Por Redator Rock Content

um de nossos especialistas.

Publicado em 13 de fevereiro de 2018. | Atualizado em 12 de agosto de 2020


Você já ouviu falar no termo “pirataria digital”? Mesmo que sua resposta seja negativa, é provável que já viu casos em que ela aconteceu. Cursos online, conteúdos especiais, vídeos, músicas, imagens. Tudo isso foi criado por alguém, mas nem sempre essa pessoa autorizou que o material fosse livremente compartilhado no mundo digital.

Qualquer negócio que crie materiais originais para a internet está sujeito a passar por algum tipo de pirataria digital. Segundo uma pesquisa feita pela MPA (Motion Picture Association), o Brasil perde cerca de R$ 130 bilhões por ano por conta de pirataria, contrabando e comércio ilegal no ambiente digital.

Se você está pensando que esses casos só acontecem com grandes empresas ou produção audiovisual, saiba que está totalmente enganado! 

Para ficar bem claro, neste post, vamos mostrar do que realmente se trata a pirataria digital, os problemas causados por ela, os tipos e ainda como se proteger. Acompanhe conosco!

O que é pirataria digital?

Quando falamos em pirataria, logo pensamos nos CD’s ou DVD’s de filmes e séries que eram amplamente comercializados em pequenas bancas de camelôs. Os filmes eram baixados na internet e gravados, sendo vendidos sem a permissão dos produtores.

O resultado disso era um grande prejuízo para a indústria cinematográfica, sem falar que as pessoas assistiam aos filmes em baixa qualidade, jogando fora todo o esforço dos produtores.

Com o avanço da transformação digital, esse tipo de pirataria passou a ser visto em escala bem menor, porque os CD’s e DVD’s deram espaço para o streaming, com a potente Netflix e outros serviços similares. Porém, não pense que a pirataria acabou! Isso também acontece no ambiente digital, infelizmente.

A pirataria digital pode ser definida como a distribuição ou mesmo a comercialização de um material digital sobre o qual você não tem os direitos autorais.

Conteúdos audiovisuais, imagéticos, escritos, sonoros, educacionais ou qualquer outro tipo de material que foi criado por alguém que tenha o direito autoral não pode ser distribuído ou comercializado por outra pessoa que não tenha essa autorização.

O que muita gente não sabe ou simplesmente ignora é que a pirataria digital é crime, e crime dá cadeia! O princípio desse crime está no artigo 184 do Código Penal, aquele que trata da violação dos direitos autorais.

Segundo o texto, reprodução de conteúdos, seja de forma total, seja parcial, sem a autorização dos produtores, pode gerar uma pena de 3 meses a 4 anos de prisão, além de multas e indenizações cabíveis.

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Quais são os tipos de pirataria?

Existem alguns tipos de pirataria digital. Vejamos a lista a seguir!

Falsificação

A falsificação é o tipo de pirataria em que a obra é duplicada, distribuída ou vendida no sentido de imitar o original.

Esse tipo de pirataria é mais comum em softwares, em que uma versão é oferecida na internet como se fosse a original. Quando esse software é embalado, é comum encontrar a falsificação até mesmo nessa embalagem.

Os conteúdos também sofrem com esse tipo de pirataria. O recomendado é sempre postar conteúdos originais, mas muitas pessoas com má intenção não fazem isso e, simplesmente, copiam o conteúdo e postam em outros canais, sem mencionar ou vincular o autor original.

O Google já vem analisando esses casos e desenvolvendo sua inteligência de sistema para identificar quem é o autor daquele material e quais são as cópias.

Obviamente, os domínios que copiam os conteúdos, de forma inteira ou mesmo trechos, sofrem com penalizações, como uma má posição na busca orgânica, prejudicando uma estratégia de SEO, por exemplo.

Deve ficar claro que, no caso de conteúdos textuais, você pode sim utilizar trechos de outros materiais, desde que deixe claro que se trata de uma referência. É interessante que se crie um link com a página do autor original, quando for o caso.

Pirataria feita pelo usuário final

O usuário também pode cometer pirataria. Isso acontece quando ele reproduz o material, que pode ser um software, um material educacional, como um curso online, ou outro tipo de conteúdo. Ele, então, faz essa distribuição, com ou sem o interesse comercial.

A troca de materiais entre amigos ou até mesmo dentro das empresas, quando elas não controlam de perto a origem dos programas que utiliza, são os casos mais comuns de pirataria feita pelo usuário final.

Uso excessivo do cliente-servidor

Outro tipo de pirataria está relacionado ao uso excessivo do cliente-servidor. Quando alguém compra um curso online, está comprando a licença individual, sem que possa distribuir o login e senha para outros usuários, por exemplo, em redes sociais, sites ou quaisquer outros canais.

