se tornou uma tendência.

Desde essa atualização, o Google empreendeu diversas ações para priorizar sites que oferecessem uma boa experiência mobile. Porém, 2018 foi o ano em que o Google finalmente implementou o mobile-first index, que deve se consolidar em 2019.

Com essa atualização, o mobile será indexado primeiramente. Isso significa que o Google começará pela versão mobile para decidir a posição em que ele aparecerá no ranking.

Isso impede, por exemplo, que os sites com problemas na versão mobile apareçam bem posicionados e prejudiquem a experiência do usuário.

Então, chegou a hora de você também colocar o mobile em primeiro lugar.

Para isso, é preciso enfrentar uma tradição dos times de design: começar os projetos pensando na versão desktop e, depois, adaptar para o celular. Natural, já que a web começou no computador de mesa. Porém, as coisas mudaram.

O conceito de Mobile First Responsive Design é uma tendência no Marketing Digital.

Essa perspectiva coloca o design responsivo em primeiro lugar nos projetos, a partir da compreensão do contexto mobile (como as buscas são feitas no celular).|

guia marketing digital

4. Deixe seu site cada vez mais rápido

Experiência mobile não significa apenas um design bonito e funcional no celular. Também significa velocidade.

Se no desktop a rapidez do carregamento é essencial, no celular ela se torna ainda mais importante. O contexto mostra isso: o usuário pode estar no trânsito buscando um restaurante para almoçar ou no shopping pesquisando horários de filmes. Ele precisa de uma resposta imediata!

O Google sabe disso e dedica todos os seus esforços para criar uma web mais veloz.

Uma das iniciativas mais relevantes para isso foi o projeto Accelerated Mobile Pages (AMP). Sites que adotam essa iniciativa percebem um aumento no CTR, já que os links são destacados na SERP, e oferecem um carregamento mais rápido para o usuário. Em 2019, esse projeto segue firme.

Outra iniciativa importante foi a adoção da velocidade como fator de ranqueamento para as buscas mobile. Desde 2010, ela já era considerada para as pesquisas no desktop e, em julho de 2018, passou a valer também para os dispositivos móveis.

Os movimentos mostram que o algoritmo do Google está cada vez mais exigente com a velocidade de carregamento.

5. Desenvolva autoridade em um assunto

O Google gosta de quem entende muito de algum assunto.

Não é por acaso que os backlinks que você recebe são tão importantes para o ranqueamento. Eles mostram que você é uma referência para o mercado.

Por esse motivo, é importante evidenciar para o algoritmo do Google em qual tema você é especialista.

Basicamente, quanto mais conteúdos de qualidade você publicar dentro de um tópico, mais relevante você será para o Google. Quando um usuário pesquisar algo dentro desse tema, o buscador terá confiança de que você vai entregar uma boa resposta.

Além disso, explore também os links internos para mostrar ao Google a relação entre um artigo e outro, bem como a hierarquia entre eles. O mais relevante, em geral, recebe mais links.

Aqui é essencial ter foco. Defina o tema em que você quer se destacar e explore todos os tópicos que ele abrange, sem fugir do principal.

Por exemplo: imagine se aqui no blog nós tivéssemos 10 artigos e 7 deles falassem apenas sobre email marketing. O Google entenderia que o blog é autoridade em email marketing, não em Marketing de Conteúdo, como é o objetivo.

Por isso, aqui abordamos todos os assuntos que estão dentro do “guarda-chuva” do Marketing de Conteúdo.

6. Garanta segurança para o usuário

Faz tempo que o Google se preocupa com a segurança do usuário.

Ainda em 2014, o protocolo HTTPS já se tornava um fator de ranqueamento para o buscador. Na época dessa atualização, o Google anunciou que daria tempo para os sites se adaptarem para ficarem mais seguros.

Em 2018, a internet viveu o caso Cambridge Analytica, que afetou milhares de usuários do Facebook. Embora o acontecido não tenha relação direta com SEO, ele acendeu o alerta sobre a proteção de dados.

Por isso, a tendência é que os esforços a favor da segurança do usuário aumentem.

Uma das iniciativas importantes do Google durante esse ano foi uma atualização do Google Chrome. O navegador passou a marcar todos os sites HTTP como “não seguro”.

algoritmo do Google exemplo 6

Que fique claro: se você tem um site HTTP, não significa que você será excluído ou rebaixado na SERP. Mas, se você migrar para o HTTPS, pode subir no ranking e ainda oferecer uma experiência mais segura para o usuário.

7. Estruture bem as suas páginas para oferecer a melhor experiência

Nenhuma das dicas acima terá efeito se você não estruturar bem o seu site.

Imagine que você tenha páginas com design responsivo e carregamento rápido. Legal, você já está passos à frente de muitos concorrentes! Mas, se o usuário entra na sua página e simplesmente não encontra o que quer, logo ele vai deixar o seu site.

Uma experiência positiva precisa ser completa, desde quando ele vê o seu link na SERP até quando finaliza o que desejava fazer.

Para isso, você deve adotar uma estrutura de site com base na arquitetura da informação. Organize os seus conteúdos em subdiretórios lógicos e adote URLs amigáveis. Isso torna a navegação do usuário mais intuitiva e facilita que o algoritmo do Google entenda o seu site.

Além disso, cada página também deve ser estruturada pensando no usuário. Não basta oferecer as informações que ele quer. É preciso oferecer uma experiência simples e agradável de navegação.

Então, utilize títulos e intertítulos, marcadores, listas numeradas, imagens, gráficos e tudo mais que possa enriquecer a leitura. Isso ajuda a manter o usuário envolvido com o conteúdo e fazê-lo interagir mais tempo com as suas páginas, além de facilitar a compreensão pelo algoritmo.

Então, agora você já pode se preparar para dominar o algoritmo do Google em 2019!

Perceba que as tendências dos últimos anos, como a velocidade do site e a otimização mobile, estão cada vez mais fortes. Mas entenda também que a tecnologia está sempre evoluindo e impulsionando melhorias no algoritmo. O seu site, então, precisa acompanhar a evolução.

Por isso, aproveite também para conferir o nosso conteúdo completo sobre como dominar o Google!

Kit Domine o Google

Como implementar CRM?

Conheça os 9 passos para implementar uma estratégia de CRM na sua empresa

O seu negócio coloca o consumidor no centro das estratégias? Se ainda não, é hora de implementar um CRM na sua empresa.

O Customer Relationship Management (CRM), muitas vezes, é considerado um sinônimo do software utilizado para gerenciar o relacionamento com os clientes. Ele é essencial para estruturar o pipeline de vendas e personalizar as interações com os consumidores.

Essa é a solução que a maioria dos negócios está adotando. Entre as mais de 900 empresas entrevistadas na pesquisa TechTrends 2018, 56,9% utilizam uma ferramenta de CRM.

Porém, CRM não é apenas tecnologia. Essa área envolve toda a gestão de relacionamento com o cliente, que coloca o consumidor no centro das estratégias de negócio. O que importa não é mais a própria empresa, seus produtos ou serviços ― o foco são os clientes e a geração de valor para eles.

Portanto, não pense que basta adquirir um software para implementar um CRM na sua empresa. É preciso adotar uma estratégia de implementação, desde o planejamento até a avaliação dos resultados. É isso, então, que vamos ver neste artigo.

Acompanhe agora o passo a passo para implementar um CRM. Mas, antes, vamos entender a importância disso para o seu negócio!

Por que é importante implementar um CRM corretamente na sua empresa?

O primeiro passo para implementar um CRM corretamente na sua empresa é entender que ele não se resume a um sistema. O software é o que permite colocar a estratégia de CRM em prática. Sem um planejamento que embase as ações, ele não trará os resultados que você imagina.

Por outro lado, se você seguir o passo a passo que vamos apresentar a seguir, o CRM tende a trazer muitos benefícios para o seu negócio.

O principal deles é melhorar a experiência dos clientes junto à marca. Afinal, eles serão o foco da atuação da sua empresa, para quem todas as estratégias serão direcionadas. O resultado disso é muito mais satisfação.

Dessa forma, a estratégia contribui para gerar mais negócios, reter mais clientes e aumentar o ticket médio. Portanto, implementar um CRM é importante para a redução de custos e o aumento da lucratividade do negócio.

Para os processos internos, o CRM também traz diversas vantagens. Com todas as informações concentradas em um só lugar, os ruídos de comunicação são reduzidos e o acesso aos dados se torna mais rápido e prático.

A automação de tarefas, possibilitada pela ferramenta de CRM, também traz mais agilidade e produtividade para a equipe.

RFP para Marketing de Conteúdo

Quais são os passos para implementar um CRM?

Implementar um CRM, portanto, gera vantagem competitiva para as empresas.

Esse processo pode ser dividido em três grandes etapas, comuns à implementação de qualquer estratégia: planejamento, execução e avaliação. Dentro de cada etapa, você deve seguir alguns passos para alcançar os resultados desejados.

Veja agora os detalhes de cada passo para implementar um CRM.

Planejamento da estratégia de CRM

A implementação começa com o planejamento. Embora não seja a prática mais comum nas empresas, é importante dedicar um bom tempo nessa etapa.

Ela estabelece as bases para a estratégia e é essencial para o seu sucesso.

1. Fazer uma análise da empresa

Comece fazendo uma análise para identificar o contexto da implementação do CRM e as necessidades do negócio. Faça algumas perguntas como estas:

  • Como é a gestão do relacionamento com o cliente hoje? Quais processos envolve?
  • Quais são os profissionais relacionados a essa área?
  • Qual é o seu orçamento para o CRM?
  • A empresa está preparada para mudar a cultura empresarial (foco no cliente)?
  • Como são os processos do seu negócio (vendas, marketing, RH, suporte etc.)?
  • Quais são as características do mercado em que a empresa atua?
  • Quem são os concorrentes? Como eles fazem o relacionamento com o cliente?

Com essas perguntas, que abrangem tanto o ambiente interno quanto externo, é possível mapear o cenário.

