O que é Coerência Textual: tipos e diferença entre coesão e coerência

A coerência e a coesão são elementos fundamentais para que um texto seja compreensível e passe uma mensagem clara.

Atualizado: 01/06/2023

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Escrever bem é o foco de qualquer pessoa que produz conteúdo web. Mesmo que existam outros elementos que componham um texto na internet ou fora dela, a base é a mesma: é preciso fazer sentido.

Nessa busca, é muito importante entender o que é coerência, esse elemento textual que, junto à coesão, é capaz de transformar uma série de palavras em uma mensagem que faz sentido. Porém, como escrever um texto coerente? É isso que vamos responder neste conteúdo, que aborda:


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    O que é coerência textual? 

    “Ela carro pegou a indignada chave”. Provavelmente, você não entendeu nada dessa frase, não é? Até porque, mais que ter elementos em uma ordem confusa, falta sentido. Pois é, quando falamos de coerência, é exatamente sobre isso que nos referimos. Ela é responsável por dar sentido ao texto e, nesse caso, não precisa apenas que os componentes linguísticos estejam bem-ordenados, mas é necessário ter um contexto.

    Quais são os tipos de coerência?

    É preciso entender que há muitos elementos que dão sentido ao texto, que vão além da organização dos elementos linguísticos, como o desenvolvimento das ideias, o tema, o estilo, o contexto, etc.

    Por isso, para um conteúdo ser coerente, ele precisa abranger certos elementos de coerência textual, que são:

    1. a sintática;
    2. a semântica;
    3. a temática,
    4. a pragmática;
    5. a estilística;
    6. a genérica

    A seguir, você confere cada um desses tipos de coerência em detalhes.

    1. Sintática 

    A sintática está relacionada às funções dos elementos do texto e à ordem das palavras. Sabe quando estudamos sujeito, predicado, objeto direto e indireto? Bem, é disso que falamos quando nos referimos a esse tipo de coerência.

    A regra básica é que os elementos de uma oração são ordenados de forma que respeitem a sua função na oração e também o sentido. Sem isso, é bem provável que haja ambiguidade e mal uso dos conectivos, como as conjunções.

    Um exemplo seria uma frase escrita assim: “quando voltamos ao banco, que o Marcos é gerente, não havia caixas funcionando”.

    A princípio, parece que não há nada de errado na oração, porém, existe um elemento aqui que não corresponde ao sentido correto. O pronome relativo “que”, ele deve ser usado para retomar uma ideia anterior.

    Nesse caso, não há para onde retornar, por isso, seu uso está mal colocado. O correto seria utilizar um pronome que indica posse entre a ideia anterior e a seguinte, como é o caso de cujo ou do qual.

    Frase ficaria assim: “quando voltamos ao banco, do qual Marcos é gerente, não havia caixas funcionando”.

    2. Semântica

    A semântica é a área de estudo que trabalha os significados das palavras e suas relações. Logo, a coerência semântica tem relação com a lógica de sentido entre os termos utilizados em uma oração. Por exemplo: “hoje em dia, gasta-se muito comprando pouca comida. Tudo está tão barato.”

    Observe que não faz sentido. Afinal, se a pessoa gasta muito, mesmo comprando pouco, não há como os alimentos estarem baratos. Dá para perceber que há uma incoerência entre as palavras escolhidas.

    O correto seria: “hoje em dia, gasta-se muito comprando pouca comida. Tudo está tão caro.”

    3. Temática

    É muito importante que as frases escolhidas no seu texto tenham relação com o assunto, não é? Não tem fundamento escrever sobre gasolina e começar com períodos sobre gestão de negócios. Logo, a coerência temática é sobre isto: utilizar ideias ou argumentos que sejam relevantes para o desenvolvimento do tema do conteúdo.

    Exemplo: “Stephen King é um renomado escritor de livros e contos voltados ao terror. Quando Steven Spielberg gravou o E.T na década de 1980, ele queria contar a história de um garoto que é surpreendido por um extraterrestre…”

    Viu, como os assuntos do parágrafo não estão relacionados? A primeira frase do exemplo pode ser descartada e não fará nenhuma falta para um texto sobre o filme E.T..

    4. Pragmática

    Esta é a parte da linguística voltada para o interlocutor e o contexto comunicacional. Simplificando, é a relação de causa e efeito do texto. Por exemplo, quando se faz uma pergunta, seja de forma escrita ou oral, é esperado que a próxima frase seja uma resposta. Quando se quebra essa promessa, há uma incoerência pragmática.

    É importante ressaltar que esse tipo de coerência é bastante relativa e depende dos contextos anteriores para estar correta. Um exemplo seria a seguinte frase: “Marta ficou feliz, pois seu carro foi roubado.”

    Repare que, se não sabemos o contexto dessa situação, se torna uma frase incoerente. Agora, se estivermos informados que Marta queria ser roubada, pois agora poderá pegar o seguro. Então, essa frase fará sentido.