Dependendo da plataforma em que será hospedado o curso ou conteúdo, há recursos que limitam essa utilização. O caso da Netflix é um bom exemplo. O pacote de serviço de streaming tem variações de preços de acordo com o número de acessos simultâneos permitidos.

Se o usuário tentar acessar em mais dispositivos do que foi contratado, a plataforma não permite o acesso.

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👉 DRM: o que é e como proteger os seus conteúdos digitais de plágio?

Quais são os maiores problemas causados pela pirataria digital?

Muita gente fica seriamente prejudicada com a pirataria digital, a começar com os produtores, aqueles que têm o direito autoral do conteúdo.

Quando se fala em pirataria, você pode até imaginar que os conteúdos copiados pertencem a grandes empresas, com faturamentos exorbitantes, mas nem sempre é assim.

Os cursos online podem ser criados por pequenos empreendedores, por exemplo, que investem tempo e dinheiro para a criação dos conteúdos, roteiros, gravação e edição de vídeos, além de toda a didática envolvida.

Depois de todo esse esforço, o trabalho é copiado e vendido, ou distribuído sem qualquer consideração ao autor. Isso pode acabar com o negócio dele, além de desestimular novos empreendedores que poderiam estar contribuindo com a sociedade em geral, criando materiais interessantes e relevantes.

O marketing de conteúdo também sofre com a pirataria digital. Infelizmente, há empresas ou pessoas que não estão bem-intencionadas e que, em vez de investir tempo criando novos materiais, originais e feitos para cada público-alvo e persona, eles apenas copiam de outro domínio que faz esse investimento.

Quem faz isso pode até achar, em um primeiro momento, que está levando vantagem, mas a verdade está longe de ser essa! O público consumidor de hoje é muito exigente e dá preferência para as empresas que investem no compartilhamento de conhecimento.

Se a sua empresa cria um blog e investe nele, produz conteúdos de boa qualidade, com conhecimento que agrade ao público, tirando dúvidas e agregando valor, ele vai valorizar isso. A marca ganha com credibilidade, confiança e pode se tornar uma referência, com clientes fidelizados. Tudo isso gera um grande aumento nas vendas.

Já as marcas que só copiam não conseguem atingir esses benefícios, uma vez que elas não têm uma coisa muito importante e valorizada pelo público: originalidade! Essas empresas acabam criticadas pelas pessoas em diversos canais de comunicação e podem perder sua reputação por isso.

Além disso, o trabalho do marketing de conteúdo é muito maior do que só criar conteúdos. Eles são estruturados de forma estratégica. Há uma organização interna que o leitor não vê e, por isso, se alguém copia o material, está copiando só o texto, e não a estratégia.

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Como se proteger?

Para se proteger da pirataria digital, há algumas boas práticas para seguir!

Qualidade da hospedagem

No caso de conteúdos educacionais, a plataforma de cursos online em que serão hospedados tem total influência nessa segurança.

A Hotmart, por exemplo, oferece um serviço de hospedagem de qualidade, dando garantias aos produtores e também aos clientes.

O autor dos cursos recebe informações sobre os acessos dos usuários, bem como se eles estão tentando repassar o login e senha para outras pessoas. Inclusive, o material fica bem protegido para não ser baixado e compartilhado na internet.

Segurança

Arquivos e programas piratas podem comprometer a segurança de empresas, pois esses materiais costumam carregar vírus.

Então, é importante que você crie mecanismos de defesa dentro da sua organização, como sistemas antivírus e soluções de aviso caso alguém tente instalar um software pirata.

Conscientização

Por fim, devemos ter em mente, como consumidores, que, se compramos ou obtemos materiais piratas, estamos prejudicando pessoas que investem seu tempo e conhecimento para criar algo novo.

Hoje, são eles, mas, amanhã, você pode encontrar um trabalho seu, feito com muito esforço e carinho, copiado na internet! Por isso, vamos ajudar a não propagar a pirataria digital. Essa conscientização é muito importante e pode gerar grandes resultados.

Neste post, vimos que a pirataria digital está muito presente no nosso país e que devemos sempre combater esse tipo de prática.

Devemos deixar claro que a internet não é uma terra sem lei. Usar o trabalho de outras pessoas e empresas, copiando, distribuindo ou comercializando sem a autorização do autor é crime!

Quando se trata dos conteúdos para o blog, lembre-se de que o Google pune severamente as empresas que fazem cópias explícitas de materiais, e valoriza aquelas que investem na originalidade e comprometimento para com seus clientes. O próprio público reconhece esse esforço e retorna com fidelidade e boas vendas.

Agora que você já sabe como se proteger da pirataria digital, fica aqui o nosso convite para que leia mais sobre produções originais, com o nosso post sobre conteúdo diferenciado: como pensar fora da caixa vai ajudar você a criar conteúdos valiosos!

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