2. Definir os objetivos da estratégia

Depois de mapear o cenário, o próximo passo é definir os objetivos. Ao implementar um CRM, você deseja aumentar a rentabilidade? Melhorar a qualificação dos leads? Aumentar a fidelização? Diminuir o custo de aquisição de clientes (CAC)?

Para nortear a estratégia, os objetivos devem ser desmembrados em metas. Elas estabelecem o número ou percentual que deve ser alcançado e um prazo para isso. Por exemplo: diminuir o CAC em 15% nos próximos 6 meses.

Depois das metas, também é preciso definir os indicadores-chave de performance (KPIs). São eles que demonstram se, ao final do período, você atingiu seus objetivos ou não.

3. Definir a equipe e os responsáveis

Na etapa de planejamento da estratégia, também deve ser definida a equipe que estará envolvida.

Provavelmente, todo o seu time estará envolvido no CRM de uma forma ou outra. Por isso, é importante definir as responsabilidades de cada colaborador, especialmente de quem estará diretamente comprometido na implementação da estratégia.

Isso é necessário, também, para estabelecer níveis de acesso à ferramenta de CRM na etapa de execução.

4. Escolher a ferramenta de CRM

A escolha da ferramenta de CRM também deve estar no seu planejamento. Afinal, colocar a estratégia em prática depende dela.

Existem diversas opções no mercado. Por isso, é preciso ter em mente os aspectos dos passos anteriores: entender profundamente o seu negócio e definir objetivos, necessidades e orçamento.

Entenda o que a ferramenta precisa ter para atender o seu negócio. São pontos importantes:

  • integrações com outras ferramentas;
  • personalização;
  • capacidade de armazenamento de dados;
  • geração de relatórios;
  • acessibilidade.

Além disso, investigue também sobre a confiabilidade e a qualidade do atendimento do fornecedor.

Execução da estratégia de CRM

Com base no planejamento, é hora de executar a estratégia de CRM. Vamos lá?

5. Mapear os processos

No planejamento, você passou pela etapa de mapear os processos do negócio. A partir da identificação dos gargalos e problemas atuais, é possível definir uma nova estrutura, mais eficiente, para os processos que envolvem o CRM.

Nessa etapa, crie um fluxograma de atividades para cada processo e identifique as áreas envolvidas, os responsáveis, os prazos e os resultados esperados.

Assim, você consegue perceber como o CRM se envolve nos processos e desenhar uma nova estrutura para configurar o sistema adequadamente.

6. Configurar a ferramenta de CRM

Enfim, realize a implementação da ferramenta de CRM. Nessa etapa, você deve usar as informações dos passos anteriores para configurar o software, que geralmente traz diversas opções de customização para atender as demandas do seu negócio.

A partir do mapeamento dos processos e da definição da equipe envolvida, então, você deve inserir as informações no sistema e apontar as atividades de cada usuário.

Por exemplo: para o processo de suporte ao cliente, defina o caminho que a mensagem do usuário percorre, quem deve atendê-lo, quais alertas devem ser emitidos, entre outros aspectos.

Nessa etapa, o suporte do fornecedor é essencial para guiar a configuração e customização do sistema, além da migração de dados de sistemas anteriores.

7. Alinhar a equipe

A execução da estratégia também passa por quem é responsável por aplicá-la no dia a dia: a sua equipe.

Primeiramente, você deve investir em uma comunicação eficiente sobre o projeto, que é essencial para despertar o engajamento e o comprometimento com a nova estratégia.

Esclareça quais são os objetivos da empresa com o CRM e quais benefícios ele traz para o negócio. Explique também quais são as responsabilidades dos colaboradores e como cada um pode contribuir para melhorar a gestão do relacionamento com o cliente.

Nessa etapa, também é importante treinar os colaboradores para o uso da ferramenta, de acordo com o seu perfil.

Por exemplo: a equipe de vendas deve dominar os recursos para gerenciar leads e monitorar as oportunidades, enquanto os gestores devem ser capacitados para a parte gerencial, como controles, configuração de metas e geração de relatórios.

Entenda que, para implementar um CRM, geralmente é preciso mudar os hábitos da equipe e a cultura da empresa, o que pode demorar um pouco.

kit de geração de leads

Análise da estratégia de CRM

Enfim, após a execução da estratégia, é hora de entender se a empresa conseguiu alcançar o que queria.

8. Analisar os KPIs

Você lembra que, na etapa de planejamento, foram definidos as metas e os indicadores da estratégia? Agora é o momento de analisar se você chegou onde queria.

Se você selecionou o custo de aquisição de clientes como um KPI, por exemplo, olhe para o seu resultado. Analise se ele bateu a meta que você havia definido.

Então, com base nesse e em outros indicadores da estratégia, identifique as oportunidades de otimização para alcançar ou melhorar os seus resultados.

9. Ajustar a estratégia

Ao analisar que o custo de aquisição de clientes ainda está alto, por exemplo, você percebe que é preciso fazer ajustes para acelerar o ciclo de vendas.

Então, nesta etapa, ajuste os processos se os resultados ainda não foram alcançados ou podem ser melhorados. A intenção é eliminar as falhas que estejam prejudicando a estratégia.

Implementar um CRM não é um trabalho com início, meio e fim. Você sempre terá oportunidades para melhorar a estratégia e ter resultados mais expressivos ― desde que implemente um constante processo de monitoramento e ajustes.

Pronto: agora você já tem um passo a passo para implementar um CRM na sua empresa!

Lembre-se de que o sistema, por si só, não pode gerar os resultados que você deseja. A inteligência humana para definir a estratégia e configurar a ferramenta, é essencial para alcançar os objetivos da gestão do relacionamento com o cliente.

Ao colocar o consumidor no foco das estratégias, você vai ver que os resultados do negócio vão se multiplicar. Mais experiências positivas, satisfação com a marca, produtividade para a equipe e inteligência para as estratégias são os principais benefícios que você vai colher.

Pensando nisso, conheça também o nosso conteúdo completo sobre Customer Success e saiba como gerar ainda mais valor para os seus clientes!

Guia-do-Customer-Success

Marketing 4.0

Marketing 4.0: o que é, quais os impactos e como aplicar na sua empresa

Já passamos pelo Marketing 1.0, 2.0 e 3.0. Agora, é a vez da economia digital, da revolução da Internet e de todas as transformações que a tecnologia traz para a sociedade e para as empresas. Saiba tudo agora sobre o Marketing 4.0!

O Marketing 4.0 é o mais recente estágio do mercado. Estamos vivendo essa era do Marketing em que a tecnologia permeia as nossas vidas e se transforma em um meio necessário para conectar marcas e consumidores.

Experimente lembrar as suas últimas compras. No último ano, você pode ter comprado um sapato, um celular ou até um carro. Certamente, em algum momento da sua jornada de compra (talvez em toda ela!), a Internet estava presente, não é?

Na hora de pesquisar preços, conhecer as opções de marcas ou efetivamente comprar o produto, você provavelmente usou ferramentas digitais. Pesquisou no Google, consultou opiniões no Facebook, acessou sites de e-commerce e até blogs com avaliações do produto.

Mas não pense que é só você que faz isso: esse é o comportamento padrão dos consumidores atualmente, que utilizam a tecnologia em todas as esferas da sua vida.

E as empresas, o que têm a ver com isso? Elas precisam estar onde os consumidores estão, adotar a linguagem que eles estão usando. Por isso, elas precisam migrar para o Marketing 4.0.

Quer entender melhor o que isso significa? Vamos falar agora sobre o Marketing 4.0: o que é isso, quais os impactos para o seu negócio e como se adaptar a ele. Boa leitura!

O que é Marketing 4.0?

Marketing 4.0 é um conceito desenvolvido por Philip Kotler, um dos mais importantes teóricos da Administração Moderna.

O livro Marketing 4.0: do Tradicional ao Digital (2016), escrito em parceria com Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan, destrincha todos os detalhes dessa nova era do Marketing.

Segundo os autores, o Marketing 4.0 representa a revolução digital para as empresas. Se antes elas podiam simplesmente investir em anúncios de TV, jornais e revistas para conquistar clientes, hoje é preciso avançar na transformação digital.

Novas tecnologias e novos comportamentos dos consumidores ― que já vivenciam uma transformação digital no seu cotidiano ― demandam uma nova abordagem do Marketing.

Mas não se trata apenas de ter uma página no Facebook e enviar e-mail Marketing. Só isso não significa uma mudança profunda.

A transformação é muito mais de mindset do que de ferramentas. Por isso, as empresas precisam entender a nova realidade que está aí, antes de aplicar o marketing digital. É com isso que Kotler introduz o conceito de Marketing 4.0.

De acordo com o livro, a conectividade provoca mudanças drásticas na sociedade:

  • em detrimento da exclusividade, o mundo se volta para a inclusão social e o senso de comunidade, ao eliminar barreiras geográficas e demográficas;
  • estruturas de poder verticais estão se diluindo, aumentando a competitividade de pequenos negócios e dando lugar a relações horizontais entre marcas e consumidores;
  • decisões individuais são cada vez mais influenciadas pelas opiniões sociais compartilhadas nas comunidades digitais.

primeiros passos no marketing digital

Todas essas transformações, provocadas pela Internet, impactam também nas empresas. Para entrar na era digital e se conectar com a sociedade, portanto, elas devem passar para uma lógica de negócios mais inclusiva, horizontal e social.

Para isso, elas também devem entender os paradoxos que a conectividade traz.

Primeiramente, o livro apresenta o paradoxo da interação online versus offline. Por mais que as pessoas estejam desenvolvendo novas relações pela Internet, elas dão valor para as experiências físicas. O futuro aponta, então, para uma convergência entre online e offline.

Além disso, ao mesmo tempo em que a conectividade apresenta muito mais opções de consumo, ela também dificulta as escolhas do consumidor.

Ele não tem mais tempo nem atenção para cada estímulo de marca que recebe. Ele se dedica apenas ao que oferece alguma utilidade para ele, seja como entretenimento, seja como informação.

E o terceiro paradoxo é sobre defesa negativa versus positiva. A conectividade estimula que os consumidores exponham suas opiniões sobre as marcas. Só que elas podem ser negativas ou positivas, e isso não está sob controle da empresa.

