Por Tulio Magalhães

Publicado em 6 de janeiro de 2020. | Atualizado em 22 de julho de 2020


Uma boa nota no PageSpeed Insights pode exigir ajustes nos endereços, layout e até no servidor do site. Entretanto, tendo em vista os atuais critérios do Google e a ascensão da navegação mobile, pode-se dizer que o tempo de carregamento já é um fator fundamental para obter resultados na web.

É como diz aquele velho ditado: a primeira impressão é a que fica. E em se tratando da navegação na internet, a velocidade de carregamento dos sites, blogs e landing pages é justamente a primeira coisa que um usuário repara quando visita um site.

Essa exigência passou a chamar mais atenção dos desenvolvedores e profissionais de Marketing Digital após a popularização dos smartphones e o inevitável crescimento explosivo do tráfego mobile.

No entanto, somente em 2018, quando o Google finalmente oficializou esse fator como um critério de rankeamento, que a corrida pelas notas verdes no PageSpeed Insights ganhou força.

Mas isso é apenas a ponta do iceberg. O verdadeiro ponto crítico nessa história está na experiência do usuário; um deslize que pode estar custando a você muito mais leads e vendas do que imagina.

Confira neste material que preparamos sobre o tema:

Siga conosco para entender a importância do Google PageSpeed Insights e conferir algumas dicas que vão ajudar você a aumentar a velocidade do seu site. Boa leitura!

 

Por que é importante ter uma boa nota no PageSpeed Insights?

Em primeiro lugar, uma boa nota no PageSpeed Insights significa que um site apresenta uma configuração satisfatória em termos de SEO.

Isso porque, tal como o Mobile Friendly e o Mobile First, a velocidade de carregamento nos smartphones é um dos critérios mais comentados pelo próprio Google nos últimos anos.

Mas os benefícios vão além! Um site com páginas ágeis contribui significativamente para a experiência do usuário, o que se traduz em menores taxas de rejeição, maior tempo de permanência, aumento do tráfego e crescimento no número de leads.

Porém, nos e-commerces os efeitos são ainda mais críticos, pois a taxa de conversão e vendas, bem como o número de abandonos de carrinho, são diretamente afetados por essa métrica.

Em 2012, um levantamento da QuBit já demonstrava que o varejo online perdia cerca de 1.73 bilhão de libras (quase 10 bilhões de reais) por ano em vendas globais unicamente por esse motivo. Imagine agora que mais de 57% das buscas na internet é proveniente de dispositivos móveis!

porcentagem de desktop e mobile
Fonte: 3xceler

Outra pesquisa que vale a pena conferir é o acompanhamento realizado pelo site da Walmart para avaliar o impacto do tempo de carregamento de suas páginas nas conversões. Os resultados falam por si só.

taxa de conversão em comparação a tempo de carregamento
Fonte: Bitsytask

Tudo isso muda o nosso entendimento sobre a jornada do consumidor. Se antes o acesso à internet e as compras em lojas virtuais eram restritas às residências, instituições e lan houses, hoje isso acontece a todo momento e em diversos lugares.

Além disso, a familiaridade dos usuários com as plataformas digitais, vendas e transações online também contribuiu para que os consumidores se tornassem mais críticos em relação à qualidade e à segurança dos endereços que acessam.

Nesse sentido, os sites lentos e, principalmente, as páginas de checkout e pagamento com falhas de carregamento nunca despertaram tanta desconfiança.

 

Como melhorar a velocidade do meu site?

Se você colocou a URL do seu site no PageSpeed Insights e foi surpreendido com um resultado ruim, não se desespere.

Para começar, embora essa avaliação seja frequentemente cobrada por especialistas e representantes dos mecanismos de pesquisa, a maioria dos sites ainda deixa a desejar no que se refere ao tempo de carregamento das suas páginas.

O Estudo de Desempenho de Sites de 2018 realizado pela SEMrush revelou que mais de 82% dos sites apresentam problemas de desempenho e, entre esses, metade enfrentam pelo menos um problema crítico, tais como arquivos não minificados, baixa velocidade do servidor e páginas descomprimidas. Veja só!

pesquisa de desempenho de sites semrush

A boa notícia é que é possível melhorar o desempenho do seu site, seja providenciando ajustes técnicos, seja utilizando ferramentas de otimização. Confira a seguir algumas recomendações básicas que podem ajudar você a ter mais visitantes e conversões.

Reduza o tamanho das páginas

Naturalmente, quanto mais recursos uma página contém, mais pesada ela será e mais tempo exigirá para carregar.

De maneira geral, são as imagens e vídeos que mais contribuem para o peso das páginas. No entanto, o tamanho total dos arquivos JavaScript e CSS também deve ser considerado. Vamos analisar tudo isso por partes.

