Por Jesús Cárdenas

Publicado em 4 de junho de 2020. | Atualizado em 8 de setembro de 2020


Nesta época em que a covid-19 reformulou nosso modo de viver, as lojas virtuais viram no seu modelo a possibilidade de impactar ainda mais o seu público. Nesse sentido, é importante reconhecer as tendências do e-commerce e saber como aplicá-las para gerar melhores resultados.

A pandemia causada pelo novo coronavírus acelerou em até dois anos a adoção de e-commerces. Isso nos mostra que cada vez mais empresas se tornarão uma plataforma de vendas online, muito antes do esperado.

As tendências do e-commerce referem-se àqueles elementos que, neste momento, já foram incorporados ao negócio e que agora podem ser os diferenciais que qualquer loja online pode colocar em prática.

Por isso, neste conteúdo compilamos as 11 principais tendências do e-commerce que estão disponíveis para que, somadas a uma sólida estratégia de Marketing Digital, possam levar sua empresa para o próximo nível de autoridade, expansão e vendas.

Boa leitura!

11 tendências do e-commerce no pós-pandemia

As tendências que apresentaremos a seguir são as alternativas que podem ser agregadas aos esforços do e-commerce para encontrar formas melhores e mais eficientes de atingir seu público, encantá-lo e, claro, satisfazê-lo.

Continue lendo e descubra quais são!

1. Lojas virtuais interativas

Dentro do espectro digital, mais especificamente dentro do Marketing de Conteúdo, existe um tipo de material que gera mais engajamento do que qualquer outro: é o que conhecemos como conteúdo interativo.

Esse conteúdo dá ao usuário a possibilidade de descobrir informações relevantes à medida que participa ativamente do conteúdo.

Nesse sentido, as lojas virtuais interativas são uma das tendências do e-commerce, pois permitem ao cliente potencial uma troca real e tangível de ações e respostas.

A realidade virtual tem possibilitado que as empresas criem experiências interativas com os usuários, por exemplo, em segmentos de moda e esporte.

Um exemplo são os vestiários virtuais, que por meio do uso de VR (Virtual Reality) permitem que as pessoas saibam como ficariam com as roupas do catálogo sem a necessidade de experimentá-las na loja física.

É o caso da Nike, uma das marcas mundiais mais importantes, que incorporou esta tecnologia na sua loja online para que os usuários tenham a possibilidade de “experimentar” os seus sapatos sem ter que sair de casa.

O aplicativo por meio do qual a experiência interativa pode ser acessada é chamado de Wanna Kicks.

Wanna Kicks

Além disso, as calculadoras são outro elemento diferenciador que pode agregar valor ao e-commerce. Sua função pode ser fornecer opções aos potenciais clientes com base em seus orçamentos.

Imagine a seguinte situação: dentro da calculadora do e-commerce você pergunta ao seu usuário “quanto você está disposto a investir em um kit completo de treinamento esportivo?”.

Dependendo da resposta, sua loja pode oferecer diferentes opções, com produtos mais baratos ou mais caros, para aumentar as chances de conversão.

Se você quiser saber mais sobre o conteúdo interativo e como ele pode se enquadrar nos objetivos de crescimento da sua loja virtual, baixe nosso ebook completo sobre o assunto e explore as possibilidades!

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2. Pesquisa por voz

Cada vez mais pessoas têm um assistente virtual em casa, como o Google Assistant ou a Alexa. Até 2025, espera-se que 75% das famílias dos Estados Unidos tenham um, de acordo com a Loop Ventures.

Com isso, surge a grande oportunidade de trabalhar com essas tecnologias para fazer com que o seu e-commerce apareça nos resultados desse tipo de pesquisa.

Por exemplo, é possível que o usuário peça uma pizza por voz e os assistentes façam o pedido diretamente nas lojas, o que representa uma oportunidade de negócio para quem consegue se posicionar dentro dessa tecnologia.

Tudo indica que o Voice Commerce, como é conhecido esse tipo de recurso, será um dos modelos mais interessantes para atrair e reter clientes.

3. Inteligência Artificial e Big Data

O aprendizado automático, também conhecido como Machine Learning, integrante da Inteligência Artificial, já faz parte de muitos nichos – por exemplo, a pesquisa científica.

