Por Redator Rock Content

um de nossos especialistas.

Publicado em 11 de outubro de 2018. | Atualizado em 13 de março de 2020


A evolução do marketing nos últimos anos foi marcada pela transição para a era digital. Hoje, TV, rádio e mídia impressa precisam dividir espaço com a internet. Em meio a essas mudanças, um novo conceito surgiu para ajudar a empresa e direcionar seu marketing: o consumidor 4.0.

O consumidor 4.0 é resultado dos meios que têm à disposição. Esse perfil tem características bem específicas, especialmente marcadas pelo alto nível de exigência, pela total adaptação ao digital e pelo amplo e fácil acesso à informação.

Hoje, não basta apenas vender um produto interessante. É fundamental envolver, mas usando os meios e as plataformas certas para atrair esse consumidor.

Será que a sua empresa está pronta para isso? Neste post, você entenderá mais sobre o consumidor 4.0!

Conheça suas características, o que busca e como as empresas devem se alinhar a ele. Entenda também a evolução do marketing ao longo dos anos.

Quais os estágios da evolução do consumidor?

Ao longo dos anos, o marketing sempre orientou as empresas de modo que elas fossem capazes de se posicionar diante do mercado.

Assim, poderiam captar a atenção do público e mostrar seus produtos, proposta e a maneira como viam o seu próprio negócio.

Essa ferramenta é e sempre foi indispensável, sempre impactada pelos costumes da sociedade e pelos recursos disponíveis.

Em cada época, o marketing foi feito de uma forma diferente, justamente porque, em cada período, a sociedade tinha comportamentos, hábitos e demandas distintos.

A opinião pública também sofreu muitas alterações ao longo do tempo, e todas essas questões impactavam não só a forma de se fazer negócio, mas também o modo como o marketing era conduzido. Tudo isso gerou um ciclo de evolução natural.

Se falamos de consumidor 4.0 neste conteúdo, não é difícil entender que vivemos no período do marketing 4.0. Para entender o contexto atual, é preciso voltar um pouco no tempo.

Para isso, confira uma abordagem sobre o consumidor e sua evolução ao longo dos anos, desde a sua primeira versão!

Consumidor 1.0

consumidor

Na primeira era em que o marketing começou a ser aplicado, o consumidor ainda não tinha o entendimento do que era a marca. A ele, pouco importava o valor agregado, e sim o que aquele produto podia trazer como solução.

O foco era o fim, e não os meios. Se uma empresa vendia carros, o interesse do consumidor 1.0 era sobre as especificações técnicas do produto. Esse pragmatismo era consequência do pouco acesso à informação e simplicidade do estilo de vida e demandas da sociedade da época.

Não havia muitas diferenciações entre os tipos de público, ou seja, as marcas não precisavam se preocupar com segmentação. Dessa forma, o consumidor 1.0 queria um produto, e essa era a sua única relação com as empresas.

Consumidor 2.0

consumidor 2.0

O consumidor 2.0 é marcado por um período em que houve o aumento da concorrência entre as empresas. Em mercados mais amplos e com mais concorrentes, naturalmente, havia a opção de escolha para o público.

Junto a isso, passou também a surgir a dúvida: se há duas ou mais empresas que vendem o mesmo produto ou serviço, qual delas escolher? Esse foi o ponto de virada do consumo.

Se há mais alternativas no mercado, há também a chance de optar pela marca favorita. Nesse ponto, o consumidor passa a se tornar mais exigente, reagindo ao modo como o mercado se comportou.

Assim, o marketing 2.0 foi voltado para iniciar o conceito de marca e posicionamento. Para atender esse público, era necessário mostrar o porquê do seu produto ser melhor do que o do concorrente.

O consumidor 2.0 já era visto com suas características em destaque. Esses consumidores passaram a ser segmentados, justamente, para serem atendidos, já que, nesse período, tinham maiores exigências relacionadas às suas necessidades.

Para se comunicar com eles, era preciso abordar seus problemas e, então, mostrar como o produto ou serviço resolvia isso. Eles eram abertos a esse convencimento.

Consumidor 3.0

consumidor 3.0

Mais recente e próximo do que vemos hoje, o consumidor 3.0 mostrou exigências em níveis maiores. A simples segmentação por demanda já era sentida como uma obrigação. Foi então que as marcas sentiram a necessidade de conquistar o público mais a fundo.

