NÃO descubra aqui a “fórmula mágica” para escrever bem!

Quem se dedica à redação web encara muitos desafios ao desenvolver uma escrita criativa e prolífica, por isso, é fundamental encontrar prazer e naturalidade ao escrever.

NÃO descubra aqui a "fórmula mágica" para escrever bem!

Se você procura uma receita definitiva para escrever bem, veio ao lugar errado! O foco deste post é promover reflexões sobre os desafios da escrita criativa. Queremos pensar sobre caminhos possíveis para driblarmos os bloqueios criativos e nos tornarmos autores produtivos, entregando trabalhos com excelência, alinhados às nossas expectativas e às das outras pessoas que vão ler os nossos textos.

Hoje, quando pensamos em profissionais que se dedicam à escrita, é inevitável lembrar dos freelancers que produzem para projetos voltados para as estratégias de Marketing de Conteúdo. Por isso, recorremos a alguns Talentos da Comunidade da Rock Content para contribuírem com abordagens que podem ajudar na missão de escrever de forma prolífica e qualificada.

Com a ajuda dos freelancers Amanda Gusmão, Ane Constâncio, Gabriel Sacramento e Julyana Andrade, chegamos a este artigo que aborda por que não precisamos nos ancorar em promessas de “fórmulas mágicas” para escrevermos bem. Confira!

A ilusão de esperar a inspiração para escrever bem

Ainda há quem acredite que a criatividade é fruto de uma inspiração quase divina. Como se fosse um “dom” destinado apenas a um grupo seleto de pessoas agraciadas com superpoderes que lhes garantiriam uma fonte ilimitada de ideias brilhantes.

Esse discurso flerta com a imagem de “escolhido” presente nos mitos heroicos, como aqueles da Mitologia Grega que estudamos na escola. Basta nos lembrarmos de Ulisses, protegido da deusa Atena, que marcou presença nas obras Ilíada e Odisseia, de Homero.

Desde entrar na, teoricamente, impenetrável muralha de Troia até fugir da caverna do implacável cíclope Polifemo: Ulisses sempre tinha uma carta na manga para resolver qualquer problema — por mais insólito que ele parecesse.

Essa capacidade de ser imaginativo diante das adversidades, segundo consta nos registros míticos, seria uma dádiva ofertada por Atena aos cidadãos atenienses, como o próprio Ulisses. O herói ainda contava com a predileção da deusa da sabedoria, que se dava ao trabalho de intervir, pessoalmente, no destino do sujeito, dando dicas e ajudas ao longo da sua jornada.

Independentemente das crenças de cada um, quem escreve não pode esperar que um texto brote da sua cabeça com o mesmo imediatismo — e a mesma conveniência — com que as ideias surgiam na mente de Ulisses graças à sabedoria que Atena lhe conferiu.

Escrita para quem não é herói

Nós que não somos heróis da Grécia antiga sabemos que a escrita é um processo difícil, pois surge de forma gradual e fragmentada, exigindo que lidemos com vários fatores enquanto concebemos e rearranjamos as nossas ideias.

Sobretudo quando falamos em escrever bem profissionalmente, é necessário pesquisar, se dedicar bastante à produção do conteúdo, organizar-se para realizar aquilo dentro do tempo e das condições à sua disposição, manter o foco em dia, saber avaliar o seu trabalho constantemente etc. 

Ou seja, na escrita, a criatividade não surge de uma inspiração que nos arrebata e garante a entrega, em um rompante, de algo novo e original. Ela reside na aplicação da nossa capacidade analítica para solucionar um desafio

No caso da redação web, utilizamos, portanto, as nossas experiências e convicções para, a grosso modo, encontrar a solução para o seguinte problema: preencher uma tela em branco a fim de que ela se transforme em um texto.

Já que a escrita criativa está intimamente ligada à nossa capacidade de agir com sabedoria, utilizando os aprendizados que acumulamos, chegamos a uma constatação libertadora: para escrever bem e de forma produtiva, não é necessário seguir à risca nenhuma fórmula mágica

O caminho é simples — por ser acessível —, mas não significa que seja banal. Muito pelo contrário, o trabalho com redação exige compromisso em se aperfeiçoar por meio do exercício constante da escrita e, consequentemente, do estímulo à própria criatividade.

A escrita criativa como um exercício constante

Agora que já estamos alinhados na constatação de que a criatividade não é uma bênção dada apenas à meia dúzia de sortudos, precisamos encarar o fato de que cada um deve aprender a trilhar o seu próprio caminho no exercício criativo rotineiro. 

Há pessoas que anotam as suas ideias em um caderninho ao longo do dia, outras que preferem escrever, primeiro, em tópicos livres para aproveitar as ideias que surgem mais “frescas”, existem também aquelas que são adeptas da técnica de pomodoro

Enfim, cabe a cada um encontrar as técnicas, abordagens e estratégias que funcionam melhor para si. Mas não se preocupe: esse não é um bicho de sete cabeças, como aquele que Hércules, outro herói grego, precisou enfrentar. 