No entanto, ele foi gradualmente incorporado ao e-commerce devido à sua capacidade de identificar padrões de comportamento.

Em outras palavras, os aplicativos de IA podem prever o comportamento dos consumidores para um determinado setor ou loja. Assim, os e-commerces conseguem proporcionar melhores experiências, produtos e serviços, inteiramente com base nos hábitos de compra dos usuários.

Inclusive, portais como Amazon e AliExpress já usam essa estratégia. Se você entrar na guia “Recomendações”, poderá encontrar produtos com base em itens que você já pesquisou ou comprou.

Por outro lado, existe o Big Data, tecnologia que permite às empresas reconhecer os hábitos dos usuários graças à “leitura” de milhões de kilobytes de dados na web.

Com a ajuda do Big Data, um e-commerce pode aumentar a eficácia durante suas campanhas de email marketing, adaptando suas ofertas de acordo com o tipo de cliente que consome seus produtos.

4. Hiperpersonalização

É comum pensar que as pequenas lojas de e-commerce não têm capacidade de analisar os dados gerados pelo seu site, mas, graças a tecnologias como IA e Big Data, cada vez mais PMEs podem acessar esses serviços e entender o que seu público deseja comprar quando acessa sua loja virtual.

É como dizemos: é possível proporcionar uma experiência hiperpersonalizada a cada cliente de acordo com as suas compras, pesquisas ou hábitos de consumo.

Esses detalhes são o elemento diferenciador que permite que você interaja e transforme esses potenciais clientes em clientes lucrativos.

Os recursos inovadores para interpretar o comportamento do consumidor online também favorecem a melhoria do desempenho publicitário, levando o remarketing a um nível mais sofisticado com base em estratégias de hipersegmentação.

5. Boas práticas de SEO

Um dos segredos para fazer negócios na internet é saber como se posicionar nos sites de busca. Nesse sentido, o SEO para e-commerce foi desde o início (e continuará sendo por muito tempo) a pedra angular das tendências do e-commerce.

Por que dizemos isso? Porque, graças ao posicionamento nos buscadores, as pessoas podem encontrar sua empresa durante a navegação de forma natural e simples.

Existem boas práticas que geram benefícios como tráfego de qualidade, mais conversões e, claro, uma melhor taxa de cliques (Click Through Rate). Mas há uma específica que proporciona ao usuário uma experiência agradável e satisfatória: o desempenho técnico do site.

Desempenho é fundamental para gerar oportunidades de negócios na internet, por isso, é importante verificar se tudo está funcionando como deveria. Isso exige ações como:

  • reduzir o tempo de carregamento da página;
  • verificar o funcionamento de cada botão;
  • revisar a plataforma de pagamento e sua eficiência;
  • aplicar o design responsivo para adaptar seu site a cada tipo de tela.

Esses fatores não só proporcionarão ao usuário uma experiência incomparável, mas também farão com que ele permaneça mais tempo em seu site. Além disso, os buscadores vão interpretá-los como indicadores de que o seu site é user friendly e vão levar isso em consideração no momento de classificá-lo.

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6. Mobile Commerce

A história do e-commerce começou com os computadores desktops, mas cada vez mais o seu acesso é originado de dispositivos móveis.

A possibilidade de comprar literalmente de qualquer lugar é um dos sinais que os consumidores têm dado aos e-commerces.

Inclusive, o Statista afirmou que até 2023 73% das compras serão feitas por meio de dispositivos móveis, como celulares.

Para aproveitar essa tendência, além do desenvolvimento responsivo do site, você pode usar aplicativos mobile, que garantem maior praticidade e personalização.

7. Métodos de pagamento diversificados

A globalização fez com que as pessoas desejassem – e pudessem – comprar de um país ou continente diferente. Isso fez com que os métodos de pagamento se tornassem mais flexíveis para dar acesso a esses clientes estrangeiros.

Incorporar métodos alternativos de pagamento, como PayPal, Apple Pay ou inclusive criptomoedas, será uma atividade cada vez mais comum no e-commerce.

Isso reduzirá as informações necessárias para proceder com os pagamentos, uma vez que, com as informações de faturamento e envio, as etapas do checkout podem ser eliminadas, proporcionando melhores experiências de compra.

8. Vídeo promocional

Se você é um consumidor regular de negócios digitais, sabe a importância das reviews e resenhas. Bem, a Builder Fly investigou e descobriu que 62% dos consumidores veem avaliações antes de comprar um produto.

