Jornada da Heroína: o que é, exemplos e como usar nas suas histórias

Conheça a Jornada da Heroína, que aborda desafios específicos vividos por mulheres e foi desenvolvida para preencher as lacunas deixadas pela Jornada do Herói.

Jornada da Heroína

Você sabe como as Jornadas do Herói e da Heroína se relacionam com a Jornada do Cliente? Ambas são divididas em fases e podem ficar mais envolventes com criatividade e persuasão. E, ainda, os dois conceitos podem ser utilizados em redação web. Quer saber como?

As Jornadas do Herói e da Heroína são ferramentas de storytelling, um método de escrita baseado em contar histórias. Enquanto isso, a Jornada do Cliente envolve os estágios de contato do consumidor com uma empresa. 

Ou seja, é possível trabalhar esses conceitos na redação ao contar histórias alinhadas com as etapas de cada cliente. Assim, a empresa para quem você escreve é apresentada como solução para um problema apresentado. E então, conseguiu entender mais sobre o assunto?

Se já ouviu falar sobre esses conceitos, possivelmente, pouco foi sobre a Jornada da Heroína e mais sobre a do Herói. Contudo, ela ganha cada vez mais espaço e precisa ser considerada na sua produção de conteúdo.

Por isso, neste guia, responderemos as seguintes perguntas:

Saiba mais a seguir!

O que é a Jornada do Herói?

A Jornada do Herói é um conceito de storytelling criado por Joseph Campbell. Nele, o protagonista lida com inúmeros desafios, mas, no fim, se torna um herói. Percebeu um padrão narrativo? Essa ideia surgiu pelo autor em 1949, a partir da análise de diversas histórias já escritas, como as do cristianismo, contos de fada e outras.

Assim, essa estrutura narrativa continua presente até hoje em diversas produções literárias — como Harry Potter ou Senhor dos Anéis — e até audiovisuais. É o caso das inúmeras histórias da Disney, como Rapunzel, Frozen, Moana etc.

Esse recurso pode aparecer até em campanhas políticas. Quem nunca ouviu a história do candidato que superou a pobreza e demais obstáculos em sua vida?

Até os reality shows, que não têm roteiro definido, apresentam para o público a Jornada do Herói de algum participante. Foi o caso da Juliette, vencedora do Big Brother Brasil 2021, que passou por muitos desafios durante o programa. 

Trajetória da participante Juliette, no BBB 21, contém elementos da Jornada do Herói.

Tudo isso fez com que, por muito tempo, ela fosse a mais rejeitada na casa, mas a preferida do público. Não foi à toa que a participante tem diversos memes que repercutem até hoje. Um exemplo foi o clássico “tô achando minha história parecida com a da Ju’’. Já ouviu?

Etapas da Jornada do Herói

Há diversas produções, nas mais variadas mídias, que seguem a lógica da Jornada do Herói. Essas histórias são divididas, aliás, em 12 fases, separadas nas categorias de Partida, Iniciação e Retorno:

  1. o mundo comum — apresentação do personagem e busca por pontos de identificação com o público;
  2. o chamado à aventura — o personagem sai da zona de conforto e enfrenta desafios, dos mais simples aos mais complexos;
  3. recusa do chamado — diante das inseguranças, o personagem prefere fugir dos desafios;
  4. encontro com o mentor — o mentor é responsável pelo ‘’empurrãozinho’’ que leva o personagem a aceitar o desafio;
  5. a travessia do primeiro limiar — os primeiros passos rumo ao início dos desafios são dados;
  6. provas, aliados e inimigos — os desafios são aprofundados e o personagem identifica mais sobre eles;
  7. aproximação da caverna secreta — o personagem volta para os questionamentos iniciais e lida com conflitos interiores diante dos desafios;
  8. a provação — os desafios surgidos ganham ainda mais intensidade, o que é significativo para transformação do personagem;
  9. a recompensa — lidar com os desafios também envolve uma recompensa, como adquirir novos conhecimentos, por exemplo;
  10. o caminho de volta — o momento agora é de reflexão, como o sentimento de missão cumprida, pelos desafios vividos;
  11. a ressurreição — é o ponto mais alto da história e o personagem passa por uma transformação ainda maior;
  12. o retorno com o elixir — o personagem é reconhecido como herói e as pessoas ao redor reconhecem isso.

