Redes sociais antigas

Redes Sociais antigas: saiba quais foram as principais e como elas impactaram o Marketing de hoje

Você sabe quais são as redes sociais antigas que se foram? E as que ficaram? Quais suas contribuições e tendências? Veja uma análise prática de sua evolução, com os detalhes que envolvem as principais tendências, desde a evolução dos algoritmos ao papel dos microinfluenciadores nos próximos anos!

Quem diria que um dia falaríamos de algumas redes sociais antigas com saudades, não é mesmo? Elas representam um canal tão novo que pensar nelas no passado é estranho.

Bom, nem tanto assim. Se pensarmos que as primeiras delas surgiram por volta do ano de 1979, lá se vão quase 40 anos de história, evolução e (por que não?) saudades deixadas em seus primeiros usuários.

Não que estivéssemos mal assistidos em termos de redes sociais — aquelas que perseveraram e se destacaram nos últimos anos são constantemente atualizadas, trazendo melhores experiências de interação entre seus usuários e ferramentas para as empresas que habitam por lá.

De certa forma, a história acabou ensinando às redes sociais quais são os melhores caminhos a seguir, estratégias que deram certo ou não. A evolução dos desktops e smartphones também, e isso é exatamente o que as empresas, instituições, governos, profissionais e pessoas precisam fazer: aprender e melhorar. Sempre!

Neste post, vamos comentar a evolução das redes sociais e como as mais antigas impactaram como o Marketing Digital é feito hoje. Vamos matar saudades enquanto pensamos em estratégias para mídias sociais? Acompanhe conosco!

Como e quando surgiram as primeiras redes sociais?

Para relembrar, redes sociais são pessoas e/ou empresas conectadas por diferentes meios, objetivos e valores. Nesse post, estamos falando especificamente daquelas baseadas no mundo virtual, certo?

Ao analisar o objetivo e valores que moveram as primeiras redes sociais, podemos dizer que elas eram bastante focadas em promover o conhecimento para um grupo específico.

Usenet

Das precursoras das redes sociais, a Usenet, desenvolvida por Tom Truscott e Jim Ellis em 1979, permitia que seus membros publicassem postagens e artigos para determinados grupos. Ou seja, simples, mas com um nicho bem específico.

Como herança, deixou algumas evoluções na forma como as notícias eram ofertadas aos leitores, e também foi uma das pioneiras do RSS feed.

Bulletin Board Systems (BBS)

Sabe a possibilidade de logar em uma rede social de qualquer gadget conectado à internet? No BBS, o acesso só podia ser feito em um computador em que havia sido instalado.

Apesar de parecer bem arcaico, é o primeiro registro no qual os usuários precisavam de senha para logar e se conectar com outros participantes. Surgiu no final dos anos 70 e permaneceu até os anos 90.

Internet Relay Chat (IRC)

Surgiu em 1988 e seu objetivo era bem simples: promover a conectividade entre usuários para que eles pudessem transmitir arquivos uns aos outros e manter contato.

Ou seja, podemos dizer que foi o pai do famoso ICQ, já que é conhecido como o primeiro programa que permitia a transmissão instantânea de mensagens entre computadores. De uma forma limitada e arcaica, também pode ser considerado um ancestral do WhatsApp, não é mesmo?

Sixdegrees

Lançada em 1997, chegou a um milhão de membros registrados quando foi encerrada em 2001. Foi inspiração para outras redes sociais da época, como Migente e BlackPlanet.

Foi uma das pioneiras que colocou o perfil de seus usuários como uma fonte interna que poderia ser consultada por outros membros da rede.

Antes disso, os cadastros de dados pessoais, preferências e conhecimentos eram solicitados apenas para que o ingresso na plataforma fosse autorizado e sua utilização direcionada para perfis sociais ou profissionais semelhantes.

Friendster e Hi5

A plataforma que otimizou o uso dos perfis de seus usuários, porém, foi a Friendster, fundada em 2002. Ela fez sucesso mesmo na Ásia, centenas de milhões de cadastrados.

Sua ideia era expandir as redes de contatos e amizades de seus usuários de uma forma mais segura do que na vida real, já que, antes de encontrar alguém, era possível analisar seu perfil, trocar mensagens etc.

É claro que acabaram surgindo também os perfis falsos, os conhecidos como “fakes”, mas identificá-los ainda era uma tarefa do próprio usuário. Em 2015, ela foi tirada do ar para algumas melhorias nos serviços.

A Hi5, ainda ativa, foi lançada em 2003 e, atualmente, tem mais de milhão de usuários registrados. Em seus primeiros anos, inovou em personalizações do perfil de seus usuários, como a possibilidade de ser localizado ou não por outros integrantes da rede, por exemplo.