O fundamental, aqui, é integrar e manter a escrita como parte de sua rotina, a fim de entender quais escolhas fazem mais sentido na sua realidade. Sem se esquecer, é claro, de ter sempre como norte o aperfeiçoamento dos seus repertórios estilísticos e de conteúdo. 

No caso da redação de conteúdos web — e também de outros tipos de texto, sejamos sinceros — uma boa prática é priorizar a produção sobre aqueles assuntos que mais se domina ou tem interesse para, em seguida, partir para outros temas.

Afinal, quem produz sobre um determinado tema, inevitavelmente, esbarra em tópicos adjacentes a ele em vários contextos. Pensemos, por exemplo, em uma pessoa entusiasta de Marketing Digital, que entende bastante sobre o assunto e tem experiência escrevendo conteúdos para agências e outras empresas da área.

Digamos que surja a oportunidade de ela trabalhar em um projeto com estratégias de Marketing voltadas para determinadas profissões, como médicos, engenheiros, advogados etc.

Nesse caso hipotético, além de precisar lidar com os conhecimentos que já deteria, ela teria a oportunidade de aplicá-los em outras realidades e, de quebra, aprender mais sobre questões relacionadas à medicina, à engenharia e ao direito.

A escrita como um continuum

Veja bem, esse ser humano do nosso exemplo não se tornaria especialista nessas profissões só porque leu e escreveu em projetos com temas relacionados, mas poderia se tornar mais familiarizado com esses assuntos e utilizar os novos conhecimentos também em outros projetos com abordagens similares e que não se dedicassem, necessariamente, ao Marketing Digital — seu interesse inicial, por assim dizer.

O processo de estudo constante é, portanto, um grande aliado de quem se dedica à escrita, pois ampliar o seu repertório e saber direcioná-lo torna-se fundamental no seu desenvolvimento enquanto profissional de redação.

Aprofundar-se na estratégia do cliente e compreender a atuação dele no mercado são atitudes que garantem segurança diária na hora de sentar diante de um computador e escrever blogposts, newsletters, e-books, infográficos, quizzes etc.

O conhecimento sobre o qual falamos aqui pode ser adquirido, evidentemente, por meio das referências das pautas, do Guia de Estilo e das orientações gerais da clientela que você atende, mas não se resume a isso.

Redes sociais, fóruns, jornais, revistas, vídeos, documentários, livros, artigos acadêmicos… Ufa! As informações surgem em locais e formatos diversos, existindo por aí para serem consumidas e adicionadas ao seu repertório — desde que sejam fontes confiáveis!

O acúmulo desses conhecimentos facilitará na hora de colocar as ideias na tela do computador e proporcionará mais recursos para exercitar a escrita. Entretanto, só isso não basta, afinal é preciso pensar nos seus potenciais leitores.

Quando falamos em leitores, não nos referimos somente à persona, mas também ao seu cliente. Sim, busque ler o conteúdo com os olhos do seu público a fim de entender o que ele procura e, simultaneamente, vise a produzir um texto que deixe um brilho no olhar daqueles que validarão o seu trabalho dentro do projeto.

Encontrar esse equilíbrio não é uma tarefa fácil, evidentemente, mas a tendência é que as boas ideias não abandonem aqueles que praticam, refletem e estudam sobre a escrita, pensando sobre o que e para quem se escreve.

O formato pode potencializar a sua escrita

Para muitas pessoas, as particularidades do formato de um conteúdo podem ser um empecilho para deixar a escrita criativa fluir. Afinal, são muitas as preocupações e expectativas relacionadas aos pré-requisitos e objetivos que um texto precisa atender

Uma boa postura diante dessa situação pode ser encarar as condições prévias de produção de um conteúdo — seja ele voltado para uma estratégia de Marketing Digital ou não — como um molde pronto para ser preenchido com aquilo que há de melhor na cabeça do redator.

Dessa forma, o formato que o texto deve apresentar (com introdução, intertítulo, palavras-chave, link building, CTA etc.) serve para direcionar as suas escolhas de forma eficiente, dando um rumo para que a sua escrita se desenvolva até chegar em algo concreto.

Vale frisar que, conforme o redator domina o formato, o tema ou o cliente para o qual produz, a tendência é que essas operações diante de um texto se tornem mais naturais e, com isso, haja mais consciência e confiança nas escolhas.

Afinal, a escrita criativa é um mergulho interno constante nas expectativas quanto ao nosso trabalho. Escrever bem não é um objetivo que se alcança uma vez, de forma definitiva. Trata-se de um exercício constante em que cada um precisará descobrir aquilo que funciona melhor para si, a fim de tornar a criatividade e a tomada de decisões corretas práticas cada vez mais espontâneas em sua rotina.

Se você quiser potencializar e ampliar o seu leque de escolhas durante a produção dos seus conteúdos, confira este post sobre como o Storytelling pode ser um recurso eficiente para contar boas histórias!

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