Descubra como a metodologia Six Sigma pode eliminar defeitos dos seus processos

O Six Sigma é uma estratégia elaborada pela Motorola, com o intuito de eliminar a redução de variação nos processos e por conseguinte, acabar com os defeitos no resultado final, que são os produtos e serviços. O maior beneficiado é o cliente.

Six Sigma

    Quem procura constantemente formas de reduzir custos com desperdícios e aumentar os lucros da empresa, deve procurar conhecer mais sobre a estratégia do Six Sigma e os resultados que ela pode gerar.

    Hoje em dia, não basta apenas estar em busca por inovações na criação de produtos e soluções, como alguns métodos de gestão que existem. É também preciso aplicar essa inovação na gestão do negócio.

    O corte de desperdícios pode ser aplicado em qualquer área e deveria ser parte integrante das atividades de qualquer colaborador em uma empresa. Mas na vida real, não é assim que funciona.

    É por isso que é necessária a implementação de métodos de gestão que contenham essa filosofia e o Six Sigma preenche esse requisito com louvor.

    Saiba mais sobre esse método e como aplicá-lo na sua empresa com sucesso, neste artigo. Você vai descobrir:

    Interessado? Continue lendo! 

    O que é Six Sigma?

    O Six Sigma é uma metodologia que visa eliminar defeitos em produtos, serviços ou processos. É orientada por dados estatísticos, objetivando a melhoria contínua na gestão dos processos.

    A etimologia do termo veio do grego sigma, conhecido pelo símbolo “σ”, que é usado na estatística para representar o desvio em relação à média ou ao objetivo de algo, que no caso do método, são os processos. 

    O Six Sigma pode ser implementado em empresas de variados tamanhos, mas cada porte exige um desafio diferente no momento da implantação.

    Onde surgiu o Six Sigma?

    O Six Sigma surgiu durante uma discussão na gerência da Motorola. A história conta que durante uma reunião, o executivo Art Sundry gritou a sua opinião sobre o que achava do controle de qualidade da Motorola: “Nossa qualidade fede!”.

    O que deveria ser um caso de demissão, acabou virando uma promoção: agora Art Sundry ficou responsável por exatamente o que não gostava na Motorola: o controle de qualidade e tudo que estava relacionado.

    Naquele época (fim dos anos 70), o Sistema Toyota de Produção já começava a ser usado e a Motorola não conseguia acompanhar a evolução de suas concorrentes japonesas.

    Querendo encontrar uma solução para melhorar a qualidade da Motorola, Sundry então contratou dois consultores externos, Dr. Mikel J Harry e Bill Smith, que hoje são conhecidos como os criadores do método Six Sigma.

    A ideia deles foi baseada em conceitos já criados, como o método estatístico de Walter Stewart, elaborado ainda em 1920, além de alguns conceitos do método Lean e outras ideias, que foram extraídos de estudiosos como Kaoru IshikawaW. Edwards DemingJoseph Juran, Philip Crosby e Genichi Taguchi.

    O nome do método foi oficialmente divulgado em 1986, com a primeira publicação sobre a metodologia, mas já era usado, dentro da empresa, um ano antes.

    Posteriormente, em 1995, o método Six Sigma foi levado à GE pelo CEO da época, Jack Welch.

    Qual é o objetivo do Six Sigma nos processos?

    Em uma representação gráfica, o objetivo da técnica é mostrar seis sigmas, por isso esta escolha do nome. Ao conquistar os seis sigmas no gráfico de um processo, a taxa de defeitos é classificada como “extremamente baixa” e portanto, ideal.

    Isso quer dizer, por exemplo, que se um produto tem o comprimento padrão X, a diferença entre o menor comprimento e o tamanho padrão-médio deve ser 6 sigma de diferença, assim como a diferença entre o maior comprimento e o tamanho médio.

    Apesar de parecer um método extremamente técnico e matemático, o que poderia afastar principalmente pequenas e médias empresas, o objetivo principal mesmo com a redução dos defeitos é aumentar a lucratividade e também a satisfação do cliente.

    Além disso, um efeito colateral do Six Sigma é ter melhoria na liderança, segundo Jack Welch em seu livro “Jack Definitivo – Segredos do Executivo do Século”. Também podemos citar a melhoria na produtividade, redução de custos e por consequência, crescimento da empresa que a implementar.

    Como funciona o Six Sigma?

    O Six Sigma usa dois conceitos baseados no ciclo PDCA, de Stewart e Deming, com 5 etapas em cada um. Esses conceitos dependem do estágio em que a empresa se encontra não só na implementação, mas também na maturidade do seu negócio.

    O primeiro que vamos falar é o DMAIC, que é um método voltado para coleta de dados, com o objetivo de melhorar produtos ou serviços que já existem para aumentar a satisfação do cliente.