Jornada do Herói e Inbound Marketing

Já deu para perceber que a Jornada de Herói e o Inbound Marketing são conceitos relacionados. Isso porque a primeira envolve a construção de histórias que prendem a atenção dos telespectadores, interessados em descobrir o desfecho. 

Enquanto isso, a outra diz respeito ao conjunto de estratégias de marketing que busca atrair clientes por meio de conteúdo relevante. Assim, a Jornada do Herói é um bom recurso para produção de conteúdo atraente para a persona. 

Para usar a Jornada do Herói, a redação não precisa ser longa, como os livros e filmes que adotam esse recurso. Existem comerciais de TV de 30 a 60 segundos que aplicam esse modelo.

Se o seu foco é a redação para web, também é possível enxugar as ideias para esses formatos. É o caso de um blog post de 500 palavras, newsletter de 250 e muito mais. 

Por exemplo, imagine que você precise escrever para uma faculdade e incentivar o leitor a se matricular em uma pós-graduação. Resumidamente, o storytelling pode envolver pessoas desafiadas em um mercado de trabalho competitivo e afetadas pela crise de emprego. 

Assim, essas pessoas são chamadas para investir na educação para driblar os obstáculos surgidos. A recompensa é a aquisição de aperfeiçoamentos profissionais e a conquista de emprego. Para um melhor aproveitamento dessa situação, é possível usar períodos sazonais. É o caso do valor de contar superações de mães com ajuda da educação no Dia das Mães, por exemplo. 

Etapas da Jornada do Cliente

Da mesma maneira que existe a Jornada do Herói, há também a Jornada do Cliente, que precisa ser considerada no Inbound Marketing. Isto é, esse percurso diz respeito a todo contato do consumidor com uma empresa, finalizado na aquisição de um produto ou serviço. Algumas pessoas podem ser mais ou menos tempo em cada fase, que incluem:

  • aprendizagem e descoberta — o cliente ainda não sabe do que precisa, só tem curiosidade ou dúvida em torno de um assunto;
  • reconhecimento do problema — o cliente já sabe que tem uma necessidade, mas ainda precisa de informações para descobrir como sanar essa demanda percebida;
  • consideração da solução — o cliente passa a entender que a aquisição de um produto ou serviço específico pode ser a solução para o problema;
  • decisão de compra — o cliente já sabe do que precisa e passa a comparar preços e outros aspectos de empresas que podem oferecer uma solução.

Percebeu que cada fase da Jornada do Cliente precisa de uma abordagem diferente do storytelling? Afinal, esse recurso precisa ser alinhado com o nível de conhecimento do consumidor quanto às suas dores e as soluções para ela. 

Leituras complementares:

O que é a Jornada da Heroína? 

Ao longo da leitura, mostramos como a Jornada do Herói pode ser útil no Inbound Marketing. Contudo, produtores de conteúdo antenados nas demandas do mundo contemporâneo também precisam conhecer a Jornada da Heroína. 

A Jornada da Heroína surgiu em 1990 graças à escritora Maureen Murdoc. A autora buscou preencher lacunas deixadas por Campebll ao abordar desafios específicos vividos por mulheres.

Assim, quem considera os aspectos da Jornada da Heroína consegue consegue desenvolver um storytelling mais alinhado com a realidade, facilitando a empatia de uma parcela das pessoas.

Maureen Murdock

Como visto, Maureen Murdock é a autora responsável pela criação da Jornada da Heroína, que surgiu como resposta à Jornada do Herói. Assim, para falar sobre a responsável pela criação desse recurso de storytelling, nada mais justo que contar sua história. 

A relação de Murdock com a Jornada da Heroína surgiu pelo seu interesse por mitologia e o funcionamento da psique. Parte dos estudos dela envolveu o trabalho de Campbell, após sentir falta de o autor incluir a jornada psico-espiritual. Afinal, na concepção da autora, os arquétipos humanos não podem ser independentes de gênero, já que a ideia é representar a realidade.

Dessa maneira, as mulheres e os homens tenderiam a ser representadas superficialmente. Alguns exemplos da representação feminina nos quadrinhos demonstram isso. Inicialmente, a maioria das personagens se limitam a papéis de coadjuvantes e interesse romântico. 

Em 1930 a representação passou por alterações, mas ainda era muito comum a objetificação e sexualização das personagens. Conseguiu entender o contexto em que Murdock vivia?

