Por Ivan de Souza

Analista de Marketing na Rock Content.

Publicado em 12 de novembro de 2018. | Atualizado em 11 de setembro de 2020


Existe uma essência que habita todos nós, e é responsável pelas mais variadas transformações, desde o segredinho na receita do jantar até o surgimento de grandes empresas inspiradoras. Criatividade não é genética, não é dom, sorte, muito menos magia. Ser criativo é ser autêntico e inovador.

A criatividade é uma competência de valor e aplicabilidade universais, descrita como a capacidade de um indivíduo imaginar, criar, produzir ou inventar conceitos e coisas inéditas. Pode ser entendida também como a ponte entre o pensamento abstrato e o seu correspondente tangível.

Entretanto, o que há de realmente inspirador na criatividade não diz respeito apenas às ideias ou reuniões de brainstorming. Como disse, certa vez, Nolan Bushnell, fundador da Atari, empresa de produtos eletrônicos responsável por popularizar os videogames:

“Todo mundo que já tomou uma ducha teve uma ideia. É a pessoa que sai do chuveiro, se seca e faz algo sobre isso que faz a diferença.”

Neste artigo, investigamos a fundo a criatividade, suas definições, tipos, influência nos negócios e marketing e, ainda, como estimulá-la nas pessoas e elevar o potencial criativo da sua empresa. Anda precisando de mais ideias? Então, este conteúdo foi feito para você!

O que é criatividade?

A criatividade é o ato de transformar ideias novas e originais em realidade. Ela se caracteriza pela capacidade que uma pessoa tem de ver o mundo de novas maneiras, para identificar padrões que estejam escondidos, estabelecer novas conexões entre fenômenos que aparentemente não se conectam e gerar soluções.

Essa habilidade tem dois processos: pensamento e produção. Ou seja, se você tem ideias, mas não age sobre elas, você é apenas imaginativo e não criativo.

De acordo com o psicólogo existencialista Rollo May, “a criatividade é o processo de trazer algo realmente novo à realidade. Ela requer paixão e comprometimento e traz para a nossa consciência o que antes estava escondido e aponta para uma nova vida. A experiência é a da consciência expandida: ecstasy”.

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Os três pontos da criatividade

Nós podemos dividir a criatividade em três pontos:

Segundo o inventor do famoso conceito de flow (conhecido também como a receita para a felicidade), o psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi, quando alguém está completamente engajado na criação de algo novo, como compor músicas, ela nem presta atenção a sensações corporais e problemas pessoais. Ela está no estado de flow.

Ao se referir a uma pessoa no meio do processo criativo, Csikszentmihalyi diz: “Ela nem sente fome ou cansaço, seu corpo desaparece e sua identidade desaparece de sua consciência pois não há atenção o suficiente, em qualquer um de nós, para fazer algo realmente bom e que requer bastante concentração ao mesmo tempo em que se sente estar vivo”. Criar algo é externalizar a própria existência.

Os 5 elementos da criatividade

A criatividade não é um dom com o qual as pessoas nascem. De acordo com Jeff Dyer, Clayton M. Christense e Hal Gregersen, autores do livro “The Innovator’s DNA” (O DNA do Inovador), de 25% a 40% da criatividade está relacionada à genética, e o restante vem de um roteiro básico.

Após entrevistar os fundadores e CEOs de várias empresas de sucesso, como a Amazon, Apple, Skype e Google, os autores apontaram que o comportamento das pessoas mais inovadoras do mundo está ligado a 5 habilidades que são fundamentais para diferenciar os inovadores dos profissionais comuns. Confira, abaixo, quais são elas.

1. Capacidade de associação

É tida como a característica mais importante dos inovadores. As associações ocorrem quando o nosso cérebro tenta processar informações em sequência, dando-lhes lógica e coerência. Diante disso, é possível descobrir conexões entre questões que parecem isoladas.

Segundo o livro, os pensadores inovadores relacionam ideias nas quais os demais indivíduos não enxergam relação. As outras habilidades das pessoas que inovam é que elas são capazes de acionar o pensamento associativo, visto que isso incrementa o seu repertório, de onde podem surgir novas ideias.

2. Questionamento

Geralmente, os inovadores não deixam nenhuma dúvida passar em branco. Eles têm o hábito de questionar tudo, de modo a desafiar o status quo e não aceitar fórmulas fáceis.