Ajuste o tamanho das imagens

É muito comum encontrarmos sites que exibem imagens com um tamanho maior do que elas são apresentadas.

Nem todos os webmasters se preocupam com isso, e também há aqueles que optam deliberadamente por usar arquivos maiores para garantir uma boa resolução — o que é um erro grosseiro.

Procure sempre fazer o upload de imagens no seu servidor no tamanho que elas serão exibidas. Você pode compactar suas imagens com ferramentas gratuitas e intuitivas, como o TinyPNG.

Por outro lado, se o foco visual do seu site são fotos em alta resolução, uma alternativa é criar páginas específicas para cada uma delas. Dessa forma, seu usuário já acessará esses endereços esperando por um arquivo maior.

Outra sugestão é carregar as imagens externamente — em uma rede social especializada, como o Pinterest — e inserir apenas o código HTML do endereço onde elas se encontram.

Assim, o carregamento da foto afetará menos o restante dos elementos que são próprios da sua página. Mas preste atenção:

  • a imagem pode perder resolução devido à compactação automática dessas plataformas;
  • o tempo de carregamento da imagem continuará sendo afetado pelo tamanho do arquivo;
  • mesmo que sua marca tenha uma presença forte nessas redes sociais, o link externo nas imagens facilita a saída dos usuários do seu site.

Portanto, a escolha deverá levar em conta o foco do seu plano de Marketing.

Carregue seus vídeos externamente

Se as imagens tornam suas páginas pesadas, imagine o que um vídeo não faz com elas, não é mesmo?

Exceto em casos muito especiais — como plataformas muito restritas ou conteúdos que exigem um grau mais alto de segurança —, a recomendação é que seus vídeos sejam sempre hospedados externamente, tal como explicamos no subtópico anterior.

As mídias mais utilizadas para isso são YouTube e Vimeo, plataformas que não só permitirem a fácil integração dos seus players em outros sites, como também ajudam você a promover a sua marca e melhorar os resultados nas buscas.

Se você disponibiliza um conteúdo restrito, como um curso online pago, ambas as mídias oferecem opções de não listagem, uma funcionalidade que esconde seu vídeo das buscas e só permite o acesso a partir de um link único que você pode anexar — como HTML — dentro das suas páginas.

Minimize seus arquivos JavaScript e CSS

Esse é um problema menos aparente, e provavelmente por isso é tão negligenciado: a mesma pesquisa da SEMrush revelou que 68% dos sites apresentam arquivos JavaScript e CSS não-minificados.

Minificar, como o próprio termo esclarece, significa reduzir ou simplificar esses códigos, algo que pode ser feito removendo linhas desnecessárias, comentários dispensáveis e espaços em branco.

Esses arquivos estão por trás de todo o visual do seu site e, por vezes, são escritos com excessos para facilitar futuras edições. Além disso, podem ser alterados por plugins diversos.

Powered by Rock Convert

Mas não se preocupe, não é preciso dominar nenhuma dessas linguagens para realizar esse procedimento. Existem várias ferramentas que fazem isso por você:

Porém, lembre-se de fazer um backup antes de utilizar qualquer uma dessas soluções.

Sempre haverá a possibilidade do tema do seu site ou algum arquivo ser afetado pelo procedimento. Portanto, mantenha a cautela e não deixe de fazer testes.

Compacte seus arquivos

O gzip é um formato de compressão de arquivos da web que atua como um verdadeiro coringa para quem luta por uma boa nota no PageSpeed.

Compactando os arquivos CSS, JavaScript e HTML do seu banco de dados, o tamanho das suas páginas pode ser reduzido pela metade, se não mais.

E, como todos os navegadores da atualidade são compatíveis com essa funcionalidade, nada muda para quem acessa o site.

Alguns servidores já realizam esse procedimento automaticamente — você pode verificar se o seu site conta com esse tipo de serviço testando sua URL no site da Varvy SEO Tool. Mas se esse não é o seu caso, plugins de cache como o WP Fastest Cache disponibilizam essa opção.

Limpe seus redirecionamentos

Muitas vezes não é exatamente o carregamento da página que compromete a velocidade do site, mas uma sequência de redirecionamentos que obrigam os navegadores a carregarem diversas páginas em um mínimo espaço de tempo.

Esse problema é mais comum em sites muito grandes e que já realizaram muitas migrações de endereço — mudanças de protocolo (HTTPS, por exemplo), páginas duplicadas (algumas com www, outras não), alterações de categoria, estrutura da URL etc.

Esses redirecionamentos se acumulam e tornam o caminho de links até as suas páginas cada vez mais longo.

