Marketing Sensorial: saiba como usar os cinco sentidos para gerar vendas para o seu negócio!

O Marketing Sensorial se baseia no estímulo dos diferentes sentidos para conquistar a atenção e o interesse dos seus clientes. Por meio dessa estratégia, cria-se a atmosfera perfeita de vendas para desenvolver uma espécie de funil trabalhado na subjetividade e personalização.

Atualizado em: 12/02/2021
Marketing Sensorial

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Em meio a estratégias de marketing que visam um processo de compra mais natural e com maior autonomia por parte do cliente, como o Marketing de Conteúdo, o marketing sensorial é mais uma excelente alternativa a ser considerada.

Ao explorar os sentidos de uma pessoa (sim, aqueles cinco que aprendemos no colégio), a possibilidade de fechar negócio e gerar resultado é muito maior.

Durante o processo de compra, o cliente entra em contato com o produto de formas muito mais complexas e impactantes, não se mantendo restrito em visualizá-lo em uma gôndola ou anúncio online.

Quer saber como gerar resultados com esta estratégia? Você vai se surpreender com o poder do marketing sensorial!

O que é o marketing sensorial?

O marketing sensorial é uma estratégia que tem como objetivo estimular os cinco sentidos do corpo humano, que são:

  • tato;
  • olfato;
  • paladar;
  • visão;
  • audição.

Assim, cada um deles contribui para criar a atmosfera perfeita de vendas e desenvolver uma espécie de funil focado na subjetividade.

O olfato, paladar e a audição, por exemplo, não estarão ligados diretamente com o seu negócio: a ideia não é comprar um carro de som ou desenvolver um jingle para vender certo produto, mas sim despertar a necessidade em fazer a compra a partir de estímulos capazes de causar bem-estar, desejo e impulso (positivamente falando).

Eles podem ser desenvolvidos em conjunto — trabalhando com todos os sentidos de maneira harmônica — ou separadamente, ao selecionar aqueles que fazem sentido dentro das possibilidades de um negócio.

Como os cinco sentidos atuam na prática?

Agora que você entendeu os principais pontos do marketing sensorial, é hora de visualizar, especificamente, como cada um dos cinco sentidos atua na estratégia.

Olfato

O olfato é um dos sentidos mais poderosos na hora de construir a “personalidade sensorial” da sua marca. Afinal, cheiros remetem a lembranças e, quando bem trabalhados, são associados de forma praticamente instantânea por parte do cliente.

No caso de empresas que trabalham com a oferta de alimentos, uma boa ideia é fazer com que o ambiente entre em harmonia com os produtos: seja uma padaria que desperte a vontade de comer um pão quentinho no meio da tarde ou uma loja de sorvetes com fragrâncias incríveis dos sabores mais vendidos, por exemplo.

Quando o negócio não trabalha com alimentos, a estratégia pode parecer mais difícil. Afinal, como definir o cheiro de uma marca? Porém, na prática, a resposta provavelmente já existe, mas nunca foi explorada.

Se a sua empresa tem estratégias de branding definidas, você sabe muito sobre quem é a sua marca, como ela se porta e qual imagem quer passar para o mercado.

A partir daí você pode, por exemplo, selecionar aqueles aromas que, quando unidos com o nome e ponto de venda da marca, se tornarão inesquecíveis. Lojas de utensílios para surfistas, por exemplo, podem aproveitar da atmosfera praiana e aplicar fragrâncias que façam referência ao mar, sol e brisa.

Paladar

O marketing sensorial é explorado até mesmo por empresas que não conhecem a estratégia, e o paladar é forte exemplo disso.

Pense em uma clínica de estética, médica ou salões de beleza: muitos deles dispõem de água, café e algum lanchinho para o cliente. Dessa forma, a sensação de espera — que é um dos fatores negativos em estar naquele lugar — é despistada e transformada em algo mais agradável.

Use a criatividade e desdobre a ideia para a realidade do seu negócio, seja ele qual for. É simples e prático!

Visão

A visão é um sentido poderoso quando trabalhamos com o reconhecimento de marca.

Quando lembramos dos conceitos de identidade visual, estamos justamente afirmando a necessidade de criar uma unidade para a marca: assim, sempre que o cliente ver cores, fontes ou formas, se lembrará de você.

É o exemplo do McDonalds ou da Coca-Cola: a combinação de cores vermelho + amarelo e vermelho + branco foram tão bem utilizadas pelas duas marcas, que são sempre muito associadas com elas de forma avulsa e aleatória, sem necessidade de qualquer apresentação do negócio.

Pensando no ponto de venda, é igualmente importante trabalhar com uma unidade. A vitrine, decoração e disposição dos móveis faz com que diversas sensações de estímulo de compra sejam despertadas.

Estratégias de redes de supermercados, por exemplo, falam muito sobre o poder da visão: todas as gôndolas são posicionadas de forma bem pensada para que as chances de se fechar negócio sejam maiores.

