Por Ivan de Souza

Analista de Marketing na Rock Content.

Publicado em 11 de setembro de 2020. | Atualizado em 11 de setembro de 2020


Uma invasão hacker pode comprometer não apenas os dados da sua empresa, mas também afetar seus visitantes e tornar a navegação insustentável. Por isso, aprender os diferentes métodos de atuação dos hackers é fundamental para tomar medidas efetivas de proteção digital.

A internet é um sistema em pleno e acelerado desenvolvimento. Não precisa ser muito experiente para lembrar como era o ambiente digital alguns anos atrás, com páginas que demoravam minutos para carregar e funcionalidades extremamente limitadas. A praticidade proporcionada pelo WordPress era inimaginável.

Ainda assim, existe uma figura que acompanha — e amedronta — o usuário digital desde os primórdios da internet: o hacker. Conforme a rede se desenvolve e gera mais recursos para usuários e empresas, como a possibilidade de armazenar enormes quantidades de dados valiosos, os hackers também acessam técnicas mais robustas.

Mas, afinal, o que é um hacker e qual é a real ameaça que ele representa para a segurança do seu website e dos seus dados? Como se proteger? Para responder essas e outras perguntas, criamos este post. Nele, vamos abordar:

Continue lendo!

O que é um hacker?

Antes de qualquer coisa, é importante ressaltar que nem sempre que nos referimos a um hacker, estamos falando de um criminoso digital. É crescente o uso desse termo para se referir a pessoas ou profissionais que contem com habilidades consideradas avançadas em algum tipo de conhecimento.

Se você tem vivência com o gerenciamento de Marketing Digital, por exemplo, já deve ter falado no growth hacker, que é um profissional que tem como função encontrar oportunidades para acelerar o crescimento da empresa. Neste artigo, não é a esse tipo de hacker que vamos nos referir.

O nosso hacker é indesejável. Assim como o supracitado, suas atividades se resumem a encontrar brechas, só que brechas de segurança. Dessa forma, ele é capaz de acessar informações restritas e sistemas alheios. Em muitos casos, pode, remotamente, realizar alterações nos programas e dispositivos ligados ao sistema invadido.

Você pode estar se perguntando: quais são as motivações de um hacker? Isso varia muito. Não são raros exemplos de ataques hackers movidos por ideais, válidos ou não. É o caso dos vazamentos de informações confidenciais comandadas pelo grupo conhecido como Anonymous.

Em outros casos, a motivação pode ser financeira, a fim de lucrar com a venda de informações ou mesmo com a utilização dos recursos financeiros da pessoa invadida. Continue lendo para saber mais sobre o que envolve um ataque hacker.

O que um hacker faz?

Para ser hacker alguém precisa, antes de tudo, de conhecimento. Por isso, podemos assumir que os hackers gastam ao menos algum tempo adquirindo conhecimento, o que pode ser feito a partir de experiência ou mesmo do estudo aprofundado sobre o funcionamento de determinados sistemas.

Se capaz de encontrar brecha na segurança de um website, o hacker tem o poder de acessar seu banco de dados, realizar alterações, vazar informações e muito mais. Como nosso cotidiano é repleto de processos cada vez mais digitalizados, o leque de opções para o hacker é cada vez maior.

Pense, por exemplo, nos sistemas que gerenciam as smart homes, como o Amazon Echo. Caso consiga acesso, o criminoso pode controlar tudo o que estiver conectado ao sistema, desde a iluminação da casa até o funcionamento de eletrodomésticos. Perigoso, não é?

Naturalmente, as coisas não são tão fáceis assim. Empresas de big tech, especialmente a Amazon, investem pesado na segurança de seus sistemas, justamente para evitar que se tornem vulneráveis a ataques e, com isso, percam a confiança perante o público.

O exemplo, contudo, é interessante para estimular as quase infinitas possibilidades de ação que um hacker dispõe. Uma dupla de pesquisadores de segurança, Runa Sandvik e Michael Auger, demonstraram que até mesmo rifles de alta precisão podem ser hackeados e controlados remotamente.

É claro que, até aqui, focamos no cenário geral, mas já é possível ter uma ideia de como um ataque hacker pode ser danoso para uma empresa, não é? Então, como se proteger? Para começar, é preciso entender como esses ataques funcionam. Siga para o próximo tópico.

Como funciona um ataque hacker?

Como você pode imaginar, não há uma forma homogênea de ataque hacker. Podemos dizer, contudo, que a maioria deles ocorre a partir da identificação de uma falha em um software. Aliás, nem sempre é justo classificá-las como falhas, mas sim como brechas.