Diante disso, em 1990 ela criou o livro “A Jornada da Heroína”. A obra também envolveu desafios e superações de personagens, mas considerou aspectos culturais e sociais das mulheres. 

Fundamentos da Jornada da Heroína

Resumidamente, o livro fala de mulheres que foram criadas em uma sociedade patriarcal, em que a cultura masculina é dominante. Assim, homens e mulheres podem rejeitar qualidades associadas ao universo feminino, como criatividade, intuição, espiritualidade e expressividade, por exemplo. 

Então, os personagens buscam valores sociais associados ao universo masculino, como reconhecimento e sucesso. Para isso, não é preciso que os envolvidos sejam apenas mocinhos da história. E ainda, homens também podem passar pelas mesmas situações.

Diante disso, fica nítido que a Jornada da Heroína envolve conflitos mais internos que externos, como ocorrido na Jornada do Herói. Afinal, existem obstáculos sobre o que a personagem quer ser, o que ela realmente é, o que a sociedade cobra etc. 

Então, você conhece esse tipo de storytelling de alguma produção? Ele não é tão comum quanto a Jornada do Herói, mas, nos últimos tempos, tem se popularizado e ganhado cada mais espaço. É o caso de Mulan, que tem como desafio se disfarçar de homem para lutar na guerra no lugar do pai.

Outro exemplo é o filme Me Chame Pelo Seu Nome. Nele, o protagonista entra em conflito com seus sentimentos após se apaixonar por outro homem. Na animação Red: Crescer é uma Fera, a história fala sobre amadurecimento e o confronto com as expectativas dos pais.

Imagem do filme "Red: Crescer é uma Fera” (2022)
“Red: Crescer é uma Fera” (2022) aborda as expectativas dos pais em relação aos filhos — Reprodução YouTube.

Quais são os passos da Jornada da Heroína?

Ao longo da leitura, mostramos que a Jornada da Heroína é mais abstrata que a do Herói. Junto disso, vale ressaltar que ela não tem hierarquia de fases e nem hora para acabar ou encerrar.

Afinal, os conflitos internos nunca têm fim, certo? De todo modo, esta ordem lógica que pode ser analisada para maior compreensão das etapas da Jornada da Heroína:

Acompanhe, a seguir, a explicação sobre cada uma dessas etapas e exemplos da sua aplicação em várias mídias!

Separação do feminino

Após enxergar que valores associados ao universo masculino são mais valorizados na sociedade patriarcal, os femininos passam a ser rejeitados. Isso porque a ideia dos personagens é encontrar reconhecimento e sucesso, além de ter aceitação pelas pessoas. 

No patriarcalismo, qualidades tipicamente tidas como femininas não contribuem para esse objetivo. Isso é nítido com a percepção de quem mais ocupa posições de poder e da disparidade salarial entre homens e mulheres, por exemplo.

Diante disso, a separação do feminino é apresentada de diferentes maneiras. É o caso do afastamento emocional da mãe, amigas e demais mulheres ou pessoas que simbolizem a feminilidade. Assim, elas podem ser colocadas em posições inferiores.

Filmes como Capitão Marvel e a Mulher Maravilha são exemplos de separação do feminino. Afinal, as personagens são fortes e lutam para proteger o mundo, elementos comumente associados ao masculino. O mesmo ocorre com a Lisa, dos Simpsons, que constantemente questiona papéis sociais de gênero.

Imagem do filme "Mulher-Maravilha" (2017)
Em “Mulher-Maravilha” (2017), a heroína encara as trincheiras da guerra — Reprodução YouTube.

Identificação com o masculino e reunião de aliados

Ao buscar separações com valores associados ao feminino, as personagens se aliam cada vez mais aos masculinos. Nesse sentido, não basta se afastar da feminilidade, muitas vezes, ela também é menosprezada diante de uma cultura masculina. 

Ou seja, as mulheres podem escolher um caminho diferente do que foi definido para ela, segundo o patriarcalismo. Isso inclui casar, ter filhos, fazer atividades domésticas, cuidar do esposo etc.

No cinema, isso pode ser representado com o uso da armadura por Mulan, ao fingir ser um homem. Da mesma maneira, homens podem fugir da transgressão e se manter em papéis do universo masculino.