É bastante comum que esses indivíduos usem a frase ‘’O que aconteceria se mudássemos isso?”. Esse tipo de questionamento ajuda a entender como as coisas são, por que são dessa maneira e como podem ser alteradas. As suas trazem ideias que colocam a sociedade rumo a inovação.

3. Observação

O inovador está sempre observando as coisas e tendo insights. Tem um perfil observador e detalhista, e todo mundo é alvo desse processo, como produtos, consumidores, tecnologias, estruturas e serviços.

Tais observações são o combustível para explorar ideias e novos parâmetros para executar as coisas. Steve Jobs, fundador da Apple, desenvolveu o sistema operacional para Macintosh, após visitar e observar o centro de inovação da Xerox.

4. Networking

No seu dia a dia, os inovadores usam o seu tempo e energia para testar ideias a partir de uma ampla rede de contatos, que apresentam diferentes bagagens culturais e perspectivas.

Todavia, não se trata do networking convencional. Isso porque eles conversam, preferencialmente, com aqueles que não concordam com as suas ideias.

Mais do que fazer contato social, eles almejam obter ideias frescas, dão preferência para pensamentos ousados, mentes não convencionais e conceitos que estão fora de sintonia com os padrões estabelecidos atualmente.

5. Experimentação

A última habilidade consiste na experimentação, já que os inovadores experimentam as suas ideais constantemente, explorando o mundo de forma sensorial e intelectual. Não têm convicções sobre nada e sempre pensam em novas hipóteses.

Experimentar também inclui visitar novos lugares, pesquisar por coisas novas e aprender algo diferente todos os dias. Mergulhar nessas experiências proporciona novas ideias.

Em conjunto, essas 5 habilidades ajudam a compor o DNA da pessoa inovadora, o roteiro para criar ideias de negócio que se destaquem no mercado.

A relação entre criatividade e inovação

Inovação é a implementação de um produto, serviço ou processo novo ou significantemente melhorado, criando valor para um negócio, governo ou sociedade.

Algumas pessoas dizem que a criatividade não tem nada a ver com a inovação, concluindo que esta é uma disciplina e a criatividade não é. Bom, não é bem por aí. A criatividade também é uma disciplina e é uma parte importante para surgirem inovações. Ou seja, não há inovação sem criatividade.

De onde vem a criatividade?

A criatividade nem sempre foi tratada como algo intrínseco ao ser humano. Na antiguidade, alguns filósofos acreditavam que ela era restrita a poucos indivíduos capazes de receber mensagens de entidades divinas.

Ao longo da história, porém, o conceito gradualmente perdeu o seu apelo místico e, nos últimos anos, ganhou explicações embasadas em teorias sofisticadas da psicologia e da neurociência.

Definições acadêmicas modernas sugerem que “a criatividade diz respeito a habilidades como fluência, flexibilidade, originalidade e pensamento divergente, aplicadas a um processo de invenção sobre algo diferente e nunca tentado (Craft, 2005)”, mas convenhamos que não é preciso todo esse tecnicismo para entender do que se trata.

criatividade faz parte do dia a dia de todos nós, ainda que muitos neguem isso. Na infância, experimentamos o seu desabrochar, momento em que esbanjamos uma capacidade indistinguível de absorver, modelar e criar coisas novas.

Entretanto, à medida que crescemos, a influência das pessoas, as regras e limites impostos, assim como o temor dos erros e fracassos, acabam por enfraquecer o nosso potencial criativo original, tornando os nossos pensamentos cada vez menos abstratos.

Além disso, o nosso cérebro é biologicamente programado para poupar energia, e a criatividade, diferente do senso comum, pode demandar bastante esforço do indivíduo.

Para se manter criativo, é preciso pensar fora da caixa, criar o hábito de sair da sua zona de conforto, se expor a novos estímulos e explorar novas realidades constantemente. No entanto, essa inclinação natural à economia de recursos faz com que a maioria das pessoas se acomode aos padrões da sua rotina.

Como se dá normalmente o processo criativo?

Antes de chegar a uma ideia inovadora, normalmente, o criador passa por vários processos que ajudam a lapidar um insight até que se torne o produto final. Descubra quais são os processos criativos.

Preparação

Trata-se da preparação do ‘’trabalho’’ em si. A etapa é composta por atividades comuns e consideradas repetitivas. Muitos profissionais deixam de considerar as tarefas mecânicas no seu processo criativo, mas elas são o embrião para o resultado final.