O que isso nos diz é que, basicamente, cada vez mais as pessoas vão querer procurar avaliações de seus produtos, seja em sites como o YouTube, seja em sua própria página.

Muitos fabricantes de produtos tecnológicos já usam essa estratégia. Por exemplo, Xiaomi, OnePlus, Google e Apple enviam suas novidades para pessoas de destaque na internet especializadas em fazer avaliações, para que falem com total imparcialidade das vantagens e desvantagens de seus produtos após testá-los.

É um método muito eficaz para atrair clientes e impulsionar o branding da sua marca, gerando, consequentemente, transparência, confiança e engajamento sem a necessidade de investir muito dinheiro.

Além disso, a produção de vídeos interativos com alto poder de viralização é uma estratégia que ganhará cada vez mais relevância nas lojas virtuais, já que estimulam a decisão de compra de forma muito mais imersiva.

9. Assinatura como modelo de negócio

Com certeza você sabe que muitas grandes empresas oferecem modelos de assinatura de seus produtos e serviços, como PlayStation, Apple, Amazon, entre muitas outras.

Graças a esse tipo de negócio, é muito mais fácil prever as necessidades dos usuários e ajustar os produtos e serviços.

Agora, vamos falar sobre as PMEs. Muitas delas criaram pequenos “clubes” nos quais as pessoas, por uma quantia mensal, semestral ou anual, recebem produtos ou serviços regularmente.

Isso se aplica a quase todos os nichos:

  • beleza;
  • saúde;
  • esporte;
  • tecnologia;
  • educação;
  • gastronomia;
  • entre muitos outros.

Um belo exemplo disso é da Glambox, marca que trabalha com assinatura de caixas com produtos de beleza variados.

Glambox

Dessa forma, você consegue fazer com que seus clientes retornem, em vez de comprarem apenas uma vez na sua loja. Um resultado positivo desse público regular é o aumento do Lifetime Value, ou seja, do valor que cada cliente traz para a empresa ao longo do tempo.

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10. Sustentabilidade como diferencial

Esta não é apenas uma das tendências do e-commerce; é uma tendência mundial devido à necessidade e à consciência coletiva desenvolvida.

As pessoas já sabem que os recursos não são ilimitados e a sustentabilidade faz parte da conversa do consumidor moderno.

A Nosto, uma empresa de serviços web, conduziu uma pesquisa na qual descobriu que 75% dos clientes querem receber seus produtos com menos embalagens.

Muitas empresas têm visto essa necessidade não apenas como um método para ajudar no contexto ambiental, mas também para aumentar suas vendas.

Esses negócios têm recorrido a estratégias como:

  • embalagens biodegradáveis;
  • matérias-primas de organizações sociais e financeiramente responsáveis;
  • redução do uso de papel;
  • métodos de reciclagem em todas as fases da produção;
  • uso sustentável de energia;
  • home office;
  • entre outras.

A Nike, por exemplo, é uma das empresas que decidiram comercializar um calçado feito inteiramente com produtos recicláveis. E não é a primeira a fazer algo semelhante.

11. Chatbots

Os chatbots estão por toda parte e sua eficácia é inegável. As PMEs agora podem, com um investimento moderado, adicionar essa tecnologia aos seus sites para oferecer experiências mais agradáveis ​​e personalizadas.

Esse tipo de ferramenta foi pensado para ler e responder às necessidades dos usuários em segundos e, assim, proporcionar-lhes um serviço de conversão e fidelização mais interativo, pessoal e eficaz.

Além disso, um chatbot é uma fonte abundante de informações para empresas que contam com Big Data para prever hábitos e comportamentos dos usuários do seu site.

Conclusão

Trouxemos essas tendências do e-commerce para dar a você uma ideia de todas as possibilidades que estão disponíveis para sua empresa na luta para continuar sendo uma alternativa comercial atraente e produtiva, mesmo em tempos incertos devido à pandemia.

O distanciamento social não significa o fim do comércio. Ao contrário, é a aceleração de algo que era inevitável: a expansão vertiginosa do e-commerce.

Essas estratégias podem orientar para onde o mercado digital está indo e quais são as necessidades e os requisitos exigidos pelos consumidores modernos dos negócios digitais.

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