Com tantas alternativas, o consumidor 3.0 passou a precisar se sentir incluído. A busca era pela sensação de pertencimento. Com isso, essas pessoas já estavam mais propícias às campanhas de posicionamento, em que as marcas mostrassem cada vez mais uma personalidade.

Naturalmente, essas características deveriam estar totalmente alinhadas com o que o consumidor pensava. Essas pautas da sociedade passaram a ser importantes e a moldar o marketing, mostrando a força do consumidor 3.0.

Esse conceito é recente e não se difere muito do que se vê atualmente. Esse perfil de público é bastante exigente, busca uma relação mais íntima com a marca e se sente compreendido quando vê uma empresa se posicionando.

O consumidor 3.0 busca essa empatia e a sensação de pertencimento e compreensão. Ele deixa de ser apenas quem compra para ser parte de todo esse processo.

Quem é consumidor 4.0?

consumidor 4.0

O consumidor 4.0 é uma evolução do 3.0, porém, com um detalhe fundamental e que muda tudo: a tecnologia.

Toda essa abordagem mais segmentada, considerando o público e suas demandas sociais, seguiu normalmente, no entanto, o consumidor atual tem amplo e constante acesso à tecnologia. A era da transformação digital trouxe mudanças muito profundas na sociedade atual e, naturalmente, impactou o consumo.

Além de exigir personalidade, proximidade de valores e alinhamento ao pensamento, o consumidor 4.0 tem a demanda por uma comunicação e relação mais digitalizada.

Hoje, as redes sociais têm um impacto muito grande na vida da sociedade, e o consumo refletiu isso. Mais do que simplesmente ter um perfil nas redes sociais, as empresas precisam ter uma atuação adequada.

Não basta se expor, fazer publicidade e mostrar os produtos e serviços. É fundamental ter presença completa nas redes e na Web, como um todo.

O atendimento, por exemplo, é um dos fatores mais considerados pelo consumidor 4.0. Ele exige canais digitais em que possa se comunicar, de modo que faça isso dentro de seus hábitos diários. Se ele usa a internet para tudo, também quer ser atendido por ali.

O amplo acesso à informação

Outro grande impacto gerado pela era digital é o amplo acesso à informação. Conhecimento é poder e, precisamente, esse sentimento é o que o consumidor 4.0 nutre quando está em uma fase de decisão de compra.

Hoje, antes de buscar um serviço ou um produto, é possível fazer amplas pesquisas sobre determinada marca na Web. Os feedbacks são extensos e fornecidos pelo próprio público.

Se o consumidor tem mais informação, ele está mais capacitado a ser exigente em níveis nunca vistos. Por isso, além de se posicionarem na Web, as marcas precisam estar prontas para lidar com as avaliações.

O consumidor busca entender o histórico das empresas e como ela tem se comportado diante do cliente. Isso pode gerar uma conversão positiva ou o rechaçamento.

A importância da experiência

O nível de exigência do consumidor 4.0 chegou a níveis tão altos que o produto ou o serviço não é mais o foco exclusivo na relação comercial.

Hoje, a experiência completa de consumo tem grande valor, sendo capaz de reter ou afastar de vez um cliente. Não basta simplesmente ofertar o seu produto. O consumidor precisa ser envolvido em um processo muito mais completo.

A sociedade atual tem informação suficiente para saber onde comprar, qual produto é mais qualificado, qual tem maior valor agregado e qual tem um custo-benefício interessante. Em um mercado tão competitivo, as empresas buscam um destaque.

O aumento da informação e opções de empresas tornou o consumidor mais exigente. Ele quer um ciclo positivo, desde a pesquisa até a compra. Dentro desse conceito de experiência, é possível destacar alguns fatores que conquistam o consumidor 4.0, como:

  • publicidade inovadora;
  • uso do storytelling;
  • alinhamento de valores entre público e marca;
  • atendimento humanizado e feito por vários canais;
  • empresa mais próxima e que trate o consumidor como parte do negócio;
  • integrações entre varejo e online.
Experiência de Compra Online

Consumidor 5.0?

Por fim, é importante que você saiba: especialistas já narram que se avizinha um outro estilo de prospect, o chamado consumidor 5.0. Ele requer que seus cinco sentidos sejam aguçados para reagir. 

Também chamado de neoconsumidor de terceira geração, esse player deverá ser influenciado pela TV Digital interativa e pela realidade imersiva, tecnologia por meio da qual será possível imitar os sentidos humanos em espaços simulados.