LinkedIn

Foi lançado também em 2003 com seu foco nas relações corporativas do mundo dos negócios. Ao longo dos anos, recebeu atualizações que acompanhavam as tendências do setor.

Isso vai desde as mensagens privadas entre os usuários, para combinar negócios e contratações, até os fóruns de discussão, vídeos, configurações de perfis mais avançadas e a possibilidade de incluir anúncios para seus usuários.

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Orkut

No início da rede social, em 2004, apenas os usuários que recebiam seu cobiçado convite podiam ingressar na rede.

Era possível configurar seu perfil, fazer comentários e deixar relatos sobre outros usuários, além de criar ou fazer parte de comunidades com os nomes mais variados e divertidos.

Uma aba para fotos também garantia que seus usuários pudessem compartilhá-las. Ficou no ar por 10 anos e foi sucesso principalmente no Brasil e na Índia, além dos EUA.

O Google, detentor da plataforma, permitiu que seus saudosos usuários salvassem seus dados pessoais até 2016, quando ela foi completamente tirada do ar.

Facebook

O gigante das redes sociais surgiu em 2004 e, rapidamente, rompeu os domínios originais em Harvard para outras universidades dos EUA e o mundo.

Ainda hoje, é a rede social mais utilizada pelas empresas, segundo a pesquisa Social Media Trends 2019São 97,5% das respondentes utilizando a plataforma.

Com aplicações e funcionalidades muito abrangentes, tem história e protagonismo que demonstram que, mesmo com milhares de dólares investidos em segurança, até mesmo as corporações mais gigantes estão suscetíveis a ataques hackers e mau uso da rede social.

As agências de inteligência americana afirmam que o Facebook foi utilizado por grupos russos para influenciar as eleições de 2016, quando Donald Trump foi eleito, por exemplo.

Mark Zuckerberg, presidente-executivo e seu criador, também já foi sabatinado pelo parlamento europeu sobre o uso indevido de informações pessoais de seus usuários na época pela Cambridge Analytica, que, na época, usou esses dados para prever o posicionamento político dos americanos.

Outros escândalos de vazamento e uso indevido de dados relacionados às eleições de diferentes países também marcam sua história, assim como as estratégias e algoritmos para combatê-los.

Além disso, em setembro de 2018, 50 milhões de perfis da rede social foram acessados por hackers. Como medida de segurança na época, o Facebook desconectou mais de 90 milhões de usuários para impedir os avanços do ataque, desenvolvido a partir de um criador de vídeos que gerava códigos de acesso.

MySpace, YouTube e Twitter

O MySpace também nasceu em 2004 e, em 2006, era uma das redes sociais mais poderosas. Ele permitia que o perfil do usuário fosse completamente personalizado, inclusive, com vídeos. A rede social também garantia a troca de mensagens instantâneas, mas, principalmente, o compartilhamento de músicas.

Foi por essa rede social que muitos artistas ganharam notoriedade, como Lily Allen e Calvin Harris. Sua essência de compartilhamento, no entanto, foi negligenciada com uma série de novas funcionalidades, e, por isso, aos poucos, foi caindo em desuso.

O YouTube surge em 2005 como a mais relevante plataforma para compartilhamento de vídeos. Junto de seu crescimento, vieram novas profissões e oportunidades de negócios.

Em 2006, foi a vez do Twitter, originalmente desenvolvido em uma plataforma de SMS. O número de usuários ativos na rede social já ultrapassou os 300 milhões.

Instagram

Outro gigante das redes sociais, o Instagram também criou diversas oportunidades de negócios e aplicações para sua plataforma, que serve para que seus usuários se conectem e compartilhem fotos e vídeos.

Como faz parte da família Facebook, muitas funcionalidades, especialmente, dos perfis comerciais, são compartilhadas entre as duas ferramentas, o que é muito útil para as empresas e profissionais que atuam como social media.

Recentemente, o Instagram lançou o IGTV, pois percebeu um crescimento da valorização dos conteúdos em vídeos, além de trazer atualizações constantes que privilegiam a experiência de seus usuários.

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Google Buzz e Google+

O buscador já tinha uma base de usuários imbatível, inclusive, para seu serviço de email. Dessa maneira, resolveu investir em uma estratégia sem erros: oferecer uma solução de mensagens instantâneas para ele e compartilhamento privado de conteúdos, o Google Buzz.

Apesar disso, poucos usuários se engajaram com a ferramenta, posteriormente integrada ao Google+ para ganhar sobrevida. Ainda assim, ele também não teve o sucesso esperado e foi extinto.

O que a história das redes sociais antigas nos ensina?

Considerando essa evolução, percebe-se que as primeiras redes sociais eram fiéis exclusivamente ao propósito de conectar uma rede de pessoas com os mesmos objetivos e preferências.