Na mitologia grega, essa representação é dada por Atena, que nasceu da cabeça do seu pai, Zeus, após ele matar sua mãe. Então, o relacionamento da personagem surgiu a partir da ótica masculina, o que contribui para que Atena fosse representada com armas e armaduras.

Outro exemplo é o filme Mad Max: Estrada da Fúria, em que a personagem Furiosa incorpora características que, historicamente, estiveram mais ligadas ao estereótipo masculino, como é o caso do cabelo raspado. Ao se afastar de imagens comumente ligadas ao feminino, a personagem consegue lidar com os conflitos surgidos na trama.

Imagem do filme "Mad Max: Estrada da Fúria" (2015)
Em “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), Furiosa adota características, historicamente, mais ligadas ao universo masculino — Reprodução YouTube.

Estrada de testes: ogros e dragões

Na fase seguinte os personagens passam por diversos conflitos, como pessoas e circunstâncias, que podem desviá-los do caminho proposto. Assim, isso se assemelha com a Jornada do Herói, mas se difere por envolver, além de conflitos externos, os internos. 

Então, os personagens podem ter dificuldade para alcançar valores masculinos, cargos de liderança e independência financeira. Entre as dificuldades, as pessoas costumam lidar com inseguranças, síndrome de impostora, interesse em ter filhos ou um amor romântico e muito mais.

Ou seja, os conflitos ligados nessa Jornada da Heroína não precisam necessariamente envolver ogros e dragões. Existem inúmeros desafios que as pessoas precisam lidar na vida real e que atrapalham os planos dos personagens.

Um exemplo de como isso é representado na ficção é a obra A Amiga Genial, escrita por Elena Ferrante, como pais que impedem a filha de estudar, montam um casamento forçado etc.

Experimentando o sucesso ilusório

Os testes efetuados na fase anterior podem ser bem-sucedidos, mas esse sentimento não é totalmente satisfatório. Isto é, apesar de alcançar o objetivo, ainda existem muitos conflitos internos, como o sentimento de opressão por rejeitar qualidades femininas. 

É como se as personagens buscassem liberdade, mas se percebessem aprisionadas. A falácia do livre-arbítrio, sabe? Logo, as conquistas obtidas são limitadas. Na Jornada do Herói, os conflitos encerrariam nessa etapa sem considerar que esses aspectos possam existir. 

A obra A Amiga Genial também representa esse estágio. Os personagens principais conquistam independência financeira, fama e demais elementos associados ao sucesso. Entretanto, o sucesso imaginado foi ilusório e ainda existem muitos conflitos para serem enfrentados.

Despertar para a morte

Após o estágio anterior, as personagens entendem que negar seus valores e quem realmente é só gera conflitos. Percebem, também, que continuar com esse modo de vida só tende a trazer sucesso temporário, ilusório e um despertar para sentimentos que geram aridez espiritual. 

Iniciação e descida para a Deusa

Trata-se de um aprofundamento na fase iniciada anteriormente. Isto é, ao perceber que negar parte de si para caber em um mundo patriarcal não traz bem-estar, ela busca reconciliação com seu lado feminino. Nesse sentido, os personagens podem estabelecer um maior contato com personagens femininos negados nas fases iniciais, como a mãe. 

O filme De Repente 30 simboliza essa reconciliação. Após a protagonista perceber que ao buscar por sucesso e fama precisou negar seus valores, ela entra em crise. Assim, houve um retorno para a casa dos pais, que acolhem a filha.

Lidar com crises como essas pode envolver diferentes contextos, como sair da casa dos pais, lidar com separações, doença, morte de um filho etc. Quer um exemplo vivido por um personagem homem? O filme O Juiz.

Nele, um filho retoma a cidade natal depois da morte da mãe e enfrenta diversos conflitos familiares do início ao fim. E, ainda, na série Família Sopranos um mafioso começa a fazer terapia para lidar com os intensos desafios profissionais e pessoais expostos.

Imagem do filme "De Repente 30" (2004)
Em “De Repente 30” (2004), Jenna Rink volta a casa dos pais após uma crise de valores — Reprodução YouTube.

Necessidade de reconectar-se com o feminino

Ao perceber os problemas gerados pelos conflitos internos, as personagens sentem uma maior necessidade de se reconectar com o feminino. Isso pode ocorrer na busca por terapia, reconciliação com figuras femininas, pesquisando antepassados etc. 

