Quais são as estatísticas de vendas pela internet que você precisa conhecer em 2022?

Alta no e-commerce, crescimento dos marketplaces, maior frequência de consumo e liderança do mobile nas compras online. Essas são algumas tendências reveladas pelas principais estatísticas de vendas pela internet, divulgadas por grandes consultorias do Brasil e do mundo.

estatísticas de vendas

Que o e-commerce se tornaria um grande sucesso em todo o planeta, isso ninguém nunca duvidou. Entretanto, a velocidade com que essa transformação do comércio se deu nos últimos anos chamou a atenção até dos pesquisadores e gestores mais otimistas.

Seguindo na contramão dos desgastes gerados pela crise sanitária causada pelo novo coronavírus, as lojas online nunca desfrutaram de um momento tão favorável. Além de registrar recordes sucessivos de faturamento, o setor, enfim, parece ter se consolidado em todas as regiões do Brasil, e ter abraçado públicos de todas as idades.

Neste artigo, reunimos estatísticas de venda pela internet com dados atualizados para desenhar um panorama do e-commerce nesse período próspero em que ele se encontra. As tendências não fogem muito do que já era esperado pelos profissionais de Marketing nos últimos anos, mas reforçam aspectos importantes, que podem fazer toda a diferença na gestão de um negócio online.

Nas próximas linhas, você confere os seguintes tópicos a seguir:

    A pandemia fez o e-commerce brasileiro decolar de vez

    A pandemia de Covid-19 mudou para sempre vários aspectos da economia mundial. No entanto, entre os inúmeros desafios enfrentados nos mais diversos setores da sociedade, alguns fenômenos mercadológicos chamam a atenção, sobretudo, o grande impulso dado à Transformação Digital diante das drásticas mudanças de comportamento impostas pela crise.

    O e-commerce e seus serviços deram um salto, não apenas no faturamento, mas também, em sua aceitação e introdução na rotina de novos consumidores. Além da migração em massa de comércios físicos para ambientes digitais, é muito claro o crescimento de clientes idosos no mercado, bem como a maior abrangência desse tipo de comércio nas diversas regiões do país.

    Antes de pandemia, em 2019, o comércio eletrônico era responsável por cerca de 9,2% do faturamento do varejo brasileiro. Em julho de 2021, porém, sua participação já representava 21,2% do mercado, segundo dados obtidos pelo Jornal Estadão.

    Informações da Neotrust, uma das empresas que monitoram o e-commerce brasileiro, estimam que o setor faturou cerca de R$161 bilhões no ano passado, e que esse número deve crescer 9% em 2022. Outra informação importante dessa pesquisa é que 13 milhões de brasileiros fizeram a sua primeira compra online em 2020. Isso demonstra o crescimento explosivo do número de clientes que passaram a aceitar essa nova forma de consumir produtos e serviços.

    Consumidores exigem atendimento excepcional e multicanal

    Em meio a tantas mudanças no mercado e na sociedade como um todo, é claro que o comportamento dos consumidores também foi afetado. Para além do já citado aumento das compras pela internet, outras características foram identificadas em uma pesquisa realizada pelo CIP (Centro de Inteligência Padrão) em parceria com a empresa OnYou.

    Uma das que mais merecem a nossa atenção é o crescimento da exigência do público por experiências de consumo que mantenham os mesmos recursos e a mesma qualidade, independentemente do canal utilizado. O conceito vai um pouco além do omnichannel e foca, agora, o “One Single and Valuable Experience”, ou “uma única e valiosa experiência”.

    O que fica cada vez mais evidente é que as pessoas não só estão utilizando mais as plataformas digitais, como também, estão diversificando os canais online de uma maneira extremamente ativa. Sendo assim, não basta investir em tecnologias bem integradas, é preciso fazer com que a excelência do atendimento seja absolutamente coerente nos diversos canais em que a empresa atua.

