Google vai investir 1 bilhão de dólares em editores de conteúdo

Após pressão para remuneração sites proprietários de conteúdos noticiosos, o Google se antecipa e lança um novo recurso que pretende pagar 1 bilhão de dólares para editores de imprensa. O Brasil será um dos primeiros países a receber a novidade.

Google vai investir 1 bilhão de dólares em editores de conteúdo jornalístico

    Diante da cobrança dos meios de comunicação para que as plataformas dos Estados Unidos remunerem os criadores de conteúdos ao exibirem notícias veiculadas aos seus produtos, o Google anunciou por meio do seu CEO, Sundar Pichai, que nos próximos três anos vai pagar em torno de 1 bilhão de dólares para editores de imprensa ao redor do mundo.

    Nos últimos anos, o Google e Facebook estão lutando contra as medidas de regulamentação dos países em que estão disponíveis. Os veículos de mídia pressionam cada vez mais os governos locais para que estas companhias repassem parte do seu lucro com publicidade online para quem produz os conteúdos jornalísticos.

    Nesse cenário, o Google saiu na frente de possíveis alterações na lei e criou um novo formato de remuneração dos jornalistas, definindo os seus próprios termos. Os primeiros países a receberem o recurso serão Alemanha e Brasil.

    Como o novo recurso vai funcionar?

    Conforme anunciado por Pichai, o recurso será fixado na aba ‘’Destaques’’ do aplicativo Google News. As mídias selecionadas poderão criar painéis personalizados, incluindo ícones com novos tópicos, artigos relacionados e linha do tempo para que as pessoas interessadas possam se aprofundar no tema de cada notícia.

    Quando o usuário clicar no link da notícia, ele vai ser redirecionado para o site proprietário do conteúdo noticioso. Com isso, será possível acessar reportagens selecionadas que estão na categoria ‘’paywall’’ — que exige que o usuário seja assinante do portal para visualizá-las.

    Também em um blog post do Google, o vice-presidente de gerenciamento de produtos de notícias do Google, Brad Bender, falou sobre a importância das notícias para que as pessoas se mantenham informadas e, assim, se construa a democracia. Para tanto, o recurso foi concebido em parceria com sites relevantes, que têm uma grande audiência e são considerados referências em seus países, compreendendo veículos locais, nacionais e internacionais.

    Inicialmente a ferramenta será disponibilizada no Google News, no Android. Em seguida, também vai ser liberada para o sistema iOS, da Apple. Por enquanto, o Google fechou acordo com 200 editores da Alemanha, Brasil, Reino Unido, Canadá e Argentina. Entre os veículos participantes estão Folha de S.Paulo, Estadão, Uol e Correio Braziliense.

    O que os veículos de comunicação pensam sobre a iniciativa do Google?

    Apesar de o novo produto do Google ter sido lançado com o intuito de atender às exigências dos meios de comunicação, a iniciativa não é vista com bons olhos. Isso porque, em comunicado à imprensa, o European Publishers Council (EPC), que reúne membros poderosos, como o The New York Times, News UK, The Guardian, Schibsted e Pearson, criticou a novidade.

    “Ao lançar um produto, eles (o Google) podem ditar os termos e condições, minar a legislação projetada para criar condições para uma negociação justa, enquanto afirmam que estão ajudando a financiar a produção de notícias”, ressalta Angela Mills Wade, diretora executiva do EPC.

    Alguns editores de notícia se mostraram frustrados com a gigante de tecnologia, como sites de previsão de tempo e ferramentas de receita, que ainda não foram incluídos no projeto. Para avançar com a sua proposta, o Google também está negociando com editores francesas, onde estão os seus maiores críticos.

    Além de informar, os conteúdos noticiosos e marketing de conteúdo também são importantes para formar a opinião dos consumidores. Quer ter mais facilidade para gerenciar os conteúdos da sua agência ou seus clientes? O Studio pode ajudar! Faça o trial do Studio agora mesmo!

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