O que fazer, então, ao receber uma avaliação ruim? Não se desesperar: é preciso lidar com o paradoxo, já que as opiniões negativas incentivam que os defensores da marca se manifestem.

Aí estão, portanto, os desafios das empresas no Marketing 4.0. A seguir, vamos ver como você pode superá-los para se adaptar a esse novo cenário.

Do Marketing 1.0 até o 4.0: como o marketing evoluiu?

Se o conceito é chamado de Marketing 4.0, imagina-se que antes já passamos pelo 1.0, 2.0 e 3.0, certo? É isso mesmo: Kotler teorizou sobre as transformações da sociedade e como as empresas se adaptaram a elas, desde os primeiros passos do Marketing. Acompanhe!

Marketing 1.0

Nesse primeiro estágio, o cenário era de poucas opções para o consumidor e baixa concorrência entre as empresas.

Por isso, elas estavam focadas nos seus próprios produtos e produção. Nada de público-alvo, personalização ou diferenciação: bastava massificar a divulgação, focando nos atributos funcionais dos produtos.

É fácil perceber como o Marketing 1.0 se manifesta na publicidade da época. Veja, por exemplo, este anúncio do Fusca, que ressalta as características do carro:

Marketing 2.0

Depois disso, vem o Marketing 2.0. Nesse estágio, a concorrência entre as empresas fica mais acirrada. Começa uma preocupação maior com a construção de uma marca, ou seja, uma identidade da empresa que a diferenciasse dos concorrentes.

Nessa etapa, os consumidores também mudam. Eles se tornaram mais exigentes em relação às marcas, já que passaram a ter mais opções de escolha.

Por isso, as marcas passaram a adotar a segmentação de mercado, com a intenção de se identificar com um grupo de consumidores ― o seu público-alvo. Ao se diferenciar dos concorrentes, então, cada empresa atende as necessidades e desejos de um segmento.

Um bom exemplo desse estágio do Marketing são os comerciais da Bombril. A marca escolheu um personagem e uma linguagem pensando na dona de casa que utilizava o produto. O foco não é mais exatamente o produto, e sim a identificação da marca com o público-alvo.

Marketing 3.0

Mais recentemente, então, chegou o Marketing 3.0. Em vez da segmentação, as empresas passaram a apostar na personalização ― o Marketing one-to-one. Afinal, seres humanos se juntam em tribos, mas cada pessoa é única.

Então, consumidores deixam de ser tratados como um alvo ou meros compradores. Eles passam a ser tratados como os seres humanos que são ― cada um com a sua própria história, os seus valores e toda a sua complexidade.

Por esse motivo, as marcas hoje também assumem valores humanos. Para gerar identificação com cada pessoa, elas adotam um propósito e se identificam com causas.

É isso que as pessoas esperam de uma marca, não que apenas criem e vendam produtos.

Um exemplo dessa abordagem de marketing é a publicidade da Skol que defende as diferenças. A marca assume esse compromisso social e contraria os tradicionais anúncios sexistas de marcas de cerveja. E, assim, conquista a confiança do público.

Marketing 4.0

As transformações do Marketing 3.0 já acontecem no contexto da Internet, dos blogs, das redes sociais e da web colaborativa. Porém, a revolução digital foi tão impactante que Philip Kotler desenvolveu um novo conceito para esse cenário da economia digital.

Portanto, o Marketing 4.0 não vem para substituir o 3.0. As empresas devem seguir focadas no ser humano e assumir uma personalidade para a sua marca. Mas agora a tecnologia assume um papel central nas transformações e o ser humano precisa ser entendido nesse contexto.

Além disso, o surgimento de novos ciclos do Marketing também não extingue os estágios passados. Ou você acha que ainda não existem empresas focadas em seus próprios produtos? E setores de Marketing que ainda tratam o público como alvo, sem dar voz às pessoas?

Tudo isso ainda existe no mercado. Mas as empresas que se adaptam mais rapidamente aos novos estágios do Marketing estão muitos passos à frente.

Como o Marketing 4.0 impacta na sua empresa?

Diante de todas essas transformações, já dá para entender: sua empresa precisa se adaptar o quanto antes à economia digital.

Provavelmente você já sabe que precisa ter um site, um perfil nas redes sociais, um blog corporativo e uma plataforma de e-mail Marketing.

Aqui no blog sempre mostramos a importância dessas ferramentas digitais. Mas elas são apenas ferramentas. Por isso, também sempre ressaltamos a necessidade de ter uma estratégia que embase o seu uso.

Portanto, estamos falando muito mais que usar novas tecnologias. Adaptar-se de fato ao Marketing 4.0 significa compreender as transformações que a tecnologia traz e como se conectar com as pessoas dentro desse contexto.

Para isso, é preciso se desprender das práticas antigas. Como diz o nome do livro escrito por Kotler, Marketing 4.0 representa a transição do tradicional para o digital.

Ao compreender isso, você consegue montar estratégias completas e eficientes, que trazem resultados efetivos para o seu negócio. Você cria uma marca forte, que é reconhecida e valorizada pelas pessoas. Você entrega valor para o público consumidor, mas também gera impacto positivo para o mundo à sua volta.

É isso que se espera de uma empresa no Marketing 4.0.

Como aplicar o Marketing 4.0 na prática?

Na teoria, você já entendeu o que é Marketing 4.0, certo? Mas, na hora de colocar em prática, as empresas podem se perder.

Veja abaixo, então, as principais dicas para construir os pilares do Marketing 4.0 no seu negócio.

Construa relações horizontais

No estágio do Marketing 4.0, a conectividade permite a criação de relações mais horizontais e menos hierárquicas. Então, como a sua empresa deve se comportar?

Para se relacionar de maneira horizontal com outras pessoas, nada melhor que se colocar também como uma pessoa, não é? Então, assuma uma identidade para a sua empresa, que evidencie o seu propósito e os seus valores. A construção de uma brand persona é a melhor ferramenta para isso.

Assim, você pode conversar com os consumidores de igual para igual. Como nos relacionamentos pessoais, você deve ouvir o outro, entender as suas necessidades e tentar auxiliá-lo. Isso ajuda a construir uma relação de confiança, tão essencial no Marketing 4.0.

Mas as relações horizontais não valem apenas para os consumidores. Pense nisso também ao se relacionar com os seus competidores.

É claro que é difícil se desvencilhar da competitividade do mercado. Mas saiba que concorrentes que se unem só têm a ganhar. E isso é uma tendência cada vez mais forte.

A cada ano vemos mais empresas de um mesmo nicho se reunindo em torno de uma causa. Quer um exemplo bacana? A reunião dos gigantes da Internet para combater o terrorismo.

Outro exemplo são as ações de co-marketing. Elas geram conteúdos relevantes para o público de duas marcas, que se beneficiam mutuamente.

Entenda que a sua marca não está totalmente sob o seu controle

Outra característica do contexto do Marketing 4.0 é a influência das opiniões dos outros nas decisões pessoais.

Os blogs e redes sociais deram voz a todos. Qualquer pessoa pode publicar na web, manifestar a sua opinião e influenciar nas decisões de outras pessoas. Portanto, as marcas não têm mais controle sobre o que falam dela. São os consumidores que constroem a reputação das marcas.

Então, não adianta entrar em pânico toda vez que alguém publicar um comentário negativo. Assuma que empresas são feitas por pessoas, e pessoas erram. Afinal, não dissemos antes que você deveria humanizar a sua marca? Então: errar é humano.

Mas é claro que você pode minimizar os impactos de avaliações negativas. Ter um manual de gerenciamento para crises de imagem, por exemplo, é essencial para saber o que fazer em momentos de conflito. Também é interessante fazer um monitoramento das menções positivas e negativas da sua marca, para ter um termômetro da sua reputação.

Dedique-se também a conversar com os consumidores, para entender (quando eles reclamarem) e agradecer (quando elogiarem).

CONTEÚDOS RECOMENDADOS PARA COMEÇAR SUA ESTRATÉGIA DIGITAL
👉 [Ebook gratuito]: SEO 2.0: O Guia Completo
👉 [Ebook gratuito]: Marketing de Conteúdo: primeiros passos
👉 [Ebook gratuito]: Guia Definitivo do Blog Corporativo

Integre o Marketing online e o offline

Ao ler o título do livro, pode parecer que Philip Kotler quer extinguir o Marketing tradicional do mapa. Mas não é bem assim.

O autor defende que, no Marketing 4.0, as estratégias online e offline devem convergir. Afinal, o consumidor vive o paradoxo de interagir cada vez mais pela Internet, mas valorizar as vivências no mundo físico.

O que a sua marca deve fazer, então? Criar experiências completas, de maneira que as pessoas transitem entre os meios online e offline e fiquem felizes com a sua marca.

Para isso, é preciso criar uma experiência omnichannel. Esse termo se refere à integração da operação de vendas de uma empresa ao longo de todos os seus canais, independentemente se eles são online ou offline.

Se o consumidor quer pesquisar pela Internet e comprar na loja física ― e não há nada mais natural que isso hoje! ―, tudo bem. Ele deve transitar entre on e off sem sequer perceber que há uma fronteira.

Aliás, será que ainda existe essa fronteira? Para quem compra, parece que não. Mas as empresas ainda precisam mudar sua mentalidade para integrar as operações.

Conquiste atenção e confiança com Marketing de Conteúdo

O Marketing 4.0 tem um grande desafio: conquistar a atenção e a confiança de um consumidor cada vez mais ocupado e informado.

É por isso que hoje não basta mais pagar por um anúncio de 30 segundos na TV. As pessoas não querem mais ficar esperando os comerciais para assistir ao jornal da noite. Elas não têm mais tempo para isso, e a Internet oferece milhares de outros conteúdos mais interessantes.

Então, como conquistar esse novo consumidor?

O Marketing de Conteúdo é a solução. O estudo Content Trends mostra que a adoção dessa estratégia aumenta a cada ano. Em 2018, 73% das empresas entrevistadas adotam o Marketing de Conteúdo ― um aumento de 5,8% em relação a 2015.

