Fim das curtidas no Instagram

Contra as métricas de vaidade, Instagram planeja ocultar as curtidas de outros perfis para reduzir a ansiedade dos usuários

O Instagram começou a estudar a possibilidade de mostrar o número de curtidas de uma publicação apenas para o usuário que fez a postagem. Essa iniciativa tem como objetivo fazer com que as interações na rede sejam mais naturais e gerem menos ansiedade nas pessoas.

O difuso limite entre o amável e o invasivo obrigou os CEOs das grandes redes a trabalharem sem descanso para melhorar a experiência do usuário e o Instagram já se converteu na principal representante dessas novidades.

Desta vez, a empresa aproveitou o momento em que as discussões sobre saúde mental e uso de redes sociais estão em alta e deu início aos testes de um sutil ajuste que vai mudar por completo um fator psicológico por trás do seu funcionamento: a quantificação das tão sonhadas curtidas.

Como esta novidade vai transformar a jornada do usuário e o trabalho dos profissionais de marketing?

Continue a leitura e saiba mais!

Como funcionarão as curtidas ocultas do Instagram?

A fase beta desta inovação é bem fácil de ser explicada: a ideia é a quantidade de curtidas só seja visível para quem fez a publicação e para ninguém mais.

Desta forma, eliminam-se os vínculos tóxicos e competitivos, como foi manifestado pelo próprio Instagram:

“Queremos que os seus seguidores se centrem no que você compartilha, não na quantidade de curtidas que recebem em suas publicações. Durante esta prova, só as pessoas que compartilham uma publicação verão a quantidade total de curtidas que recebem”.

Seguindo o que foi apresentado publicamente pela própria empresa, a ideia é fazer algumas provas de mudanças no design, pequenas mudanças na aparência, para ter um impacto potencialmente massivo no bem-estar dos usuários.

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Quais as origens do debate sobre a saúde mental dos usuários do Instagram?

O problema foi levado a público em 2017, quando a Royal Society Health da Inglaterra fez uma pesquisa com 1500 jovens entre 14 e 24 anos para evaluar aspectos como a saúde e o bem-estar em relação às redes sociais Twitter, Facebook, YouTube, Snapchat e Instagram.

Se falássemos para você que a obsessão por conseguir curtidas para as nossas publicações pode produz ansiedade, depressão, solidão e, além de tudo, fomenta o bullying, você acreditaria?

Um dos pontos negativos da experiência nas redes é exatamente essa pressão que o usuário sente para que suas publicações obtenham curtidas e comentários positivos, como um tipo de comprovação da sua aceitação na sociedade.

Dependendo da relação que a pessoa estabelece com essas redes, isso pode até parecer como um exagero, mas esse é um tema tão relevante que foi tratado pela própria Forbes.

Em um dos seus artigos, questiona-se sobre essa mudança seria tão ruim como pode aparentar para alguns.

Por que pensar em uma experiência do usuário saudável nas redes sociais?

A partir do momento em que essas tecnologias se fazem cada vez mais presentes em nosso dia a dia, o impacto gerado por elas no âmbito psicológico deve ser analisado e reduzido na medida do possível.

E não são só as pessoas que são afetadas por essas métricas de vaidade, muitas empresas também se veem reféns de um número satisfatório de likes.

Os corações e os polegares para cima são como moedas na economia dos conteúdos.

Esse aumento do número de curtidas é considerado, comumente, como uma métrica de marketing, principalmente entre quem está começando, o que faz com que a ausência destes números gere um desconforto natural.

Apesar desse medo inicial, comum a tudo que é desconhecido, a novidade do Instagram é de extrema importância, pois volta a colocar o usuário no centro do tema, e não mais os números vinculados a ele ou ao seu status online.

E quanto aos influencers?

Talvez, os mais prejudicados neste caso sejam os influencers, pessoas midiáticas do mundo digital, que dependem diretamente da quantidade de curtidas nas redes.

Precisamente, quem viralizou essa notícia, a princípio, foi uma influencer, Jane Manchun Wong, que publicou na sua conta de Twitter uma captura de tela que mostrava como seria a novidade da plataforma.

Sem a possibilidade de ver o número de seguidores que curtem uma publicação perderemos a referência de quem movimenta mais público.

Será este o fim da era dos influencers ou apenas uma oportunidade para modificar a dinâmica desse fenômeno?

O único que podemos afirmar é que esta história continua e nossa dica é: invista em conteúdo relevante nessa rede e tente deixar um pouco de lado a preocupação com os números.

Por isso, se você quer se tornar um especialista sobre essa rede, aproveite para conferir também o nosso ebook completo sobre como gerar resultados orgânicos com marketing no Instagram!

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