Internet das coisas, integração de serviços e interação social: o que esperar da Web 4.0

Você sabe o que é a Web 4.0? Ficar por dentro do que está por vir é essencial para garantir que o seu negócio acompanhe as mudanças e não seja deixado para trás. Neste post, vamos nos debruçar sobre a próxima era da internet!

Atualizado em: 12/02/2021
Web 4.0: o que esperar da próxima era da internet?

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Você se lembra da primeira vez que acessou a internet? Se sim, provavelmente, tem na memória como a experiência era completamente diferente do que é hoje em dia.

Enquanto, na atualidade, temos acesso quase instantâneo a infinitos conteúdos e informações, antes, nos limitávamos a poucas páginas estáticas.

Hoje, com a facilidade de criar um blog, uma fanpage e perfis nas mídias sociais, temos interações constantes entre marcas e consumidores via Web. Porém, já houve um tempo em que esse conceito era praticamente inimaginável.

A evolução da internet não dá sinais de desaceleração. Então, como será a próxima era, já denominada Web 4.0? É o que buscamos responder neste artigo. Continue a leitura para entender as fases pelas quais a internet já passou e o que podemos esperar da próxima!

Quais foram as 3 primeiras eras da internet?

Hoje, tempo em que usamos e abusamos do marketing digital, falamos muito da importância de interagir com os usuários da internet para fortalecer a imagem de uma marca e aumentar sua autoridade. Algumas décadas atrás, essas palavras não fariam o menor sentido.

Houve um tempo, não muito distante, em que o uso da internet era mais limitado do que podemos nos recordar. Sem poder para produzir conteúdos, os usuários eram completamente passivos, fazendo com que a comunicação fosse uma via de mão única.

Como tudo isso mudou a ponto de chegar aonde estamos agora? Para tornar esse entendimento mais simples, vamos traçar uma pequena linha do tempo, desde a era da Web 1.0 até a que em nos encontramos atualmente: a Web 3.0.

Web 1.0

A Web 1.0 é a primeira fase de desenvolvimento da World Wide Web. Em retrospecto, é fácil identificar esse período e caracterizá-lo pelas limitações enfrentadas pelos usuários.

Na época, porém, seu uso era considerado um grande avanço, já que possibilitava a busca e consumo de diversos tipos de informações úteis.

Acontece que, na Web 1.0, a comunicação era mão de uma só via. As páginas não ofereciam nenhum tipo de funcionalidade relacionada à comunicação com seus visitantes.

O mais próximo que se chegava era a utilização de “guestbooks” para registrar comentários e o envio manual de formulários de cadastro por email.

Fatores como o desenvolvimento de servidores mais eficientes, o aumento da velocidade de navegação e a qualificação de profissionais da área, iniciaram mudanças no mundo online e, logo, levaram-no ao próximo estágio.

Web 2.0

O momento de transição para a segunda era da internet teve como característica marcante algo que mudaria para sempre o relacionamento online: a produção de conteúdo por usuários.

Na época, isso se referia, basicamente, ao fato de que os visitantes se tornaram capazes de adicionar comentários diretamente na página de um conteúdo.

Esse fato contribuiu para que os donos de websites contassem com feedback do público, o que é um fator determinante para a melhoria do material oferecido.

Outra mudança foi a forma como o conteúdo era armazenado. Se, na Web 1.0, ele era todo guardado em arquivos, na Web 2.0, teve início o uso de bases de dados.

O termo “Web 2.0” foi cunhado em 2004, pela empresa americana O’Reilly Media. Esse período é lembrado, principalmente, por ter dado início à comunicação de mão dupla no contexto digital.

Web 3.0

A Web 3.0 diz respeito ao período a que estamos habituados. Enquanto a Web 2.0 foi vista como uma evolução da Web 1.0, a fase atual, que também é conhecida como “Web Inteligente”, representou uma verdadeira revolução na maneira como utilizamos a internet.

A Web Inteligente é resultado da transformação digital, sendo sua principal característica a utilização de máquinas para realizar de forma mais eficiente atividades que, antes, dependiam do trabalho manual.

O uso de algoritmos para reunir informações e fazer recomendações aos usuários é um exemplo claro dessa mudança. Assim, torna-se possível a automação do marketing.

O que podemos esperar da Web 4.0?

Qualquer estudo que busca prever mudanças sociais ou de comportamento está exposto à possibilidade de cometer erros.

De um ponto de vista histórico, é muito mais fácil analisar o que foi um período no passado do que prever as características de um que está por vir. Ainda assim, observando tendências atuais, já é possível imaginar a Web 4.0.

Se você conhece a obra de Philip Kotler, deve estar se perguntando se o conceito tem relação com a definição de marketing 4.0 e também com o conceito de consumidor 4.0, não é mesmo?

Podemos dizer que sim, já que a Web 4.0 é também um reflexo das características e necessidades do mercado consumidor moderno. Assim, é de se esperar que a interação com os indivíduos seja ainda maior e mais pessoal.

