Por Ivan de Souza

Analista de Marketing na Rock Content.

Publicado em 24 de setembro de 2020. | Atualizado em 24 de setembro de 2020


Cibercriminosos e suas ações devem ser um assunto explorado por gestores que se preocupam com a segurança. Afinal, com uma visão dessas questões, as empresas conseguem se planejar melhor para evitar os problemas de proteção. Nesse sentido, é fundamental também seguir as melhores dicas de como organizar essa questão.

Diante das ameaças virtuais dos nossos tempos, é preciso não somente se preocupar com as ações de malwares, bem como também com os personagens que desenvolvem esses esquemas, os cibercriminosos. Entender a motivação deles e as suas abordagens é um primeiro passo para compreender a segurança digital, seja do seu site, seja de sistemas da empresa.

Dessa forma, as empresas conseguem garantir a sustentabilidade e qualidade de processos no mundo moderno, sem ter prejuízos com essa área de proteção. Assim, são capazes de manter conformidade com as leis do assunto também. Em suma, isso é crucial para alcançar os objetivos de crescimento do negócio e de lucratividade.

Para conferir as dicas sobre o tema e entender melhor como agem os cibercriminosos, não deixe de ler os tópicos seguintes. Acompanhe!

Vamos explorar os seguintes tópicos:

O que são cibercriminosos?

Cibercriminosos são pessoas com habilidades técnicas de programação e redes, mas que utilizam esse domínio para o mal. Dessa forma, são pessoas com capacidades especiais que usam essas possibilidades para intenções criminosas, geralmente visando lucro de uma forma ilegal e prejudicando massivamente outras pessoas e empresas.

É interessante perceber que todo criminoso virtual é um hacker, mas o contrário não é verdade: nem todo hacker é criminoso. Isso porque, por definição, o termo hacker significa alguém que é apaixonado por computação, que programa e se interessa pelo assunto de segurança digital.Desse modo, ele usa suas skills para aprimorar sistemas e auxiliar na proteção de dados.

Nesse sentido, um termo que vem sendo usado para definir hackers mal-intencionados é “cracker”. São esses os que cometem atividades criminosas utilizando um dispositivo computacional como principal recurso ou como meio para chegar a outro fim. Esse tipo de pessoa usa o seu conhecimento técnico a fim de explorar brechas e desenvolver aplicações maliciosas que geram prejuízos para quem instala.

O mundo do cibercrime ainda é cercado de muito mistério, por vários motivos. Um deles é o fato de que, no mundo digital, uma pessoa pode adotar múltiplas personalidades e se esconder em nicknames diferentes.

Além disso, eles podem engendrar estratégias de um país para gerar efeitos em outro, o que prejudica as ações jurídicas de punição. Os crackers aproveitam esse aspecto globalizado da internet.

Em complemento, existe uma carência de leis sobre o mundo digital que estabelecem limites ao que pode ser feito. Recentemente, as discussões sobre isso vêm aumentando, o que gerou um aumento no número de legislações — mas ainda estamos no começo.

Os cibercriminosos contam com um leque expansivo de técnicas e estratégias. Veremos um pouco sobre elas a seguir.

Como os cibercriminosos agem?

Geralmente, eles utilizam phishing, a estratégia de clonar páginas para solicitar dados importantes e senhas; DDoS, que combina um conjunto de ataques a fim de exceder a capacidade de um servidor e gerar instabilidade; ransomware, que sequestra as informações e exige um resgate; e malwares, que se instalam nos sistemas e abrem espaço para outras ações, comprometendo o desempenho das aplicações.

Além desses tipos clássicos, existem outros que envolvem diferentes tipos de ransomware, que variam principalmente de acordo com o nível de criptografia que é aplicado sobre as informações roubadas: alguns são criptografados e outros não.

Há algumas formas distintas de phishing também como alguns com alvos específicos que utilizam engenharia social para gerar um contexto ainda mais convincente e ludibriante; e outros que adotam mensagens de voz, inclusive.

Em alguns casos específicos, os mal-intencionados desenvolvem aplicações capazes de se multiplicar e se espalhar de uma forma rápida, os vírus. Nem todo tipo de ataque virtual é perpetrado por um desses, pois eles apresentam características próprias. 

Os resultados dessas ações são alarmantes, principalmente no Brasil, o que reforça a necessidade de proteção. Em 2019, o país sofreu cerca de 24 bilhões de tentativas de ataque, o que é o equivalente a incríveis 45 milhões de investidas por minuto, como apurou o Fortinet Threat Intelligence Insider Latin America. 

