Por Ana Júlia Ramos

Redatora freelancer da Rock Content

Publicado em 18 de dezembro de 2018. | Atualizado em 13 de setembro de 2019


Fintech é sinônimo de inovação e tecnologia. As empresas que se enquadram no ramo vivenciaram um processo de “explosão” extremamente positivo nos últimos dois anos, mas, em 2019, a promessa é de um crescimento ainda maior. Quer saber quais são as principais tendências em relação às fintechs? Fique atento ao post de hoje!

Você já ouviu falar na palavra fintech?

Se ela ainda parece um pouco estranha, em um primeiro momento, pense nos famosos “bancos virtuais” que vêm ganhando popularidade nos últimos 2 anos.

Associou o significado agora?

Engana-se, porém, quem acha que empresas do ramo são apenas as que oferecem soluções de uma conta bancária online, por exemplo.

As fintechs estão crescendo de forma exorbitante e, no ano de 2019, a expectativa é que brilhem ainda mais!

Pensando nisso, selecionamos as principais tendências para esse modelo de negócio. De inteligência artificial a empréstimos coletivos, você vai adorar conhecer mais sobre um negócio que chegou para descomplicar a vida de todo mundo.

O que é uma fintech?

O termo fintech vem da união de duas palavras em inglês, financial (financeiro) e technology (tecnologia), que resumem muito o que vamos falar em todo o post.

Fintechs são, basicamente, empresas que trabalham com serviços financeiros totalmente baseados em tecnologia.

Elas foram fundamentais para redesenhar todo um mercado: não dá para pensar em bancos e agentes financeiros sem se lembrar de burocracia e taxas abusivas.

A ideia das fintechs é reduzir ao máximo toda a atmosfera morosa que por tanto tempo fez parte da vida de qualquer cidadão que tenha criado uma conta em um banco.

Por isso, é muito comum ver fintechs que oferecem serviços similares ao de bancos tradicionais, porém quase que sem custos, além de um suporte online excelente.

A prática elimina uma outra ação que por muito tempo dava dor de cabeça só de imaginar: ir ao banco e ficar horas na fila para pagar uma conta ou conversar com o gerente em caso de transtornos.

As fintechs podem ser de diversos ramos e não trabalham apenas com a oferta de cartão de crédito:

  • fintechs de pagamento, como o Nubank, que oferece o serviço de cartão de crédito e pagamento sem cobrar taxas mensais. Empresas do ramo podem também oferecer maquininhas de cartão, por exemplo;
  • fintechs de crédito, que emprestam dinheiro com juros menos abusivos do que é visto no mercado tradicional;
  • fintechs de crowdfunding ou, popularmente, as “vaquinhas online”. As plataformas são responsáveis pela organização e gestão de levantamento de capital, tudo isso de maneira prática, didática e barata;
  • fintechs de criptomoedas, como aquelas que facilitam as transações de bitcoins, por exemplo. Elas ajudam muito a tornar o processo mais acessível e compreensível por parte do usuário;
  • fintechs de investimento, como a Toro, que transformam outro processo que, por muito tempo, parecia ser super complexo e distante de maior parte da população. Este tipo de empresa é responsável por apresentar soluções mais práticas na hora de investir.

5 principais tendências para fintechs em 2019

Agora que você sabe — ou refrescou a memória — sobre o que é este tipo de negócio, é hora de conhecer as principais tendências para fintechs deste ano. A grande maioria já está a todo vapor!

1. Inteligência artificial

A inteligência artificial chegou com tudo no mercado das fintechs, e está presente na maioria dos serviços oferecidos pelas empresas.

Por exemplo: ao solicitar a abertura de uma conta, não é uma pessoa que avalia pedido por pedido.

Existe um cruzamento de dados, realizado com base em inteligência artificial, capaz de calcular o perfil do possível cliente.

O cruzamento analisa o histórico do CPF, além de informações do Serasa e SPC. Há quem diga também que até o comportamento online de uma pessoa é estudado na hora de conceder ou não o crédito.

Se o resultado prever que ele é um “bom pagador”, ele estará aprovado. Caso contrário, será necessário esperar um pouco e tentar novamente depois.

A automatização dos processos a partir da inteligência artificial é excelente para melhorar os serviços oferecidos ao cliente que, muito possivelmente, já passou pelo menos um momento de estresse com bancos convencionais.

Além de promover uma agilidade e objetividade maior nos processos, existe um outro fator muito positivo: redução de custos.

Sim, é preciso investir uma boa quantidade de dinheiro em tecnologia, além do processo não ser nada fácil.

Porém, quando comparamos os gastos, as fintechs economizam muito, principalmente em mão de obra.

Grande parte da economia, então, impacta diretamente o bolso do cliente, que não lida com aquelas taxas abusivas mês a mês.

2. Crédito

Já adiantamos um pouquinho das fintechs de crédito por aqui, mas, a previsão é que elas cresçam de verdade agora em 2019.

Um dos principais objetivos deste tipo de empresa é facilitar a concessão de empréstimos, que podem ocorrer de duas formas principais: o empréstimo online e empréstimo coletivo.