A realidade imersiva tem sido apontada como uma grande tendência de atração audiovisual nos próximos anos e deverá influenciar o setor com muita força.

Como a sua empresa pode se adequar ao consumidor 4.0?

O grande desafio das empresas atualmente é conseguir entregar seus produtos e serviços ao consumidor 4.0. Com tantas exigências, a insegurança pode aparecer, mas não há mistério.

O público atual tem demandas bem específicas e a necessidade de maior proximidade com as marcas. Com estratégias sólidas, é possível ter bons resultados. Saiba como chegar a eles a seguir!

Aproxime-se do público

Na atualidade, o consumidor quer ter maior participação na empresa. Ele não deseja apenas consumir, e sim ter poder de influência, ser ouvido e ter seus desejos traduzidos em produtos e serviços. Quanto maior a abertura para isso, mais engajamento as marcas conseguem.

Isso pode ser feito por meio da abertura nas redes sociais, mostrando o cotidiano da empresa, ou por meio de campanhas que solicitem alguma ação do público. Assim, há a desejada participação.

Ofereça atendimento de destaque

Por muito tempo, o atendimento foi o calcanhar de Aquiles de muitas empresas. Hoje, é impossível sobreviver em um mercado tão competitivo sem um atendimento de destaque. Isso quer dizer humanização, canais diferentes de contato e, principalmente, soluções!

Se o consumidor investe seu capital, ele deseja que suas demandas sejam atendidas. Além disso, ele também quer ver a preocupação da marca no pós-compra. Isso é fundamental para fidelizar.

Construa valor agregado (mostre como é bom ter aquele produto)

Nunca o valor agregado de um produto teve tanta importância como hoje. As pessoas buscam mais do que um objeto ou serviço: elas querem tudo que vem acompanhado dele.

O consumidor se posiciona por meio do que consome e, assim, ele consegue pertencer a algum grupo. Um grande exemplo é a Apple, gigante de informática e uma das maiores empresas do mundo. Mesmo com tantos concorrentes sólidos, seus produtos estão entre os mais desejados.

Oferte por diferentes canais de vendas

O avanço do digital também trouxe mais facilidades ao consumidor 4.0 e ele tem dado muito valor a isso. Comprar é só o último momento da relação comercial, mas ele precisa fechar a experiência com chave de ouro. Por isso, quanto mais prática for essa etapa, melhor!

As marcas devem oferecer suas opções no e-commerce e replicar a oferta de seus produtos nas redes sociais, além do email marketing. Isso agiliza o processo e traz facilidade ao consumidor.

Atraia pelo Inbound Marketing

O consumidor 4.0 consome muitos conteúdos na internet, desde vídeos até blog posts. Muitos desses são de empresas que, estrategicamente, atraem os consumidores. Esse conceito de captação de audiência é a base do Inbound Marketing, que traz o público por meio de uma oferta de valor.

Ao trabalhar nessa captação, as empresas têm um contato prévio com o consumidor 4.0, levando um conteúdo de destaque a ele. Além de ter audiência qualificada, a empresa atende às exigências.

Tenha presença ampla em redes sociais

A presença em redes sociais é uma necessidade muito clara das empresas atuais. O consumidor está nesses ambientes e, por lá, pode entender melhor sobre as marcas. Se a sua companhia deixa de estar onde seu público procura, está falhando e pode deixar de ser relevante.

Mais importante do que a presença em si é estar em plataformas adequadas. Um escritório de advocacia talvez não precise se preocupar em ganhar seguidores no Instagram, diferentemente de uma varejista de moda.

O segredo é conhecer bem a sua persona e identificar os canais em que ela está efetivamente presente.

Interaja com o público

O consumidor 4.0 ama interagir com suas marcas favoritas! Isso dá a ele a sensação de que é mais do que uma simples relação de compra. Ele se sente importante e tem a certeza de que a sua opinião gera impacto nas decisões das empresas. Para as marcas, exercer essa proximidade é fundamental.

O engajamento tem grande importância nas estratégias de marketing das empresas atualmente. Como indicador, eles mostram o quão envolvido o seu público demonstra estar nas redes sociais.

O conceito de consumidor 4.0 é de grande importância e deve ser compreendido por marcas e profissionais de marketing. Só assim, será possível levar ao público exatamente o que ele espera das empresas.

Como criar novas oportunidades nesse cenário?