Nos primeiros meses de 2020, tivemos um número de 10 mil casos, um valor 308% mais alto do que o mesmo período de 2019, de acordo com a Axur. Já um relatório da Trend Micro deixou claro que o Brasil está entre os cinco países mais afetados por malwares, bem como é o segundo país com maior número de ameaças via email. 

Quem são eles?

Depois dessa visão geral da ação dos cibercriminosos, vamos conhecer quem são eles de fato. Assim, entenderemos melhor como garantir a segurança do site e dos sistemas.

Evgeniy Mikhailovich Bogachev

Esse jovem foi responsável por criar uma botnet, rede de computadores virtuais que executa alguma ação organizada, para desenvolver um ataque de ransomware. Além disso, ele é o criador do Zeus, uma aplicação que usa phishing para roubar senhas e códigos privados de contas bancárias de milhares de pessoas, visando, evidentemente, obter lucro de forma massiva.

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Fonte: FBI

Hoje, ele é difícil de ser encontrado pelas autoridades por mudar o seu nome diversas vezes. Até por isso, o FBI criou uma recompensa de três milhões de dólares para quem pudesse trazê-lo para a lei. 

Equation Group

O perigoso Equation Group é um time que atua por dentro das estruturas internas do governo dos Estados Unidos, com acesso a dados da Nacional Security Agency (NSA). Assim, eles são utilizados para promover ações em nome do governo em países estrangeiros.

Contudo, ficaram famosos por divulgar um conjunto de exploits que foram cruciais para o desenvolvimento do WannaCry, ransomware que, em 2018, gerou 4 bilhões de prejuízos em ataques a hospitais, empresas e organizações em todo o mundo.

Bureau 121

Aliás, outro grupo importante para esse ataque do WannaCry foi o norte-coreano Bureau 121. Eles também foram responsáveis por vazar dados da Sony Pictures, como uma resposta à criação de um filme sobre o líder do país, Kim Jong-Un. 

Alexsey Belan

O jovem Alexsey de 29 anos e olhos azuis pode enganar, mas já orquestrou ataques extremamente danosos no mundo virtual. Ele foi identificado como sendo o responsável pelo ataque a um provedor de cloud computing de Israel, mas seu nome ficou ainda mais conhecido com um dos maiores hacks de todos os tempos: o do Yahoo em 2014, que vazou dados de 500 milhões de pessoas.

Fonte: FBI

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Ao buscar essas informações, o hacker os vende online para outras fontes, conquistando um certo lucro. Por conta de suas ações ilegais, existe uma recompensa de 100 mil dólares sobre ele. 

Mohammad Saeed Ajily

Esse cracker iraniano invadiu os sistemas de uma empresa americana de segurança. Desde então, tem sido procurado para responder. Acredita-se que ele atacou esses sistemas para obter informações militares e vendê-las no seu país. 

Vladimir Levin

O russo ficou conhecido por um grande ataque bancário, ao Citibank, no qual roubou cerca de 10 milhões de dólares de contas das pessoas. Como esse é um caso mais antigo, ele foi pego pela Interpol nos anos 90.

Raphael Gray

Com 19 anos, Gray foi responsável por um roubo de mais de 20 mil números de cartões de crédito. Com esse conhecimento, ele abriu uma página na web e expôs as informações privadas dessas pessoas. Um fato curioso é que entre as vítimas, constava ninguém menos que Bill Gates.

Afinal, como proteger o site da empresa?

Diante do que já vimos, com as estratégias e riscos atuais, temos que reforçar as formas de proteção de uma empresa. Afinal, como garantir a segurança de um site atualmente?

Backups

A primeira dica é uma muito importante em qualquer tópico sobre o assunto: backups. As cópias de segurança constituem uma forma de assegurar a proteção dos seus arquivos pessoais, mesmo depois de ataques que os colocam em risco. Desse modo, é fundamental realizar os backups periodicamente para que seja possível recuperar o site e os dados em caso de incidentes. 

Ou seja, as cópias são uma forma de garantir a disponibilidade das informações, assim que for necessário, bem como a integridade deles mesmo depois de eventos inesperados. Assim, você consegue manter as operações internas estáveis e consistentes. 

Atualizações

Outra recomendação fundamental: atualização dos sistemas. É fundamental manter as aplicações em suas últimas versões, a fim de obter as melhores soluções dos provedores, com eliminação das brechas e vulnerabilidades. Isso inclui temas, o PHP do site, a versão do CMS, bem como plugins e extensões. Tudo deve ser frequentemente atualizado.