Na primeira modalidade, que é bem autoexplicativa, todos (ou pelo menos a maioria) dos processos são realizados online.

As taxas costumam ser muito menores, já que o processo online e automatizado gera uma redução significável de custos com mão de obra.

Já o empréstimo coletivo funciona basicamente da seguinte maneira: várias pessoas oferecem quantias específicas de dinheiro para uma pessoa.

Se eu preciso de 100.000 reais, por exemplo, vou captar esta quantia de pessoas que ofereceram, cada uma, valores específicos.

3. Blockchain

É muito difícil falar sobre as empresas de tecnologia sem citar, pelo menos uma vez, o boom das criptomoedas — como o Bitcoin.

O blockchain é um tipo de banco de dados que armazena todas as transações (sim, todas!) realizadas com o Bitcoin.

Elas ficam disponíveis para toda e qualquer pessoa que queira vê-las: assim, é possível observar transações realizadas entre uma pessoa do Alaska e outra do México, por exemplo.

No entanto, maiores detalhes são protegidos, já que a confidencialidade é um dos pilares das moedas virtuais. A única coisa que sabemos é que a transação ocorreu e foi feita entre duas localizações específicas no globo.

Todas as informações das transações ficam armazenadas em uma série de servidores, em forma de registro coletivo.

O investimento no mercado das criptomoedas permite que o sistema de blockchain se transforme em algo cada vez mais seguro. Algumas das suas principais vantagens são:

  • redução de custos;
  • praticidade;
  • inexistência de vínculos com instituições governamentais;
  • transparência.

A transparência é um aspecto muito importante e cada vez mais cobrado por cidadãos, principalmente em relação à grandes empresas e governos.

Com o uso da cadeia blockchain, é possível ter total noção de transações importantes e que, por muito tempo, se mantiveram escondidas e passíveis de ações duvidosas por parte de gigantes da economia.

Ao falar sobre a expansão do blockchain e sua importância para o mercado das fintechs, você não pode deixar de ler sobre a recente ação da C&A.

Eles adotaram o método para promover maior transparência no mundo da moda, evitando o financiamento de negócios que investem em trabalho escravo, por exemplo, por parte de grifes.

4. Pagamentos

Você muito provavelmente não tem boas recordações sobre aquele tempo em que era preciso se dirigir até o banco ou agências lotéricas para pagar as contas.

Além do deslocamento ser, por sua natureza, pouco prático, as filas, demora no atendimento e o ruim horário de funcionamento dos bancos transformava o processo em algo “doloroso” para o cidadão.

Uma das vantagens muito boas, que agrega o pacote de benefícios das fintechs, é a possibilidade de realizar pagamentos e transferências online com agilidade e eficiência.

Outro ponto muito importante diz respeito àsà transferências bancárias. Atualmente, taxas de TED chegam à casa dos 20,00.

Pagar um valor tão alto sempre que for feita uma transação já é uma atitude que gera aversão por parte do cliente.

A solução de empresas como o Nubank, para permitir transferências sem custos, é a geração de boletos bancários.

Quem tem uma conta pode gerar uma certa quantidade de boletos bancários que, por sua vez, são enviados para quem fará o pagamento, sem qualquer custo adicional.

Os pagamentos, por sua vez, podem ser feitos no celular, ou seja, o ciclo fecha direitinho de forma automatizada, cheia de tecnologia e praticidade.

5. Open Banking

Já falamos um pouquinho sobre o Open Banking em praticamente todos os tópicos deste post.

A solução, que só cresce no Brasil e no mundo, promete conquistar o coração de todo mundo que já cansou de dar dinheiro demais para o banco em meio a muita burocracia.

Vamos pensar, inicialmente, no modelo tradicional de bancos: além de todas as questões que já foram colocadas por aqui, existe o fato de que o próprio banco é “dono” de todos os processos.

Ou seja: precisa investir e aplicar tempo e recursos em todo e qualquer serviço oferecido por ele.

No caso do Open Banking, a vantagem entra na possibilidade de outras empresas desenvolverem aplicativos úteis para a instituição financeiras.

Esta espécie de “terceirização” é fundamental para reduzir custos e melhorar processos, já que o banco pode concentrar em tópicos críticos que o impedem de performar melhor.

Um banco pode contratar uma empresa para desenvolver um sistema de controle e gestão de gastos, por exemplo, agregando valor e adicionando mais um serviço interessante para o cliente.

Além disso, o banco adquire informações preciosíssimas sobre o usuário como hábitos de compra, rendimento mensal e perfil de investimento, por exemplo.

O Open Banking promove uma espécie de comunidade entre fintechs, empresas de tecnologia como um todo e desenvolvedores, além de outras companhias de setores financeiros.

Dentre todas as tendências apresentadas por aqui, a lição que fica é que, atualmente, menos burocracia, redução de custos e investimento ainda mais pesado em tecnologia são os pilares do mercado.

Seja para investir, seja para conhecer mais sobre ou se engajar em alguma fintech, tenha certeza que seu potencial de crescimento em 2019 será ainda mais surpreendente do que os anos anteriores, ou seja, vale ficar de olho nelas!

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