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Uma das tendências que promete ser determinante para a próxima fase da Web é a inteligência artificial.

Hoje, já é normal oferecer atendimento por meio de chats automatizados ou assistentes virtuais. Esse fenômeno deve se expandir, integrando o uso de assistentes a motores de busca para otimizar a experiência do usuário.

Assim, não é de se espantar que muitos já definam a Web 4.0 como “Web Simbiótica”. Isso porque ela será uma interação constante entre humanos e máquinas, fazendo com que a linha que os separa seja cada vez mais tênue.

A Internet das Coisas

Lembra que a Web 3.0 tinha como uma de suas características a integração de máquinas para otimizar o cotidiano? O esperado é que esse conceito se intensifique.

O termo “Internet das Coisas” já é utilizado para se referir a utensílios conectados à internet que podem realizar tarefas sem nenhum tipo de envolvimento humano.

É o caso das casas inteligentes. Com um sistema integrado à Web, diversos utensílios da residência podem realizar tarefas para facilitar a vida do proprietário.

O refrigerador, por exemplo, pode enviar notificações para o smartphone vinculado quando for preciso comprar leite. Isso é possível com o uso do RFID, uma tecnologia de identificação de tags por frequência de rádio.

A mesma tecnologia promete facilitar a experiência de compra em lojas de varejo. Explicamos: com a utilização de tags identificáveis para a tecnologia RFID, um cliente será capaz de saber o preço total de sua compra por meio de um simples scanner no carrinho. Sem a necessidade de checar item por item, o processo se tornará muito mais rápido.

Os benefícios para o negócio

Evidentemente, não só os clientes terão suas vidas facilitadas. No varejo, o controle de estoque será muito mais eficiente, com a tecnologia alertando sempre que for necessário repor um item. 

Dessa forma, o desperdício de comida e o prejuízo causado por falta de produtos podem facilmente ser eliminados.

No e-commerce, o desenvolvimento e expansão de tecnologias 3D e de realidade virtual vão facilitar a apresentação de produtos.

A concorrência, porém, promete ser ainda mais feroz. Como tudo é centrado no consumidor, ele terá acesso quase instantâneo a ofertas que sejam mais atraentes do que a que está sendo visualizada.

Diante disso, a forma como o consumidor é atendido deve ganhar ainda mais importância. Com tantas opções disponíveis nas pontas dos dedos, será fácil para ele deixar uma marca de lado ao primeiro sinal de atendimento ruim.

Assim, voltamos a notar a importância de atendentes virtuais personalizados e eficientes. Com toda a conectividade presente na Web 4.0, um benefício bem claro se desenha para as empresas: a possibilidade de integrar serviços.

A integração de serviços

A AT&T é uma das principais empresas de telecomunicações e internet dos Estados Unidos. Recentemente, começou a oferecer sistemas de vigilância doméstica a um custo consideravelmente baixo.

A companhia simplesmente utilizou sua base já existente de banda larga, combinada com a integração de câmeras de vídeos, para oferecer um serviço complementar e de grande utilidade.

Esta é uma das características marcantes da Web 4.0: a internet funcionará de forma integrada, possibilitando que empresas adicionem serviços aos seus pacotes sem precisar fazer drásticas instalações de hardwares.

No serviço oferecido pela AT&T, os clientes podem controlar câmeras e funções em suas residências, mesmo estando milhares de quilômetros de distância.

A interação social

O uso da internet se tornou um fenômeno social com a interação das redes sociais. A forma como nos relacionamos com outras pessoas mudou, assim como a forma como interagimos com empresas e outras esferas da sociedade.

O desenvolvimento da inteligência artificial dentro das redes sociais promete ser um fator para intensificar essas mudanças. Hoje, utilizando o Facebook, podemos saber quais amigos estão próximos, tais como os restaurantes, lojas, pontos de transporte público etc.

Com o uso de um assistente digital pessoal, não é difícil imaginar que, em breve, até mesmo as rotas que escolhemos para um passeio terão influência direta no que o algoritmo considera adequado para nossas características pessoais.

Assim, com a intervenção da inteligência artificial, evitaremos passar por comércios que desgostamos ou até mesmo encontrar com contatos indesejados.

Desde que foi lançada e chegou ao público geral, a internet vem sofrendo alterações constantes.

Essas mudanças têm influência direta em nossa organização social e a relação entre consumidores e empresas. Por isso, ficar de olho nas tendências é essencial.

A Web 4.0 é o próximo passo. Com ela, vamos experimentar a integração da inteligência artificial no nosso cotidiano. Usuários da Web terão sua experiência otimizada, enquanto marcas vão descobrir novas oportunidades para construir um relacionamento de sucesso com o público consumidor.

E aí, pronto para as mudanças que serão trazidas pela Web 4.0? Continue seu aprendizado com este ebook que explica a transformação digital 360º.

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