Content Trends 2018

Mas por que esses resultados são tão expressivos? Porque, ao oferecer informações relevantes para as pessoas, você ganha a atenção delas.

Mas esse conteúdo precisa entregar algo de valor a elas, para resolver alguma dúvida ou necessidade, despertar alguma emoção ou simplesmente divertir.

Assim, ao longo da jornada de compra do consumidor, você conquista a confiança dele. E um relacionamento de confiança é muito mais difícil de quebrar do que uma relação meramente comercial.

Em tempos de excesso de estímulos e marcas, tudo o que você quer é criar laços fortes com o público, certo?

Estimule os advogados da marca

Por muito tempo, utilizou-se a metodologia AIDA (Atenção, Interesse, Desejo e Ação) para descrever os passos do cliente até a compra.

O professor Derek Rucker, da Kellogg School of Management, propôs um novo modelo, chamado de 4As: Assimilação, Atitude, Ação e Ação Nova. Essa perspectiva abrange também o pós-compra: uma recompra seria um sinal significativo da fidelidade do cliente.

Mas Kotler, com base nesse modelo, propõe os 5As: Assimilação, Atração, Arguição, Ação e Apologia.

Segundo o autor, esse modelo descreve a jornada do consumidor na era da conectividade. Em todas as etapas, ele é influenciado pela comunidade, especialmente na Internet.

E, nessa perspectiva, o maior sinal de fidelidade do consumidor não é mais recompra: é a disposição em defender a marca (apologia).

Afinal, a recompra representa apenas uma atitude individualizada. Mas, quando o consumidor se torna um advogado da marca, ele é capaz de influenciar a decisão de várias pessoas e ainda construir uma reputação positiva para a marca.

Isso pode acontecer naturalmente, quando um cliente se sente satisfeito. Mas você pode estimular a defesa da marca ao oferecer uma experiência valiosa ao consumidor e satisfazê-lo em todas as etapas do seu caminho até a compra.

Caminhe para a transformação digital

Enfim, essa é a última dica, que sintetiza tudo o que foi dito até agora.

Adotar a transformação digital no Marketing 4.0 significa mudar uma cultura construída durante anos. Por muito tempo, empresas e agências de Marketing se acostumaram a tratar o público como massa, escolher um veículo apenas por sua fama ou tomar decisões baseadas em achismos.

No Marketing 4.0, porém, a conectividade exige uma nova postura. As empresas precisam se orientar pela compreensão do ser humano na economia digital e pela análise de dados para embasar decisões.

Afinal, se a tecnologia e a sociedade evoluem, o Marketing precisa evoluir junto. É isso que Kotler nos ensina em seus livros.

Mas a transformação digital não abrange apenas o Marketing. É uma mudança estrutural nas empresas, que coloca a tecnologia em um papel central para melhorar seu desempenho.

Quer entender melhor esse conceito? Então leia agora nosso guia sobre transformação digital e marketing.

Transformação digital e marketing

O que é publicidade digital?

Saiba o que é publicidade digital e por que ela é diferente do Marketing Digital

A publicidade digital transformou a maneira de conectar marcas e consumidores.

Antes as empresas eram limitadas às mídias offline, como panfletos, cartões de visita, outdoors e ― para quem tinha mais verba ― anúncios de TV, rádio e jornal.

Hoje, porém, a internet abre as portas da publicidade para qualquer negócio encontrar o seu público, divulgar a sua marca e fazer mais negócios online. Banners, links patrocinados, redes sociais, Email Marketing… Existe uma infinidade de canais e formatos para aproveitar!

Agora, então, você vai entender tudo sobre a publicidade digital: o que é, por que vale a pena investir nela, quais são os tipos e como obter os melhores resultados com ela. Siga conosco!

O que é a publicidade digital?

Publicidade digital é toda forma de promover uma marca por meio de dispositivos e canais digitais.

Ela serve para divulgar uma marca e seus produtos, alcançar o seu público-alvo e criar um relacionamento com os consumidores.

As mudanças de comportamento do consumidor e a evolução da tecnologia foram os propulsores da publicidade digital. As pessoas passaram a usar a internet para tudo, desde resolver uma dúvida rápida no Google até comprar uma geladeira em um e-commerce.

Por isso, nos últimos anos, a internet se tornou o lugar em que as empresas precisavam estar. Se o público está no Google, nas redes sociais e nos blogs, elas também precisam marcar sua presença digital.

Assim, surgiram diferentes maneiras de conectar marcas e consumidores pela internet. E, com a evolução nos últimos anos, a publicidade digital se tornou cada vez mais complexa.

A diversificação de formatos, formas de cobrança e opções de segmentação de público tornaram as plataformas mais robustas, cheias de opções para as marcas.

Diferença entre publicidade digital e Marketing Digital

Você também trata marketing digital e publicidade digital como a mesma coisa?

Tudo bem… A maioria das pessoas e profissionais da área faz isso. Porém, existe uma sutil diferença entre esses conceitos, que vamos explicar agora.

O marketing, de maneira geral, lida com todos os 4 Ps do Mix de Marketing: Preço, Produto, Praça e Promoção.

Esse é o composto que representa os quatro pilares do marketing e determina a forma como uma marca se apresenta no mercado. No marketing digital, a única diferença é que essas ações são pensadas para o ambiente online.

A publicidade, então, é uma ferramenta do marketing porque está dentro de um desses Ps: o de Promoção. Essa é uma das formas com que a empresa promove a marca e os produtos junto ao público ― e a publicidade digital é a ferramenta que faz isso nas mídias online.

Já dá para entender, então, que a publicidade digital é uma ferramenta do marketing digital.

Porém, na prática, muita gente considera as duas estratégias como sinônimos.

Quais são os benefícios da publicidade digital?

Não é por acaso que tantas marcas aderiram à publicidade digital. Existem muitos benefícios, especialmente para os pequenos negócios, que tinham menos oportunidades antigamente.

Entenda agora as principais vantagens!

Alcance ampliado

A internet não tem fronteiras. Você pode falar com os vizinhos do seu bairro, mas também com quem está do outro lado do mundo. E vale lembrar: quase todo mundo está na internet!

Isso significa que a publicidade digital é capaz de aumentar o alcance da sua empresa, não só para divulgar a marca, mas também vender seus produtos no comércio eletrônico.

Capacidade de segmentação do público

Já ouviu falar de big data? Essa expressão se refere à enorme quantidade de dados que a internet armazena. E um dos benefícios do big data é proporcionar uma infinidade de dados sobre os consumidores.

Eles podem ser usados, então, para segmentar o público das suas divulgações e atingir exatamente quem você deseja.

Cobrança mediante resultados

As mídias pagas da internet têm uma grande vantagem em relação aos canais offline. Diferentemente de uma publicidade no jornal e em outdoor, o anunciante não paga antecipadamente.

Na internet, ele só é cobrado quando obtém o resultado que gostaria (um clique, uma visita ao site, uma conversão). Daí surgem as formas de cobrança, entre elas:

  • custo por clique (CPC);
  • custo por mil impressões (CPM);
  • custo por aquisição (CPA).

Poder de mensuração

Outro grande diferencial, possibilitado pelo big data, é a capacidade de mensurar os resultados da publicidade.

Você pode saber exatamente quantas pessoas visualizaram um anúncio, quantas clicaram e quantas vendas você gerou a partir dele.

Dessa forma, é possível mensurar com mais precisão o ROI (Retorno sobre Investimento), que é um indicador de desempenho estratégico.

Planilha para acompanhamento de métricas

Baixe nosso template gratuito e comece a acompanhar os seus números de perto!


Formatos variados

Esqueça a limitação de trabalhar apenas com imagens, áudios e vídeos de 30 segundos. Na publicidade digital, você pode usar desde textos simples nos links patrocinados até uma websérie de vários capítulos no YouTube.

A criatividade ganha asas nos mais variados formatos de divulgação.

Competitividade para os pequenos negócios

Por fim, um dos grandes benefícios da internet é democratizar a publicidade. Afinal, você não precisa de verbas astronômicas para divulgar sua marca na internet.

Existem várias mídias orgânicas, que não exigem qualquer investimento em mídia, como blogs e redes sociais. E, quando você começar a investir nas mídias pagas, pode usar o valor que quiser e terá total controle sobre o orçamento das suas campanhas.

Quais tipos de publicidade digital podem ser feitos?

Agora, vamos ver os principais tipos de publicidade digital, que dividimos entre mídias pagas e orgânicas.

Mas entenda que esta não é uma lista definitiva: existem muitos outros formatos, e, a qualquer momento, podem surgir novas opções. Na publicidade digital, é preciso ficar sempre de olho nas novidades, que não param de acontecer.

Mídias pagas

A publicidade paga é realizada por meio de plataformas que cobram pela veiculação da mídia. Veja a seguir quais são os principais canais!

  • Links patrocinados: anúncios de texto que aparecem em posições de destaque nos resultados da busca nos mecanismos de pesquisa (Google, principalmente).
  • Mídia display: anúncios com apelo visual (imagens ou animações) que aparecem em meio ao conteúdo em páginas da internet.
  • Social Ads: anúncios para redes sociais, nos mais diversos formatos: Facebook Ads, Instagram Ads, LinkedIn Ads, Sponsored Tweets e YouTube Ads são os mais usados.
  • Mobile Ads: toda forma de publicidade veiculada em sites e aplicativos para dispositivos móveis (smartphones e tablets).
  • Google Shopping: anúncios de produtos que aparecem nos resultados da busca com informações de preço, marca e loja.

facebook ads

Mídias orgânicas

Mídias orgânicas são aquelas em que a marca é divulgada sem que você precise pagar pela sua veiculação.

Isso não quer dizer, porém, que você não tenha gastos indiretos, como contratações, treinamentos, ferramentas ou serviços terceirizados. Veja agora as principais estratégias de publicidade orgânica:

  • SEO (Search Engine Optimization): otimização das páginas de um site para que elas apareçam bem posicionadas nos resultados da busca orgânica do Google.
  • Redes sociais: publicação de posts orgânicos e interação com os usuários pelas redes sociais.
  • Email marketing: envio de mensagens (geralmente automatizadas) para divulgar ofertas e estreitar o relacionamento com o público da marca.
  • Blog: publicação de artigos sobre a área de atuação da empresa para engajar os consumidores e melhorar o posicionamento no Google.
  • Guest post: publicação como convidado no blog de uma marca parceira, com a intenção de atrair um novo público e gerar tráfego para o blog.