    Em relação ao futuro, 78% dos entrevistados nesse estudo disseram que pretendem manter o hábito de comprar produtos e contratar serviços pela internet, mesmo após a flexibilização das medidas de distanciamento social. É provável que o movimento nos estabelecimentos físicos cresça, uma vez que as pessoas desejam retomar suas atividades e as interações humanas, mas isso não deve enfraquecer a força das soluções digitais, que se complementam cada vez mais aos empreendimentos tradicionais.

    Os buscadores são o ponto de partida das compras online

    De acordo com pesquisas divulgadas pelo Think With Google, o blog oficial da companhia, estima-se que 63% das jornadas de compra começam no seu buscador. No Brasil, a última análise realizada pela Hedgehog (State Of Search Brasil 2) indicou que, entre os mais de 3 mil brasileiros entrevistados, 93% fizeram alguma busca online sobre um produto antes de comprá-lo.

    O Google é o principal buscador utilizado por eles, mas os mecanismos de pesquisa de outras plataformas também estão se popularizando.

    Não há dúvidas de que os buscadores se tornaram a nova cara da internet e a porta de entrada dos usuários para os mais diversos ambientes digitais, dos canais de notícias às rede sociais. A memorização de domínios se tornou algo antiquado, enquanto as práticas de SEO, que garantem o espaço das empresas nos rankings de pesquisa, tornam-se cada vez mais importantes.

    Entretanto, os lojistas não devem se esquecer de também oferecer um bom sistema de buscas dentro de suas lojas online. Facilidade de pesquisa e de navegação são os atributos mais importantes de um e-commerce, capazes de influenciar diretamente o seu sucesso nas vendas.

    Impulsionado pelos marketplaces, o e-commerce não para de crescer

    O comércio eletrônico segue apresentando um crescimento incomparável. Embora os resultados variem muito entre as diversas regiões do mundo, a tendência global é de alongamento e expansão do setor. É o que demonstra a projeção do portal Statista, que prevê um faturamento mundial de até US$ 7,4 trilhões até 2025.

    Esse ritmo intenso e produtivo se deve a vários fatores. Isso inclui a já discutida mudança de comportamento dos consumidores frente à pandemia, bem como a oferta de novas ferramentas digitais para criação de e-commerces, expandindo o acesso a esse tipo de empreendimento.

    Entretanto, o que mais chamou a atenção nos últimos anos, e que mais tem contribuído para os generosos números do comércio eletrônico, são os marketplaces. As grandes companhias da área, de olho nas mudanças observadas nos hábitos de consumo, estão investindo pesado em suas plataformas e em seus serviços.

    No Brasil, em especial, a disputa entre os grandes sites da categoria nunca esteve tão acirrada. Vale destacar os atuais líderes: Mercado Livre, que se mantém na liderança de acessos no país, Americanas (grupo B2W) e Amazon, que luta para se tornar gigante também no Brasil.

    Entre os marketplaces focados em importação de produtos, quem chama mais atenção é o Shopee. Relativamente jovem no país (estreou por aqui em 2019), a plataforma é um verdadeiro fenômeno que já perturba as grandes companhias tradicionais. Seu serviço focado em mobile é um dos seus grandes diferenciais, e uma das razões de ser tão procurado por pequenos lojistas.

    Novas formas de pagamento fazem sucesso nas vendas online

    A evolução dos meios de pagamento foi o que propiciou uma das maiores revoluções do e-commerce. Uma mudança que só foi possível, graças aos incrementos tecnológicos das transações financeiras e pelo crescimento de empresas que fornecem os famosos gateways, as ferramentas que centralizam as operações de compra digitais nas lojas.

    Entretanto, recentemente, no Brasil, o que mais chama a atenção é o sucesso do Pix, o sistema de transferência de valores eletrônico criado e mantido pelo Banco Central do Brasil. A adoção do serviço pelas plataformas brasileiras triplicou em 2021, e já é aceito por 55,9% das lojas online, segundo um levantamento da Gmattos.

