Por Autor Convidado

pela Rock Content.

Publicado em 28 de janeiro de 2020. | Atualizado em 3 de agosto de 2020


A cultura data-driven pode ter impactos tecnológicos positivos para sua agência. Saiba quais!

Saber o que o cliente realmente deseja. Isso faz parte do caminho para o sucesso de uma agência, que, usando a estratégia da cultura data-driven, pode alcançar o conhecimento necessário e validado sobre o público de um projeto e criar campanhas de publicidade e marketing personalizadas e eficazes.

Mas, esse tem sido um dos princípios do marketing, certo? Personalizar campanhas de acordo com o público-alvo, definir personas, estudar o mercado, suas tendências e demais informações que poderiam otimizar os resultados das campanhas.

Então, o que mudou, e, principalmente, como aplicar esse novo modelo data-driven? Preparamos este conteúdo para tirar as principais dúvidas e indicar as melhores estratégias. Leia é saiba:

  • O que é cultura data-driven?
  • Quais as vantagens da cultura data-driven para as estratégias de marketing digital?
  • Como as empresas estão aplicando a cultura data-driven nos seus processos?
  • Como utilizar os fundamentos da cultura data-driven com os recursos e dados atuais de sua agência? 

Confira essas informações e saiba como remodelar sua estratégia para otimizar seus resultados.

O que é cultura data-driven?

Por incrível que pareça, a maioria das empresas ainda não usa todos os dados que poderiam, e as previsões apontadas no 100 Data and Analytics Predictions Through 2021 da Consultoria da Gartner só confirmam isso.

Ela constata que nos últimos 3 anos, as empresas produziram mais de 90% do total de dados armazenados historicamente. São milhões de terabytes que aumentam diariamente, mas, nem todos são transformados em inteligência e riqueza estratégica para o negócio.

É aí que entra a estratégia e cultura data-driven, já que seu principal objetivo é tratar esse universo de dados, filtrar elementos úteis para a estratégia e, então, transformá-los em informação relevante para as tomadas de decisão e projetos do negócio.

Podemos dizer que a cultura data-driven, que também é apresentada como “orientada a dados”, é uma ciência que envolve métodos científicos, estatísticos e análise por algoritmos complexos que, uma vez aplicados no Big Data, extraem informações estratégias dos dados estruturados e não estruturados do negócios.

O que é o Big Data, Right Data, dados estruturados e não estruturados?

Aqui, vale uma ressalva para esses quatro conceitos da gestão de dados que vão ajudar a entender a dinâmica das empresas data-driven.

  • Big Data é o volume total e bruto de dados do negócio, ou seja, na forma como eles são captados, como em registros digitais, áudios gravados, conversas realizadas nas redes sociais e até avaliações escritas pelos clientes;
  • Right Data é um conceito utilizado para definir os dados que são relevantes para o negócio e a estratégia que ele está planejando;
  • Dados não estruturados são aqueles armazenados em um arquivo sem um rigor de organização, assim, apesar de valiosos, levam mais tempo e recursos de programação para ajudarem na estratégia, como um textos da internet, imagens, vídeos e áudios que podem ser enviados em diferentes formatos, tamanhos, etc;
  • Dados estruturados são aqueles que, ao serem captados pela empresa, são organizados em um formato definido pela programação do sistema, como um banco de dados criado para receber o cadastro de participantes de um curso online, onde, a cada campo preenchido, o input entrará numa grade específica para cada um deles e posteriormente, será mais facilmente lida pelos algoritmos;

Seguindo essa lógica, as empresas que assumem a cultura data-driven se organizam para aumentar o volume de dados brutos (Big Data), criam canais e sistemas que estruturem tais elementos e, depois de tratá-los, transformam em informações relevantes para a tomada de decisão.

Mas, porque as empresas devem investir em ferramentas e uma cultura que utiliza os dados como parte crucial de suas decisões estratégicas? Vejamos a seguir.

Quais as vantagens da cultura data-driven para o marketing digital?

A melhor forma de explicar as vantagens do data-driven para as estratégias de marketing, especialmente as digitais, é considerar qual seu objetivo para o negócio. Se ele existe para gerar valor para a empresa, seus produtos, serviços e marca, além, é claro, de atrair e fidelizar clientes, a cultura orientada a dados contribui para aumentar a eficiência nesses quesitos. Explicamos melhor.

Personalização das ações de marketing e relacionamento com o cliente

Dados sobre o comportamento dos clientes no e-commerce da empresa, consultas de produtos que eles realizaram, interesse por promoções específicas, curtidas nas redes sociais e demais interações, quando tratados, permitem personalizar abordagens e ações de marketing muito mais eficazes para a atração, conversão e retenção dos clientes.

Esse tipo de abordagem faz com que os clientes sintam uma conexão com a empresa, sintam que ela compreende suas necessidades e, até mesmo, antecipa soluções antes mesmo que eles tenham procurado.

Além da percepção positiva no relacionamento com o cliente, tal medida também garante que o negócio esteja a frente de seus concorrentes e se estabeleça como autoridade no mercado.

Redução dos custos do funil de marketing

Ser mais eficiente nas ações de marketing também permite que a empresa equalize seus investimentos em links patrocinados, campanhas de email marketing, criação de promoções e demais ações para a conversão de vendas.

A análise do perfil do consumidor ideal, também chamado de buyer persona, permite que o funil de marketing seja configurado para atrair leads que tenham maior compatibilidade com a oferta.

