O momento da telemedicina

A novo coronavírus fez a telemedicina ganha mais força e espaço na área da saúde

Telemedicina durante o coronavírus

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Diante da crise do novo coronavírus, que demanda esforços de todos os âmbitos da sociedade para combater a disseminação do vírus, algumas modificações aconteceram rapidamente — como o isolamento social e a prática do home office, com empresas padronizando o trabalho remoto. 

Para diversos setores, home office já não era novidade, mas um desenrolar natural do futuro do trabalho. Com a covid-19, ele se tornou obrigatório para serviços de escritório como medida para reduzir a circulação de pessoas e a exposição ao vírus. 

O mesmo acontece com a telemedicina durante o coronavírus. Neste momento, atendimentos a distância têm se tornado um procedimento fundamental para conter a crise. Mas a telemedicina será uma realidade que permanecerá mesmo após o isolamento? 

Telemedicina ganha destaque durante coronavírus

A telemedicina é a prática da medicina a distância por meio de atendimentos com ajuda da tecnologia, usando telefone, tablet ou computador. Dessa maneira, é possível que médicos atendam e façam diagnósticos e prescrições a pacientes de qualquer lugar do mundo, inclusive de locais remotos

Por isso, a telemedicina tem sido discutida há muito tempo como uma maneira eficaz de tornar os atendimentos mais acessíveis, sem que as pessoas precisem sair de casa a cada consulta médica.

Mas, apenas diante da urgência do novo coronavírus e seu impacto na tecnologia mundial, a telemedicina foi colocada em prática em larga escala, mesmo que ainda emergencialmente.

Com os serviços de telessaúde, hospitais estão liberando recursos valiosos para aqueles que mais precisam do tratamento presencial e, ao mesmo tempo, limitando o risco àqueles que podem ser tratados em casa, sem deixar de prestar assistência a esses grupos. 

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União a Portaria Nº 467, que regulamenta atendimentos médicos a distância. A princípio, a liberação da telemedicina seria válida apenas durante a pandemia do novo coronavírus.

O Senado também agiu e aprovou o PL 696/20. O Projeto de Lei prevê ainda a ampliação do serviço de telemedicina após o fim da pandemia, com a regulamentação dessa modalidade de atendimento pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).

A modalidade poderá ser usada para atendimento pré-clínico, de suporte assistencial, de consulta, monitoramento e diagnóstico tanto em atendimentos do Sistema Único de Saúde como da rede privada. Os médicos também estão autorizados a emitir atestados ou receitas — desde que assinem os documentos eletronicamente.

Segundo Chao Weng, chefe da disciplina de telemedicina da USP, algumas áreas da telemedicina, como o telediagnóstico por meio de leitura de laudos e a consulta entre médicos, já aconteciam no Brasil. O que muda agora é a liberação da teleconsulta, que permite o atendimento inicial de médico para paciente.

No momento em que o país se encontra na fase de transmissão comunitária, é fundamental que somente os casos mais graves procurem o hospital. No estado do Amazonas, médicos iniciaram triagem de pacientes com suspeita do novo coronavírus por meio do atendimento remoto da telemedicina, para evitar a sobrecarga do Sistema de Saúde.

Como a telemedicina ajuda pacientes e profissionais?

Com plataformas digitais que conectam médicos, demais profissionais da saúde, pacientes, hospitais e equipamentos, o objetivo comum é cuidar das pessoas e salvar vidas. Segundo o portal Brasil Telemedicina, há cinco possibilidades principais da atuação da telemedicina em situações epidêmicas:

Teleconsulta

Oferecer orientação médica online para pacientes assintomáticos para informá-los dos riscos e alertá-los quanto à prevenção.

Telemonitoramento assintomático

Após a teleconsulta, monitorar remotamente a saúde de pacientes assintomáticos.

Telemonitoramento sintomático

Monitorar, integralmente, casos sintomáticos que precisem de isolamento. 

Teleperícia

Quando a infraestrutura médica local não puder oferecer perícia técnica para o diagnóstico ou tratamento de um paciente, faz-se necessário o apoio de centros de referência, com profissionais especialistas disponíveis para acompanhar o caso do indivíduo.

Teleassistência para hospitais em quarentena

Fornecer o acompanhamento a hospitais e unidades de saúde em quarentena, para que, com base na telemedicina, os pacientes que não podem acessar a unidade continuem recebendo apoio médico. 

Apesar de esses recursos serem usados especificamente em situações de epidemia, o formato da telemedicina abre a possibilidade de se tornar uma opção comum além dos momentos de crise em um mundo que separa cada vez menos o online do presencial.

Afinal, a prática não prevê a substituição da medicina presencial — que naturalmente depende de exames, procedimentos e tratamentos —, mas acrescenta uma opção de acessibilidade e facilidade à relação entre profissionais e pacientes.

Em situações que permitem a consulta remota, os benefícios para o paciente são esforços e custos reduzidos com locomoção e mais segurança por não frequentar espaços hospitalares. A telemedicina aliada à Inteligência Artificial pode ainda ser um recurso importante para a adesão e manutenção de tratamentos em casa que apresentam taxas altas de desistência ou esquecimento.

Para os médicos, significa mais agilidade, fidelização e expansão da geolocalização dos atendimentos, com pacientes que podem estar em qualquer lugar do mundo. 

Após a covid-19, ainda usaremos essa estratégia de consulta?

Ainda é cedo para formular grandes previsões de como serão as relações (humanas e de trabalho) na pós-pandemia, mas há indícios de que algumas exceções podem se tornar regras, como empresas descobrindo os benefícios de mobilidade e economia dos home offices. 

Com o êxito da telemedicina no combate ao novo coronavírus, a chance de essa prática se tornar uma nova forma de atendimento médico para outras situações e especialidades é grande.

É uma estratégia viável para ampliar o acesso da atenção médica a lugares distantes, além de aumentar pesquisas e estudos para estudantes geograficamente longe dos grandes centros. Para isso, ela deve ser enfrentada e regularizada como qualquer outra prática da medicina tradicional.

No entanto, para que o olho no olho não seja totalmente substituído e as relações automatizadas, é preciso que os profissionais se adaptem à nova realidade adotando a telemedicina durante o novo coronavírus. Ela pode exigir menos contato humano — mas não necessariamente menos proximidade entre os indivíduos.

Como nas demais áreas que sofrerão adaptação, o online deverá potencializar o presencial e vice-versa. Para relações entre telas, o conteúdo e o tom de voz serão fundamentais para aproximar as pessoas em um mundo em que o contato físico, ao menos por hora, deve ser evitado. 

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