    Embora ainda esteja longe de ser tão utilizado quanto os meios de pagamento a prazo, o Pix oferece uma enorme vantagem em relação aos boletos, o seu principal concorrente. Ele é instantâneo e só exige um único dado para realizar a transação, a chave PIX.

    As pessoas estão comprando mais pela internet

    Não foi apenas a expansão do mercado e a entrada de novos consumidores que contribuíram para as favoráveis estatísticas de vendas pela internet. A frequência de compras online também tem aumentando nos últimos anos.

    A pesquisa Shopping During The Pandemic, realizada pela Ipsos, em 2021, revelou que 47% dos brasileiros fizeram mais compras online em 2020. Já um estudo um pouco mais recente, realizado pela Opinion Box, destacou que 49% dos consumidores do Brasil pretendem comprar mais pela internet em 2022.

    Os dados também ilustram o esperado aumento na procura por produtos da categoria Alimentos e Bebidas, que são consumidos por 38% dos entrevistados. Entre os segmentos mais buscados na internet, temos eletrônicos, itens de telefonia, eletrodomésticos e de moda e acessórios, que se destaca por, aparentemente, ter superado a objeção “preciso experimentar antes de comprar”.

    A cada novo ano, menos faz sentido a antiga noção de que a internet era um ambiente voltado apenas para mercados e públicos muito específicos. Nunca esteve tão claro que é possível vender de tudo nas plataformas digitais, e a experiência de compra pode ser tão rica quanto em um estabelecimento convencional.

    Compras realizadas em dispositivos móveis prevalecem

    No que diz respeito à tecnologia, alguns aspectos permanecem relevantes para o sucesso dos e-commerces, como reduzir etapas no processo de compra e evitar cobranças adicionais. Um relatório apresentado pelo Baymard Institute, com estatísticas de vendas pela internet reunidas ao longo de vários anos, deixou claro que o principal motivo para o abandono de carrinho são as cobranças extras na finalização do pedido, como taxas e frete.

    Em segundo lugar, o que mais impede os consumidores de concluírem as aquisições, segundo a pesquisa, são os cadastros. Obviamente, isso não significa que os lojistas devem se livrar dessas operações, até porque na maioria dos comércios elas são essenciais. Entretanto, criar estratégias para apresentar essas etapas de uma maneira menos interruptiva pode contribuir para um maior número de fechamentos.

    Independentemente dos atributos e processos do e-commerce, porém, o que realmente veio para ficar são as compras por dispositivos móveis. A tendência já até ganhou nome: mobile commerce ou apenas m-commerce.

    Essa adaptação rápida para novas plataformas se deve não apenas à maior confiança do público nas transações financeiras feitas por smartphones e tablets, mas também, por pressão do mercado. Grandes marketplaces em todo o mundo estão focando suas atividades nos aplicativos. Além disso, desde 2019, o Google dá prioridade às versões mobile dos sites na indexação das páginas no seu buscador (Mobile First Index).

    Em 2021, 59% das compras realizadas em e-commerces brasileiros foram feitas a partir de celulares, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, segundo dados da Ebanx. Vale destacar que essa tendência tem muita força no Brasil, em especial, porque mais da metade da população tem acesso à internet exclusivamente pelo celular.

    Além de bons atributos de navegação, o principal objetivo no desenvolvimento de e-commerces é entregar páginas leves e rápidas, o que pode ser um desafio para lojas com grandes catálogos e recursos avançados. A tecnologia dos sites, porém, evolui muito, e esse é um problema que já pode ser contornado com soluções inteligentes e acessíveis.

    Essas foram as principais estatísticas de vendas pela internet que você precisava saber para fazer uma boa gestão do seu negócio em 2022. As tendências não fogem muito do que já era esperado para o setor, no entanto, chama a atenção o crescimento acelerado da área, mesmo em período de grandes turbulências econômicas. Tudo isso demonstra que esse mercado segue como uma grande oportunidade para empreendedores de todos os tipos e tamanhos.

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