Aumento da conversão e satisfação dos clientes

Atrair o cliente certo por meio do funil de marketing permite que a força de vendas seja direcionada apenas àqueles leads com maior potencial de conversão, o que também é uma otimização dos custos do negócio.

Mas, essa medida também aumenta o número de conversões já que os leads atraídos terão qualificação máxima em relação a proposta do produto.

Além das estratégias de atração otimizadas, a personalização de estratégias de marketing para a base de clientes também poderá gerar novas oportunidades de vendas de cross selling e up selling que, além de descartarem a necessidade de investir na atração de novos clientes, aumentam o ticket médio das vendas e sua fidelização.

Identificação de oportunidades, tendências e ameaças ao negócio

O olhar atento do dono já não é mais suficiente para garantir que um negócio esteja sempre preparado para as adversidades do seu mercado, e, nesse sentido, o data-driven pode identificar e antecipar situações que possam trazer ameaças para a empresa.

O impacto nas vendas de um produto em decorrência da entrada de um concorrente no mercado, o peso de uma menção negativa nas redes sociais e todos os demais movimentos relacionados ao negócio podem ser identificado com o estudo dos dados.

Como as empresas estão aplicando a cultura data-driven na atualidade?

Uma das facetas mais interessantes de usar o data-driven nas estratégias do negócio é que ele usa números e algoritmos complexos para, na informação gerada, identificar os elementos que produzirão a melhor experiência para o cliente em seus diferentes momentos da jornada.

O marketing digital pode ser utilizado para gerar engajamento, fortalecer a marca, gerar leads, promover produtos, serviços e até mesmo, criar canais de atendimento para o cliente. Em cada uma dessas situações, é preciso garantir que o cliente terá uma experiência única e surpreendente.

Por isso a cultura data-driven tem se fortalecido entre as empresas, afinal de contas, ela tem diversas aplicações e traz resultados consistentes para o negócio.

Isso fica ainda mais evidente quando identificamos outras formas com que as empresas estão se beneficiando com o uso do data-driven, como:

  • otimização de processos comerciais e internos, diminuindo o tempo de execução, melhorando o uso dos recursos, otimizando seus investimentos etc;
  • geração de valor ao produto ou serviço final, já que, compreendendo as prioridades e necessidades do público, a empresa consegue investir na potencialização das suas ofertas de maneira mais eficiente;
  • segmentação de clientes, criando linhas de produtos, serviços, e, claro, estratégias personalizadas, linguagem, funil de marketing, campanhas publicitárias, entre outros, para cada um desses públicos;
  • tomadas de decisão e insights estratégicos com as informações coletadas e tratadas do Big Data 

Como aplicar a cultura data-driven com os dados que sua agência já possui?

Os dados são fundamentais para a estratégia data-driven, certo? Então, é primordial que existam ferramentas e fontes onde eles serão coletados.

Ainda que os dados estruturados sejam os mais fáceis de serem utilizados, o maior volume armazenado ainda são daqueles considerados não estruturados, principalmente quando uma fonte precisa ser relacionada com a outra, como é o caso de um contato telefônico e uma mensagem do cliente nas redes sociais, por exemplo.

Outros cuidados nesse processo, são:

Planeje sua estratégia data-driven

Um dos primeiros pontos para a aplicação da cultura baseada em dados é planejar como eles serão colhidos e quais as informações a empresa deseja extrair para cada uma de suas estratégias.

Nesse sentido, estamos falando em fortalecer o Big Data, mas, ao mesmo tempo, escolher ferramentas e sistemas que permitam a organização da coleta de dados e seu posterior tratamento. Isso dará a agilidade às análises e sua consequente aplicação.

Engaje a equipe com a nova cultura data-driven

Também é crucial que a equipe seja envolvida nessa mudança de perspectiva. É a mudança do mindset e cultura organizacional e elas devem ser realizadas com muito critério e cuidado, afinal de contas, o time precisa compreender que as novas tecnologias e processos fundamentados em dados não substituirão suas funções ou importância para a agência.

Percebe-se, dessa forma, a necessidade de uma abordagem multisetorial, com a presença dos líderes da agência para motivar o time e colaboradores técnicos que possam demonstrar as funcionalidades e benefícios do uso de dados nos processos e decisões da empresa, como os membros da equipe de TI responsáveis pela implementação das ferramentas.

Distribua informação estratégica para todos os níveis do negócio

As ferramentas mais conhecidas para o uso da análise de dados são aquelas usadas no Business Intelligence (BI), mas, para que a cultura seja percebida e traga resultados relevantes para a agência, as informações estratégicas devem beneficiar diferentes níveis e setores do negócio.

Em uma agência de marketing, por exemplo, além do uso convencional de tais ferramentas para segmentar público, atrair novos clientes, é fundamental trazer inteligência para as outras áreas internas, como o recursos humanos, gestão de talentos e até mesmo o financeiro.

Avalie os resultados e informações estratégicas regularmente

Quando o tópico é o uso de dados para mapeamento de uma realidade no mercado, devemos considerar que eles tratam de retratos, ou seja, situações e comportamentos que têm uma cadência natural.

Assim, é essencial entender que faz parte da cultura data-driven estar em constante acompanhamento das tendências e movimentos que suas análises trazem sobre o negócio e seus clientes.

Provavelmente sua agência já utiliza uma parte da abordagem data-driven, não é mesmo? Mas, para potencializar seus resultados, é fundamental ter as ferramentas, planejamento e parcerias certas para criar estratégias mais eficazes.

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