Por Ivan de Souza

Analista de Marketing na Rock Content.

Publicado em 13 de outubro de 2020. | Atualizado em 13 de outubro de 2020


“Meu site não vende e eu não sei mais o que fazer.” Caro leitor, o primeiro passo você já deu: reconhecer que existe um problema é o pontapé inicial para sair de uma situação ruim. Agora, você precisa identificar em qual etapa errou e o que fazer para corrigir as falhas.

Se você repete a frase “meu site não vende” e tem dúvidas sobre os motivos pelos quais isso acontece, primeiramente, precisa entender a dinâmica das vendas digitais. “Quem não é visto, não é lembrado” é uma máxima que pode ser aplicada para descrever esse momento em que é preciso, como primeira ação, criar um site que converta.

Esse site deve ter tráfego, e isso você já deve saber. Em um funil de vendas — ele é chamado assim por isso —, o volume de pessoas que chegará até a sua página, certamente, será muito maior do que a quantidade de pessoas que pagará pelos seus produtos ou serviços.

Então, você também precisa entender as razões pelas quais os prospects estão ali. Assim, é possível convertê-los em leads, qualificar esse público, convertê-lo em clientes em potencial, torná-los consumidores e, finalmente, encantá-los para que eles se tornem promotores da sua marca.

Não é tão fácil quanto parece, demanda tempo, esforços e conhecimento sobre várias questões. As características do público em cada etapa do funil de vendas, por exemplo, permitem que você disponibilize conteúdos de valor e adequados para as demandas do público.

Mas você ainda precisa entender alguns requisitos técnicos do site ou os anseios e expectativas dos consumidores sobre os produtos e serviços que serão disponibilizados. Na Rock, criamos e disponibilizamos conteúdos sobre cada um desses requisitos, entretanto, neste artigo, manteremos o foco na parte técnica do site.

Veja por que o seu site não tem tráfego ou não converte leads em clientes:

O site não é otimizado para SEO

Se o seu site não é otimizado para SEO (Search Engine Optimization), certamente, o tráfego está aquém do que você poderia obter. Isso porque a aplicação de boas práticas aumenta a propensão de sites, blogs e e-commerces aparecerem no topo do ranking em motores de pesquisa.

Alguns relatórios atestam essa informação. Segundo a Hubspot, a primeira posição em SERPs do Google tem uma taxa de cliques 34,36% maior. Além disso, conforme apurado pelo Search Engine Journal, 93% de todo o tráfego dos sites na Internet advém de um mecanismo de pesquisa.

Entretanto, além das buscas orgânicas, os prospects podem chegar até sua página por meio referências (backlinks adicionados no conteúdo), posts em redes sociais e pela publicidade (anúncios pagos).

Tráfego orgânico versus tráfego pago

Para ganhar mais tráfego, é preciso otimizar esses canais de obtenção de audiência. Enquanto algumas melhorias garantem que o público chegue mais rapidamente até a sua página, outros meios, como o Marketing de Conteúdo, permitem que os resultados, ainda que de longo prazo, sejam mais tangíveis.

Isso significa que você ganha tráfego organicamente e garante bons resultados por mais tempo ou paga para receber mais visitantes que podem se tornar meros espectadores rápidos do seu conteúdo.

Ganhar mais tráfego exige compromisso, tempo e recorrências nas ações. Uma campanha de SEO pode levar meses para gerar o retorno esperado, mas os resultados compensam a espera e o investimento.

Pagar por mais movimentação de usuários pode aumentar as visitas do seu site rapidamente, mas também consumir os recursos de investimento em marketing da empresa com maior velocidade. Isso, porque o tráfego pago é resultado dos anúncios Pay-Per-Click (PPC), como o Google Ads, Microsoft Ads, Facebook Ads, entre outros.

Mas o aumento das vendas não justifica o custo e caracteriza um ROI (Retorno do Investimento) menor, devido ao baixo volume de leads qualificados. Entretanto, se você quiser arriscar com o Ads, precisa analisar as configurações da campanha para atingir realmente um bom público para o seu negócio.

meu site não vende - planilha de roi

Muitos profissionais usam as ferramentas de publicidade paga para diagnosticar a capacidade de vendas de uma empresa. Com uma campanha PPC do Google Ads, é possível verificar se o tráfego de pesquisa obtido será convertido:

  • se o volume de conversão for bom, a empresa entende que pode investir mais na visibilidade do site por meio de SEO;
  • se a qualidade do tráfego for baixa, é preciso focar as necessidades dos visitantes mais qualificados e a experiência de visitação nas páginas, por meio da disponibilização de conteúdo, do aumento da usabilidade, da segurança e do design gráfico do site, por exemplo.

