Por Redator Rock Content

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Publicado em 22 de setembro de 2020. | Atualizado em 22 de setembro de 2020


Com essa aprovação o editor de blocos do WordPress terá um alcance mais amplo. Ao mesmo tempo, o uso do software sob o MPL v2.0 inibe que o Gutenberg seja reescrito por outras empresas que poderiam relançar a ferramenta e comercializá-la como um projeto de código fechado.

Desde que se tornou o editor padrão do WordPress em 2018, a partir da versão 5.0., o editor de blocos Gutenberg tem revolucionado a experiência de publicação no CMS mais usado do mundo, assim como o fez Gutenberg, o famoso inventor da impressora mecânica de quem a ferramenta herdou o nome.

O projeto do Gutenberg, que tem enfoque em quatro fases principais, caminha a passos largos para a incorporação de novas funcionalidades e atualizações que objetivam sempre a navegabilidade e a experiência apropriada do usuário, independentemente do dispositivo utilizado para executar as edições de conteúdo escrito e visual.

A nova promessa é que a experiência de edição no editor de blocos também ocorra em aplicativos móveis — para isso, Matt Mullenweg, desenvolvedor líder do WordPress, mencionou durante uma sessão de perguntas e respostas no WordCamp Europe 2020 online, que os colaboradores do Gutenberg consideravam o licenciamento duplo para incorporar o Gutenberg em aplicativos móveis.

Segundo o WPTavern, Maxime Biais, engenheiro móvel do WordPress publicou uma proposta para que o licenciamento duplo do editor sob GPL v2.0 e MPL v2.0 entre em discussão. Ele disse:

“A licença GPL v2.0 é um bloqueador para distribuição da biblioteca Gutenberg em aplicativos móveis proprietários. Atualmente, os únicos usuários conhecidos do Gutenberg no celular são os aplicativos móveis do WordPress que estão sob GPL v2.0 (WordPress para Android e iOS). Mas esses aplicativos não são comuns, o que limita o uso do Gutenberg. Faltam bibliotecas de editores de rich text de código aberto no espaço móvel, para Android ou iOS, e acreditamos que Gutenberg poderia ser uma ferramenta importante nesse sentido para essa aplicação.”

A GPL exige que todo o aplicativo seja distribuído sob a mesma licença. Com o licenciamento duplo sob MPL v2.0, a comunidade de desenvolvedores pode implementar melhorias no código do software proprietário para que o restante do aplicativo seja distribuído sob quaisquer termos com o código MPL v2.0 e incluído como parte de uma contribuição colaborativa da comunidade de desenvolvimento.

Ainda segundo Maxime Biais:

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“A ideia aqui é manter alguns dos módulos específicos do WordPress somente sob a GPL v2.0; alguns deles não são necessários e não relevantes para o uso do Gutenberg em outro software. Idealmente, haveria uma maneira diferente de agrupar o projeto para ser usado em WordPress ou em um software não GPL.”

Os engenheiros da Automattic, empresa por trás do WordPress.com, da Akismet e também fundada por Matt Mullenweg, têm lutado para obter contribuições regulares para os aplicativos, apesar de serem de código aberto. O licenciamento duplo Gutenberg poderia abrir um novo mundo pautado pela colaboração e uso em larga escala do editor.

Se depender de Matt Mullenweg, a mudança tem grandes chances de acontecer. Ele aponta:

“(…) o Gutenberg tem chance de se tornar um padrão cross-CMS, o que daria aos usuários uma interface familiar em qualquer dispositivo com uma caixa de rich text. Existem centenas e centenas de engenheiros em outras empresas que resolvem problemas semelhantes de forma proprietária e seria incrível fazê-los trabalhar juntos. Mas uma grande barreira agora é o suporte para Gutenberg em aplicativos móveis, que todo serviço da web moderna ou CMS possui.”

Um dos obstáculos que devem ser transpostos para que o Gutenberg seja usado de forma colaborativa sob o MPL v2.0 em dispositivos móveis é a aprovação de todos os contribuidores do código original. Se isso não for obtido, será necessário reescrever o código para inibir problemas com quem se recusar a aceitar a proposta.

Veja agora algumas mudanças que serão lançadas no Gutenberg 9.0 para aumentar a usabilidade da ferramenta.

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