Por Redator Rock Content

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Publicado em 23 de outubro de 2020. | Atualizado em 23 de outubro de 2020


A pandemia da Covid-19 obrigou as empresas a adotarem o home office para dar continuidade às suas atividades. Porém, a dificuldade para controlar as atividades remotas expõe as companhias a vários riscos. Nesse sentido, surge a necessidade de adotar novos formatos de compliance para a realidade atual.

Devido à pandemia da Covid-19, a maioria das empresas teve que adotar o trabalho remoto para que fosse possível respeitar as medidas de isolamento social. Assim, é preciso que as companhias revejam o seu programa de compliance para evitar irregularidades.

De acordo com uma pesquisa do IBGE, 8,7 milhões de brasileiros estão atuando em home office e a tendência é que essa modalidade se estenda mesmo no pós-pandemia.

No ambiente corporativo, o compliance consiste em um conjunto de disciplinas que visam a conformidade da empresa com as leis e normas de órgãos reguladores do seu setor. Com o distanciamento dos funcionários, as organizações acabaram ficando mais expostas, o que exige mecanismo antifraudes mais eficientes.

A pandemia impactou a área de compliance das empresas

Segundo uma pesquisa da KPMG, feita com 40 Chief Compliance Officers (CCOs), de diferentes setores, a pandemia impactou o compliance de 83% das empresas. Para 40% delas o impacto foi relevante e para 43% foi muito relevante. Alguns dos impactos mais apontados foram:

  • 41% adaptação e riscos emergentes;
  • 32% budget/headcount;
  • 22% monitoramento de controles e condução de investigações.

Quanto aos processos de investigação, o levantamento mostra que 38% não tiveram impacto, 22% registraram aumento nas investigações. Já para outros 22% houve redução das investigações e 18% enfrentaram suspensões nas investigações.

A maioria dos casos de fraudes ocorre internamente

O ‘’Report to the Nations – 2020’’ — estudo global sobre casos de fraude, que é realizado pela Associação dos Examinadores Cerificados de Fraudes (ACFE em inglês) com órgãos governamentais, empresas privadas e organizações não-governamentais — evidenciou que 99% dos casos de fraudes acontecem dentro das empresas, sendo cometidos por proprietários, executivos, diretores ou funcionários.

Feito entre janeiro de 2018 e setembro de 2019, o levantamento considerou 2.500 casos de fraudes ocorridos em 125 países, incluindo o Brasil. No total, a análise revelou um prejuízo de US$ 3,6 bilhões para as companhias que não adotam um compliance adequado.

O relatório foi feito no contexto antes da pandemia. No cenário de distanciamento social, os sistemas das empresas se tornaram ainda mais suscetíveis a fraudes, uma vez que a ausência de supervisão do home office abre espaço para a ação de pessoas mal-intencionadas.

O uso de ferramentas externas deixa as companhias vulneráveis

A pandemia do coronavírus pegou as companhias de surpresa, exigindo que se adequassem rapidamente ao trabalho remoto. Por conta da falta de estrutura, elas se viram obrigadas a usar ferramentas externas. Informações sensíveis passaram a ser transmitidas por WhatsApp, por exemplo.

Como não são projetados para as necessidades específicas de cada empresa, esses recursos as deixam vulneráveis, pois eles podem ser invadidos ou manipulados por hackers e demais pessoas não autorizadas, o que leva a vazamento de dados, entre ações que geram danos graves não só no âmbito interno, mas também no mercado.

Portanto, é urgente que as organizações desenvolvam uma estrutura de compliance voltada para a realidade do home office. Os processos, sistemas e políticas utilizados no cotidiano devem ser repensados para garantir a segurança e regularidade das empresas no trabalho remoto. Confira neste artigo dicas que trazemos sobre o assunto!

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