O momento em que um software “abre suas portas” para receber ou enviar o arquivo, por mais curto que seja, pode ser a oportunidade que o hacker precisa para invadir o sistema. Muitos deles fazem isso a partir da criação de um arquivo falso, que entra no programa como se fosse apenas mais um dado comum à operação.

Para você entender melhor a diversidade presente nos ataques hackers, separamos alguns dos mais comuns para você conhecer e, assim, começar a se prevenir. Acompanhe!

Cavalo de troia

O ataque via cavalo de troia é um dos mais comuns na internet e faz jus ao próprio nome. O termo é uma referência à mítica batalha de Troia em que, a fim de invadir a cidade troiana, os gregos a presentearam com um enorme cavalo de madeira, que carregava secretamente um punhado de soldados gregos.

Voltando ao conceito dos hackers, a ideia é parecida. O malware acessa a máquina se passando por um arquivo inofensivo. Uma vez lá dentro, espalha-se e tem o potencial de dominar todo o sistema, espionando e roubando dados.

Embora destrutivo, é um ataque relativamente fácil de ser evitado. Além de softwares focados em evitá-los, você pode investir em treinamentos para que sua equipe aprenda a identificar e evitar arquivos considerados suspeitos.

DDoS

DDoS é um acrônimo para Distributed Denial-of-service, que pode ser traduzido livremente como Negação de serviço distribuído. A ideia desse ataque é sobrecarregar o servidor, gerando enorme lentidão e tornando a navegação praticamente impossível.

Em muitas ocasiões, um ataque DDoS cria um mecanismo para redirecionar o visitante de um site para outro, administrado pelos hackers. Para evitar isso, e manter a reputação da empresa, é fundamental garantir a segurança do DNS.

Para fazer isso, o hacker utiliza diversas fontes — daí o termo “distribuído” — para aumentar a níveis insustentáveis o fluxo de tráfego em um servidor. Se o seu site recebe um DDoS attack, por exemplo, pode tornar-se inacessível para o acesso do público, já que estará congestionado com acessos “fantasma”.

Phishing

O termo phishing é uma variação de phishing, que, em inglês, se refere ao ato de pescar. A pescaria é, sem dúvidas, uma analogia apropriado para esse tipo de ataque hacker, que consiste em lançar iscas na esperança de alcançar seus objetivos.

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Geralmente realizado por e-mail, essa técnica usa de engenharia social para iludir o destinatário e influenciá-lo a disponibilizar algum tipo de dado de forma voluntária. Em um exemplo básico, o hacker pode se fazer passar por um gerente de banco para adquirir informações sobre a conta da vítima.

Na mesma proporção que é comum, o phishing é facilmente evitável. Orientações básicas sobre segurança na internet são, geralmente, suficientes para evitar esse tipo de ataque.

Ataque de força bruta

Nem todo método hacker tem a ver com iscas ou com estratégias para introduzir malwares em um sistema. Alguns são, simplesmente, baseados em ataques de força bruta. Em uma concepção mais ampla, podemos usar como exemplo um ladrão que, ao tentar abrir um cofre, simplesmente tenta todas as combinações possíveis.

No ambiente digital, isso se relaciona diretamente com as suas credenciais de login e senhas. Quando engajado nesse tipo de prática, o criminoso tenta, a partir de uma estratégia de tentativa e erro, acertar a combinação necessária para acessar o seu sistema.

Parece um trabalho enorme, e é. Só que muitos hackers utilizam aplicações especializadas para acelerar esse processo, tentando diversas combinações em um curto espaço de tempo. Algumas práticas podem evitar esse tipo de ataque, como:

Como pode ocorrer um ataque hacker a empresa?

Além das técnicas citadas no tópico anterior, existem diversas outras formas que os hackers adotam para tentar realizar um ataque. Isso quer dizer, portanto, que a segurança virtual da sua empresa depende de uma proteção total, que elimine as possibilidades de uma invasão criminosa.

Mesmo assim, sabemos que muitas empresas sofrem com esse tipo de problema. Entender o que as torna expostas a essas invasões é importante para continuamente aprimorar a sua própria estratégia de segurança digital. Afinal, não é segredo a capacidade destrutiva que esse tipo de ataque contém.

Essa realidade leva muitos empresários a mirarem primariamente em softwares de proteção anti-hacker. Embora efetiva de modo geral, essa solução pode se mostrar inútil se não for acompanhada de outras medidas, já que esses ataques podem ocorrer de diversas formas, a começar por falhas humanas.