    5. Estilística

    A palavra estilística vem de “estilo”, ou seja, a variedade de expressões e frases usadas no texto. Há coerência quando, do começo ao fim, o conteúdo mantém a uniformidade. Não há, quando, por exemplo, usa-se uma linguagem coloquial em uma parte do texto e culta em outra.

    Exemplo: “Fernanda, residente na Rua Augusto Santos, número 34, em São Paulo, denominada locadora. O Carlos da esquina tá agora vivendo na rua debaixo, vai alugar a casa dela. Os dois comemoram o contrato de locação residencial.”

    Repare que o parágrafo começa de um jeito e, no meio, já há outra linguagem.  

    6. Genérica

    Para que um texto seja totalmente coerente, é essencial uma escolha de gênero textual adequada. A coerência genérica trata exatamente disso. Em um texto copy, por exemplo, a escolha de linguagem deve ter elementos persuasivos, já que a intenção é convencer.

    Agora, se o objetivo é contar uma história, então, a escolha de gênero deve ser relacionada, como um conto ou uma crônica. Um exemplo de falta de coerência genérica seria um anúncio de uma caneta ser apresentado por meio de uma bula, em vez de uma peça publicitária.

    Qual é a diferença entre coerência e coesão?

    Não é incomum encontrar por aí a palavra coerência e coesão juntas. De fato, as duas têm uma ligação, já que são fundamentais para uma boa técnica de redação, porém, elas não têm o mesmo significado.

    A coesão está ligada à parte sintática do texto, especialmente, ao uso dos conectivos e articulações gramaticais de forma correta para que, ao ler uma frase ou texto, eles tenham um sequenciamento harmônico. Por isso, falamos no começo deste tópico que as duas andam juntas — sem a coesão é impossível escrever um texto coerente.

    Quando ocorre a falta de coerência?

    A relação lógica e harmônica entre os elementos e as ideias de um texto são fundamentais para que ele seja coerente. Quando, por exemplo, a ordem das partes está errada, a escolha dos termos não têm sentido para o tema ou há frases fora do contexto, significa que não há coerência textual.

    Logo, para que um conteúdo tenha significado, é preciso que ele tenha todos os tipos de coerência.

    Como ter coerência em um texto?

    Vimos que a coerência textual é composta não só por 1 elemento, mas 6, e que cada um deles representam uma parte importante para dar o sentido que queremos a uma frase ou parágrafo.

    Dito isso, como utilizar esses elementos da maneira correta? É isso que você vai saber. Continue!

    Respeite os princípios da coerência textual

    Além de conhecer quais são os tipos de coerência, é muito importante entender os seus princípios. Eles são três:

    • não ter contradições: as informações presentes no texto não podem ser contraditórias, não deve haver conflito nos argumentos;
    • não pode haver tautologia: deve-se evitar repetições de palavras e argumentos no texto para que o conteúdo não fique redundante;
    • relevância: as frases do texto precisam ter relação com o assunto.

    Respeite a ordem cronológica entre fatos e ideias

    Ter uma ordem para expressar a ideia de um conteúdo é muito importante, não só para a harmonia do texto, mas por ajudar na compreensão. Claro que para gerar mais interesse e até expressar de forma criativa um assunto, pode-se mudar a ordem. No entanto, isso deve ser uma exceção e não a regra. 

    No momento de produzir o enunciado, respeite a ordem descritiva em que as informações mais importantes aparecem no começo do texto e os detalhes depois.

    Tenha cuidado com as contradições

    Atenção com os argumentos utilizados em seu texto. Mesmo que seja preciso mostrar diferentes pontos de vista, procure deixar bem claro de quem é cada um deles para que as frases não pareçam contraditórias ao longo do conteúdo.

    Utilize conectivos para retomar as ideias

    Os conectivos são fundamentais para a construção de períodos, ou seja, para que as ideias sejam compreendidas no texto. Como um conteúdo é a junção de diversos argumentos, eles devem estar conectados de maneira a trazer sentido como um todo.

    Por isso, na hora da revisão do conteúdo, prestar atenção nos conectivos, como as conjunções, é algo fundamental. Se queremos passar a noção de oposição, é comum utilizarmos a conjunção “mas”, por exemplo.

    Evite generalizações

    Por fim, qualquer afirmação feita em seu conteúdo deve ser embasada — nada de generalizações. Procure utilizar dados para fundamentar suas opiniões ou argumentos. Assim, você evita que o seu texto seja desacreditado ou pareça genérico.

    Compreender o que é coerência é um passo fundamental para um bom texto e ela não deve estar restrita ao conhecimento de um revisor. Afinal, quem escreve quer passar a mensagem de maneira lógica. Logo, sem ela, há grandes chances de as suas produções perderem o sentido e você não obter sucesso em ter uma comunicação competente e efetiva. 

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