Finanças corporativas: dicas práticas para o seu e-commerce

Finanças corporativas: dicas práticas para o seu e-commerce

Entenda o que são as finanças corporativas e qual a melhor forma de controlá-las.

Quem decide empreender online deve estar atento às diversas frentes do negócio. Não basta conquistar vendas na internet e deixar os clientes satisfeitos, mas também é preciso saber planejar, administrar e gerir o empreendimento.

Todas essas ações são realizadas enquanto a concorrência e a demanda desse mercado não param de crescer. Pesquisas estimam que, em 2019, o e-commerce contará com 87 mil lojas online ativas só no Brasil.

A internet tem exigido cada vez mais preparo dos empreendedores digitais. Nesse contexto, entender sobre finanças corporativas e gestão financeira empresarial é fundamental para ter sucesso online.

A seguir, confira as principais dicas para conquistar uma boa gestão de finanças no segmento de e-commerce.

Gestão financeira e finanças corporativas: o que são elas?

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), gestão financeira significa o conjunto de ações administrativas para planejar, executar, analisar e controlar as finanças de um negócio.

Já a maximização do valor de um empreendimento é tratada a partir do conceito de finanças corporativas. Elas se relacionam com os estudos das escolhas referentes ao dinheiro de uma empresa.

Dessa forma, as definições de gestão financeira empresarial e de finanças corporativas fazem parte da rotina de qualquer negócio, incluindo e-commerces e lojas virtuais.

Como controlar as finanças corporativas?

Administrar os gastos e os lucros de um empreendimento requer estratégia, organização e paciência.

Para muitos empreendedores, o primeiro desafio é manter os recursos financeiros do negócio separados dos gastos individuais, segundo o Sebrae.

Além disso, quem trabalha na internet pode ter dificuldades com o controle dos gastos e com a formalização do negócio. Acompanhe algumas práticas que podem te ajudar a manter as finanças corporativas em dia.

Crie um planejamento estratégico

Traçar um planejamento estratégico é fundamental para empresas que buscam se estabelecer de maneira sólida e estruturada no mercado.

Esse plano permite ter uma visão mais abrangente das prioridades do negócio e dos possíveis caminhos para alcançar os resultados esperados.

Assim, o planejamento estratégico de finanças é uma metodologia utilizada para definir questões práticas, como: recursos, prazos, políticas, ferramentas, dentre outros. No e-commerce, esse planejamento pode ajudar a definir os rumos do negócio e controlar as práticas administrativas.

Criar um planejamento cuidadoso, que considere o negócio como um todo, vai ajudar nos próximos passos da gestão financeira.

Procure elaborar um documento que seja realmente efetivo nas ações diárias da empresa e que possa ser consultado sempre que necessário. Se você já construiu um bom planejamento estratégico, faça uma revisão e veja os pontos que podem ser atualizados.

Lembre-se que ele foi criado para te ajudar a estruturar os recursos e não para ficar esquecido e abandonado. Além do planejamento estratégico, há outros tipos de planejamento que podem ser úteis, como o planejamento tático e o operacional.

Para facilitar a criação de um planejamento estratégico de finanças, algumas ações podem ser úteis, dentre elas:

  • construir um plano de negócios e fazer a definição de metas, objetivos e de um plano financeiro para guiar as principais estratégias e tomadas de decisão do negócio online;
  • analisar o contexto econômico e particular do e-commerce e a projeção de cenários possíveis;
  • usar ferramentas como a análise SWOT e listar as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças que o empreendimento deve considerar;
  • criar controles e políticas internas que devem ser executadas nas práticas do negócio online, considerando o planejamento estratégico definido inicialmente.
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Mantenha as contas organizadas

Monitorar os recursos financeiros é algo primordial para manter uma boa gestão financeira no e-commerce.

Para consolidar um e-commerce ou loja online, um dos primeiros passos é ter clareza sobre o orçamento disponível, os custos e investimentos necessários para o negócio.

Dispor de conhecimento sobre as principais demandas e custos da empresa é essencial. Por isso, procure listar os principais gastos com a criação de produtos, o gerenciamento do estoque, as atualizações de plataformas, dos carrinhos de compras, dos procedimentos de checkout, a implementação de uma boa logística e a procura de parcerias.

Caso a sua gestão de finanças esteja desordenada, comece a sistematizá-la aos poucos. Anote e detalhe todos os gastos, contas a pagar e lucros obtidos.

Consulte extratos e anotações antigas para te ajudar e fique por dentro de todas as informações sobre as finanças do negócio.

Dentre as práticas de organização financeira, também é possível citar:

  • o controle do fluxo de caixa, que é responsável por apresentar as entradas e saídas de capital e ajudar a mensurar a situação das finanças da empresa;
  • a manutenção e disponibilização de capital de giro, recurso que garante a continuidade do negócio a longo prazo;
  • a elaboração de planilhas de gastos mensais com previsão de valores a receber, gastos fixos e variáveis para pagar e reservas de emergência;
  • o acompanhamento minucioso de empréstimos e da contratação de serviços necessários para o funcionamento do negócio.