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Com essa estratégia, a empresa ainda garante o melhor desempenho internamente também. Ao trabalhar sempre com as versões mais atuais, há um reforço à produtividade e à precisão nas atividades.

Cuidado com o que é instalado

É imprescindível tomar um cuidado maior com tudo o que é instalado no site. Se a empresa utiliza um CMS como o WordPress, a administração deve gerenciar com atenção o que é adicionado, sempre conferindo as origens das aplicações e a data da última atualização. Afinal, existem malwares que surgem justamente nessas aplicações instaladas e geram prejuízos diversos.

Políticas de segurança

Outra questão é a definição de políticas abrangentes para esse tema. Essa documentação deve reunir os conceitos e preceitos mais relevantes acerca da proteção, de modo a alinhar todos os membros e se tornar um guia para todos.

É preciso, portanto, definir bem os principais riscos do negócio, criar uma série de boas práticas e regras, estabelecer o controle de acesso e o controle de senhas, assim como outras tarefas.

O ideal é definir a responsabilidade de cada um, para que todos saibam bem o que fazer e como cooperar com a segurança. Essa abordagem faz a proteção ser um esforço organizado de todos. 

Treinamento

É fundamental também conduzir treinamentos amplos e completos aos funcionários acerca da proteção de dados. Com essa estratégia, as companhias conseguem elucidar os pontos mais importantes e ensinar bem a importância da segurança, de modo a garantir o envolvimento ativo de todos. 

Esse treinamento deve incluir as melhores práticas para assegurar que os colaboradores saibam o que devem fazer e o que não podem fazer de jeito algum. Pode incluir a definição de boas senhas, cuidados com instalação, bem como atenção a links etc. 

SSL

A criptografia é uma estratégia crucial para reforçar a proteção nos dias atuais. Assim, a implantação de um padrão como o SSL é o suficiente para que a empresa reduza bastante o número de problemas e inconvenientes envolvendo os dados pessoais dos visitantes. Afinal, essa tecnologia ajuda a proteger tudo o que é digitado e enviado aos servidores do site, de modo a evitar a interceptação de criminosos.

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Fonte: WPBeginner

No caso de falta de um certificado SSL, os seus visitantes podem ver a mensagem “sua conexão não é particular”, o que os impede de acessar a sua home page e os afasta de sua marca.

Firewall

O firewall é imprescindível para monitorar o tráfego, a fim de evitar ataques DDoS, injeções SQL, redes de bots e outros tipos de investidas. Funciona como um filtro que permite o acesso apenas de quem não é mal-intencionado e combate proativamente a ação de crackers. Em alguns casos, ele também tem uma influência positiva no desempenho do site e pode até mesmo afetar a experiência e o posicionamento no Google

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Fonte: Kinsta

Por que é importante se proteger?

A importância de falar em segurança hoje em dia abrange vários aspectos. Primeiro, é uma questão tipicamente financeira, uma vez que problemas de proteção de dados incorrem em aumento descontrolado de despesas, multas e indenizações para as companhias, o que atrapalha a gestão estratégica e o planejamento.

Por outro lado, também influencia na experiência do usuário com a marca. Se a organização valoriza a defesa de seu site, ela consegue gerar valor para os seus usuários, de modo a conquistá-los e satisfazer suas necessidades. No mundo atual, a jornada das pessoas está cada vez mais ligada a essa questão, com clientes mais preocupados com o assunto.

Assim, para garantir que o consumidor retorne à compra e ao site, a proteção dos dados é um grande gancho. Desse modo, a gestão não perde a lucratividade que ganharia com os contatos que se tornam clientes e, eventualmente, até mesmo divulgadores da marca.

Também vale destacar que a proteção está diretamente relacionada com a reputação e credibilidade de uma empresa atualmente. As que cuidam das informações e seguem as ações que mencionamos se destacam no mercado, brilham para o público e ganham novos adeptos por representarem uma opção moderna e confiável de empresa. 

As que, por sua vez, não focam esse tema e negligenciam as estratégias serão consideradas como alternativas inseguras e não confiáveis, o que afasta os consumidores para as dezenas de concorrentes. Ademais, a sustentabilidade da empresa estará diretamente afetada por conta desse fator. 

Como vimos, as ações dos cibercriminosos são baseadas em algumas estratégias-padrão, conhecidas, como DDoS, phishing, malwares e outras. Sabendo disso e conhecendo quem são as pessoas e quais as suas motivações, conseguimos dar um passo além na busca por segurança. Nesse sentido, é fundamental seguir as abordagens citadas e garantir a proteção do site da empresa para evitar os prejuízos de um incidente envolvendo dados.

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