Por Redator Rock Content

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Publicado em 21 de outubro de 2020. | Atualizado em 21 de outubro de 2020


Hackers que implantaram ransomwares em sistemas de TI de suas vítimas e extorquiram milhares de dólares de suas vítimas afirmam que agora não acham mais justo ficar com todo o dinheiro — querem doar parte do valor fruto de suas ações maliciosas à caridade.

Um grupo de hackers — agentes mal intencionados que atuam na web — mudou o script dos cibercrimes.

“Por pior que você ache que nosso trabalho é, temos o prazer de saber que ajudamos a mudar a vida de alguém. Hoje enviamos as primeiras doações. Achamos justo que parte do dinheiro que as empresas pagaram vá para a caridade.”

Desde quando essa modalidade de atuação surgiu, em que ameaças em potencial — trojans, malwares ou ransomwares —, são instaladas em hardwares ou softwares das vítimas, principalmente por meio da abertura de emails, e resultam na invasão de sistemas, roubo ou sequestro dos dados, o objetivo nunca havia sido destinar parte do valor extorquido para a caridade.

Mas um grupo de cibercriminosos, intitulado como Darkside, que já extorquiu milhões de dólares de grandes empresas e atua por meio de ransomwares — eles mantém todo o sistema de TI das empresas refém até que o resgate seja pago — afirma que agora pretende “tornar o mundo um lugar melhor”.

A segurança digital já é um fator crítico inerente à Transformação Digital, mas a necessidade de discutir a ética por trás das ações que acontecem em âmbito digital também é crescente: com a digitalização e a presença de cada vez mais usuários na Internet, governos e toda a sociedade civil precisam delimitar regras claras para esse ambiente — seria correto aceitar uma doação fruto de atividade cibercriminosa?

Uma das instituições que receberam a doação feita em Bitcoins, a Children International, organização humanitária global sem fins lucrativos que ajuda crianças a vencer o ciclo da pobreza e é reconhecida por distribuir livros no Quênia, Uganda e no Malaui, além de promover ajuda humanitária após desastres, como o que ocorreu nas Filipinas, afirma que não tem a pretensão de ficar com o dinheiro.

A outra instituição, The Water Project, que atua para prover e melhorar o acesso à água potável em regiões da África, ainda não respondeu às solicitações da imprensa.

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No total, foram doados US $ 10.000 em Bitcoin para duas instituições de caridade, por meio de um serviço chamado The Giving Block — uma empresa criada exclusivamente para oferecer aos milionários e às grandes corporações a chance de contribuir com a doação em criptomoedas para aproveitar o incentivo fiscal oferecido em contrapartida a essas contribuições com a sociedade.

Essa atuação despertou a preocupação das autoridades em relação a algumas questões principais:

  • a mudança de comportamento dos cibercriminosos tanto moral quanto legalmente e como isso será visto pela sociedade;
  • o que os cibercriminosos esperam alcançar com essas doações;
  • a forma como os hackers pagaram as instituições de caridade, em relação à falta de comprovação de origem do dinheiro e verificação de identidade dos doadores, que não foram exigidos pela empresa intermediadora;
  • ao permitir doações anônimas de fontes potencialmente ilícitas, aumenta-se o perigo iminente de lavagem de dinheiro.

O fato das transações com criptomoedas serem realizadas por meio do blockchain pode inibir o rastreamento de informações, tanto sobre os cibercriminosos quanto das vítimas. Entretanto, a empresa que intermediou a transação afirmou que a criptografia facilitará a localização e captura dos cibercriminosos. Será?

Veja como aumentar a segurança do seu site para inibir a atuação de cibercriminosos e não ser vítima em potencial desse tipo de intrusão.

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