Portanto, procure manter o seu sitemap atualizado, para que as pessoas cheguem diretamente aos endereços atuais do seu site, e implemente apenas redirecionamentos que são absolutamente necessários — como páginas que contam com links externos importantes.

Quanto aos demais, elimine-os o quanto antes!

Melhore a performance do servidor

Esse é um problema mais notável em blogs, canais de notícias e e-commerces que recebem muito tráfego.

Com a evolução do seu projeto na internet, mudanças se fazem necessárias para manter o ritmo de crescimento. Uma delas é o seu plano de hospedagem.

Nas situações citadas, por exemplo, é recomendável investir em um servidor dedicado capaz de suportar o grande número de visitantes simultâneos, bem como reduzir a lentidão e quedas de sistema.

Lojas virtuais que não se preparam para períodos de maior procura — como a Black Friday ou o Natal — costumam ser surpreendidas por esses problemas básicos.

Entretanto, existem outros fatores que podem estar comprometendo o desempenho do servidor, como softwares ultrapassados, consultas de banco de dados lentas, limitações de memória e até falhas locais no gerenciamento de energia ou no resfriamento dos computadores.

Sendo assim, não deixe de acionar o suporte da sua empresa de hospedagem caso a lentidão do seu site persista e opte sempre por companhias renomadas e bem referenciadas por seus clientes ao contratar esse tipo de serviço.

 

O PageSpeed deve ser a minha única referência?

Você já deve ter se deparado com páginas mencionando números mínimos para sua avaliação no PageSpeed Insights.

Alguns dizem que o ideal é ter uma nota acima de 95, outros chegam a dizer que é imprescindível atingir o 100, pelo menos no desktop. Não se deixe levar por essas generalizações!

Há muitas variáveis envolvidas, e nem sempre é interessante abrir mão de determinados recursos — como pixels de monitoramento, rastreamento e conversão — por alguns milissegundos a menos no carregamento. Cada caso é um caso.

O Google estipula que qualquer nota a partir de 90 é considerada ideal, entre 50 e 89 significa que o site carece de ajustes básicos, e somente aquelas abaixo de 50 que indicam a necessidade de reparos críticos.

Além disso, ainda que o PageSpeed ostente a autoridade da gigante das buscas, sua ferramenta apresenta limitações importantes: a análise é realizada por meio de um servidor com localização desconhecida, e os testes mobile tomam como parâmetro uma conexão 3G — observe que, apenas no Brasil, o 4G já é usado por metade dos usuários do país, segundo dados da Anatel.

Sendo assim, tome os resultados do PageSpeed como referência, mas não deixe que seus relatórios se transformem em uma obsessão.

Uma dica interessante é testar o site em outras ferramentas e comparar os dados de todas elas. Confira algumas opções a seguir!

GTmetrix

Seu princípio é o mesmo de qualquer outra ferramenta do tipo, mas com a GTmetrix você também pode comparar o desempenho do seu site com as médias do mercado em um ambiente totalmente gratuito.

GTmetrix
GTmetrix

Pingdom

O Pingdom é ideal para quem precisa de relatórios mais completos e está disposto a pagar por isso.

As suas análises cruzam dados de diferentes partes do mundo, e sua plataforma ainda envia alertas quando algum problema é detectado.

Pingdom

Rock Stage

Para obter uma análise mais refinada a nossa solução é o Stage Analyzer, um avaliador de performance completo desenvolvido para ajudar você a identificar erros e oportunidades de crescimento no seu site.

 

Quais são as vantagens do Stage Analyzer?

Stage Analyzer

O Stage Analyzer realiza uma varredura completa no seu site em busca de erros de configuração e URL, dimensionamento incorreto de imagens, bem como falhas e carências de SEO, entre outros fatores que podem estar comprometendo a experiência dos usuários em suas páginas.

Em apenas dois minutos, você recebe uma lista prática de recomendações para ajudá-lo, passo a passo, a providenciar as melhorias que o seu site necessita.

Stage Analyzer
Stage Analyzer

Tudo isso com a qualidade e a expertise que só a empresa líder em Marketing de Conteúdo na América Latina pode oferecer.

Como você pôde perceber, é importante conquistar uma boa nota no PageSpeed Insights do Google, mas esse é apenas um dos diversos parâmetros que utilizamos para otimizar e monitorar o desempenho de um site.

Este artigo fica por aqui, mas você já pode — e deve — começar a providenciar melhorias no seu blog ou loja virtual agora mesmo.

Analise a performance do seu site com o Stage Analyzer da Rock Content e obtenha um relatório de SEO completo para orientar a sua estratégia!

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