Clientes Abandonam Sites Devido à Falta de Acessibilidade. Sua Empresa Está Perdendo Dinheiro?

Apesar da acessibilidade ser uma prioridade para muitas empresas nos últimos anos, quando o assunto é acessibilidade digital, as marcas ainda têm um longo caminho pela frente.

Tentar acessar informações online e passar por dificuldades para encontrá-las é um problema que acontece todos os dias com mais de um bilhão de pessoas com deficiência em todo o mundo.

Hoje, 15% da população mundial tem algum tipo de deficiência. Uma pesquisa realizada pela empresa inglesa Click-Away Pound mostrou que 69% das pessoas entrevistadas já abandonaram sites por falta de acessibilidade. Além disso, 86% disseram que, se as lojas online fossem acessíveis, gastariam mais.

Então, aqui está a dura verdade para as empresas: quem não está pensando neste assunto não está apenas impedindo as pessoas de terem acesso gratuito a informações e serviços online, mas também está perdendo dinheiro.

Acessibilidade digital significa derrubar barreiras na internet para pessoas com deficiência. É a capacidade de um conteúdo ou uma experiência online (seja pelo celular, seja no computador) de serem totalmente compreendidos por este público, independentemente de questões visuais, auditivas, motoras ou cognitivas.

As melhores práticas vão desde melhorias de códigos que permitem o funcionamento de leitores de tela, por exemplo, até a inclusão de texto alternativo descritivo em imagens e vídeos.

Infelizmente, de acordo com um estudo realizado pela WebAIM em 2020, apenas 2% dos sites e ferramentas são projetados levando em conta as limitações das pessoas com deficiência.

Onde o Marketing se encaixa nesse cenário?

De acordo com o Purple Pound, no Reino Unido, as empresas perdem cerca de £ 2 bilhões por mês ao ignorar as necessidades deste grupo enorme.

Uma pesquisa publicada em 2018 pelo American Institutes for Research apontou que, nos Estados Unidos, a renda total estimada de pessoas em idade ativa com deficiência somava cerca de US$ 500 bilhões. Obviamente, essas pessoas provavelmente gastarão dinheiro em plataformas cuja experiência seja mais acessível a elas. 

E não para por aí: segundo a Forbes, 70% do público millennial diz que considera profundamente os valores de uma empresa antes de fazer uma compra. Então, sim, é inegável: a sua marca precisa estar ciente deste problema e agir contra ele.

Falando em estratégia, sabemos que, hoje, o Marketing que gera resultados é aquele centrado na experiência das pessoas. Ao mesmo tempo em que o conteúdo digital acessível é uma necessidade para parte do público, ele também beneficia outros grupos, como pessoas com conexão lenta à internet, telas pequenas (como as de celulares e smartwatches) e até deficiências temporárias (um braço quebrado, por exemplo).

Além disso: impacta o desempenho do seu site quando se trata de SEO. Você sabe que os algoritmos Core Web Vitals do Google têm tudo a ver com a experiência de quem usa, certo? Isso significa que você precisa oferecer uma ótima navegação para todo mundo.

A remoção de barreiras, somada à melhoria da experiência e um alcance maior do seu conteúdo, certamente contribuirá para que suas páginas conquistem melhores posições nos buscadores.

Acessibilidade como dever legal

Nos últimos anos, governos e legisladores de todo o mundo perceberam que, para criar uma sociedade com equidade e justiça, eram necessárias leis que protegessem as pessoas com deficiência não apenas no ambiente físico, mas também no digital.

Considerado o padrão global, a versão mais recente das Web Content Accessibility Guidelines — o WCAG 2.1 de junho de 2018 — estabelece três níveis de acessibilidade (para saber mais, você pode consultar o site do WCAG).

Nível A

É o nível mais básico, onde todos os critérios de acessibilidade considerados como prioridade 1 são atendidos. Significa que o site oferece acesso básico ao conteúdo de páginas e documentos online.

Nível AA

Neste nível, são cumpridos os critérios de acessibilidade das prioridades 1 e 2. O site oferece um nível superior de usabilidade, além do acesso às informações contempladas no Nível A.

Nível AAA

Este é o nível final, onde todos os critérios de acessibilidade das prioridades 1, 2 e 3 são cobertos. Um site de nível AAA oferece excelente acesso às informações por meio de um ótimo nível de usabilidade.

Além das classificações, WCAG 2.1 afirma que, se uma tecnologia não for adaptável ou não suportar configurações de acessibilidade, uma alternativa em HTML deve ser fornecida. De qualquer forma, uma versão única e totalmente acessível é sempre melhor.

Vale ressaltar que a versão 2.1 é uma extensão da 2.0, portanto, se o seu site estiver em conformidade com a versão mais recente, também estará em conformidade com a anterior.

No Brasil, o artigo 63 da Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146) estabelece: “É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet por empresas com sede ou representação comercial ou por órgãos de governo, uso da pessoa para acessibilidade nos sítios da internet com orientações, definições adotadas internacionalmente.”.

Nossa trajetória na acessibilidade digital

A Rock Content é uma empresa comprometida com a diversidade e a inclusão. É por isso que, em maio, lançamos novas configurações de acessibilidade para o Ion, nossa plataforma que cria conteúdo interativo, páginas e experiências.

Recursos automáticos e manuais foram implementados no código do Ion para tornar as experiências mais fáceis de serem lidas por ferramentas de leitura de tela.

As configurações manuais são melhorias para quem utiliza a ferramente ter autonomia ao criar uma experiência interativa para, por exemplo, adicionar texto alternativo às imagens.

Com essas melhorias, quem usa o Ion agora pode criar experiências interativas acessíveis e compatíveis com o seu público.

A internet e toda a sua imensidão de conteúdo estão no centro da tomada de decisão de quem consome: na pesquisa, na avaliação e na própria compra. Oferecer um acesso equitativo a esses recursos é mais do que uma obrigação legal ou uma estratégia de vendas: é um dever moral para com as bilhões de pessoas que têm alguma deficiência.

Mais do que cumprir a lei, investir em acessibilidade digital também é uma forma de se diferenciar dos seus concorrentes, garantindo uma jornada tranquila e completa a consumidores. Essa também é uma maneira de superar expectativas, criar experiências digitais atrativas e permitir que toda gente usufrua igualmente dos benefícios da Era Digital.

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