Se por um lado esse consumidor está cada vez mais seletivo, por outro, nessas circunstâncias, as agências têm muito mais opções de novos públicos para descobrir. Ajude a identificar essa nova audiência para, depois disso, elaborar estratégias para atendê-la.

Ao passo que no marketing do passado o mecanismo era estimular as compras por impulsos, nesse momento é crucial que os profissionais desvendem os desejos desses compradores.

É papel do setor publicitário fazer uma adaptação para conquistar isso. Os anunciantes necessitam compreender que, além de entender essa nova conjuntura, é fundamental fazer parte dela. Assim, será possível estabelecer um diálogo de qualidade e, dessa forma, obter o tão sonhado engajamento.

O mercado de nicho é formado por segmentos com vontades e hábitos específicos e, geralmente, essas demandas ainda não são bem atendidas. Isso significa que há muito mais espaço para novos produtos e serviços do que aquilo que vem à tona na superfície. Estimule seus clientes a pensar: qual é o mercado com potencial de crescimento?

Alguns exemplos do que fazer!

Burger King

Vamos para alguns exemplos práticos de iniciativas que deram certo nessa nova era. Uma delas é a revolucionária campanha “Subservient Chicken“, feita para o Burger King em 2005.

A rede de fast food criou a webcam que levava esse nome e por meio da qual os usuários poderiam, em tempo real, dar ordens ao personagem, um frango obediente. A campanha se tornou um verdadeiro fenômeno e foi um marco na publicidade interativa.

A mesma empresa teve outra iniciativa de destaque no mundo digital em 2013 com a rede Burguer King na Noruega. A ação comercial oferecia, na fanpage da loja, tickets gratuitos para o Big Mac, sanduíche de seu principal concorrente.

O que aparentemente parecia loucura, à primeira vista, foi uma tacada de mestre. Para o Burger King, aqueles que aceitassem o lanche do McDonald’s seriam banidos definitivamente da página.

A fanpage, que tinha 38 mil fãs, perdeu 30 mil — caindo para apenas 8 mil seguidores. Ainda assim, a tática foi considerada um sucesso. Afinal, essa filtragem possibilitou um diálogo de muito mais qualidade com o grupo restante — mais fiel — o que aumentou o poder de engajamento em cinco vezes.

Dove

A produtora de cosméticos Dove criou, em 2007, o “Dove Evolution”, vídeo de sucesso que exibia uma modelo de aparência comum que, rapidamente, se transformava em uma top model deslumbrante.

O trabalho de marketing estimulava as mães a se envolverem com o “Dove Self Esteem” e a participar de workshops sobre beleza e autoestima. Como resultado, a campanha obteve mais de 5 milhões de visualizações no YouTube.

Fiat

A Fiat, em 2009, criou a propaganda “Eco Drive”, calcada em princípios de responsabilidade ambiental e consumo consciente. Os clientes baixavam um aplicativo e conectavam um pen drive em seus veículos.

Com isso, os usuários conseguiam analisar dados como nível de aceleração, de desaceleração, de quilometragem e de emissão de gás carbônico.

Assim, a partir dessas métricas, foram criados vídeos explicativos sobre os maus costumes de motoristas com orientações de como dirigir de modo a privilegiar a ecologia. Foi uma iniciativa de excelente repercussão.

Tudo isso tem de ser explicado com muita calma e paciência para os anunciantes. Até porque, depois de finalmente conquistar um prospect — e transformá-lo em usuário — ainda haverá muito trabalho pela frente. Afinal, será necessário investir em sua nutrição. 

Em suma, alguns dos seus valores são:

  • eficiência: qualidade em todas as áreas, o que inclui agilidade em apresentar soluções e uma gestão de tempo eficaz;
  • responsabilidade verde: produtos fabricados de modo sustentável;
  • tecnologia: acompanhamento das principais redes sociais, investimento em aplicativos, sites responsivos;
  • felicidade: resgate de momentos especiais e da redescoberta de se divertir consumindo;
  • transparência: as companhias têm de ser honestas e claras em seus relacionamentos;
  • saúde: os clientes querem ser saudáveis com pouco esforço;
  • individualização: satisfaça as urgências dos indivíduos;
  • retorno às origens: seja autêntico e simples.

Compreender e satisfazer o consumidor 4.0 será o grande desafio para os negócios publicitários daqui para frente. Abordagens individuais, estímulo ao engajamento e conteúdo de qualidade são peças-chave nesse processo.  

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