Melhores práticas de SEO

A otimização de um site para SEO é um processo contínuo, que exige comprometimento. Anualmente, o Google altera o algoritmo que considera as características e requisitos dos sites cerca de 500 vezes, mas praticamente baseia o processo de classificação em métricas de avaliação que promovem a melhor experiência de navegação no site.

Os requisitos mais importantes para o SEO — usabilidade, performance, segurança e copywriting — devem ser considerados.

Quanto às questões técnicas, também relacionadas à experiência do usuário, uma otimização de SEO pode ser contemplada com:

  • uso estratégico de palavras-chave no conteúdo do blog;
  • criação e disponibilização de conteúdo de valor para o público anteriormente delimitado para o negócio (persona) — isso também garante o processo de link earning, que auxilia na adição de backlinks e no aumento de autoridade da empresa;
  • fragmentação das peças de conteúdo disponibilizadas, para aumentar a escaneabilidade do texto;
  • uso de ferramentas de verificação de links quebrados no site;
  • uso de headlines (títulos) atraentes, que chamem a atenção pela urgência ou capacidade de resolução de um problema previamente identificado na jornada de consumo do público;
  • eliminação de páginas incompletas, que contêm erros ou direcionam para páginas não encontradas;
  • estruturação de um sitemap que auxilie na indexação dos buscadores;
  • adição de meta descrições e tags de título para usuários e mecanismos de pesquisa;
  • uso de CTAs (Call To Action) adequados para o estágio do funil de conversão.

Existem muitas outras táticas, baseadas nas atualizações do Google— Panda, Penguin, Pirate, Hummingbird, Pigeon, entre outras —, amplamente conhecidas por profissionais especializados. Por isso, contar com ajuda para as aplicações dessas boas práticas pode ser muito útil para a sua estratégia.

O site não é adequado para estratégias de CRO

Todo site precisa de mais tráfego, entretanto, de que adianta um grande volume de visitantes, se você não puder convertê-los? Quando você tem audiência, mas não efetiva vendas, alguns problemas relacionados à conversão podem existir.

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As taxas de conversão variam conforme os segmentos do negócio e o tipo de audiência que chega até o site. Além disso, algumas características visuais e de desempenho interferem na experiência do usuário e, consequentemente, na percepção do cliente.

Enquanto uma pessoa com percepção negativa se torna detratora da empresa, um visitante com a imagem positiva pode se transformar em um cliente em potencial, comprador e, finalmente, um promotor da marca.

Uma vantagem de se investir na percepção do cliente é o aumento da consciência de que eles adquiriram valor em sua experiência de compra, e não apenas um produto ou serviço qualquer. Além disso, uma pessoa satisfeita consome de forma recorrente e a manutenção dessa relação é muito menos onerosa para o negócio do que investir na aquisição de clientes novos.

Na prática, aumentar a conversão significa que se você precisa investir em estratégias de CRO (Conversion Rate Optimization): elementos de web design, CTAs e ferramentas de interação no site, para que a percepção positiva em um primeiro momento aumente as chances de conversão em um segundo ato.

Para isso, verifique se você disponibiliza formatos de conteúdo adequados para o funil de conversão: infográficos, vídeos, webinars, blogposts, ebooks, podcasts, cases de sucesso, demonstrações, reviews — cada tipo de conteúdo é indicado para um momento específico.

Outra questão importante nesse requisito é o design do site. Aliar boas práticas de web design ao SEO é uma tática muito usada e tem excelentes resultados de conversão. Por isso, listamos algumas dicas que podem ajudar:

  • use scripts para aprimorar o dinamismo do site ou incorporar mídias de outros serviços com a função embed;
  • use o conceito de espaço negativo para captar a atenção aos elementos presentes na página;
meu site não vende - ux design
Fonte: Just In Mind
  • use a regra dos terços ou design em F para reposicionar elementos estratégicos como botões de CTA;
  • invista no minimalismo para chamar a atenção com poucos elementos;
  • ofereça dicas visuais para fazer com que o conteúdo se torne mais didático;
  • use as dobras de páginas, apesar de algumas pesquisas baseadas em mapas de calor reforçarem a importância de projetar as informações mais relevantes antes da dobra;
  • aposte em layouts escuros;
  • use elementos interativos com o passar do mouse ou o rolar da página;
  • melhore o engajamento com a adição de vídeos;
  • opte por imagens com elementos em três dimensões;
  • priorize a rolagem de página, em vez de cliques.