Incubação

É quando as duas redes do cérebro se conectam e dão origem à ideia. São feitas diversas conexões, sendo necessário filtrar as ideias. A incubação pode ser impactada negativamente pelas tarefas imediatas do dia a dia. Devido a tantas preocupações e distrações, o processo criativo é interrompido.

Iluminação

O pontapé que inicia a inovação do processo criativo. Basicamente, é a ideia que surge quando você menos está esperando. Ela ganha forma e sua implementação começa a ser estruturada.

Implantação

Nessa fase, as pessoas podem enxergar o profissional realizando a ideia. É quando a redação de uma peça publicitária está sendo feita, por exemplo.

Como é o último passo, existe uma confusão a respeito da visão externa do processo criativo. É normal que muitas pessoas não reconheçam e nem imaginem o caminho que foi percorrido para a concepção e realização da ideia.

No ambiente profissional, isso pode se traduzir em prazos irreais ou que não compreendam todo o processo criativo.

Quais as características de uma pessoa criativa?

Antes de qualquer coisa: qualquer um pode ser criativo. Se você pinta de maneira casual, você não é menos criativo que alguém que vive disso. Enquanto a criatividade foi posta de lado por conta da Revolução Industrial, ela está voltando com tudo entre os millenials agora na era da informação. 

Pessoas criativas possuem certas habilidades e traços. Elas estão sempre fazendo perguntas, surgindo com soluções criativas para um problema e exibindo um comportamento mais lúdico. Elas têm uma grande sensibilidade emocional, nunca estão conformadas com certa situação e não têm medo de serem vistas como diferentes ou exibindo pensamentos incomuns. Ainda de acordo com Csikszentmihalyi (no livro Creativity – Flow and the Psychology of Discovery and Invention), existem 10 características de uma personalidade criativa, que são:

  1. têm uma grande quantidade de energia, mas também são geralmente quietos e tranquilos;
  2. tendem a serem espertos, mas ingênuos ao mesmo tempo;
  3. têm uma combinação de ludicidade e disciplina, ou responsabilidade e irresponsabilidade;
  4. alternam entre imaginação e fantasia de um lado, e senso de realidade de outro;
  5. parecem acolher as tendências opostas entre extroversão e introversão;
  6. são notavelmente humildes e orgulhosos ao mesmo tempo;
  7. até certo alcance, escapam de estereótipos rígidos de gênero e tem uma tendência à androginia;
  8. geralmente são imaginados como rebeldes e independentes;
  9. a maioria é apaixonada pelo trabalho, mas podem ser extremamente objetivas sobre ele também;
  10. a abertura e sensibilidade de indivíduos criativos frequentemente os expôem a sofrimentos, mas também a uma grande quantidade de satisfação e alegria.

A criatividade é algo que pode ser aprendido

Seres humanos nascem criativos e são ensinados a serem “descriativos” com o passar do tempo. Pensa um pouco: quando você é uma criança, existe uma ênfase em aulas de arte e brincadeiras e, quando você vai ficando mais velho, dizem que você tem que cair na real, tomar somente decisões estritamente racionais e diretas, pois você tem contas a pagar.

Perseguir nosso potencial criativo tende a parar quando crescemos. Ou seja, indivíduos criativos nem sempre têm um ambiente favorável, pois podem ser vistos como muito extravagantes e não ter conhecimentos brutos para a inovação nos negócios.

O teste de George Land

Alguns estudos provam que o comportamento não-criativo pode ser aprendido com o tempo. De acordo com um teste de criatividade realizado pelo cientista George Land, crianças pequenas são gênios criativos, e se tornam menos férteis quando envelhecem. Este estudo foi feito com um grupo de 1600 crianças de 5 anos de idade e 98% foram tidas como gênias, pensando de maneiras inventivas de maneira similar a Picasso, Mozart, Einstein e outras personalidades.

Land testou-as novamente aos 10 anos de idade e o número caiu para 30%. Outro teste foi feito aos 15 anos e os resultados decresceram para 12%. Por fim, ele deu a mesma avaliação para 280 mil adultos e ele encontrou somente 2% de gênios criativos.

A boa notícia é que se você se considerar pouco criativo como um adulto, você pode se reeducar para ter uma mente totalmente nova (pelo menos no âmbito da criatividade) e ter o hábito de praticar criatividade e inovação novamente.