Como potencializar os resultados da publicidade digital? Veja agora 5 dicas!

A publicidade digital se popularizou. Hoje, qualquer negócio pode usar os canais digitais. Assim, a competitividade na internet também aumentou.

Por isso, quem quer conquistar a atenção do consumidor precisa se diferenciar, adotando as melhores práticas da publicidade digital. Veja agora as nossas principais dicas para isso!

1. Mantenha o foco na experiência de marca

O consumidor não procura mais empresas ou produtos. Ele quer ter boas experiências com as marcas, que transmitam confiança, ofereçam soluções e proporcionem emoções positivas.

A publicidade digital, então, está inserida nesse contexto. Na sua atuação online, você deve sempre colocar a experiência do cliente em primeiro lugar. De que maneira aquele post ou anúncio gera valor para o consumidor? Pense nisso antes de publicar qualquer coisa!

2. Dedique-se à segmentação do público

Esse é um dos diferenciais da publicidade digital. Então, não o desperdice.

Primeiramente, você deve conhecer bem a sua persona e entender os objetivos da sua estratégia. Essas informações devem servir de base para a segmentação de público dos anúncios, que, assim, será mais precisa.

3. Teste, teste, teste

Será que o anúncio vai gerar conversões? Será que o título do email marketing está bom? Não fique em dúvida: faça testes para tomar as decisões corretas.

Na publicidade digital, você pode realizar testes com um público pequeno entre duas ou mais versões de uma página, um email, um post ou um anúncio. Então, em vez de se frustrar com os resultados, entenda antes o que funciona ou não.

4. Invista no remarketing

Remarketing é a ação de impactar novamente um usuário que já interagiu com o seu site, seja para ler um post no blog ou comprar um produto. Ele pode ser feito por email, links patrocinados, mídia display ou social ads.

Trata-se de uma das estratégias mais eficientes da publicidade digital, pois o consumidor já demonstrou um interesse prévio na sua marca. Você só precisa reconquistá-lo!

5. Mire nos resultados práticos para a sua empresa

Seu post ganhou muitos likes? Seu artigo foi lido por muitas pessoas? Legal!

Mas o que importa mesmo para o seu negócio é se isso serviu para atingir os objetivos da sua estratégia de marketing.

Então, não perca tempo com as métricas de vaidade. O foco deve ser os indicadores-chave de performance, que demonstram os resultados reais da publicidade digital para o seu negócio.

Enfim, o que é a publicidade digital se não a melhor maneira de se conectar com o seu público? Aproveite essa estratégia do marketing para conquistar a atenção do consumidor nos canais que ele mais utiliza no seu dia a dia.

Com a diversidade de plataformas, formatos, canais e filtros de segmentação, você tem um arsenal de recursos para potencializar a sua estratégia de marketing!

Agora, o nosso Guia Definitivo de Marketing Digital pode orientar você sobre como montar a sua estratégia com essas ferramentas poderosas. Boa leitura!

ebook marketing digital

swot

Aprenda o que é Análise SWOT ou Matriz FOFA e saiba como fazer uma análise estratégica do seu negócio

Análise SWOT (ou Análise F.O.F.A.) é a sigla em para Forças (Strengths), Fraquezas (Weakness), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). É uma ferramenta que serve para fazer o planejamento estratégico de empresas e novos projetos.


Tente lembrar a última vez em que você teve que tomar uma decisão importante.

Uma decisão que impactasse sua vida, seu destino. Provavelmente esse não foi um momento fácil.

Você teve que pensar na sua situação atual, pesar os prós e contras, avaliar o impacto para as pessoas próximas, entre outros fatores.

Com essa análise, você deve ter ficado mais seguro de que estava tomando a decisão mais acertada.

Lembrou-se de alguma situação assim? O mesmo acontece nas empresas.

No momento de dar um passo importante, é preciso antes avaliar a situação do negócio e o cenário em que está inserido para entender qual o caminho certo a seguir.

E é para isso que serve a análise SWOT, que em português pode ser chamada de matriz FOFA, uma das ferramentas de planejamento mais usadas no mundo empresarial.

Nosso objetivo neste post é explicar para você tudo sobre a análise SWOT: o que é, para que serve, como fazer.

Aprenda com a gente a usar esta metodologia no seu negócio para embasar suas decisões.

Vamos lá?

Faça o download deste post inserindo seu e-mail abaixo

Não se preocupe, não fazemos spam.
Powered by Rock Convert

O que é a análise SWOT?

SWOT é a sigla em inglês para Forças (Strengths), Fraquezas (Weakness), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).

No Brasil, você pode ouvir algumas pessoas chamando essa análise FOFA (Forças, Ameaças, Fraquezas e Oportunidades).

A análise SWOT é muito utilizada no planejamento estratégico das empresas ou de novos projetos, pois consiste na realização de um diagnóstico completo sobre o negócio e o ambiente que o cerca.

Com isso, o empreendedor tem um embasamento para formular suas estratégias de gestão e marketing com mais segurança.

O resultado da análise é a criação da matriz, também chamada de Matriz SWOT, que ajuda a identificar os principais fatores internos a serem trabalhados e os pontos externos que demandam atenção.

Quem criou a análise SWOT?

A análise SWOT é foi criada por Albert Humphrey (pelo menos é creditada a ele). Não se sabe ao certo, mas ela provavelmente foi criada na década de 60, na Universidade de Stanford (EUA), por meio de um estudo, encabeçado por Albert, das 500 maiores corporações norte-americanas da época.

Hoje é uma das metodologias clássicas da Administração.

Baixe o nosso template de apresentação para Análise SWOT

Preencha o seu email e receba gratuitamente:


Para que serve a análise SWOT?

A análise SWOT serve para embasar a tomada de decisões. Com ela, temos um diagnóstico completo sobre a empresa, o que reduz os riscos na hora de dar um passo importante, como explorar novos mercados, lançar um novo produto ou criar novas estratégias de marketing.

Portanto, a análise SWOT pode ajudar o negócio das seguintes formas:

  • Dar mais segurança para a tomada de decisão
  • Conhecer profundamente o cenário
  • Compreender a posição em relação aos concorrentes
  • Antecipar-se a movimentos externos
  • Indicar alternativas de ação

A metodologia é bastante versátil e fácil de ser aplicada.

Por isso, ela se tornou popular e passou a ser usada não só por grandes empresas (como na sua origem), mas também pequenos negócios, novos projetos, produtos, lugares, blogs e até pessoas.

Ou seja, em qualquer situação em que seja preciso tomar uma decisão, a análise SWOT pode ser usada.

Quem deve fazer a análise SWOT

Dependendo do porte do negócio, é o gestor da empresa ou um profissional de marketing quem fará a análise.

Porém, ela será muito mais completa se toda a equipe for envolvida no processo.

Certamente os gestores têm uma visão global do negócio, mas são os especialistas de cada área que conhecem de perto as dores, os desafios e as necessidades dentro do seu trabalho.

Além disso, participar de um processo estratégico como esse é capaz de despertar um senso de pertencimento, essencial para engajar os colaboradores em direção ao objetivo maior.

Vamos agora entender todos os detalhes sobre como realizar a SWOT, começando pela análise interna.

Como fazer uma análise SWOT da sua empresa?

Confira como fazer uma análise SWOT para a sua empresa, passo a passo:

  1. Analisar os fatores internos: Forças e Fraquezas
  2. Analisar os fatores externos: Oportunidades e Ameaças
  3. Analise o microambiente e o macroambiente
  4. Elabore a matriz SWOT priorizando o que é mais relevante
  5. Analise todos os pontos destacando os fatores positivos e os fatores negativos

Vamos ver essa passo a passo detalhando cada uma dessas tarefas e ilustrando com a matriz.

Como analisar os fatores internos

“Conhece a ti mesmo”. Essa sabedoria não vale só para a sua vida, mas também para as empresas.

Autoconhecimento é o primeiro passo para o desenvolvimento. Então, a análise SWOT começa olhando para dentro, para as duas primeiras letras da sigla: Forças e Fraquezas.

Os pontos fortes e fracos da empresa são fatores que a colocam em vantagem ou desvantagem em relação à concorrência.

Por isso, embora a análise interna olhe para dentro de casa, é preciso estar de olho também no que os vizinhos (os concorrentes) estão fazendo.

Perceba também que, sobre esses fatores, sua empresa tem controle, diferentemente da análise externa que vem depois.

Para eliminar um ponto fraco ou melhorar um ponto forte, a própria empresa pode agir. Não estamos dizendo que seja fácil fazer isso, mas o controle está em suas mãos.

Para entender quais características devem ser analisadas internamente, olhe especialmente para os fatores-chave de sucesso, ou seja, quais elementos são essenciais dentro do seu setor para o bom desempenho da empresa.

Para saber quais são eles, olhe para o líder: quais características o tornam o melhor no seu mercado?

Por exemplo, no mercado financeiro, tradição e credibilidade podem ser considerados fatores-chave de sucesso.

Para um restaurante, atendimento e localização. Para uma agência de viagens, agilidade operacional e suporte eficiente. Cada mercado tem os seus.

Identifique quais são os atributos essenciais no seu mercado e a sua situação em relação a eles.

Esses são alguns pontos que você pode analisar na sua empresa para identificar suas forças e fraquezas:

  • Localização
  • Tempo de mercado
  • Reputação
  • Recursos humanos
  • Recursos financeiros
  • Marketing
  • Gestão
  • Capacidade de operação
  • Acesso à matéria-prima
  • Materiais e equipamentos
  • Etc.

Como analisar os fatores externos

Já as Oportunidades e Ameaças referem-se ao que está no ambiente externo, do lado de fora.