O site não é responsivo

Grande parte do tráfego mundial da Internet vem de dispositivos móveis e essa tendência é crescente. O uso de smartphones e tablets para acesso ao conteúdo de sites justifica toda a preocupação dispensada pelo Google, que confere bons resultados de rankeamento para páginas com maior responsividade.

É principalmente por esses dois motivos que uma empresa com presença na Internet também precisa se preocupar com o mobile-friendly, característica também conhecida como responsividade.

Ter um design responsivo significa que toda aparência do site é adaptável ao uso de dispositivos móveis. Ainda que os botões, os conteúdos e outros elementos visuais mudem de lugar, eles ainda são acessíveis e fáceis de encontrar.

https://www.ingeniumweb.com/in/images/the-best-tools-to-test-your-website-design-responsiveness/3694.png
Fonte: Ingenium Web

Isso também garante a usabilidade, um requisito tão valorizado pelo Google. Conforme falamos, os motores de pesquisa integram a engenharia que mais direciona tráfego para os sites e a abordagem seguida pelos algoritmos prioriza os dispositivos móveis em seu processo de rastreamento e indexação.

Isso significa que o Google rastreia um site e o indexa para resultados de pesquisa de uma perspectiva móvel. Logo, a responsividade ou não é uma característica facilmente identificada pelo buscador.

Como um site responsivo é fundamental para a experiência do usuário, empresas que não se atêm a essa característica terão uma classificação inferior nos resultados de pesquisa. Outra forma de os mecanismos de busca identificarem a satisfação do público é pelo tempo de permanência na página.

Tempos de uso superiores significam para os mecanismos que o usuário encontrou conteúdo de valor na página. Teoricamente, isso justificaria a sua permanência naquela URL. Além disso, se a percepção e experiência de uso não forem positivas, mais e mais visitantes sairão do seu site, o que pode resultar em menos vendas e menos resultados para o seu negócio.

O site não tem boa velocidade de carregamento das páginas

O imediatismo é uma característica do consumidor 4.0. Existem milhões de opções de negócios na Internet e, se um visitante precisa esperar demais para visualizar a informação requerida, ele não se sentirá mal por deixar a página e acessar a próxima URL.

Os usuários esperam que os sites carreguem em menos de três segundos. Por isso, é imprescindível ter uma velocidade de carregamento das páginas compatível com essa expectativa.

A performance está diretamente relacionada a fatores internos e externos, como os elementos de personalização do site (templates, plugins, widgets no caso do WordPress) e o hosting escolhido para embasar as operações do negócio.

Ainda segundo a pesquisa do Google, a taxa de rejeição é reduzida consideravelmente em sites que carregam todos os elementos em até três segundos. Ela descreve a porcentagem de sessões de uma única página e destaca se um usuário permanece no site ou sai sem visitar nenhuma outra página,

Alta taxa de rejeição e baixa velocidade de carregamento podem fazer com que seu site perca tráfego (e vendas) ao obter classificações mais baixas nos resultados de pesquisa. Para otimizar esse requisito, considere:

entenda como a velocidade do seu site afeta suas vendas

Depois de aplicar essas boas práticas, é possível acabar com os gargalos de baixa visibilidade e falta de conversão. Como você pode ver, todos os requisitos se dirigem a uma melhor experiência do usuário, que ajuda o site a rankear e melhora a percepção de valor do público.

Entretanto, é preciso se manter atualizado, acompanhar os resultados e mais: mensurar a performance do site por meio de ferramentas adequadas. Um software de mapeamento de calor, por exemplo, pode ajudar você a analisar o comportamento de seus visitantes e os plugins do WordPress podem executar várias dessas ações que descrevemos neste artigo.

O mais importante é parar de repetir “meu site não vende” e aplicar algumas técnicas de SEO e CRO. O Stage é uma hospedagem gerenciada WordPress que, além de disponibilizar uma plataforma otimizada para SEO e CRO, conta com profissionais especializados quanto às boas práticas de retenção e conversão de clientes.

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