Faça investimentos com cautela

Se você trabalha na internet, já deve ter percebido a popularização da temática de investimentos nos últimos anos. Até bem pouco tempo atrás, investir em fundos e ações era considerado para poucos e parecia complexo e difícil demais para os pequenos empreendedores.

Porém, aos poucos, essa realidade está mudando. No começo de 2019, o número de investidores chegou a 858 mil, conforme balanço de janeiro da bolsa de valores de São Paulo.

Mas, justamente por essa tendência estar em alta, é preciso muito cuidado antes de começar a investir em busca de crescimento para a sua empresa.

Quando se fala em investimentos, também vale a pena considerar os investimentos feitos diretamente no negócio. Para isso, confira algumas dicas para ajudar nessa hora:

  • planeje quais as prioridades de investimentos do seu e-commerce, e considere o seu planejamento estratégico e de negócios;
  • pesquise por informação em fontes confiáveis e seguras, desconfie de promessas milagrosas e ganhos desproporcionais para você ou sua empresa;
  • antes de começar a investir no mercado de ações, analise quais as áreas estratégicas da sua loja online precisam de melhorias, como: logística, plataforma e atendimento ao cliente;
  • contar com uma sólida estratégia de marketing digital pode trazer resultados surpreendentes para o seu negócio. Por isso, é importante reservar recursos para investir em divulgação online.

Acompanhe as métricas

A análise de resultados também faz parte de uma gestão financeira eficaz, principalmente no e-commerce. Afinal, a partir das métricas, é possível redefinir estratégias, verificar lucros e perdas e entender melhor o andamento das ações encaminhadas.

Utilizar ferramentas como o Google Analytics pode ajudar a visualizar dados valiosos sobre os resultados obtidos.

Por meio dele, é possível ver o número de visitas no site, de onde essas pessoas são, quais as suas tendências de compra e interesses, dentre muitas outras informações.

Entenda abaixo quais as principais métricas que devem ser acompanhadas no comércio eletrônico!

  1. Taxa de abandono de carrinho;
  2. Ticket médio de compra;
  3. Lifetime Value;
  4. Taxa de conversão;
  5. Taxa de pedidos de trocas e chargeback;
  6. Produtos mais vendidos;
  7. Perfil dos visitantes do site;
  8. Margem de lucro;
  9. Retorno sobre investimento;
  10. Retorno sobre o ativo.

Além dessas métricas, é importante também estabelecer KPIs (Key Performance Indicator), que são os indicadores chave de performance.

Entenda quais são os indicadores que impactam diretamente na lucratividade e no sucesso do seu e-commerce e que devem ser considerados.

Tenha cuidado com as métricas de vaidade, que são aquelas que não geram impactos no seu negócio, como: número de curtidas, alto número de visitas que não geram conversão, número de cliques e de seguidores.

Conte com ajuda especializada

Se a gestão financeira pode dar trabalho para quem entende do assunto, para os iniciantes então, as dificuldades podem ser ainda maiores. Afinal, como apresentado anteriormente, são diversos os fatores que devem ser examinados e monitorados.

A boa notícia é que a tecnologia pode tornar os processos e práticas administrativas bem mais simples de lidar. A automação de serviços já é uma realidade em diversas empresas e pode ser utilizada nas mais diversas frentes do negócio, inclusive nas finanças.

Uma das áreas beneficiadas pela automação é a gestão de pagamentos online. Por meio de plataformas de pagamento, é possível emitir boletos, cobranças recorrentes e links de pagamento, dentre outros, de forma integrada em plataformas de-commerce.

Com esse sistema, também é possível ter acesso a relatórios detalhados das cobranças e diminuir a taxa de inadimplência. Além disso, as plataformas disponibilizam diversas formas de pagamento, o que reduz a taxa de abandono de carrinhos.

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Além disso, serviços financeiros, sistemas de contabilidade, de emissão de notas fiscais e mecanismos para segmentação de mercado podem facilitar o controle sistematizado da gestão do negócio e aperfeiçoar a saúde financeira de lojas virtuais e e-commerces.

Portanto, caso seja necessário, vale a pena avaliar a possibilidade de contar com a tecnologia para administrar os recursos empresariais.

Em tempos de crise, ter controle das finanças corporativas se torna mais do que uma rotina, mas uma etapa fundamental para qualquer tipo de negócio.

Afinal, uma gestão financeira desorganizada pode ser fatal para pequenas empresas, principalmente num contexto onde a concorrência está a cada dia mais preparada, como é o caso do comércio eletrônico.

Para se planejar e continuar aprendendo mais sobre o assunto, veja os principais fatores que levam as empresas à falência.

Este artigo foi produzido pela Gerencianet!

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