Esses fatores não são controláveis, nenhuma ação da empresa pode influenciar sua existência. Eles simplesmente estão lá.

E é na análise SWOT que você identificará se eles são relevantes, se podem impactar no seu negócio e como irá lidar com isso.

Empresas que estão atentas aos movimentos do mercado, do setor, da economia, da política, da sociedade em geral, estarão mais bem preparadas para o futuro.

Ninguém consegue prever o futuro, mas é possível identificar tendências e se preparar para elas.

Existem dois ambientes externos que a análise SWOT deve abranger: o micro e o macroambiente.

O microambiente refere-se ao setor em que você atua. Como são as barreiras de entrada? Há muita concorrência entre os players? Novos entrantes representam uma ameaça para o seu negócio? Sobre o microambiente, avalie os seguintes pontos:

  • Clientes (poder de barganha sobre a sua empresa)
  • Fornecedores (poder de barganha sobre a sua empresa)
  • Concorrentes (quantidade de empresas, rivalidade, relacionamento)
  • Novos entrantes (barreiras de entrada, ameaças)
  • Substitutos (barreiras de saída, ameaças)
  • Intermediários (poder de barganha sobre a sua empresa)
  • Entidades de classe (organização, poder de pressão)

Já o macroambiente refere-se ao que está além da empresa e do setor.

O que os índices econômicos estão dizendo sobre o futuro do país? O que a sociedade está fazendo hoje que pode se tornar um novo comportamento social? Como esses movimentos afetam o seu negócio?

Para analisar o macroambiente, olhe para estes cenários:

  • Político-legal (projetos de lei, correntes ideológicas, novos governantes etc.)
  • Econômico (inflação, níveis de consumo, renda da população etc.)
  • Demográfico (crescimento da população, taxa de natalidade, escolaridade etc.)
  • Tecnológico (novas tecnologias, processos operacionais, automação etc.)
  • Sociocultural (crenças, valores, costumes, hábitos de consumo etc.)
  • Natural (escassez de matéria-prima, aumento da poluição, sustentabilidade etc.)

Vejamos um exemplo…

Digamos que você tenha uma livraria física, tradicional no mercado de uma cidade, e esteja avaliando a possibilidade de abrir um e-commerce para vender seus produtos.

Vamos ver como seria a sua análise SWOT:

  • Forças (Strengths)

Como dissemos, a avaliação das forças e fraquezas deve estar relacionada a fatores-chave de sucesso.

No nosso exemplo, a amplitude da oferta e a reputação da marca são pontos importantes, que esta livraria possui.

  • Fraquezas (Weakness)

No entanto, a empresa pretende entrar para o mundo virtual, então a ausência de know-how em e-commerce é um ponto fraco.

Além disso, a livraria não tem um sistema de estoque que possa ser integrado às vendas online, o que é essencial para quem terá pontos-de-venda diferentes (físico e virtual).

  • Oportunidades (Opportunities)

O acesso à internet no Brasil continua em crescimento, especialmente com pessoas de baixa renda e no interior do país.

Outra grande tendência é o aumento de uso de smartphones para pesquisa de produtos e compras online – hábito de consumo que também pode ser aproveitado pela livraria.

  • Ameaças (Threats)

No Brasil, a falta do hábito da leitura (fator sociocultural) pode ser considerada uma ameaça para a livraria.

No microambiente, a concorrência acirrada entre as livrarias virtuais é também um ponto de atenção.

Seria possível ainda listar muitos outros pontos importantes de cada aspecto analisado, mas é importante manter a lista concisa.

Na hora de analisar, pense em tudo e liste todos os pontos, mas quando for elaborar a matriz, priorize o que é mais relevante para o negócio.

Análise SWOT: Matriz F.O.F.A.

Faça o download gratuito do nosso template

Preencha o seu email e receba um template de apresentação para a análise SWOT da sua empresa:


Terminei a matriz… E agora?

A análise por si só não tem serventia alguma. A avaliação de todos os fatores internos e externos relacionados ao seu negócio deve ajudar nas tomadas de decisão.

Portanto, agora que você já tem a matriz preenchida em todos os seus quadrantes, é hora de analisar os possíveis movimentos.

Mas como você transforma a matriz SWOT em ações e estratégias?

A dica é ver como as forças, as fraquezas, as ameaças e as oportunidades se relacionam entre si.

O objetivo é maximizar os pontos positivos e minimizar os negativos.

Por exemplo, olhe para as suas Forças e identifique como elas podem ajudar a potencializar o negócio aproveitando as Oportunidades identificadas.

As Forças da sua empresa também podem ajudar a minimizar os impactos das Ameaças.

Veja as possibilidades de estratégias combinando as informações levantadas:

  • Forças + Oportunidades

Quais pontos fortes da empresa podem ser usados para maximizar as oportunidades identificadas?

No caso da livraria, a amplitude da oferta maximiza a oportunidade de entrar nas vendas virtuais.

Então, você já seria capaz de tomar uma decisão estratégica: focar as mensagens publicitárias na grande variedade de livros.

  • Forças + Ameaças

Quais pontos fortes da empresa podem ajudar a minimizar o impacto das ameaças?

Por exemplo, a reputação da livraria pode reduzir a ameaça de entrar em um mercado com concorrência acirrada, já que a marca é consolidada.

Então, uma estratégia importante seria manter o mesmo nome e identidade visual na web.

  • Fraquezas + Oportunidades

Que ações você pode fazer para minimizar as fraquezas através das oportunidades levantadas?

O uso de smartphones para compras online é uma oportunidade importante, mas só será aproveitada se a empresa tomar uma ação: adotar um sistema de estoque integrado para todos os seus pontos de venda.

  • Fraquezas + Ameaças

Que ações você pode fazer para diminuir ou eliminar as fraquezas e minimizar o efeito das ameaças?

No caso da livraria, a falta de know-how, combinada à concorrência acirrada do mercado, é um problema grave.

Para reduzir esse impacto, uma ação importante seria contratar uma empresa especializada para estruturar a operação do e-commerce.

Pronto, agora sua análise está completa! Você já está munido de várias informações para tomar suas decisões com mais certeza.

Dicas extras para a sua análise!

  • Seja realista – mascarar a realidade só irá prejudicar a sua empresa.
  • Seja objetivo – explique em poucas palavras cada ponto, se necessário.
  • Evite listas muito longas – priorize os pontos por relevância para o negócio.
  • Combine com outras metodologias de análise de cenário e diagnóstico.

Conclusão

A análise SWOT é uma ferramenta prática e fácil de ser aplicada. Mas o processo pode não ser tão simples assim.

Identificar as fraquezas na própria empresa pode ser doloroso. Encontrar os dados para avaliar o ambiente externo demanda esforço da equipe.

Perceber que algumas ameaças podem colocar seus planos por água abaixo – e ainda assim manter a cabeça erguida – é um grande desafio.

Durante a análise, o empreendedor se depara com algumas verdades. Mas esse é o grande benefício da análise SWOT.

Em vez de dar os passos da empresa com base em achismos, o processo permite que se conheça a realidade, justamente para evitar desilusões no futuro.

No fim das contas, a análise SWOT resulta em um grande aprendizado sobre a sua empresa e o seu mercado.

Aproveite esta ferramenta não só para a tomada de decisões, mas também para conhecer a fundo o seu negócio e envolver seus colaboradores nesse conhecimento.

Reúna sua equipe, discuta cada aspecto que vimos, busque os dados, monte sua matriz. A análise SWOT será sua grande aliada no planejamento do seu negócio.

Se você quiser aprender ainda mais, leia o nosso post sobre o que é marketing. O artigo está super completo e traz vários detalhes interessantes sobre esta área. Confira!

Ebook de Marketing Digital

Rich Snippets

O que são Rich Snippets e como usá-los para trazer mais usuários para seu site

Não é por acaso que estar nos primeiros resultados do Google é o principal objetivo de muita gente. Nessas posições, o site recebe um grande tráfego e se destaca entre os concorrentes.

O problema é que, ao alcançar esse objetivo, muitas empresas pensam: “não preciso fazer mais nada, pois já cheguei ao topo”. Só que cair na zona de conforto pode dar espaço para os seus concorrentes crescerem…

Mas a gente está aqui para não deixar que isso aconteça!

Não pense que o trabalho de SEO está concluído, pois estar bem posicionado não garante que seu link seja o mais clicado. Então, é hora de pensar em como garantir um maior volume de cliques.

Para isso, você pode se destacar na SERP por meio dos rich snippets, sobre o qual vamos falar neste post. Você saberá o que são, qual é a sua importância e como usá-los. Acompanhe:

O que são rich snippets?

Você pode até não saber ainda o que são snippets, mas certamente já está cansado de vê-los nos resultados.

Quando o usuário faz uma busca, o Google sempre exibe um resumo das páginas, que é composto pelo seu título, URL e descrição (a meta description), como no exemplo abaixo:

resultado serp marketing de conteudo

Isso é um snippet — que significa “fragmento” em inglês —, cujo objetivo é informar o usuário sobre o que ele irá encontrar ao clicar no link.

Só que, ainda em 2009, o Google introduziu os rich snippets nos resultados da busca. Essa expressão pode ser traduzida para o português como “fragmentos ricos”. Dentro do contexto da SERP do Google, eles são fragmentos valiosos de páginas da web.

Um bom exemplo são as avaliações dos usuários, que aparecem em forma de estrelas nos resultados da busca, como nas páginas do Facebook:

rich snippet pagina rock content

Para o usuário, eles fornecem uma informação adicional sobre a página, que ajuda a decidir qual o melhor resultado para a sua busca antes mesmo de clicar no link.

Já para o buscador, esses fragmentos ajudam a identificar informações relevantes que podem ser exibidas nos resultados e, assim, oferecer uma experiência de busca mais satisfatória.

Como criar rich snippets para as minhas páginas na SERP?

Rich snippets estão em um nível um pouco mais avançado de SEO, pois demandam um conhecimento maior sobre programação e sobre o funcionamento do Google.

De qualquer forma, vamos explicar como isso tudo funciona.