Os dados de uma empresa podem ser comprometidos por conta da ação individual de um colaborador que tenha acesso a eles. Se ele cair em uma tentativa de phishing ou instalar um cavalo de tróia, a gestão pode até demorar a identificar a invasão, o que dificulta as medidas de combate.

É importante ter em conta, também, que esses tipos de invasão nem sempre ocorrem remotamente. Companhias com protocolos excelentes de segurança digital garantem, também, a proteção de seus hardware. Dispositivos contendo informações sensíveis são mantidos isolados e lacrados.

Com isso, é fácil concluir que uma empresa que deseja se proteger contra ataques hackers deve se prevenir em todas as frentes. Dando continuidade, vamos passar alguns exemplos mais específicos sobre os ataques mais comuns no ambiente corporativo. Siga lendo!

Quais os ataques hackers mais comuns em empresas?

Já não é novidade que os dados estão entre os ativos mais valiosos de qualquer empreendimento, logo, protegê-los deve ser uma prioridade. Sabendo disso, criminosos virtuais focam seus esforços em acessá-los, seja para revendê-los, seja para utilizá-los para outros fins.

É preciso entender que nem sempre os dados da empresa são o objetivo final, mas sim o meio para o hacker conseguir algo mais. Se alguém consegue acessar a sua conta em uma rede social, por exemplo, pode se passar por você para ludibriar seus seguidores.

No contexto das empresas, o phishing também é uma prática que ainda tem grande relevância. Lembra do exemplo que passamos, em que o hacker se passaria por um gerente de banco para conseguir dados bancários? Em uma corporação, ele pode se passar pelo CFO para solicitar transferências, por exemplo.

Outro tipo de procedimento, que tem poder para gerar grandes prejuízos, é o chamado Ransomware, que funciona como uma espécie de sequestro virtual. O hacker acessa e bloqueia todos (ou parte dos) arquivos do servidor e demanda um resgate, geralmente pago em criptomoedas.

Como prevenir sua empresa de um ataque hacker?

Como você já viu, o hacker tem a capacidade de gerar prejuízos e grandes dores de cabeça para os gestores e para qualquer um envolvido com a segurança digital da empresa. A boa notícia é que existem diversas formas de prevenir um ataque. Confira as principais!

Insira a segurança de dados na cultura da empresa

Não adianta se proteger de ataques de hacker se os seus colaboradores não estão preparados para tal, especialmente os que lidam diretamente com os dados, sites e demais ativos digitais da empresa. Por isso, pesquise o nível de conhecimento das equipes sobre o assunto e ressalte sua importância.

É importante que isso seja introduzido na cultura da empresa, a partir de palestras, materiais institucionais, cursos de capacitação etc. Dessa forma, todos estarão menos suscetíveis às tentativas dos hackers.

Atualize o sistema com frequência

Jamais adie ou recuse uma atualização sugerida pelos softwares que você utiliza. Elas são recursos utilizados pelos desenvolvedores para aprimorar o serviço, principalmente com a correção de falhas. Caso não corrigidas, essas brechas podem ser o caminho de entrada para o hacker.

Estabeleça uma política para a criação de senhas

Parece banal, mas o fato é que muitas empresas protegem suas informações com senhas simples demais, fáceis de memorizar.

Essa é uma prática que deve ser evitada. Estabeleça uma política para a criação de senhas consideradas seguras, de modo a afastar a possibilidade de ataques de força bruta.

Vale usar caracteres especiais, números e letras maiúsculas e minúsculas. Para reforçar a segurança, também é importante trabalhar com a autenticação de dois fatores sempre que possível.

Preze pela segurança na hospedagem do seu site

Quando for escolher o serviço de hospedagem do seu site, dê atenção especial às condições oferecidas no que diz respeito á segurança. É importante priorizar serviços que contem com recursos capazes de, rapidamente, identificar e eliminar potenciais ameaças.

Um hospedeiro que conte, por exemplo, com uma aplicação de firewall, monitora todo o tráfego do site e verifica a procedência de seus acessos. Com tecnologia de ponta, é possível manter a segurança dos dados e, ao mesmo tempo, garantir a estabilidade da página.

O hacker representa uma ameaça para qualquer pessoa que utilize a internet para realizar transações ou simplesmente armazenar informações. Quando falamos em empresa, os danos podem ser ainda mais significativos. Por isso, é fundamental priorizar a segurança digital em qualquer tipo de gestão.

Diversos tipos de protocolo funcionam como métodos para evitar atividades criminosas na internet. Um dos mais antigos é o chamado WHOIS. Saiba mais sobre ele neste artigo!

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