Porém, à medida que o interesse por elas cresceu, novas soluções foram incorporadas, ora para melhorar a experiência dos usuários, ora para criar oportunidades de ganhos.

Assim, é possível dizer que elas acompanharam as mudanças de valores e necessidades da sociedade na era da transformação digital, assim como se tornaram instrumentos das empresas e instituições para promoção de suas ações.

Com tantos holofotes e, claro, por serem uma fonte infinita de dados sobre o comportamento das pessoas e marcas que as utilizam, também viraram alvo de ações criminosas e de hackers em diversos sentidos.

Suas ações estratégicas bem ou malsucedidas também mostram que é preciso considerar a opinião de seus usuários, o motivo pelo qual eles foram atraídos originalmente, assim como respeitar sua liberdade de uso.

Impor limitações, condições de uso, poluir sua dinâmica com milhares de ferramentas que não complementam a ideia original vão na direção contrária da boa experiência do usuário.

Se uma empresa ou profissional deseja usar as redes sociais para desenvolver seus projetos, deve usar essas lições para compreender o que está por vir e como se posicionar da melhor maneira na esfera das relações digitais.

Quais são as melhores tendências para as redes sociais?

Então, como se preparar para o que está por vir? Vejamos algumas tendências para as redes sociais!

Evolução dos algoritmos

Não é mistério que os algoritmos que definem a ordem dos conteúdos sempre vão evoluir. A questão é que eles ficarão cada vez mais sofisticados e capazes de identificar ações que objetivem apenas promover os conteúdos, desprezando a qualidade ou interesse do usuário.

É o caso da omissão das curtidas em determinada foto do Instagram para seus usuários. Agora, eles vão gostar ou não de um conteúdo por sua opinião, e não porque perceberam que um volume considerável de pessoas engajou com aquele post.

Outra evolução no algoritmo é que a oferta de conteúdo não incentive a polarização de opiniões. Ou seja, eventualmente, materiais com posicionamentos contrários ao do usuário poderão aparecer em sua timeline para provocar a reflexão.

Redes sociais dedicadas

As empresas estão mobilizando, ainda que discretamente, a criação de redes sociais dedicadas à sua marca, permitindo, por exemplo, que seus compradores discutam os diferenciais dos produtos, compartilhem melhores maneiras de uso e até influenciem os futuros lançamentos.

Dessa maneira, algumas empresas buscarão tendências e informações sobre gestão de comunidades, investirão em ferramentas que permitam interação imediata com os clientes, como os chatbots etc.

Redes sociais multisoluções

Aliás, citando os chatbots, eles serão cada vez mais utilizados para garantir soluções de conversão nas redes sociais. Ou seja, oferecerão links para as compras dos produtos solicitados ou até mesmo desenvolverão as etapas transacionais por elas.

Valorização do engajamento

As curtidas nas fotos, como falado, não será um fator de rankeamento tão relevante como antigamente, e sim o engajamento dos usuários.

Ou seja, a humanização das interações nas redes sociais volta a ter destaque. É preciso fazer com que os usuários se sintam acolhidos e representados pelas marcas. O sentimento de pertencimento a um grupo será essencial.

Vídeos e storytelling

Para gerar engajamento e envolvimento, conteúdo em formato de storytelling e vídeos são muito eficientes, por isso, serão cada vez mais explorados nas redes sociais. Não por acaso, o IGTV tem ganhado cada vez mais adeptos.

Microinfluenciadores

Os influenciadores ainda terão um papel importante nos próximos anos das redes sociais, mas o crescimento dos microinfluenciadores vai ao encontro da necessidade de aumentar o engajamento e criar proximidade com os usuários.

Isso porque, com a menor quantidade de seguidores, os microinfluenciadores têm mais intimidade com seu público e um perfil mais próximo deles. Um cantor famoso pode indicar uma grande marca que terá relevância, mas um influenciador local que tenha autoridade no assunto pode gerar um engajamento até maior, não é mesmo?

Revisitar as redes sociais antigas é como uma visita ao passado. Falar sobre o impacto delas nos dias atuais é uma forma de avaliar nosso presente, e mirar as tendências que veremos nelas em breve é projetar o futuro.

Já vimos a fórmula dos 3 fantasmas (passado, presente e futuro) em diversos storytellings, filmes e até desenhos animados.

Trata-se de uma importante reflexão para que os profissionais e empresas reflitam sobre seus resultados, aprendam com eles e, principalmente, pratiquem o planejamento e a inovação.

Quando se enxerga suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças em uma análise SWOT do seu negócio e redes sociais, é possível planejar ações personalizadas e mais efetivas, inclusive, usando modelos reconhecidamente bem-sucedidos das redes sociais antigas e atuais.

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