Para que o algoritmo consiga exibir os rich snippets, eles devem ser identificados no código HTML das suas páginas por meio de dados estruturados, que têm a função de classificar e organizar o conteúdo.

O robô do Google é excelente em captar as informações de uma página. Só que você pode dar uma mãozinha para facilitar a vida dele — e é para isso que servem os dados estruturados.

Assim, quando o robô examinar a página, ele terá mais facilidade para ler o conteúdo e identificar o que é relevante para a exibição na SERP.

Por exemplo, em uma página de receita, ele saberá quais são os ingredientes, o tempo de preparo e as calorias do prato.

Então, para implementar dados estruturados, você pode seguir por alguns caminhos:

  • Usar o Schema para criar as marcações e inseri-las manualmente no código da página;
  • Usar a ferramenta de marcação de dados do Google Search Console para mostrar ao robô como ele deve ler o conteúdo das suas páginas;
  • Instalar um plugin como o All-In-One Schema.org Rich Snippets, caso você use WordPress.

O plugin é a melhor alternativa se você não manja nada de código. Já para as duas primeiras opções, você provavelmente precisará da ajuda de um desenvolvedor.

A ferramenta do GSC é relativamente fácil de mexer, pois não mexe diretamente no código, mas exige um conhecimento mais profundo. Já o Schema, embora seja mais complexo, é uma ferramenta bem mais completa.

Orientações do Google para dados estruturados

O Google fornece informações bem detalhadas para quem quer usar dados estruturados.

Você pode conferir na Search Gallery todos os tipos de rich snippets disponíveis e as instruções para criar os códigos.

Além disso, depois de implementá-los, você pode ver se está tudo ok na ferramenta de teste de dados estruturados que o Google oferece. Ela serve para validar os dados e, em alguns casos, oferecer uma prévia do resultado na SERP.

Você também pode conferir, pelo Google Search Console, um relatório que mostra quais dados o buscador conseguiu identificar, bem como os possíveis erros no código.

Vale ressaltar que implementar os dados estruturados não obriga o buscador a exibir os rich snippets, pois tudo vai depender da avaliação do Google e da personalização da busca de cada usuário.

Então, para aumentar as chances de eles serem exibidos, o mínimo que você tem que fazer é seguir direitinho as orientações do Google.

Você não pode, por exemplo, inserir dados estruturados para conteúdos que não são visíveis para o visitante. Isso é entendido como spam, e o seu site pode ser penalizado por isso.

Qual a importância dos rich snippets em SEO?

É importante esclarecer: os rich snippets não são um fator de ranqueamento para o Google. Ou seja, o algoritmo não considera os dados estruturados para posicionar uma página.

Porém, eles contribuem indiretamente para o posicionamento. Por oferecer uma informação relevante para o usuário, eles são capazes de aumentar a taxa de cliques e diminuir a taxa de rejeição — estes, sim, considerados fatores de ranqueamento. Entenda melhor:

Relação entre rich snippets e tráfego

Os resultados da SERP pouco se diferem entre si, pois são todos compostos de título, URL e descrição. Porém, quando os rich snippets são exibidos, eles não só oferecem uma informação útil, mas também criam um destaque visual que atrai o olhar do usuário.

Assim, a página tende a receber mais cliques, melhorar o tráfego e aumentar a CTR (Click-Through Rate), que é a taxa de cliques em relação ao número de exibições.

Para o Google, o aumento da CTR é um sinal positivo de que a sua página provavelmente entrega o que o usuário deseja encontrar na pesquisa por determinada palavra-chave.

Então, se você já está na primeira posição, pode conquistar mais tráfego ainda e se distanciar dos concorrentes. E se você está em posições inferiores, pode atrair mais visitantes e melhorar o posicionamento com a confiança do Google.

Relação entre rich snippets e taxa de rejeição

Os rich snippets também influenciam na taxa de rejeição, que demonstra o percentual de visitantes que acessou a página, mas a abandonou sem realizar qualquer interação.

Isso acontece muito, por exemplo, quando as informações da SERP não condizem com o que a página contém, e o usuário se decepciona ao acessá-la.

Só que, com os rich snippets, os usuários têm mais informações para tomar a decisão de clicar ou não no link.

Assim, quem acessa está realmente interessado em saber mais e não deve deixar a página sem interagir com ela, melhorando também o tempo de permanência.

Para o Google, a diminuição da taxa de rejeição e o aumento do tempo na página são sinais positivos de que você agora tem um conteúdo que atende ao interesse do usuário.

Quais são os tipos de rich snippets?

Existem vários rich snippets — alguns são para qualquer tipo de página, e outros valem só para conteúdos específicos.

Então, você não precisa usar todos eles! Foque apenas nos que são relevantes para o seu negócio. Vamos agora conhecer os principais:

Breadcrumbs

Breadcrumbs significa “migalhas de pão”, que remetem ao caminho dentro do site para chegar até a página em questão.

Eles mostram a sua posição dentro da hierarquia do site, em categorias e subcategorias, como neste exemplo, no texto em verde:

snippet breadcrumb

Sitelinks

Sitelinks apresentam as principais páginas internas de um site, exclusivamente para que está na primeira posição da SERP.

Só que esse rich snippet não depende de você inserir dados estruturados: é o próprio buscador que decide quais links serão exibidos, de acordo com o tráfego e a relevância das páginas.

Você pode só ajudar, criando uma estrutura de navegação coerente e facilmente compreensível.

rich snippets site link

Searchbox

O Google também pode exibir na SERP uma caixa de busca específica para pesquisas dentro do site, mas apenas para quem tem um tráfego significativo.

Geralmente, esse rich snippet só aparece quando o usuário digita o nome da marca ou empresa no buscador, que ajuda, então, a refinar a pesquisa.

Avaliações

As avaliações são exibidas em forma de estrelas, numa escala de 1 a 5, e tendem a ser bastante atrativas para o olhar do usuário.

Elas demonstram a opinião dos visitantes sobre o conteúdo que a página oferece, como negócios locais, filmes, livros, receitas, produtos etc. Veja o exemplo de avaliação do aplicativo do PayPal no iTunes:

rich snippet avaliação

Logo

Quando o usuário faz uma busca com o nome de uma marca, empresa ou site relevante, o Google pode também exibir dados mais específicos sobre eles em um box (na coluna à direita, para quem está no desktop), chamado de Knowledge Graph.

Uma dessas informações, que você pode definir com dados estruturados, é a imagem do seu logo, como no exemplo abaixo. Mas, se você não definir e tiver uma página no Google Plus, é possível que o buscador capte a imagem de lá.

rich snippet logo

Redes sociais

Os links de redes sociais também podem aparecer no Knowledge Graph da sua marca. Você só precisa marcar no código os links dos perfis para o Google saber quais são.

Contato

Outra informação de marca que pode aparecer é o telefone de contato, quando se trata de um número de televendas, SAC, suporte técnico, reservas, entre outros serviços ao consumidor.

O Google pode coletar essa informação de diferentes formas: pelo seu perfil no Google Meu Negócio (que é o mais garantido), pelos dados estruturados ou por outros sites da web.

rich snippet contato

Negócios locais

Negócios locais — como restaurantes, bares, mercados e salões de beleza — ganham destaque na SERP, pois aparecem também no box à direita do Knowledge Graph.

Para garantir que as informações apresentadas estejam corretas, você pode criar um perfil no Google Meu Negócio ou inserir dados estruturados no seu site, com informações como endereço, contato, horário de funcionamento e fotos.

O próprio Google também insere informações complementares, como horários de pico, notas e comentários de consumidores e serviços de delivery.

rich snippet negocios locais

Artigos

Se você tem páginas de notícias ou posts de blog, pode usar dados estruturados para eles aparecerem em um carrossel nos resultados, entre as principais notícias (ou “top stories”).

Já na busca mobile, as páginas só aparecem nesse formato se forem desenvolvidas em AMP (Accelerated Mobile Pages), que é um iniciativa do Google para acelerar o tempo de carregamento em dispositivos móveis.

rich snippets artigos

Produtos

Criar marcações de produtos no código das suas páginas pode apresentar informações importantes sobre eles — como marca, preço, disponibilidade e avaliações — para o usuário diretamente na SERP.

No exemplo abaixo, o Google já informa a faixa de preço, os dispositivos compatíveis, as dimensões e o peso do Google Home, à venda na Walmart.

Esses detalhes podem ser decisivos na escolha do consumidor por um ou outro link nos resultados.

rich snippets produto

Eventos

Se você tem um site de eventos (show, palestra, jogo, teatro etc.), pode marcar suas páginas para elas aparecerem em destaque na busca, como no exemplo abaixo.

A SERP pode mostrar o nome do evento, data, localização, preço de ingressos, entre outros.

rich snippet evento

Receitas

Páginas de receitas podem mostrar, diretamente na SERP, informações como tempo de preparo, calorias, dados nutricionais, avaliações e fotos — que são importantes para quem busca esse tipo de conteúdo.

No celular, elas podem ser exibidas em formato de carrossel, desde que sejam também desenvolvidas em AMP, como você pode ver abaixo:

rich snippets receita

Músicas

Músicas, álbuns, bandas e cantores também ganham destaque na SERP.

O Google agrega os links de players de música e vídeo já na página de busca para que o usuário tenha uma boa experiência musical no buscador, além de apresentar várias informações complementares.

rich snippet musica

TV e filmes

Programas de TV, filmes e séries também recebem uma atenção especial do Google, que traz informações sobre elenco, duração, trailer, premiações e links para streaming.

rich snippets tv e filmes

Cada vez mais, o Google trabalha para proporcionar uma experiência de busca que supere as expectativas do usuário. E os rich snippets apontam para esse caminho, pois oferecem informações além do que ele estava esperando.

E a intenção do buscador é que você entre junto nessa. Então, se você se dedicar aos rich snippets, o Google saberá reconhecer seu esforço para qualificar a SERP, e suas páginas ganharão melhores posições.

Agora, baixe nosso ebook completo sobre SEO para saber avaliar se a sua estratégia está dando certo.

o que é seo

Vídeos mobile

Vídeos mobile: entenda a importância de usá-los em sua estratégia!