Falando nisso, quando bater aquela falta de criatividade, tente seguir o fluxo que preparamos abaixo. Pode ajudar bastante a ganahr mais insights!

bloqueio criativo fluxo

Além de fazer coisas como viajar para um lugar novo, fazer uma caminhada e dedicar-se a um novo hobby, você também pode se treinar para fazer algo novo e se tornar um expert nisso. Já está bem claro que a criatividade em determinada área vem com muita prática.

Você também precisa estar sempre aberto à novas possibilidades, permanecer curioso sobre o mundo e facilmente superar erros.

Esqueça a ladainha da parte direita e esquerda do cérebro

lado direito e lado esquerdo do cérebro

Assim como o persistente mito do “nós só usamos 10% do cérebro“, o conceito de lado esquerdo = criatividade vs. lado direito = análise racional é totalmente uma pseudociência.

 Sim, é claro que existem partes de nosso cérebro vinculados a funções específicas, mas são as conexões entre essas áreas e as redes subsequentes que elas produzem as responsáveis pela cognição.

Por exemplo, se você está tentando se equilibrar em cima de pedras para atravessar um rio, você provavelmente está incitando as conexões que ligam as partes do seu cérebro responsáveis pelo processamento de imagens à coordenação motora. Se você está explicando para um amigo como você conseguir atravessar o rio, acrescente aí as partes do cérebro relacionadas ao controle da linguagem.

Quando o assunto é criatividade, existem três grandes redes no cérebro que são importantes:

  •  a rede executiva de atenção ajuda a estar atento e focado;
  •  a imaginativa permite “sonhar acordado” e se imaginar no lugar do outro;
  •  a rede de importância permite identificar coisas que estão na sua memória e inconsciente e que são importantes no mundo à sua volta.

Quanto mais ativas forem essas redes no seu cérebro e quanto mais elas trabalharem em conjunto, mais criativo você será.

Como é a rotina de pessoas criativas?

Além de praticar as dicas citadas anteriormente, as pessoas criativas costumam ter uma rotina diferente, mantendo hábitos que estimulam o seu cérebro a ter novas ideias. Descubra quais são os hábitos dos inovadores:

  • acordar cedo: isso evita distrações, além de permitir que você aproveite melhor o dia;
  • exercitar-se regularmente: os exercícios trazem a sensação de bem-estar. Sem falar que ao ficar bem fisicamente, o seu humor melhora e há mais facilidade para se concentrar e ser produtivo;
  • seguir uma agenda: muita gente pensa que as pessoas criativas não conseguem se encaixar em ambientes com o mínimo de pressão. Mas, na verdade, elas também se organizam para cumprir prazos, abrindo espaço na agenda para trabalhar nas atividades do seu interesse;
  • trabalhar em qualquer lugar, a qualquer hora: uma boa ideia pode surgir de uma hora para outra. Por isso, os indivíduos criativos conseguem trabalhar em qualquer lugar, estando sempre anotando pensamentos que possam ajudar nas suas atividades;
  • ficar ativo: a inatividade é uma das maiores inimigas para quem precisa criar. Para estimular a sua criatividade é preciso seguir em frente, buscando experiências novas, o que lhe permite ter novas ideias.

De que forma o ambiente pode influenciar a criatividade?

O ambiente em que você está influencia de forma significativa na sua capacidade de ser criativo. Participar de um local de trabalho que dá liberdade para que os seus colaboradores se expressem totalmente, sem colocar barreiras, é imprescindível para soltar a sua criatividade.

Nesse sentido, há empresas, como a Google, que criam espaços receptivos para que os seus funcionários possam brincar e se divertir realizando atividades que fogem da sua rotina no trabalho.

Essas organizações proporcionam um ambiente despreocupado para que o colaborador relaxe, uma vez que é nessas horas de descontração que o processo criativo começa a gerar insights.

Qual o papel da criatividade na sociedade?

Entre todas as capacidades humanas, a criatividade é aquela que, provavelmente, mais nos difere dos outros animais. Foi o potencial criativo da humanidade o principal responsável por conferir toda a estrutura que criou e sustenta a nossa sociedade.

Para perceber a dimensão e importância disso, basta pararmos um instante para observar o ambiente em que nos encontramos.

Tudo o que existe ao seu redor: seu smartphone, suas roupas, o local onde você está e, indo ainda mais fundo, seu trabalho, suas obrigações, sua rotina, enfim, tudo isso já foi apenas uma ideia na mente de alguém.

Grandes ideias de empreendedorismo e inventos, como seu laptop ou a internet que usou para chegar até aqui, nos chamam mais atenção, mas as criações essenciais à nossa sociedade vão muito além disso.