Tato

O tato pode parecer um pouco mais difícil de ser explorado, mas é um outro exemplo de estratégia muitas vezes desenvolvida sem saber da existência do marketing sensorial.

Quando pensamos nos móveis de um ponto de venda, seja ele qual for, é preciso analisar aspectos ergonômicos, de conforto e aconchego.

Imagine a sala de espera de um consultório de dentista repleta de cadeiras desconfortáveis? Ou o provador de uma loja pequeno, quase que claustrofóbico e sem espaço para que a pessoa se movimente e tenha uma boa experiência de compra?

Além dos móveis, ter contato real com o produto faz toda a diferença. Sentir o tecido de uma roupa, experimentar a maquiagem na própria pele, entrar em um veículo e tocar no volante são exemplos de ações que são desenvolvidas justamente para aguçar o estímulo do tato e dar um gostinho daquele produto para o cliente.

Audição

A audição, junto com o olfato, é uma ótima ferramenta de associação subjetiva.

Lembra das tradicionais músicas de elevador? Elas funcionavam para transformar a experiência, que por muito tempo foi nova, em algo mais agradável — afinal, a ideia de permanecer alguns segundos dentro de uma “caixinha” poderia parecer um pouco desconfortável.

O mesmo acontece nas tão citadas salas de espera: nada mais chato (e constrangedor, algumas vezes) do que aguardar por um serviço em um local completamente silencioso.

Uma boa estratégia de estímulo da audição é criar playlists pensando no seu público: se o target são consumidores jovens, capriche nas paradas do momento e bandas apreciadas atualmente.

Se estamos falando de executivos importantes, ao contrário da playlist citada anteriormente, é necessário ter mais restrição em relação ao que será tocado, afinal uma escolha errada pode deixar o ambiente completamente desconfortável.

Além da escolha do que será tocado e ouvido, é importante decidir como. Aspectos como volume e disposição das caixas de som devem ser estudados e podem ser aplicados de forma específica de ambiente para ambiente.

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Como o marketing sensorial e o neuromarketing estão conectados?

O neuromarketing é uma vertente de pesquisa que se propõe a entender padrões e comportamentos de compra a partir de estudos neurológicos. Com esses padrões, é possível identificar as áreas do cérebro responsáveis pela tomada de decisão por parte do consumidor.

O marketing sensorial, por sua vez, busca colocar formas práticas de unir a compra propriamente dita aos gatilhos mentais que facilitam o processo.

Enquanto o neuromarketing descobre que o poder de compra é potencializado no cérebro por uma categoria específica de cheiros e sons, o marketing sensorial busca aplicar o estudo na realidade de um ponto de venda.

Vamos exemplificar: um estudo divulgado pelo Conselho Regional de Administração de São Paulo afirma que a luminosidade pode ser um empecilho na hora de comprar roupas. Quando a luz é direta, o cliente começa a reparar em detalhes da própria estética, o que influencia negativamente a compra.

A partir desse estudo, que tem como base as reações e comportamentos do cérebro, o marketing sensorial é responsável, então, por aplicar a melhor opção de luz e disposição do provador, tudo isso com o objetivo de favorecer o negócio.

Quais são os principais benefícios e por que adotar a estratégia?

De forma geral, os principais benefícios do marketing sensorial são:

  • criar vínculos emocionais com o consumidor;
  • explorar os produtos além do óbvio;
  • estimular o desejo de compra, sem a necessidade de “empurrar” produtos;
  • fidelizar e encantar clientes;
  • desenvolver uma identidade (e unidade da marca) inovadora e única.

Sobre os principais motivos, todos já estamos cansados de saber do poder da “nova publicidade” e que aquele investimento em mídia paga dentro da grade de uma emissora de televisão, além de ser caríssimo, pode ser substituído facilmente por estratégias que envolvam o Marketing de Influência, por exemplo.

Sabemos também que até mesmo os benefícios causados pela transformação digital geraram um aumento na competitividade do mercado e na necessidade de gerar estratégias cada vez mais pesadas de retenção e atração de um cliente.

Por isso, como conquistar a confiança do público na era da informatização? Criando experiências genuínas.

Mais do que apresentar um produto e listar todos os seus benefícios, é possível fazer com que eles sejam compreendidos pelo próprio indivíduo sem que a marca precise dizer uma palavra se quer.

Ao estimular sensações de aconchego, bem-estar e positividade, a marca cria uma atmosfera favorável para o fechamento de negócio.

Cria também ambientes e situações propícias para que o cliente lembre-se dela aonde estiver: ao ouvir certo tipo de música, sentir um cheiro específico ou visitar locais que tenham semelhança com a estratégia visual da marca, a lembrança é instantânea e constante.

Apesar de o marketing sensorial ser uma estratégia poderosa na hora de gerar vendas, é preciso ter em mente que todo plano de ação se torna ainda melhor quando bem complementado. Acesse nosso material sobre Marketing Digital para PMEs e comece a potencializar os resultados do seu negócio agora mesmo!

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