A TV está ligada, mas você está de olho no vídeo que publicaram no Facebook. Na fila do mercado, você ri discretamente enquanto assiste a uma filmagem enviada pelo WhatsApp. E, antes de dormir, você olha no celular o trailer de um filme no YouTube.

Você já passou por alguma dessas situações, né? Essas cenas são cada vez mais comuns, porque o vídeo mobile tomou conta das nossas vidas!

A todo o momento, o celular nos acompanha.

Ele está ali para, num momento livre, assistirmos a algum vídeo na internet. Pode ser uma gravação caseira dos amigos, um clipe do seu ídolo, um episódio da sua série favorita, uma palestra da sua área de estudo.

Dá para assistir a tudo na web.

E se o celular está sempre junto, a tendência é que os vídeos online sejam mais frequentemente consumidos na tela do smartphone.

E o que isso significa para a sua marca? Se você quer se adequar ao comportamento do consumidor atual e conquistar sua atenção, precisa também participar dessa tendência!

Neste post, vamos explicar para você a importância de investir no vídeo mobile dentro da sua estratégia de marketing digital. Vamos lá?

5 razões para investir em vídeo mobile

Duas estratégias já merecem a atenção da sua empresa: o vídeo marketing e o mobile marketing. Imagine, então, juntá-las: as razões para investir nelas se multiplicam!

É isso o que acontece com o vídeo mobile. Reunimos abaixo as principais razões para você investir nisso:

1. Adaptar-se a novos hábitos do consumidor

Se antes o conteúdo em vídeo era restrito à televisão, hoje a internet oferece uma infinidade de opções. E você nem precisa estar no sofá de casa para assistir! Em qualquer lugar, a qualquer hora, é só dar o play no celular.

Os dados confirmam isso.

No Brasil, os smartphones ultrapassaram os desktops no acesso à internet ainda em 2014, segundo o IBGE. E, em uma pesquisa do IAB de 2015, 37% dos brasileiros disseram que assistiam a mais vídeos pelo celular atualmente do que há um ano.

Portanto, ao pensar em vídeo mobile, você está criando uma maneira de fazer parte do dia a dia do consumidor, já que vídeos e celular estão frequentemente presentes na sua rotina.

2. Conquistar atenção na jornada de compra

Hoje as decisões de compra não são tão simples como antes. O consumidor passa por diversos canais, transita entre online e offline, consome diferentes conteúdos, avalia as variadas opções e, enfim, toma sua decisão.

Nessa jornada, o celular já funciona como um assistente pessoal de compra, em que o usuário pode tirar dúvidas, consultar informações e ver depoimentos de outros consumidores.

Então, os vídeos também podem ser usados nesses momentos estratégicos de decisão, com um poder a mais: eles são envolventes, capazes de captar a atenção e persuadir com eficiência.

3. Criar uma conexão emocional com o consumidor

Investir em vídeo mobile é também uma maneira de se aproximar do seu público. O celular proporciona uma experiência mais íntima do que a TV ou o desktop, já que você está bem próximo do usuário — literalmente na sua mão, cara a cara com ele.

Segundo uma pesquisa do Google, usuários de smartphone têm mais chances de sentir uma conexão emocional com marcas que criam conteúdo em vídeo do que a audiência de TV (2x mais) e de desktop (1.3x mais).

Portanto, essa é a sua oportunidade de conversar com o consumidor e conquistar sua confiança, despertando laços emocionais nessa relação.

4. Aumentar o engajamento nas redes sociais

No Facebook e no Instagram, mais de 100 milhões de horas de vídeos são assistidas todos os dias. E, entre 2012 e 2015, a publicação de vídeos nessas plataformas cresceu 616%.

Os números são impressionantes, né? Quem logo percebeu isso foi Mark Zuckerberg, que passou a investir nesse formato dentro das redes sociais.

Para as marcas, o Facebook e o Instagram oferecem a oportunidade de aumentar o engajamento do consumidor, uma vez que os conteúdos em vídeo são mais valorizados na timeline em relação a outros formatos — e ganham mais atenção ainda do usuário mobile.

5. Aumentar o tráfego e o engajamento no site

Vídeos são uma importante ferramenta do Marketing de Conteúdo, desde que ofereçam conteúdos de valor para o público. Isso significa não apenas abordar assuntos interessantes, mas também facilitar que eles sejam consumidos em qualquer dispositivo.

Quando isso acontece, eles têm o poder de gerar um tráfego relevante para o site ou blog, já que o usuário quer “saber mais” se o assunto lhe interessa.

Outro benefício é a capacidade de aumentar o tempo de permanência na página. Afinal, quando o vídeo é bom, dá vontade de assistir até o final! E o Google sabe reconhecer isso para melhorar seu ranqueamento na busca.

Principais plataformas de vídeo mobile

Se a jornada do consumidor é multicanal, a sua estratégia de vídeo mobile também deve ser. O conteúdo precisa transitar por diferentes canais para ser encontrado e visualizado por mais usuários.

Por isso, a dica é criar uma estratégia multiplataforma. Veja agora as principais plataformas com as quais você pode trabalhar:

YouTube

Só esses dados já mostram por que sua estratégia de vídeo mobile deve passar pelo YouTube:

  • É a plataforma mais popular especializada em vídeos online;
  • Mais da metade das visitas vem de dispositivos móveis (fonte);
  • Os usuários gastam mais de 1h por dia, em média, no YouTube pelo celular (fonte).

Você tem um potencial de alcance enorme! Com técnicas de SEO para YouTube, você potencializa ainda mais as chances de ser encontrado na busca.

Facebook

O Facebook rivaliza com o YouTube no mercado de vídeos, apesar de não ser especializado nesse formato de conteúdo.

Algumas soluções, como os anúncios em vídeo, as lives e o autoplay no feed, favorecem os vídeos no Facebook. E, como o acesso pelo aplicativo móvel é enorme, seu vídeo pode alcançar milhares de usuários.

Instagram

Assim como o Facebook, o Instagram também passou a valorizar os vídeos, porém ainda sem tantos recursos.

O aplicativo conta também com o autoplay no feed, que aumenta as visualizações, e oferece as Stories, que podem ser gravadas ou ao vivo. O importante é que os vídeos no Instagram sigam as características dos posts da rede: criativos, naturais e estéticos.

Vimeo

O Vimeo é uma plataforma especializada em vídeos online, que chegou a rivalizar com o YouTube. Porém, com a popularização do concorrente, ela passou a se dedicar a conteúdos criativos e de alta qualidade.

Hoje, ela reúne um público mais crítico e segmentado. Por isso, pode valer a pena se o seu foco é a qualidade do vídeo, não tanto a viralização.

Plataformas para webinars

É uma opção para quando você quiser transmitir uma palestra ao vivo ou conversar com o seu público. Você pode interagir e tirar suas dúvidas em tempo real.

WebinarJam e GoToWebinar (pagas) são exemplos de plataformas para webinars, que também oferecem bons aplicativos para usuários mobile.

Audiência e engajamento: quem está vendo e interagindo com seus vídeos?

Vídeo mobile tem tudo a ver com comportamento do consumidor. Por isso, para entender o desempenho da sua estratégia e otimizá-la, é preciso também olhar para as respostas que o usuário dá ao seu conteúdo.

Os dados sobre vídeos se dividem em métricas de consumo do conteúdo (como número de visualizações ou minutos assistidos) e de engajamento (como compartilhamentos e comentários).

Essas métricas também devem ser cruzadas com as informações de perfil do público de cada plataforma, como o seu canal de origem ou o dispositivo utilizado.

Por exemplo: ao cruzar os dados, você pode perceber que quem acessa seus vídeos do YouTube pelo celular assiste até a metade, enquanto quem assiste pela TV vai até o final. Isso mostra, talvez, que seu conteúdo é longo demais para o mobile.

Com esses dados de audiência e engajamento, bem como o cruzamento entre eles, você pode saber exatamente quem está vendo a interagindo com os seus vídeos e, assim, otimizar a sua estratégia para atender ao seu público.

5 ideias de conteúdos em vídeo para produzir

O celular não é igual à TV nem ao desktop. Por isso, na hora de produzir o seu vídeo mobile, é preciso pensar no dispositivo, no formato da tela e no contexto do usuário enquanto assiste ao conteúdo no smartphone.

De olho nisso, veja agora algumas sugestões de vídeos que funcionam bem no mobile:

1. Depoimentos

Cada vez mais, a jornada de compra passa pelo celular e é influenciada pelas opiniões de outros consumidores.

Então, una essas duas tendências e produza vídeos com depoimentos positivos sobre a sua marca para gerar mais conversões.

2. Demonstração de produtos e serviços

A demonstração permite que o consumidor visualize o produto sendo usado na prática e aumente a confiança para comprá-lo. É uma forma de tangibilização — estratégia essencial para vender na internet, que não permite tocar ou experimentar o produto.

3. Branded content

Branded content é o conteúdo produzido para entreter o público, não diretamente vender.

Algumas marcas tiveram sucesso nessa estratégia produzindo filmes e séries, como as campanhas da Intel. Os vídeos são altamente envolventes e geram grande repercussão.

4. Webinars

Webinars são palestras ou seminários transmitidos ao vivo pela internet. Você pode usar esse formato para estreitar o relacionamento com o seu público, que pode interagir em tempo real. Além disso, é uma forma de demonstrar sua autoridade no mercado.

5. Por trás das câmeras

Os consumidores têm curiosidade para saber o que acontece dentro da sua empresa. Então, aproveite este gatilho para apresentar os bastidores e humanizar seu negócio. Se preferir, você pode fazer uma live e mostrar que “quem sabe faz ao vivo”!

Percebeu como o vídeo mobile é importante para a sua estratégia? Você vai ficar, literalmente, nas mãos do consumidor, de cara a cara com ele, numa conexão emocional que nenhum outro formato é capaz de proporcionar.

Agora, se você já entendeu a importância de usar vídeo mobile, também precisa saber como fazê-lo aparecer na busca dos usuários. Veja a nossa Checklist SEO de YouTube para otimizar seus vídeos!