A criatividade é necessária em tarefas complexas, como desenvolvimento de estratégias de gestão e marketing digital — das campanhas no Google Ads à criação de postagens nas redes sociais e disparos de email marketing que atraem e convertem —, mas também em atividades mais básicas, como o preparo de refeições e o transporte de mercadorias.

O mais inspirador, porém, é que esses gênios criativos não são indivíduos especiais. São pessoas comuns que dedicaram muito tempo e esforço em determinadas soluções. Steve Jobs não poderia ter sido mais enfático ao dizer que:

“Tudo o que você chama de vida foi criado por pessoas que não são mais espertas que você!”.

Criatividade e inovação

A criatividade é o principal ingrediente da inovação. Embora essa palavra tenha adquirido popularidade com os dispositivos e soluções modernas, ela é essencial para descrever todo o desenvolvimento econômico da sociedade, desde o princípio da agricultura até o atual cenário de transformação digital.

Criatividade e tecnologia

Em todas as suas definições, a tecnologia é também um reflexo da criatividade. Desde a elaboração de técnicas e ferramentas primitivas até a sua forma atual, atrelada ao desenvolvimento de dispositivos eletrônicos, plataformas digitais e a otimização de processos industriais complexos.

Criatividade e design

design é a manifestação visual que confere emoção, aspecto e forma para praticamente todos os elementos que compõem os cenários urbanos, desde grandes vias e prédios até as roupas, acessórios e demais produtos.

É a marca estampada em todos os espaços e materiais transformados pela imaginação humana.

Quais os tipos de criatividade?

A criatividade pode ser trabalhada de maneira individual ou coletiva, mas, em ambos os casos, contribui para a geração de ideias e resolução de problemas.

Para entender mais detalhadamente como esse potencial se manifesta, podemos classificar o processo criativo em determinados tipos.

Criatividade deliberada e cognitiva

A criatividade deliberada é aquela que surge a partir de um processo e, portanto, requer certa dedicação do indivíduo para manifestá-la. Cada pessoa pode criar os seus próprios procedimentos, mas, nesse caso, o ponto-chave é o estudo.

O processo criativo cognitivo consiste em reunir o máximo possível de informações para, então, desenvolver novos conceitos provenientes dos dados iniciais. É, assim, um processo combinatório que depende de uma prévia contextualização.

Criatividade deliberada e emocional

Apesar de também se manifestar de maneira deliberada, esse tipo de criatividade depende de menos análises e racionalizações. É um processo mais subjetivo despertado por fatos, memórias ou reflexões.

O ambiente de trabalho é um belo exemplo de quando esse processo criativo pode ser observado. A influência das características de um local pode facilitar a criação de ideias, mas qualquer outro estímulo pode funcionar. 

O ar fresco, uma música, uma lembrança positiva ou um cafezinho podem ajudar você a pensar melhor.

Criatividade espontânea e cognitiva

A criatividade espontânea cognitiva é aquela comumente retratada em descobertas científicas e histórias de sucesso. É a famosa grande ideia que surge sem aviso prévio, acontecimento popularmente conhecido como “insight”.

Na realidade, porém, essas supostas “revelações” não surgem do nada e, frequentemente, ocorrem nos intervalos entre intensos períodos de trabalho e estudo, ou durante o chamado ócio criativo. Esse processo é muito comum na história da ciência.

Charles Darwin, por exemplo, passava várias horas do dia catalogando exemplares de plantas e animais que recebia por correspondência, mas foi nas longas caminhadas em sua propriedade que desenvolveu as principais ideias que deram embasamento à sua teoria sobre a evolução das espécies.

Criatividade espontânea e emocional

A criatividade espontânea e emocional se difere da cognitiva por realmente gerar ideias, aparentemente, do “nada” — o que também não é exatamente verdade.

Ainda que não estejamos nos dedicando com afinco ao desenvolvimento de um projeto, recebemos e assimilamos estímulos continuamente a partir de nossas experiências.

Esse tipo de criatividade não costuma acontecer quando trabalhamos com prazos ou sob pressão, justamente, por seu caráter profundamente espontâneo. É normalmente atribuída a compositores, músicos e artistas em geral.

Criatividade coletiva

Em sua essência, a criatividade é um fenômeno interno que se manifesta de maneiras muito particulares.

