Por Redator Rock Content

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Publicado em 23 de setembro de 2020. | Atualizado em 22 de setembro de 2020


O Facebook está enfrentando mais um problema com a privacidade de dados dos seus usuários. Um processo movido em São Francisco, nos Estados Unidos, acusa a empresa de usar a câmera do Instagram para espionar os seus usuários, o intuito seria monitorar a interação dos usuários com os anúncios da rede social.

Nos últimos anos, o Facebook tem enfrentado vários problemas quanto à privacidade de dados e recebido destaque negativo nos meios de comunicação. Primeiro, foi o escândalo envolvendo a Cambridge Analytica, em 2018. Agora, a empresa de Mark Zuckerberg, está sendo acusada de usar a câmera do Instagram para espionar os seus usuários, o que tem assustado aqueles que utilizam a rede social de fotos e vídeos para compartilhar os seus momentos todos os dias.

Uma vez que o Instagram é uma plataforma específica para postar imagens, a câmera é a principal ferramenta usada pelos usuários. Porém, conforme o processo movido contra a empresa Facebook, o aplicativo utilizaria a câmera sem autorização dos usuários.

O que diz o processo contra o Facebook?

A ação judicial movida contra o Facebook está o acusando de supostamente espionar os usuários do Instagram a partir da câmera do celular, que estaria sendo ativada sem solicitar autorização formal. O processo foi registrado este mês, na corte de São Francisco, nos Estados Unidos.

A alegação é de que o Instagram monitora os seus usuários para colher dados sobre como os usuários interagem com os anúncios veiculados na rede social, com o intuito de direcionar a publicidade e, consequentemente, aumentar a sua receita com este serviço.

Ao ativar a câmera do celular, mais do que obter informações preciosas para o mercado, o Instagram e o Facebook monitorariam a vida dos seus usuários em suas casas, o que configura invasão de privacidade. A origem do processo está em notícias divulgadas no mês de julho, que apontavam que o app parecia acionar a câmera do iPhone mesmo quando o dispositivo estava com os sensores desativados.

O Facebook disse à imprensa que o problema de privacidade não está ocorrendo. De acordo com os responsáveis pela plataforma, a culpa é de um bug no sistema da rede, que já está sendo analisado e corrigido. A companhia de Zuckerberg informou que o defeito gera notificações falsas de que o Instagram acessa a câmera do iPhone, mas isso não acontece de fato.

Não é a primeira vez que o Facebook é acusado de uso ilegal de dados

Em agosto, também nos Estados Unidos, o Facebook foi processado sob a acusação de utilizar a tecnologia de reconhecimento facial para obter dados biométricos de forma ilegal. O problema ocorria desde 2005 e atingiu mais de 100 milhões de usuários logados no Instagram.

Neste caso, o defeito foi detectado e eliminado. Segundo a empresa, a rede social de fotos e vídeos usava um recurso que sugeria marcação para as imagens que eram carregadas no aplicativo. Basicamente, o sistema acionava a função de reconhecimento facial para indicar quem esta presente na fotografia.

O recurso deixou de ser usado em 2019. Mas isso não impediu que o Facebook sofresse as consequências legais do seu equívoco. Para encerrar o processo, a empresa teve que desembolsar a quantia de US$ 650 milhões.

Atualmente, a rede social de fotos tem mais de 1 bilhão de usuários, sendo, portanto, um canal importante para agências. Confira neste artigo como fazer a gestão do Instagram na sua!

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