    O nome é um acrônimo das 5 fases, que são:

    •  D: definir;
    • M: medir;
    • A: analisar;
    • I: melhorar (em inglês, improve);
    • C: controlar.

    O outro é o DMADV, que também é a sigla para as fases do seu método. É voltado para projetar ou reprojetar (caso não passem na etapa de validação) processos de criação de novos produtos ou serviços:

    • D: definir;
    • M: medir;
    • A: analisar;
    • D: Design;
    • V: Validar

    Essas etapas são feitas em círculos, uma puxando a próxima. Cada etapa tem seus próprios passos, que vamos explicar melhor no próximo tópico.

    Os profissionais que se especializam no Six Sigma são divididos em “belts”, de acordo com sua experiência e certificações:

    • white belt: iniciantes;
    • yellow belt: membro da equipe do projeto do Six Sigma na empresa e conhecedor superficial a intermediário das metodologias e do DMAIC;
    • green belt: experiência de 3 anos em Six Sigma, em trabalho integral na área;
    • black belt: 3 anos de experiência integral em Six Sigma, ter concluído 2 projetos Six Sigma;
    • master Black Belt: 5 anos de experiência, 10 projetos Six Sigma finalizados, entre outros critérios.

    Como implementar o Six Sigma na gestão de processos?

    Como é um método que deve ser voltado para a satisfação do cliente, todos os passos devem ser realizados levando esta abordagem em consideração.

    No DMAIC, a primeira etapa (o D de definir), deve então ser feita seguindo os seguintes passos:

    1. definir o problema, baseado na perspectiva dos clientes;
    2. encontrar as metas que devem ser alcançadas para eliminá-lo ou minimizá-lo;
    3. mapear o processo, levando em consideração a opinião de quem faz parte dele.

    Uma forma de coletar esses dados é conversando com o cliente, e isso pode ser feito inclusive pelo setor de marketing, podendo usar técnicas de marketing digital, ou, caso exista, o setor de sucesso do cliente.

    O ideal é que exista pelo menos uma pessoa que se dedique exclusivamente para a implementação do Six Sigma nas empresas de menor porte, enquanto empresas maiores deveriam contar com uma equipe inteira focada no método.

    A segunda etapa, que é medir, é voltada para as métricas do processo:

    1.  medir o problema por meio de dados coletados;
    2. estabelecer os critérios para desempenho;
    3. verificar se o sistema de medição pode realmente ajudar a alcançar a meta.

    A terceira etapa, analisar, é importante para descobrir quais são as variáveis que influenciam o processo. Deve-se então:

    1. verificar se o processo é eficaz e eficiente;
    2. quantificar as metas, de forma a serem mensuráveis;
    3. catalogar as variações, de acordo com os dados coletados;

    Na etapa de melhorias, o essencial é descobrir como uma variação afeta outra. É geralmente executada com os seguintes passos:

    1.  testar para ver quais variações estão diretamente relacionadas;
    2. identificar as relações entre as variações encontradas na etapa 3 da análise;
    3. definir qual será a taxa de tolerância para que o resultado do processo seja aceitável. Aqui dá para usar otimização robusta ou outra forma de validação para encontrar as tolerâncias.

    A última etapa, a de controle, tem como foco principal garantir que o objetivo foi alcançado e saber se as soluções encontradas são realmente eficientes. É feito da seguinte maneira:

    1.  validar o sistema de medição;
    2. descobrir a real capacidade do processo, ou seja, se ele é realmente capaz de atingir a meta;
    3. caso a resposta na etapa 2 seja sim, então o processo de melhoria deve ser realizado.

    A diferença entre o DMAIC e o DMADV está nas duas últimas etapas. No primeiro, as duas etapas são para encontrar os defeitos nos processos e fazer o controle, para aplicar a melhoria ou não. Na segunda, é necessário fazer um processo e validá-lo depois, para saber se será implantado ou não.

    O Six Sigma, para ser estabelecido com sucesso em uma organização, precisa de recursos (humanos e materiais) e treinamentos constantes com os colaboradores, inclusive para a cooperação dos mesmos em atividades tão necessárias do método, como a coleta de dados.

    O apoio da liderança é fundamental para que o Six Sigma seja bem aplicado e traga resultados relevantes para a empresa e principalmente, para seus clientes.

    O Six Sigma possui algumas semelhanças com outro método, o Lean Innovation Management, apesar de ter diferenças em seus conceitos, pois o Lean Innovation busca formas enxutas de trazer inovação para a empresa.

    Saiba mais sobre esta metodologia que também está trazendo muitos resultados para as empresas que a adotam, no artigo que separamos sobre o assunto, aqui

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