Quando trabalhamos sozinhos, nos distraímos menos e temos a oportunidade de mergulhar mais fundo em nossa imaginação, mas, em contrapartida, nos limitamos às nossas influências pessoais, preconceitos e fronteiras do nosso próprio intelecto.

Dentro do contexto empresarial, estamos acostumados com dinâmicas que estimulam o desenvolvimento de ideias em conjunto.

brainstorming, por exemplo, é uma das mais famosas dinâmicas utilizadas em todo o mundo e consiste em reunir ideias, opiniões e palpites de um grupo para, finalmente, analisar as informações, filtrá-las e lapidá-las.

Esse princípio de criação compartilhado é defendido por muitos especialistas, entre eles, o escritor de ciência norte-americano Steven Johnson, que descreve em seus estudos sobre criatividade que as melhores ideias geralmente surgem da junção de palpites menores, na maioria das vezes, provenientes de pessoas, situações e momentos históricos diferentes.

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Por que a criatividade é essencial para os negócios?

A criatividade é uma competência que interessa a empreendedores, gestores e colaboradores, pois representa vantagens para todos. Neste tópico, listamos alguns benefícios que ela pode oferecer aos negócios.

Solução de problemas

A criatividade é essencial para o desenvolvimento de soluções inovadoras, mas também representa um fator-chave para a manutenção de empreendimentos já existentes.

Profissionais criativos dentro de empresas, especialmente, em momentos de crise, podem oferecer o fôlego necessário para que uma companhia continue a existir, além de favorecer o bem-estar no trabalho.

Engajamento

Tornar a gestão e o desenvolvimento de soluções mais horizontal é uma maneira de valorizar seus colaboradores, inserindo-os na administração estratégica da empresa e instigando-os para que trabalhem de maneira conjunta na promoção de melhorias que beneficiem todos os setores.

Produtividade

Seus funcionários têm um imenso potencial criativo que pode ser despertado ao estimular essa competência dentro da companhia ou por meio de melhorias no ambiente de trabalho. O envolvimento e a valorização podem tornar a sua equipe muito mais produtiva e comprometida.

Menos falhas e queixas

Por meio de uma comunicação aberta entre gestores e funcionários, eventuais falhas no processo produtivo ou queixas relacionadas ao serviço são detectadas com mais agilidade.

Isso permite que os problemas sejam solucionados rapidamente e melhorias internas sejam providenciadas antes que boatos e reclamações comprometam a relação entre diferentes departamentos.

Tendência para o futuro

Compreendendo as atividades em que o capital intelectual atua como matéria-prima na criação, produção e distribuição de bens e serviços, além de influenciar modelos de negócio e gestão, a chamada Economia Criativa deve estar cada vez mais inserida na sociedade.

Isso deve ocorrer à medida que as operações industriais são automatizadas e novas soluções digitais são oferecidas. Caminhamos rumo a um futuro no qual as habilidades humanas serão cada vez mais requisitadas em detrimento das práticas estritamente operacionais.

Como desenvolver o potencial criativo?

Profissionais de publicidade, artistas, designers, arquitetos e escritores são conhecidos por empregar muita criatividade em seus trabalhos, mas não é preciso ter uma profissão específica para estimular a sua, muito menos abrir mão dessas atividades por se considerar pouco criativo.

A criatividade é bem-vinda em qualquer área e está disponível para qualquer pessoa disposta a desenvolver essa capacidade no seu dia a dia.

Abaixo, você confere alguns comportamentos que podem ajudar a trazer mais ideias valiosas para a sua vida.

Estude seu comportamento criativo

Recorde os momentos em que a sua criatividade veio à tona e procure definir os elementos, horários, locais e situações em que você mais experimenta novas ideias, e tente explorá-los com maior frequência.

Outra dica é tentar tornar o seu ambiente de trabalho mais estimulante, introduzindo essas características para favorecer o seu processo criativo. Explore cores, sons, odores, temperatura e o que mais for preciso para despertar o gênio que existe em você.

Seja um observador

A simples observação do ambiente pode ser crucial para garantir uma entrega de qualidade. Vivemos em tempos nos quais a nossa atenção está quase sempre presa às telas e, com isso, deixamos de reparar em toda a riqueza de informação que existe ao nosso redor.

Dê uma pausa no trabalho e resista à tentação de conferir o celular. Crie o hábito de parar e simplesmente observar o local, as pessoas e os acontecimentos, nem que por apenas alguns minutos do dia.