Curando a separação entre mãe e filha

Os personagens entendem que para lidar com os problemas surgidos e reconectar-se é importante resgatar a presença feminina, rejeitada no começo. Isso pode ser simbolizado, por exemplo, por uma reconciliação com a mãe, na tentativa de enxergá-la com outra perspectiva. 

Curando o masculino ferido

A reconciliação com o feminino possibilita que as personagens busquem a cura do masculino ferido. Isso porque elas passam a entender que elas mesmas, muitas vezes, podem ter causado decepção para os outros e para si. Então, é possível ter uma visão mais realista do masculino e enxergar não apenas pontos negativos, mas também positivos. 

Novamente, no filme Mulan, a personagem buscou lutar na guerra para proteger sua família e seu país. Entretanto, em determinado momento ela percebe como essa violência também prejudica as pessoas e tenta alertá-las a se protegerem.

Imagem do filme "Mulan" (1998)
Em “Mulan” (1998), a protagonista vai à guerra e descobre o quanto a violência é prejudicial — Reprodução YouTube.

Integração do masculino e feminino

As pessoas anteriores serviram para a personagem perceber que não é necessário abrir mão dos valores femininos. Eles podem ser vistos para além do binarismo, o que traz benefícios e ainda mais sabedoria na tomada de decisão.

Assim, mesmo que os conflitos não desapareçam, ocorre uma transformação da personagem. 

Como aplicar a Jornada da Heroína em seus textos?

Conseguiu tirar suas principais dúvidas sobre a Jornada da Heroína? Aprender sobre o assunto ajuda os produtores de conteúdo a escreverem com mais profundidade e chances de identificação dos personagens.

Isto é, existem inúmeros clássicos que usaram a Jornada do Herói como storytelling. Entretanto, para outras pessoas esse recurso pode não preencher todas as lacunas, principalmente se forem consideradas as discussões atuais. 

Heróis escritos pela Jornada da Heroína e vice-versa

Há a possibilidade e usar ambos tipos de Jornada, de acordo com o que o texto demandar. Além disso, não é necessário que apenas homens façam parte da Jornada do Herói ou mulheres da Jornada da Heroína. 

Contudo, tenha cuidado para não se limitar a apenas inverter os gêneros, o que poderia desperdiçar um potencial apresentado pelos elementos femininos. Para isso, não é necessário seguir a receita à risca. Encontre elementos da realidade da persona que se associem com as Jornadas citadas.

Por exemplo, a empresa Airbnb desenvolve campanhas que enfatizam histórias reais vividas por hóspedes e anfitriões. Assim, é como se esses últimos elementos assumissem o papel de heróis ao guiar os hóspedes pelas belezas de um destino. 

Para conferir as legendas do vídeo em português, lembre-se de ativá-las em “detalhes”.

Crie de forma híbrida

A melhor prática é criar um storytelling com base tanto na Jornada do Herói quanto a da Heroína. Isso pode trazer mais profundidade para o enredo e chances de identificação do público. De todo modo, novamente, essa não é uma regra.

Afinal, tudo depende de entender o que pode ser útil e interessante para cada texto. Quer um exemplo voltado para artigo de blog? Ao ter como cliente uma faculdade, é possível contar a história de alguém que passou por dificuldades financeiras e de aprendizagem. 

No entanto, ao encontrar o melhor método de estudo e investir mais na educação conseguiu realizar sonhos acadêmicos, como a conquista do PHD. Isso se encaixa na Jornada do Herói. Portanto, se quiser acrescentar complexidade à história, vale a pena falar que essa pessoa ainda lidava com conflitos internos. 

Assim, foi possível lidar melhor com eles ao aceitar suas características femininas. Isso pode envolver reconciliação com familiares, retorno à cidade natal etc. Tudo deve ser adaptado conforme as demandas propostas.

Então, percebeu como mesclar as Jornadas do Herói e da Heroína pode ser importante para a sua evolução no storytelling? Logo, avalie quando é interessante fazer a mescla ou escolher entre um e outro. Isso tende a colocar você em outro patamar como produtor de conteúdo para web.

Para um maior aprofundamento no assunto, se inscreva em nosso minicurso de storytelling. Nele, você aprenderá dicas valiosas de processos de criação das histórias!

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Thiago Murça

Copywriting

Thalicia Silva

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