Analise diferentes cenários

Antes de entregar um trabalho, procure enxergar o que poderia ter sido feito de diferente.

Uma revisão não apenas ajuda a detectar erros e inconsistências em um projeto, como também pode trazer maior clareza sobre todo o conteúdo trabalhado.

Mas não para por aí! Pessoas criativas são reconhecidas por estarem frequentemente incomodadas pelo senso comum e, por isso, estão sempre imaginando cenários alternativos para as mais variadas situações, inclusive, para seus próprios inventos e considerações.

Consuma arte

Existe muita inspiração por trás da criatividade e, portanto, é fundamental nutrir sua mente com coisas que possam te inspirar.

Leia livros inspiradores, aprecie uma boa música, filmes, fotografias, pinturas ou qualquer outra coisa que desperte algo dentro de você. Use a criatividade dos outros como um combustível para a sua!

Exercite suas melhores habilidades

Não precisa ser o seu trabalho principal, pode ser um hobby ou esporte que você adora e, quando o pratica, se entrega por completo. Qualquer tipo de aprendizado contribui para o enriquecimento das suas futuras ideias.

Reserve momentos de ócio

Não pense que bancar o workaholic fará de você um profissional superprodutivo. Seu corpo não funciona como um computador e tentar trabalhar como um só trará danos à sua saúde.

Não menospreze as férias, pausas e seus momentos de ócio — eles são tão importantes para os seus resultados quanto os períodos em que está efetivamente trabalhando. É preciso deixar a mente descansar e reorganizar as ideias.

Se mantenha antenado

Já se foi o tempo em que os estudos e competências se mantinham sólidos por décadas. Hoje, tudo se transforma com uma surpreendente fluidez e, por isso, é imprescindível que um profissional se mantenha atualizado.

Mas essa exigência pode ir além. Ser antenado ajuda você a sintonizar a sua criatividade com o que há de mais novo disponível, além de favorecer a criação de soluções úteis e a previsão de tendências.

Crie desafios

Realmente, abandonar o aconchego e a segurança do círculo de atividades e comportamentos com os quais já nos habituamos não é nada fácil. Tudo está contra você, inclusive, sua própria fisiologia, que insiste em mantê-lo por anos a fio repetindo os mesmos padrões, muitas vezes, problemáticos.

Uma forma de exercitar a sua criatividade nesse sentido é se expor a pequenos desafios diários, como puxar conversa com alguém de fora do seu círculo de amizades, sair para caminhar ou treinar mesmo sem muita disposição, tentar preparar um jantar, enfim, crie o hábito de se desafiar até passar a se divertir com isso.

Procure inputs diferentes

Se a criatividade pode ser desenvolvida de maneira combinativa, quanto mais variados forem os seus inputs, mais ricas serão as suas ideias. O problema é que nos acostumamos a vivenciar e consumir quase sempre as mesmas coisas.

Entretanto, são as experiências que fogem do nosso habitual que mais transformam o nosso modo de pensar. Esse exercício consiste em ouvir opiniões diferentes sem julgar, ler livros e ver filmes que nunca imaginou apreciar, comer algo totalmente diferente daquilo a que está acostumado, ou seja, abrir a cabeça para novos conteúdos e sensações.

Por que a leitura é fundamental?

Ler é uma das mais poderosas ferramentas para enriquecer o seu repertório de ideias. Os renomados neurocientistas brasileiros Ivan Izquierdo e Suzana Herculano-Houzel defendem que a leitura é o mais completo exercício que existe para o cérebro e, certamente, uma das práticas que mais contribui para o desenvolvimento da criatividade.

Profissionais de sucesso podem ter trilhado caminhos e adotado estratégias distintas para chegar aonde chegaram, mas há algo que praticamente todas essas personalidades compartilham: elas estão sempre lendo alguma coisa. E não fará mal algum fazer o mesmo.

Pensando nisso, separamos 6 obras incríveis sobre criatividade para você estimular ainda mais a sua.

1. Criatividade S.A — Ed Catmull

Talvez você não conheça Ed Catmull, mas, certamente, conhece várias das animações que marcaram sua carreira. Catmull foi presidente da Walt Disney Studios e da Pixar, empresa que fundou ao lado de Steve Jobs, e é um dos cientistas de computação gráfica por trás de filmes como Toy Story e Procurando Nemo.

Criatividade S/A

Neste livro, inspirado em suas próprias experiências, ele apresenta diversas lições para construir uma cultura de criatividade nas empresas e defende a importância de desenvolver ideias e resolver problemas em conjunto.

2. De Onde Vêm as Boas Ideias — Steven Johnson

Steven Johnson é um dos maiores estudiosos de inovação da atualidade e se tornou conhecido pelos seus livros e pela série de TV americana “How We Got to Now” (Como Chegamos ao Presente), na qual ele contava a história por trás de grandes invenções.

De Onde Vêm As Boas Ideias

“De Onde Vêm As Boas Ideias” é um livro extremamente didático que não apenas investiga as causas e processos que determinam a criatividade, como também apresenta sua fórmula para criação de boas ideias.

3. Isto Não É Um Livro — Keri Smith

Keri Smith é uma escritora e ilustradora freelancer canadense que se tornou muito conhecida por suas obras que encorajam as pessoas para que expandam seus âmbitos criativos.

Em “Destrua Este Diário”, por exemplo, Smith sugere que o leitor rasgue páginas, rabisque, pinte fora das linhas e até leve o livro para o banho.

Em “Isto Não É Um Livro” a autora apresenta diferentes situações que farão você questionar o que, de fato, é um livro.

A obra também conta com convites inusitados para interação e cumpre seu papel de instigar a criatividade com curiosidade, enigmas e, claro, muita bagunça.

4. O Iconoclasta — Gregory Berns

Iconoclasta, dentro da abordagem de Gregory Berns, é o indivíduo que ataca crenças e instituições estabelecidas para propor algo inteiramente novo.

O neurocientista se beneficia de relatos de inovadores bem-sucedidos para ilustrar os seus conceitos.

É um livro com uma abordagem mais científica para quem deseja se aprofundar nas raízes biológicas do processo criativo.

5. A Grande Magia — Elizabeth Gilberth

Elizabeth Gilbert é uma escritora norte-americana que ficou mundialmente conhecida por seu best-seller internacional “Comer, Rezar e Amar”, que ganhou um filme homônimo em 2010.

Em “A Grande Magia”, Gilbert explora o seu próprio processo criativo e compartilha sua visão particular sobre o tema.

A autora também nos encoraja a abraçar a criatividade e abandonar sofrimentos desnecessários, além de apresentar atitudes e hábitos que estimulam a criação de ideias.

6. Sobre a Escrita — Stephen King

Stephen King é um fenômeno mundial. Com quase 400 milhões de cópias vendidas em mais de 40 países, ele é o 9º autor mais traduzido do mundo e famoso pelas diversas adaptações cinematográficas dos seus livros como “Um Sonho de Liberdade”, “À Espera de um Milagre” e “It – A Coisa”.

Em “Sobre a escrita”, King abre mão da ficção para expor toda a sua história e os elementos que o fizeram desenvolver o seu estilo tão marcante.

Embora seja uma obra mais voltada para os amantes das letras, o livro traz várias lições e insights sobre as experiências criativas do autor e é um deleite à parte para leitores de todos os gostos.

Quais são os obstáculos para a criatividade?

Ao longo do processo podem surgir vários obstáculos, como distrações que atrapalham a expansão da nossa criatividade. Algumas das barreiras mais comuns são:

  • falta de organização: durante o momento de iluminação, é necessário ter objetivos organizados. Assim sendo, é recomendado escrevê-los com as possíveis formas de executar;
  • medo de críticas: os profissionais sempre almejam ser aceitos pelos seus colegas, líderes e clientes. Isso gera o medo de que as suas ideias sejam rejeitadas e criticadas, fazendo com que você faça escolhas que não inovam;
  • receio de errar: esse medo não trata especificamente da falha em si, mas de acabar antecipando-a. Temer o resultado negativo prejudica o processo criativo, deixando-o mais propenso a erros; 
  • não buscar conhecimentos em lugares diferentes: se você ficar na sua zona de conforto, sem buscar novas referências, dificilmente vai ter um insight inovador. Por isso, é recomendado criar o hábito de buscar conhecimentos em fontes diversificadas, como livros, filmes, jogos e artes plásticas, por exemplo.

Nosso post sobre criatividade fica por aqui, mas, seja no âmbito pessoal, seja no profissional, não deixe de buscar inspiração e maneiras de explorar esse valioso atributo para obter os melhores resultados em suas ações e projetos.

Uma boa maneira de fazer isso é aprender com quem está sempre por dentro das últimas tendências e melhores práticas. Veja aqui as 8 maiores tendências para o Marketing Digital em 2019!

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